Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

18 de maio de 2010

Os limites do último sistema feudal do Ocidente


Os bispos são "membros de elite do último sistema feudal do Ocidente e de uma das últimas monarquias absolutas do mundo". Por isso, não deveríamos ficar surpresos se eles, "assim como os príncipes do reino, respondem apenas ao seu soberano, o bispo deRoma".

Essa é a opinião do padre norte-americano
Donald Cozzens, autor de "The Changing Face of the Priesthood" [A mutável face do sacerdócio] e escritor da John Carroll University, universidade jesuíta de Cleveland, Ohio. O artigo foi publicado no sítioNational Catholic Reporter, 17-05-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Com mitras um pouco tortas, a fila recente de bispos da
Irlanda à Alemanha, e de outros lugares, que deram um passo à frente para pedir desculpas pelos abusos sexuais cometidos por seus sacerdotes é algo sem precedentes para a Igreja Católica europeia.

Mesmo que as desculpas se acumulem e as políticas para lidar com as denúncias de abuso sejam endurecidas e encontros com as vítimas sejam prometidos, alguma coisa continua errada, o que diminui o valor do
"mea culpa" dos bispos.

Não existe nenhuma verdadeira responsabilização dos bispos que foram cúmplices dos abusos sexuais, por deixarem de remover padres predadores para que não tivessem acesso a crianças, ou dos bispos que falharam em cumprir com as leis civis que exigem que se denunciem abusos de menores.

E nem haverá tão em breve.

Duas explicações sobressaem. Uma pode ser considerada divina; a outra, completamente humana.

Bispos são homens ciumentos. Eles tem ciúmes da sua responsabilidade como mestres divinamente indicados da Igreja Católica. De acordo com a sua maneira de pensar, qualquer coisa que possa enfraquecer a sua autoridade divina e dada por Deus como professores e guardiães da fé merece uma imediata e feroz resistência. Desse ponto de vista, apelos para que os bispos sejam responsabilizados, salvo o próprio Papa, ofendem a dignidade do mandato dos bispos e são enquadrados por autoridades do
Vaticanocomo ataques à Igreja.

Em vez de responsabilizações, somos informados de que foram cometidos erros, às vezes trágicos em suas consequências. Mas, explica-se, foram erros cometidos pelos melhores interesses da Igreja. Qualquer coisa além disso, teme o Vaticano, debilitaria a autoridade da posição de ensino do bispo e diminuiria sua credibilidade.

A outra explicação jaz sobre bases mais humildes, embora ainda elevadas. Bispos são príncipes. Basta olhar para os seus mantos de arminho e pegar seus anéis com seus títulos corteses, "Sua Excelência", "Sua Graça", "Sua Eminência". Como membros de elite do último sistema feudal do
Ocidente e de uma das últimas monarquias absolutas do mundo, não deveríamos ficar surpresos se os bispos, assim como os príncipes do reino, respondem apenas ao seu soberano, o bispo de Roma.

Se os acúmulos reais da hierarquia fossem simplesmente vestígios do seu passado medieval, eles poderiam ser bastante inofensivos. Mas esses conceitos episcopais forjaram uma cultura do privilégio, do sigilo e da exceção, que agora é exposta como um prejuízo tanto para o seu ensino quanto para suas funções pastorais.

Mesmo os psicólogos mais teóricos conseguem imaginar como a vida da realeza inevitavelmente pode se tornar isolada – e como o poder real pode ser perigoso mesmo nos melhores homens. Uma perspectiva sóbria: é excessivamente difícil para qualquer um que tenha poder sentir a dor dos outros, mesmo a dor de jovens vítimas abusadas por seus pastores. É o bispo excepcional que mantém contato real com os membros do seu rebanho, que escuta os leigos como um discípulo a outro, que deixa a dor do abusado despedaçar o seu coração. Infelizmente, parece que é o bispo excepcional que coloca o bem dos filhos acima do bem da Igreja institucional.

Mais de meio século atrás, o teólogo luterano
Paul Tillich escreveu que qualquer religião que tomou para si o direito de julgar os valores e os costumes do mundo deve estar preparada para se sujeitar aos mesmos padrões de julgamento pelos quais julgou a esfera secular . Se uma religião não conseguir fazer isso, adverte Tilich, fica justificadamente sujeita ao julgamento do mundo.

Então, acrescenta Tillich, esse é o perigo particular da Igreja Católica.



fonte:http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=32526

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