Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

24 de outubro de 2008

Inconsciência ou Razão Cínica

( J Ricardo A. de Oliveira)

São aproximadamente 20h e um distinto executivo entra em casa, beija a esposa, e pergunta:E então querida qual o mais novo escândalo envolvendo o governo?Algum novo atentado?E nesse tom informal e familiar senta-se para um drink, à espera do jantar enquanto, degusta o telejornal.No cardápio:Uma entrada de assassinato.A escolher: bala perdida, pai que mata filhos ou policia metralhando inocentes; jovens queimando indios ou talvez meninos de classem média espancando moças pobres...Segue-se mais um depoimento de desvio de verbas, e finalmente o prato principal escoriações, truculência, cabeças decepadas, crianças enfaixadas com sangue escorrendo...Tudo isso regado a sorrisos, com a esposa dedicada que lhe traz a bebidinha e o beija afetuosamente, com molho de crianças que observam e anestesiam sua inocência diante da caixa de Pandora dos tempos pós-modernos."Socorro eu não estou sentindo nada" grita no aparelho de som uma profetiza da MPB e, é talvez quem melhor exprima o que todos nós estamos vivendo.O que foi feito de nossa consciência ?Uma menina foi silenciada aos seus 14 anos na escada do metrô, um pai jogou sua filha pela janela, um menino foi arrastado pelos assaltantes até a morte e.... e..., e... e um sem número de crimes bárbaros e parece que absolutamente nada está acontecendo. Na noite um menino da favela que cheirava cola, numa esquina, foi espancado por rapazes de classe média. Ninguém soube! Na véspera havia sido uma prostituta, no mês passado um menino de rua foi queimado enquanto dormia...Ninguém mais se espanta.Em mais uma madrugada de terror queimam-se ônibus, explodem bombas, morre mais gente no Rio de Janeiro do que nas Guerras do Iraque, ou do Vietnan !O que fazer quando os valores parecem desmoronar em uma sociedade?Que mundo é esse que vê os organismos internacionais mantenedores da Paz e da integridade das nações desrespeitados e nada se pode fazer?Maldito vírus da impunidade que acoberta políticos corruptos, religiosos maníacos sexuais, médicos assassinos, prefeitos que negociam com a saúde do povo, presidentes que se embriagam com o poder e esquecem suas origens e dirigentes de potências mundiais psicopatas que mandam matar, enquanto retocam a maquiagem.Neros pós-modernos incendiários de cidades inteiras.Como e quando foi que perdemos o respeito, o pudor, a inocência e o amor passou a ser piegas?Será que foi quando deixamos de nos horrorizar com o sangue que jorrava do pescoço das galinhas, mortas nos quintais de nossa infância?Lembro que desde a primeira vez que vi matarem um cabrito, nunca mais consegui esquecer de seus joelhos dobrados e seus olhos pedindo piedade. Dos grunhidos do porco, do grasnar abafado que o pato emitia quando lhe cortavam o pescoço...Certamente que não. Estas cenas nos traziam o horror que impedia a agressão ao semelhante.Talvez a ausência delas.Não se matam mais os animais nos quintais, na verdade nem existem mais os quintais.Animais hoje são comprados, maquiados, embalados. Sua morte não provoca culpa. O advento dos supermercados transformou seres vivos em algo inanimado, com aparência de manufaturados, produto de matanças em série, as escondidas, em locais que primeiro chamavam-se matadouros, mas posteriormente foram batizados de abatedoruos.Lembro do menino que viu sua primeira galinha aos 12 anos de idade e ficou abismado de saber que era aquele mesmo animal que rodava fumegando na maquina da confeitaria do bairro...Pior mesmo, só a irmã dele, quando descobriu que o pintinho , amarelinho, fofinho era o tal do frango do almoço.Talvez tudo sejam só conjecturas paranóicas, quem sabe ?Penso também se não foi quando todos passaram a achar que colocar “plastic” e macetear o carro para vender, era coisa normal.Ou se foi quando sonegar impostos passou a ser só desobediência civil.Pobres de nós, o que nos restará ?Se todos achavam engraçadinha a menina de três aninhos que dançava, com as perninhas abertas sobre a “boquinha da garrafa”, por que nos horrorizamos quando ela engravidou aos onze anos?O que será de nós ?É tempo de trocar modernidade, neo-liberalismo por conciência de eternidade.A globalização da mediocridade pelas estruturas sérias e eternas da Luz, da Paz e do Amor.Será que ainda acalentamos a ilusão de que não somos eternos ?Será que alguém ainda se engana de que pode tudo e que nunca terá que mudar de lado?Nenhuma consciência cínica pode resistir ao passar dos anos.Só há uma lei neste universo de zilhões de planetas e estrelas:O AMOR

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