Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

Receba "O Absurdo e a Graça" por Email

você pode me acompanhar também

Minha página facebook:
https://web.facebook.com/jricoliveira

Ou a pagina do Blog no Facebook:
https://web.facebook.com/oAbsurdoeaGraca/

Seja Bem vindo (a)!

Agradeço por sua visita, ela é muito oportuna.
Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

9 de abril de 2010

“Pobres sempre os tereis”

(J. Ricardo A de Oliveira)



E a tragédia se repete.
Chuva, descaso, omissão e mortes em profusão. No momento em que escrevo essa nota já passam de 150 em todo o estado do Rio de Janeiro. As vítimas em sua grande maoria sempre as mesmas. Pessoas pobres, miseráveis espremidas em seus barracos ou até mesmo em casas de alvenaria construídas em local de alto risco.
Mas de onde virá essa predileção pelo perigo ou essa tenacidade em insistir na construção em areas de risco?

O Presidente Lula parece que esqueceu-se dos tempos em que chegado do nordeste foi um favelado no Guarujá.
Esqueceu-se presidente?
É o que parece quando o senhor tenta colocar nas costas destes pobres desassistidos a responsabilidade por toda esta tragédia.

Essa é uma história que vem de longe, de mais de um século quando esta cidade ainda era um paraíso de natureza abundante e sua população podia ser contada às centenas.
Tudo começa com a abolição da escravatura. Não que este seja um fato a lamentar, mas o que se precisa lamentar é a falta de planejamento que se estabeleceu a partir de então.
Os escravos libertos colocados aos montes para fora de suas fazendas e casas dos senhores. Os que ficaram deviam a se submeter a uma vida de escravidão embora fossem livres.
Livres?
E já nesta época as terras tinham dono. Longas extensões de Terra, mas sempre cercadas, mesmo que improdutivas. Terras a espera de valorização.
Sobrava então a grande massa de miseráveis recém conduzidos a uma vida “livre” os poucos espaços imprestáveis, os morros que com os quase inexistentes recursos desta população foram sendo ocupados e favelizados. Surgiram então os barracos feitos com restos de madeira que a sociedade branca descartava como lixo e que era transformada em paredes, assoalho e teto para proteger miseráveis “livres” que sem qualquer orientação passaram a morar no alto dos morros ou em áreas não valorizadas de brejos e pantanos .
De lá pra cá pouca coisa mudou. É verdade que não só ex-escravos. A eles somou-se toda uma grande quantidade de outras pessoas vindas de todas as partes. Migrantes, nordestinos, desempregados, e toda sorte de gente cuja vida se transformou em pobreza, miséria ou abandono.
A todas essas pessoas um traço comum: uma auto-estima rebaixada e uma tendência a aceitar como “vontade de Deus” essa sua sorte, ou ausência dela, como seria mais correto dizer.



Gente acumulada em barracos que aos poucos foram se transformando em casas de alvenaria, mas sempre construídas sem planejamento e sem a preocupação com as técnicas de segurança ou cálculos mais elementares de engenharia. E o resultado, um amontoado humano sem urbanização, sem as mínimas condições de habitabilidade.
Gente acumulada como monturo de lixo. Entregues a sua própria sorte e á caridade de poucos. Na Índia os chamam de “invisíveis”. Na minha opinião um termo prá lá de adequado, tendo em vista o cuidado que lhes dispensam a população em geal e as autoridades constituídas.


I N V I S Í V E I S
Esse nome só não corresponde à realidade em duas ocasiões: uma quando as intempéries obrigam a que se olhe para eles quando sua situação que parecia já ser a pior possível, insiste em piorar.
São as desgraças como a que estamos assistindo no momento, no Rio de janeiro e em Niteroi.



........................................... Morro do Bunba em Niteroi




A outra ocasião acontece nas eleições quando eles passam a ser material de primeira necessidade para os políticos.
São votos e não pessoas. Indispensáveis.
Nem governo nem as elites estão preocupados com os pobres.
As pessoas acham que pobre é lixo, deve viver como porcos.

Desculpe, eu estou realmente sem muita esperança.
Na verdade, vejo uma grande mobilização quando a questão passa pelo assistencialismo imediatista. O fato de fazer doações consegue anestesiar um pouco da culpa.

Mas eu gostaria que se pensasse em possibilidades para mudar a realidade.

Temo que com a volta do sol todos se esqueçam que houve uma chuva que destruiu vidas e sonhos.
Infelizmente sei que na verdade só quem estava lá perdendo seus entes queridos ou aquilo que tinha guardará na memória esses dias sombrios.
O resto da sociedade continuará preocupada com consumir suas grifes caras e famosas...

Eu tenho quase 60 anos e desde criança só ouço promessas.
Já vi os planos mais mirabolantes para acabar com as inundações da Pça da Bandeira, mas até hoje só planos...
Essa desculpa da cidade entre o mar e a montanha também é muito velha.
Eu não moro nesta faixa, moro atrás da montanha, essa é a localização da Tijuca e, a rua eas ruas próximas onde moro alagam sempre que chove um pouco mais forte.
Obras de verdade, não vejo faz tempo... Maquiagem, isso existem muitas.

Mas para uma cidade que pretende receber o mundo ara uma olim-PIADA acho que no mínimo deveria haver um plano de emergência.
Será que o plano de emergência e vir pra TV dizer que o Rio tem uma geografia especiaíssima e blá blá blá blá ?

Eu não dicordo que o Rio Tem essa geografia especial, que a cidade está no nivel do Mar e que alaga quando chove... mas já não é tempo de buscar alternativas?
A Holanda não construiu Diques para conter o Oceano?
Será nque não é tempo de ter um pouco de respeito com os seres humanos que vivem nas áreas de risco?
O que se gasta com um pequeno artefato artístico no caminho Niemayer, em Niteroi é mais que suficiente para implementar uma remoção das famias em risco extremo.
Mas de nada adianta removê-las e não se preocupara em educar a população. Dar-lhes a correta noção de cidadania. Mostrar-lhes o quanto é perigoso jogar lixo nas encostas . Como é importante a separação do lixo e a reciclagem. Como podem extrair benefícios com hortas domésticas ou coletivas, como podem aproveitar a água da chuva, como podem tratar seu próprio esgoto doméstico e transformá-lo em energia.
Enfim, basta apenas vontade, vontade política, abrir mão de manter esta camada da população como massa ignorante que pode ser facilmente manobrada.

As mudanças estão ai mesmo e só não vê quem não quer: Terremotos, Tsunames, inindações, ressacas, ventos e mais um sem numero de acontecimentosque parecm querer nos alertar que os tempos estão muito próximos e que precisamos nos preparar, mudar nossa mentalidade, criar laços, vínculos com nossos irmãos.

Só depende de nossa vontade, de npssa disponibilidade em quer acertar.




“Pobres sempre os tereis...”

mas miseráveis, somente se formos omissos !

Nenhum comentário:

Postar um comentário