Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

21 de dezembro de 2009

Ecos

Pe. Maikel Pablo Dalbem, C.Ss.R
Padre Maikel é Redentorista 

  1. "Eis que lá das estrelas, ó Rei celeste,
    tu vens nascer na gruta ao frio agreste.
    Ó Menino meu Divino, eu te vejo aqui tremer”
    (Santo Afonso)

Há mais de dois mil anos que chora uma criança numa pequena estrebaria de uma cidadezinha. Chora a dureza do nascimento humano, o desconforto da pobreza, a frieza dos homens. Encontra abrigo no regaço de sua mãe. Colo acolhedor, os braços da mãe são abrigo certo na realidade hostil. Encontra consolo no olhar atento do pai que, cuidadoso, prepara um lugar, com os escassos meios que possuía, para que a mãe e o menino pudessem reclinar e, atento, vela pelo sono dos dois. Eis o mistério grandioso que acontece nesta cena: Deus vem habitar em meio à escassez da humanidade.

Quem tem “ouvido de sentir” pode perceber, ainda hoje, os ecos do choro deste menino. O olhar gritante de tantas crianças perdidas nos semáforos da vida, de tantos velhinhos esquecidos por suas famílias, de tantos homens e mulheres sofredores em sua experiência de solidão e desamparo, de tantos pobres que gritam pelo mínimo, ressoa os clamores daquela criança. Diversos rostos do Cristo clamando por um movimento de carinho, compaixão, irmandade em sua direção. Rostos humanos desfigurados clamando por redenção.

Infelizes os de coração mirrado e surdo, pois estes não conseguem ver a Deus na vida, porque deixaram seus corações serem deteriorados pela mecânica do mundo atual, tornando-se máquinas e esquecendo-se de sua humanidade.

A Deus elevo minha prece: Guarda-me Senhor da insensibilidade. Não permita que a frieza invada o meu coração. Dai-me a graça de ter 'verdadeiros ouvidos do coração', para que eu não permaneça surdo diante de Tua voz no mundo. Cura-me da cegueira e da surdez que não permitem ver no outro meu irmão, filho Teu. Livra-me deste mal para que eu possa viver com a consciência e a certeza de que, com os outros homens, sou família de Deus.

Afinal, o que é a nossa vida se não um dia que se passa na inocência do amor; uma brisa suave que, de maneira tímida e sutil, pode refrescar o ardor das queimaduras do sol de uma existência por si dura. O que é a encarnação se não o grande Mistério de um Deus que ama o homem até as últimas consequências. Um Deus que se torna contingente, assumindo a realidade ambígua de sua criatura, simplesmente por amar. Sim Pai, guarda-me da impermeabilidade de um coração que não sente a presença do outro, de um coração que não consegue amar simplesmente por amar

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