Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

29 de abril de 2010

Alguma poesia /Flores

(J. Ricardo A. de Oliveira)




Flores
Não sei se ainda há tempo,
Com tanto asfalto,
E tanto cimento.
Não sei se ainda vale a pena,
Lembrar e falar de pensamentos tão longínquos.
Com tantos letreiros luminosos
E caminhos tão escuros.
Mas, o que fazer
Se ainda existem pássaros
que insistem em voar?

Uma espingarda?

E o que dizer de flores,
Que resolutas, insistem em crescer?

Uma tesoura?

Loucura?
Insanidade santa,
Bendita seja,
Esta esquizofrenia minha
Que isniste em acreditar
Que apesar desta escuridão,
Posso ver luz no final do túnel,
e acreditar no poeta de Itabira,
saudoso Drumond,
que afirma ter visto,
uma flor nascer no asfalto
.

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