Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Agradeço por sua visita, ela é muito oportuna.
Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

12 de fevereiro de 2011

Uma mensagem de Jean Yves Leloup

A linguagem do poeta, a linguagem da arte, é , talvez uma das linguagens que poderia ser utilizada para ousarmos falar a respeito de Deus porque trata-se de uma linguagem que não nos confina, não conceitualiza,, não distribui rótulos, mas nos deixa livres e nos convida a fazer uma experiência, a empreender uma transformação.

A imagem que me ocorre, é a de alguém que escava em busca de uma nascente que jorra; não basta falar de nascente, não basta falar de água, é também necessário escavar seu poço, avançar em direção à água viva que está no fundo, assim como em direção à água viva que jorra. Não basta escavar para que apareça a água viva , mas o fato de escavar irá permitir que reencontre a água viva que jorre. Além de nossa tentativa, de nossa busca em direção às profundezas, temos que reconhecer que não é o fato de escavarmos, não são nossas enxadas que irão criar a água. Do mesmo modo que não é o despertador que fará o dia nascer... No entanto, convém tomarmos consciência de que o dia está aí!

Trata-se de despertarmos, de escavarmos, de avançarmos em direção à nascente e de sabermos que essa não é nossa propriedade: ela jorra, ela nos é oferecida. Nesse momento surge a palavra graça. independentemente de seguirmos uma via zen ou de ioga, o autêntico mestre ou discípulo sabe perfeitamente que não é esse exercício que irá provocar a iluminação. O exercício, a meditação, o método, todas as técnicas utilizadas tornam-se somente disponíveis à experiência.

Aqui identificamo-nos com a tradição antiga dos Padres do deserto que dizia: “Existe o trabalho do homem, a ascese, a liberdade do homem, e , ao mesmo tempo, a graça.“ E´como um pássaro que para voar, tem necessidade de duas asas, ou seja, de sua liberdade, de seu trabalho, interior e, ao mesmo tempo, da graça, isto é, da nascente que jorra em direção ao seu esforço, ao ato de escavar. Por um lado, o trabalho do homem procura Deus; por outro, como uma fonte de água viva, Deus empe

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