Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Agradeço por sua visita, ela é muito oportuna.
Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

19 de outubro de 2010

Padre Zezinho - AS NOVAS DITOCRACIAS

Pe. José Fernandes de Oliveira (Pe. Zezinho)




Os povos nem sempre escolhem e, muitas vezes, quando escolhem acabam escolhendo errado. Existem democracias plenas, democracias insuficientes, ditaduras e ditocracias. Nas democracias plenas todo mundo pode falar, mas as instituições são suficientemente fortes para se enfrentarem e chegarem a um equilíbrio. Nas democracias frágeis, grupos de poder político ou de poder econômico, acabam impondo sua vontade e fazendo o povo crer que escolheu, quando, na verdade, dançou ante o poder imenso de marketing e de mídia dos grupos de poder.

Nas ditaduras não há nem conversa; não se vota, não se elege e o povo tem que aceitar a decisão dos poucos que se apoderaram do poder. As modernas ditocracias entendem que há que haver o mínimo de democracia para um país se sentir motivado, mas há que haver um certo controle para que, o que foi feito não seja desfeito pela próxima gestão. Então, aparece a figura do ditador democrata; permite eleições e até as manipula; permite certa liberdade, mas não o direito de o outro grupo voltar ao poder. Se o poder for trocado de mãos, que o seja para alguém de linha semelhante de pensamento.

Nesses países, duas direitas podem se suceder, duas esquerdas podem se suceder, mas se a esquerda estiver no poder, impedirá por todos os meios que a direita volte e, se a direita governar, fará de tudo para que a esquerda não vença. Isso explica porque, em umas democracias latino-americanas, optou-se pela ditocracia. Não dá para dizer que esses líderes são ditadores plenos, mas também não dá para dizer que são plenamente democratas. Resta ver o que o povo quer. O povo muito provavelmente votará com o estômago e com algum dinheirinho na conta. Se o novo governo lhe deu condições de acesso ao alimento e algum dinheiro na conta, esse governo será indefinidamente reeleito, porque o povo sempre acreditará que, depois disso, virá a casa, escola e mais oportunidade. O mínimo dos mínimos este governo lhe deu.

Na verdade a América Latina está vivendo essa experiência do mínimo dos mínimos e os governos que finalmente o patrocinaram têm mais chance do que aqueles que nem este mínimo necessário conseguiram fazer. As elites acabam se curvando ao fato de que tem para elas e tem para os pobres e até se tornam disponíveis e dispostas a colaborar. Chamemos a elas de democracias fortes ou de ditaduras suaves ou ainda ditocracias, algumas delas fundamentadas num só homem, outras numa linha de trabalho e de pensamento como parece ser a do Brasil. Com elites mais estruturadas e mais organizadas, como escola que embora falha têm dado cérebros ao país e com sindicalistas e trabalhadores que percebem a vantagem do diálogo, o Brasil consegue remar apesar dos partidos pouco sólidos.



Boa parte da população prefere que haja congresso, câmara e eleições. Estamos vacinados contra salvadores da pátria e ditadores, mas estamos, também, vacinados contra partidos pusilânimes, interesseiros e corruptos.
O Brasil pode até dar certo e chegar à democracia sem cair na ditocracia, coisa que parece não ter acontecido com nossos vizinhos.
Isto, a menos que algum aventureiro tente o caminho do PRI mexicano. Melhor é dialogar.
Quanto ao congresso e a câmara dos deputados, existem as urnas e é melhor que os mal acostumados ao poder comecem a ter medo delas. São milhões os que não querem voltar ao ontem, mas não querem, também, embarcar em qualquer futuro.
De repente, o Brasil pode até dar certo muito mais cedo do que imaginávamos. Isto, se superarmos a cultura dos conchavos!











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