Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Agradeço por sua visita, ela é muito oportuna.
Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

20 de novembro de 2010

A suave brisa que vem da Bélgica

J. Ricardo A. de Oliveira
Os bons ventos sopram da Europa. Chegam de lá notícias de que cristãos, católicos estão se reunindo e buscando uma solução para a crise na igreja.
São muitos séculos de afirmações duvidosas, de atitudes pouco recomendadas, inquisições, desmandos de poder, interferência em reinos, abusos sexuais, pedofilia, pederastia e toda sorte de coisas encobertas, escondidas. Ninguém parece querer se dar conta das inúmeras igrejas que se esvaziaram na Europa, tanto que até seus imóveis são vendidos e aproveitados de forma aviltante, transformados em boates, pubs e até em casas de prostituição.
A ICAR encolhe na Europa e com os últimos escândalos e a complacência dos bispos parece estar minguando. A grande maioria dos padres e bispos estão velhos demais para atrair o público jovem que não se interessa pela boa nova que da forma como é apresentada já que não parece a eles tão boa e muito menos nova.
Mas que ninguém descuide do Espírito Santo, que sobra onde quer e não se deixa prender e nem corromper. E num destes ventos, os fiéis abandonados da Bélgica resolveram seguir o caminho como o fizeram os primeiros cristãos. Não será por falta de fé, de sacerdotes ou de decência que o Senhor será esquecido. Vem de lá os ventos transformadores.
Uma nova reforma ? Uma primavera de rebeldia e fé ?
Diante dessa ousadia santa tudo mais toma um outro aspecto. Não há mais razão de discutir o celibato, a ordenação de mulheres, alguns dogmas impostos pela vontade humana. Tudo assume uma simplicidade chocante como se pode ler na própria Bíblia:
Reuniam-se para rezar, tinham tudo em comum e partiam o pão nas casas...
Tudo fica infinitamente mais próximo da simplicidade daquele jovem carpinteiro da Galiléia que reuniu-se em torno de uma mesa para uma refeição, uma refeição simples e sem cerimônias complexas, sem sacrifícios, sem imolações. Pediu apenas que lembrassem d’Ele quando partissem o pão e tomassem o vinho. Que rememorassem esse seu gesto, singelo e que era uma repetição de um outro, em uma outra ocasião, quando o pão escasso matou a fome de milhares.
Fazei isso em memória de mim!
E qual é esta memória?
A memória das Bem aventuranças.
A memória daquele que disse eu tive fome, sede, estive preso e não me visitastes.
A memória que afirmou, aquele que não tiver pecado que atire a primeira pedra.
A memória daquele homem simples que disse ao pai, se podes, afasta de mim este cálice.
A memória de alguém que por ser tão humano é reconhecido como um Deus.
A memória daquele que muito amor aos seus amigos discípulos e que disse um dia aos sacerdotes de seu tempo que os ladrões e as prostitutas os precederiam no reino de seu pai.
A memória de um Rei que em seu ultimo encontro, antes de fazer o gesto máximo de fraternidade e amor, tomou uma bacia e lavou os pes de seus discípulos.
E acrescentou como a grande síntese de seus ensinamentos:
Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis, uns aos outros, assim co eu vos amo. Nisto se resume toda a lei e toda a profecia.

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