Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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8 de abril de 2014

50 anos sem João XXII

( D. Helder Câmara)

João XXIII - O Santo que Eu Conheci (por D. Helder)





Em junho de 1963, há cinco anos [Esta reportagem é de 1968] , morria João, o camponês que ocupava a cadeira de Pedro, o pescador. João deixou, além do exemplo de uma vida santa, um punhado de historinhas humanas, reunidas no livro "Fioretti do Bom Papa João". “REALIDADE” [uma famosa revista dos anos 60] publica algumas dessas histórias, um diário dos últimos dias do papa e este relato exclusivo do padre Helder Câmara, arcebispo de Olinda e Recife.




Um dia, o Presidente Juscelino Kubitschek perguntou-me se eu aceitaria ir ao Vaticano em missão especial, como embaixador extraordinário, acompanhado de dois diplomatas, transmitir ao Papa João um recado em nome do Brasil.
Quando ouvi o recado, achei-o tão belo, que nem vacilei em aceitar a missão.
Caber-me-ia dizer ao papa:
- Santo Padre, se um filho vai inaugurar uma casa, casa de seu futuro, de seu sonho, mes¬mo que saiba que o Pai não vai poder comparecer, tem, assim mesmo, a obrigação sagrada de convidar o Pai.
Tratava-se, já se vê, da inauguração de Brasília: Mesmo tendo certeza de que o Papa João não poderia vir à nossa terra, o Brasil tinha a fineza de convidá-lo.
Os dois diplomatas que estariam comigo seriam embaixador Moacir Briggs, então nosso representante junto à Santa Sé, e o embaixador Hildebrando Acioli, que também lá estivera representando o Brasil.
A saúde do embaixador Acioli, já então combalida, não permitiu que o tivéssemos conosco. Apenas o embaixador Briggs e eu participamos da missão que, salvo engano, se manteve secreta até hoje.
O próprio papa nos abriu a porta e fez, de início, um comentário que eu só conto porque é flagrante da alma de Angelo Roncalli:
"- Oh! Tinham-me dito que eu ia receber um grande arcebispo e vejo um pequeno arcebispo ..."
Mas logo se formalizou e disse:
"- Mas eu sei que vem em missão especial do Brasil.
Como vai o presidente? "
Quando transmiti, textualmente, o recado que me cabia transmitir, o Santo Padre se comoveu profundamente e disse:
"- Nunca se ouviu dizer que um chefe de Estado mandasse ao papa um recado tão cristão. "
E três vezes repetiu:
"- Eu preciso ir ao Brasil". Mas logo ajuntou:
"- Mas eu não posso ir ao Brasil", lamentou o papa.
Perguntei ao Santo Padre se ele me permitia pôr termo à missão oficial e se ele me consentia falar como filho.
O Papa João me olhou como se não estivesse entendendo.
Acrescentei:
"- Permita-me aproveitar esta oportunidade única e abrir-lhe meu coração de filho."
Prontamente me autorizou a dizer o que bem entendesse. Sem perda de tempo, comentei:
"- O que me parece importante, Santo Padre, não é sua viagem ao Brasil. Sonho com uma viagem sua incomparavelmente mais importante. "
Falei, então, do esforço desesperado que a Ásia e a África tinham feito reunindo-se em Bandung. Lembrei que o escândalo do século é o distanciamento sempre maior entre o mundo desenvolvido e o mundo subdesenvolvido. Tive a audácia filial de sugerir que ele reunisse, por exemplo, em Jerusalém, a meio caminho entre o Oriente e o Ocidente os técnicos dos países de abundância e dos países de miséria. O indispensável seria que ele comparecesse, em pessoa, ao encontro. A viagem do papa teria o alcance do lançamento de um Sputnik - os primeiros estavam, então, sendo lançados - e a Igreja levaria uma contribuição decisiva à causa do
desenvolvimento.
O Santo Padre foi generosíssimo ao escutar o filho audacioso. E comentou:
"- é preciso fazer isto. É preciso. Mas eu não posso fazer."
Pressentindo que ele aludia a obstáculos surgidos no caminho e usando da liberdade de dizer o que bem entendesse, levei ao auge a audácia e disse:
"- Desde menino, Santo Padre, me acostumei a pensar que acima do papa só existe Deus."
E veio uma resposta deliciosa, cem por cento roncalliana:
"- Se você estivesse no meu lugar, saberia que oito pessoas me controlam aqui dentro. "



O Papa João, pouco depois, teve audácias santas como a convocação do Concílio Ecumênico. Em matéria de viagens, não conseguiu ir mais longe do que a Assis. A Providência reservava ao seu grande sucessor a responsabilidade e a glória de partir em todas as direções, aonde leva o Espírito de Deus, como Peregrino da Paz.
Em outra audiência extraordinária assisti a duas lições extraordinárias do Papa João.
O Concílio se iniciara, despertando enorme euforia em todos os bispos que sonhavam com a atualização e renovação da Igreja. Um dia, uns quinze bispos, de vários países, foram ao Santo Padre e um deles falou em nome de todos:
"- O senhor é feliz, Santo Padre. Deus lhe inspirou um Concílio diferente. O senhor foi logo afirmando que o Vaticano II não vinha para novas condenações, porque o que havia a condenar já estava condenado e mais que condenado. O senhor disse que o Concílio vinha para reformar a Igreja."
O entusiasmo que as primeiras votações do Concílio despertavam, o intérprete ousou acrescentar:
"- Mas como é possível, Santo Padre, que bispos da Cúria Romana fiquem sabotando o Concílio? "
O Santo Padre sorriu e comentou:
- Pensando bem, o obstáculo é uma bênção de Deus.
Se caminhamos, caminhamos sem nenhum empecilho, corremos o risco de ir mais longe do que desejamos.
A esta lição de prudência humana, ajuntou outra de sabedoria divina:
- Vão para a Basílica. E lá, cada um sustente tudo o que, diante de Deus, em consciência, julgar necessário sustentar. Estarei aqui para defender a inteira liberdade de vocês.
Mas acrescentou;
- Não saiam, porém, da caridade, para vocês não saírem de Deus. Palavras de um santo!
Ao longo do Concílio, quando um padre conciliar falava e havia a tentação de nos irritarmos, de nos rebelarmos, a voz do papa santo ajudava, recomendando:
"- Não saiam da caridade para não saírem de Deus."
No encerramento do Concílio, numerosos bispos chegamos a pensar em pedir ao Santo Padre Paulo VI, por aclamação, que canonizasse pura e simplesmente o Papa João. Para que processo, se havia milagres gritantes, dos quais os dois maiores pareciam: a morte do papa e o Concílio Ecumênico.

Católicos e não-católicos, crentes e descrentes choraram a morte do Papa João. Protestantes, judeus, maometanos, budistas, agnósticos, ateus o amavam tanto quanto nós. Ele não era mais nosso do que deles. E, quanto ao Concílio, há pormenores que só a audácia de um santo se animaria a enfrentar.
Quando li a lista dos perigos do Concílio e vi nomes de grandes teólogos até as vésperas tidos em suspeição e que, de repente, eram chamados, oficialmente, pelo papa, comovi-me profundamente. Lá estavam, entre outros, De Lubac, Congar, Chénu, Rabner, cujos escritos eram de¬saconselhados nos seminários. Se ainda estivesse neste chão dos homens, Teilhard de Chardin, certamente, estaria convocado e encabeçaria a lista dos peritos, ele que foi uma das grandes presenças invisíveis do Vaticano li.
Não foi menos audacioso receber dentro da Basílica, e colocar no nível dos cardeais, observadores ortodoxos, anglicanos e protestantes, para os quais, do começo ao fim, o Concílio não teve segredos.
De certo modo, ele indicou o próprio sucessor: durante Concilio, um único padre conciliar foi por ele convidado a hospedar-se no Vaticano. Tratava-se do cardeal arcebispo de Milão, Monsenhor Giovanni Battista Montini.



HISTORINHAS DO BOM JOÃO

Depois de sua eleição, João XXIII convoca o Conde della Torre, diretor do Osservatore Romano, jornal do Vaticano, que havia doze anos não recebia semelhante honra. O papa exprime-lhe o seu interesse pelos assuntos relativos à imprensa e promete-lhe o seu apoio. Insiste, porém, em que, daí em diante, o Osservatore Romano evite empregar, a propósito do papa, os habituais superlativos, tais como: augustos lábios, iluminado pela graça, e outros lugares-comuns.
- Escreva simplesmente: "O papa disse... O papa fez ...
Verdade seja dita que, neste ponto, João XXDI não foi atendido.

Para visitar um velho prelado agonizante, João XXDI irrompe, de imprevisto, numa clínica dirigida por religiosas. Bate à porta e a irmã- de serviço julga desmaiar de emoção ao ver; diante de si, o papa.
- Não se assuste, minha irmã, e vá chamar a superiora. No fim de contas, sou apenas o papa.
E João XXIII, como toda a gente, aguardou de pé, na antecâmara, que chegasse a superiora.

Ao instalar-se nos seus aposentos, enquanto os carregadores armavam o mobiliário, o Santo Padre sentou-se num caixote a ler o breviário. Só depois de o terminar, partiu a explorar as salas que ainda não conhecia. Quando chegou ao salão, os operários transportavam caixotes. Escondido por um deles estava um operário, que trabalhava, curvado.
- Não os incomodo, meus filhos'? - disse o papa. O operário que se encontrava por detrás do caixote jul¬gou reconhecer a voz de um dos seus companheiros:
- Quando é que você vai largar mão de ser bolo?
Vê se me dá aqui uma mãozinha.
João XXIII avançou e segurou o outro lado do caixote.
Neste instante o operário ergueu os olhos. Pálido de emoção, balbuciou:
- Santidade, Santidade ...
João XXIII abençoou-o, bem como aos seus compa¬nheiros. Vendo que o operário que lhe respondera estava ainda muito confuso, quis pô-lo à vontade:
- Pertencemos ambos ao mesmo partido.
- Mas eu não pertenço a partido algum - respondeu o operário.
- Repare bem no meu tamanho, disse o papa. As pessoas como você e eu estão automàticamente inscritas no Partido dos Gordos.
Convidou, então, os operários para almoçarem com ele, mas os trabalhadores estavam muito intimidados e quase não comiam. Ao aperceber-se disso, o papa dese¬jou-lhes bom apetite e deixou-os sós.

Logo após a sua entronização, João XXIII aumentou consideravelmente os vencimentos dos empregados da Cidade do Vaticano, começando por baixo. É por isso que um guarda recebe salário de 70 mil liras por mês, mais uma importância de 12 500 liras por filho e 10 mil
liras de subsídio pela mulher e um mês de gratificação. E os cardeais tiveram os seus
vencimentos fixados em 400 mil liras mensais (uma lira vale cerca de seis cruzeiros velhos).
Um prelado, achando exagerado o aumento dos pequenos vencimentos, fêz-lhe lembrar, respeitosamente, que isso representaria um grande encargo para o orçamento pontifício. Então o papa respondeu, para provocá-lo:
- Não nos limitamos a aumentar os vencimentos dos mais humildes, baixamos também os dos altos funcionários. Assim, conseguimos para a nossa tesouraria uma economia de 20 milhões por mês ...


João XXIII detestava a solidão, particularmente durante as refeições. Ora, o protocolo estabelece que o papa coma sozinho. Ele não se resignava a tal, dizendo: "Pareço um seminarista de castigo." Ou ainda: "Li atentamente o Evangelho sem conseguir encontrar passagem alguma que me obrigue a comer sozinho. Jesus, como é sabido, gostava de comer acompanhado."
A pompa pontifical desagradava-lhe. Tinha horror às cerimônias oficiais e à complicação de certos, ornamentos de vestuário. E reclamava;
Ando vestido como um faraó!

Outrora, o acesso do público à cúpula de São Pedro era proibido enquanto o papa passeava nos jardins do Vaticano. João XXIII fez suprimir essa restrição, alegando:
- Mas por que é que os fiéis não hão de poder ver-me? Não faço nada de escandaloso ...

No decurso de uma audiência, João XXIII reconhece o Padre Pignatello, capelão-geral do exército italiano, sob as ordens do qual servira durante a guerra, quando ainda era apenas o Padre Roncalli.
O capelão ajoelha-se para lhe beijar o anel. O papa, então põe-se em sentido, faz continência e diz-lhe, com um sorriso:
- Sargento Roncalli! Às suas ordens, meu general!

João XXIII continuava a exprimir-se como se não fosse mais do que um homem igual aos outros. Assim, quando tinha pressa de regressar ao Vaticano, no fim de uma visita, dizia:
- Estou atrasado. Tenho que voltar para casa.

Recebendo um congresso de padres, em junho de 1960, João XXIII, numa conversa familiar com os seus hóspedes, antes de os abençoar, teve esta tirada que os deixou boquiabertos:
- Não sou um papa que tenha visões. E, no entanto,
dizem-me que não vou lá muito mal!

Isto não o impediu, contudo, de dizer um dia, durante a primeira sessão do Concílio:
- Gostaria bem que Nosso Senhor me aparecesse para me dizer quando acabará o Concílio, que, para o começar, sou eu quem manda, mas para acabar ...

Um embaixador asiático é recebido em audiência. João XXIII aproxima-se dele e começa a conversar com a sua habitual cordialidade perguntando-lhe pela família.
O outro interrompe-o dizendo não sou casado."
- Ah! é solteiro! Então é exatamente como eu! - exclamou o papa.
- Não exatamente, Santo Padre! afirma, honestamente, o embaixador.

A multidão reunida, domingo de Páscoa, na Praça de São Pedro, em Roma, para receber a bênção pontifical, teve a surpresa de ouvir estas palavras do papa, em frente da janela que acabava de ser aberta : - Aqui há uma corrente de ar, terrível! .

Ao ouvir, por a caso numa rua de Roma uma mulher impressionada pela gordura do papa, dizer a outra: "Meu Deus, como ele é gordo!",
João XXIII volta-se e diz-lhe:
- Saiba, minha senhora, que o Concílio não é um concurso de beleza!

Aludindo às suas freqüentes saídas do Vaticano:
- Dizem que saio muitas vezes por dia. Pois bem, passarei a sair à noite!

João XXIII visita em Roma, o Hospital do Espírito Santo, dirigido por religiosas.
A superiora aparece muito confusa, e diz-lhe apresentando-se:
- Santíssimo Padre, sou a superiora do Espírito Santo.
- Está bem, tem sorte - respondeu o papa. - Eu sou apenas o vigário de Cristo.

Relendo um esquema preparatório do Concilio, particularmente hostil aos trabalhos dos teólogos e dos modernos estudiosos, João XXIII pegou uma régua graduada, mediu o tamanho da folha e disse para um seu familiar:
- Repare: neste esquema há 30 centímetros de pecados!

A um prelado da Cúria, que lhe dizia: " absolutamente impossível abrir o Concílio em 1963", o papa respondeu:
- Vamos abri-lo em 1962!







Este é o resumo do diário dos últimos dias do Papa João XXllI. Giovanni Roncalli morreu sereno como viveu, tranqüilizando os que o cercavam.

“Minhas malas estão prontas”

Terça feira 25 de maio de 1963
Comunhão com os que sofrem.

Ah, como estou reconhecido". O fato de ser objeto de delicadas atenções comove-me; mas deixa-me exata¬mente na minha habitual simplicidade, ao mesmo tempo que me sinto mais do que nunca em comunhão com todos os que sofrem nos hospitais ou em suas casas e que, por razões diversas, estão angustiados. Este interesse testemunhado ao papa, que humildemente representa o Senhor, deve suscitar um aumento de orações, de pensamentos e propósitos de paz, uma convicção segura e clara de que, na vida, o que tem valor está sempre no espírito do Evangelho: doçura, bondade, caridade.
- Desejo que todos recebam o sinal da minha comovida gratidão, para que ele lhes seja causa de mútuo amor fraternal, já que querem permanecer em união comigo. Abençôo e encorajo...


"Quando soar o momento, não perderei tempo."
Sexta-feira, 31 de maio de 1963 o encontro, em Cristo

- Nas minhas vigílias noturnas tenho sempre diante de mim Jesus crucificado, com os braços estendidos para abarcar o mundo inteiro. É papel da Igreja católica e apostólica, da Igreja romana, trabalhar para a realização da oração do Divino Mestre: "Ut unum, ut unum sint".
- Estou pronto a ir aonde o Senhor me chamar.
- Desejo desaparecer e encontrar-me em Cristo
.
O papa tem os braços em cruz sobre o leito.
A Monsenhor Rocca:
- Agradeço-lhe muito o auxílio que me prestou. Continuaremos a amar-nos no Céu.


Sábado, 1.0 de junho de 1963: a morte é vida nova
O papa solicita que lhe recitem o Magníficat:
- Então, coragem! Não é o momento de chorar, é um momento de alegria e glória.
- Sofro muito, mas com amor.
Ao secretário:
- Quando tudo acabar, não deixe de ir visitar a sua mãe.

O papa beija os seus irmãos e diz:
- Sou a ressurreição e a vida! Jesus! Jesus! Rezemos pelo nosso pai e pela nossa mãe.
Pensei sempre muito neles e estou contente porque, dentro em pouco, voltarei a vê-los, no Paraíso. Com a morte é uma nova vida que começa, a glorificação em Cristo.

Ao Cardeal Testa, que manifestava a intenção de sair:
- Fique um pouco mais!

Ao professor Gasparrini:
- Querido professor, não se inquiete, as minhas malas estão sempre feitas.
Quando soar o momento da partida, não perderei tempo
.


Domingo, 2 de junho de 1963: a última bênção


- Cristo acolhe-me. Estou perto de Jesus.
- É um dia grande para a Igreja (era o Pentecostes).
O papa dá urna última bênção ao mundo.

Segunda-feira, 3 de junho de 1963:

João :XXIII morre às 19 horas e 4S minutos depois de ter dito: .
- Mater mea, fiducia mea. (Minha mãe, minha con¬fiança.)
No mesmo instante, o Professor Gasparrini, que recebia
o seu último suspiro, ouve, distintamente,
o padre, que celebrava missa na sala ao lado, dizer:

-Ite missa est !



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