Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Agradeço por sua visita, ela é muito oportuna.
Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

8 de março de 2011

Quem não viveu, quem não sentiu a batida do surdo no coração, só pode mesmo criticar



Zicartola- bar de Dª Zica e Cartola,
refugio para muitos durante os anos de chumbo

"Mangueira é nação e comunidade!
"Minha festa", teu samba, ninguém vai calar!
Sou teu filho fiel, Estação Primeira
Por tua bandeira eu hei de lutar"


Às vezes eu penso que fomos tomados por um vírus. O vírus do mau humor...
Será que até com o carnaval esse povo agora vai implicar?
Nem tanto ao mar nem tanto à terra.
Não há dúvida que o carnaval dá muitos lucros aos empresários, mas não é verdade que só pode se divertir quem tem dinheiro. Pelo menos aqui no Rio de Janeiro, há centenas de blocos em que a participação é livre,nada é cobrado,ninguém vende abadá, não há fantasia pasteurizada.
O cordão da Bola Preta reuniu no sábado 2 milhões e meio de pessoas e nem mesmo a roupa de bolas pretas comum à maioria dos foliões é exigida, a participação é livre e democrática como é na Banda de Ipanema, no Sovaco do Cristo, no Concentra mas não sai, cordão do Boitatá e muitos outros.
E mais até nas grandes escolas do grupo especial da Marques de Sapucaí, tida como o carnaval para ricos, muitas alas são para a comunidade onde os participantes ganham suas fantasias, bastando para isso, ser da comunidade e comparecer aos ensaios por um determinado período. Que eu saiba em Salvador também é possível, para quem gosta sair ao lado dos trios, sem o famigerado Abadá. O mesmo acontece em Recife, Olinda.
NA verdade, só quem vive, ou viveu numa comunidade sabe o que é o carnaval, o quanto ele é esperado, o que essa fantasia do “reinado do povo”, da total irreverência, do descompromisso, da alegria solta no ar, faz no coração de quem muitas vezes nada tem além dos quatro dias de folia para recarregar suas baterias.
Mas esta é uma festa realmente do povo. Claro que muitos empresários gostariam que esses feriados não existissem para que seus operários produzissem durante esses dias. Claro que muitos intelectuais vão fazer conjecturas a respeito da alienação do povo, e os puritanos vão dizer que a festa da carne é só devassidão.
Mas é preciso não descuidar da alegria, da fantasia, do sonho sem isso a vida não tem colorido e perde muito de seu significado.
Não é o carnaval, a alegria que se deve combater, mas a exploração desta festa, com os sambódromos com ingressos pagos, o blocos com venda de fantasias, abadás. O que não é bom é a privatização da alegria, a venda da fantasia e as restrições ao sonho.
No mais: “É carnaval, não me diga mais quem é você , amanhã tudo volta ao normal, seja você quem for, seja o que Deus quiser...

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