Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

10 de agosto de 2010

Mudanças, crises, transformações

J. Ricardo A. de Oliveira

Tudo parece ter entrado em uma crise profunda.
E para quem não percebeu ainda estamos em plena fase de transição.
A “re-evolução” que não fizemos, tenho a impressão de que está se processando de maneira geral com a quebra de todos os paradigmas que conhecíamos. Mas isso fica mais evidente em instituições como a ICAR que tem orgulho de não se atualizar, de ser sempre a mesma e imutável. Fico me lembrando da cana pensante de Pascal e tentando descobrir quando tanta rigidez vai levara ICAR a uma ruptura. Os ventos estão cada vez mais fortes, e a ICAR recusa-se a flexibilizar.
Vivemos em um tempo de grandes mudanças, de valores em mutação. A vida humana parece que perdeu o valor. Pais jogam filhos pela janela, ou os abandonam em lixões, ou ainda os matam em série por serem vistos como incômodo. Filhos matam pais por ganância. Mata-se por motivos torpes, mata-se como se fosse uma diversãos.
Políticos perdem o pouco de seriedade e vergonha que ainda lhes restava. As instituições confiáveis são flagradas em atos de corrupção, banditismo ou de associação com o que não presta. Maus juízes que aceitam suborno, religiosos que abusam de inocentes, e até alguns policiais preferem trabalhar para a criminalidade.
Se formos olhar para a nossa nave mãe, a terra, tem-se a impressão de que ninguém está dando a mínima para os avisos da natureza agonizante. Ninguém abre mão dos sacos plásticos, dos aerosóis. Ninguém parece acreditar que chegamos a uma situação limite em todos os aspectos da vida.
A civilização judaico-cristã chegou ao fim. Para os que só vêem o próprio umbigo isso não faz sentido, mas pra quem vê alguns palmos adiante pode perceber que isso aconteceu com outras civilizações, como a Sumério-Babilônica, a Grega a Romana entre outras. Chegamos ao limite do limite, daqui pra frente só nos resta a queda, o tobogã da civilização previsto erradamente como fim do mundo por Nostradamus, Calendários Maias e pelos esquisotéricos histéricos de plantão. Na verdade o mundo que está acabando é o mundo como conhecemos que chegou ao seu limite máximo.


Em meio a tudo isso algumas pessoas parece que estão preocupadas com “perfumarias” como se os gays podem ou não casar, se as mulheres podem ser ordenadas como sacerdotisas, se é permtido evitar a concepção, ou pior se o prazer e a alegria são pecaminosos.
Hoje, para alguns religiosas transar antes do casamento é um pecado grave, mas jogar esgoto nos mananciais não. Usar camisinha é pecado jogar sacos plásticos na natureza, não. É pecado não jejuar na sexta feira santa, mas ser conivente com a fome de um BILHÃO de pessoas no mundo não.
O mundo se perdeu...
E eu concordo com Leonardo Boff quando ele diz que a grande revolução que precisa ser feita é a revolução da educação, e essa não será feita com armas como querem alguns imediatistas. É uma revolução com cara de evolução, porque deverá ser feita em longo prazo para conseguir mudanças estruturais e definitivas.
Todos nós sabemos que as grandes empresas são campeãs em poluição, mas isso não não implica que devemos fazer vistas grossas para os moradores das comunidades que por ignorância e falta de qualquer preparo e conscientização jogam seu lixo nas encostas e contribuem dessa forma com os deslizamentos durante as chuvas. Na verdade todos nós somos responsáveis por empreender mudanças em nossas vidas para que a mudança global possa acontecer. A mudança que queremos tem que acontecer primeiro em nós.
É desta forma que poderemos transformar e talvez salvar o mundo.

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