Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Agradeço por sua visita, ela é muito oportuna.
Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

1 de maio de 2008

Aquecimento Global

( J Ricardo A. de Oliveira)

Não me agrada o pessimismo, muito menos a situação em que nos encontramos. Não tenho visto grandes mudanças e muito menos crescer a esperança de que poderemos sair desta situação a curto ou médio prazos.

Temo que pelo descaso tanto nosso, quanto das autoridades estejamos comprometendo as perspectivas de longo prazo. Quem sabe?...

Fica uma reflexão poetizada, se é que isso é possível, sobre o momento em que vivemos.


Por um fio


Luzes claras,"como" o dia...
Degusto-o!
Vidas sérias, arredias...
Como sacudir o tédio,
se a vida é o próprio dia,
que insiste e renasce?
Sinto-me sóbrio.
Sento-me ébrio,
bem no meio da Avenida Central.
Garças sobrevoam o canal do mangue,
anunciam sem saber,
o ocaso de um novo/velho instante.
Restam-me as letras...
Resta-me a luz,
ofuscadas, ambas,
pela névoa do pensamento.
Reservo-me às lutas,
removo as vestes de guerra,
revolvo o baú das lembranças...
Bom seria falar de Paz!
As pombas do passeio público!
MAS,
notícias de bombas
interrompemo passear em público.
Loucos !
ou serei eu o louco,
por ainda acreditar em utopias de Paz?
Quisera a lembrança dos lençóis macios,
dos espelhos cristalinos do quarTo de dormir,
densas cortinas a se abrir e revelar o sol...
Acordo.
descubro que neste momento resta-me apenas o futuro.
Bom mesmo seria "ser" agora, quem sabe?
Ter todo o tempo para recomeçar,
remodelar,
re-modelar.
Fantástico mesmo seria estar lá fora,
rodando,
cantando,
qual um louco varrido,
ensandecido pela incerteza de que...
Que pena!
a certeza voltou,
roubou a alegria do estar incerto.
Mas,
assim como as certezas são amarras do efêmero,
as alegrias são o prêmio do instantâneo,
do passageiro.
Restou-me então o caminhar.
Entretanto,
só caminha quem se sabe caminhante do passageiro,
transeunte do incerto,
habitante perpétuo, da eternidade de um só memento
A G O R A !
Onde tudo e nada
são aquilo que se queira...
Luzes Claras:
"como" o dia,
degusto-o...
.

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