Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Agradeço por sua visita, ela é muito oportuna.
Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

25 de setembro de 2012

Uma Espiritualidade Libertadora

(J. Ricardo A. de Oliveira)




Tenho lido e visto muitas publicações das redes sociais sobre Teologia da Libertação e  tenho notado uma certa ausência sobre uma reflexão mais funda sobe o que seria uma espiritualidade libertadora .Para pensar a espiritualidade eu escolho partir da pessoa de Jesus de Nazaré. Pensando n'Ele, fico pensando de que forma Ele libertou a humanidade. Tudo que encontro diz respeito a chavões repetidos quase mecanicamente como: a sua morte e ressurreição nos libertou da morte.
Tenho tido pouca paciência com respostas do tipo isso é um mistério, ou não temos como saber nesta vida...
Afinal que tipo de libertador foi Jesus ?

De que forma a crença em Jesus - o Cristo pode libertar-nos hoje. Costuma-se afirmar que a espiritualidade libertadora é feita na prática do exercício do amor ao próximo. Isto me remete a uma outra questão quanto ao que consideramos como prática. Há no mundo cigarras e formigas e o nosso ocidentalismo resolveu que as primeiras seriam más e preguiçosas e as segundas boas e trabalhadeiras. Na realidade, entretanto, cada uma delas tem uma função e enquanto umas trabalham cantando as outras trabalham ouvindo o canto; as duas tarefas são imortantes.
Teologos produzem estudos, teorias e perspectivas de caminhos para Deus, esta é a sua prática. Não são eles quem produzem as mudanças. As mudanças são produzidas por nós. Essa nossa participação deve estar nas pequeninas atitudes como exercer o nosso direito de ecolha de candidatos adequados aos cargos poíticos de forma consciente, preservar o eco-sistema que nos sustenta, lutar pelo respeito a todos os cidadãos e pelas mínimas condições de vida digna. Esta é uma genuína espiritualidade libertadora. Tomando como exemplo o comportamento de Jesus, percebo que foi isso que ele sempre fez, quando se sentava junto com ladrões e prostitutas, escolhia cobradores de impostos, falava com mulheres e pessoas consideradas impuras na sua época. O reconhecer Deus na pessoa do semelhante é libertá-lo da condição material sem com isso negar essa condição ou imputar a ela um valor inferior ao que é espiritual.
De alguma forma Deus precisou da materialidade dos homens para poder viver algo que havia criado, mas que nunca tinha vivenciado. Na medida em que envia alguém, seu próprio filho para encarnar a limitação e trancendê-la, ele dá ao homem o status de construtor de seu reino. Um reino onde só é permitido participar quem viveu a humanidade e através do Amor poder chegar à divindade. A Ressurreição esse trancender a vida e a matéria e esse apresentar-se aos olhos materiais sem ser material é também uma forma de libertação. Mas dentro de uma perspectiva espiritual há que se considerar também a oração e neste aspecto eu gosto muito de uma frase de Afonso de Ligório. Afonso que foi capaz de abandonar tudo, uma brilhante carreira de advogado e uma familia bem sucedida, para dedicar seu serviço aos miseraveis esquecidos pela igreja na sua época em Napoles. E no que se refere à oração ele diz: "Para orar bastam duas coisas, silêncio e intimidade com Deus". Acho incrível que se desmistifique os padrões tradicionais de oração. Seja produzindo obras concretas de amor, seja buscando a solidão imóvel, o que caracteriza sempre a oração é o estar disponível para a intimidade e o fazer silêncio para dialogar com Deus.Penso que uma espiritualidade libertadora é justamente aquela que partindo da pessoa de Jesus, lança-nos na busca desse mesmo Jesus expresso no rosto de quem quer que seja, especialmente daqueles a quem Ele chama de pequeninos. E desta forma então cumprir aquilo que Ele nos enviou para que fizéssemos, anunciar o advento de seu reino de amor e fraternidade, começando aquí mesmo na terra.

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