Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

9 de abril de 2011

Ainda a tragédia de Realengo

J Ricardo A. de Oliveira
Diante da dor provocada pela tragédia de Realengo, não adianta ficar agora indicando causas para justificar o ocorrido e aliviar a nossa consciência. Seria fácil e cômodo.
O grande problema, a causa primária precisa ser encarada e ela é a mãe de todas as causas.
A ideologia que sustenta toda essa mudança que a sociedade sofreu e que descambou para este atual estado de coisas são justamente o capitalismo, a supremacia do consumo, a adoração ao “deus mercado”. É ele que está por traz da lei de Gerson, que justifica o oportunismo cego e está também na base da “Teologia da Posperidade”, nas mudanças de comportamento dos indivíduos que precisam “trabalhar” mais e mais para comprar, consumir, TER! TER! TER !
É também a ideologia que amarra o discernimento e o desenvolvimento cultural das classes menos favorecidas. È preciso alienar, amortecer consciências para desenvolver o desejo do consumo, pelo prazer superficial, pelo completo embotamento da capacidade de discernimento. A “Vênus Platinada” vomita em sua telinha torrentes de falsas necessidades, falsas realizações, desejos de consumo e prazer. Os personagens das novelas e dos realities shows encantam e seduzem mentes de pessoas que manipuladas priorizam o aparelho de TV como indispensável para sua felicidade.
Me desespera ver a seqüência de tragédias pelas quais passamos nos últimos anos sem que ninguém se proponha a mudar hábitos, crenças, valores e práticas de vida.
Culpa-se os moradores da encosta, os miseráveis que construíram em local de risco,. Mas ninguém quer indagar porque eles foram morar nestes locais, certamente não foi por aventura ou para experimentar a adrenalina nos dias de Temporal. Isto sem falar que há casos como no Morro do Bumba em que a própria prefeitura providenciou o “saneamento” do local inadequado na esperança de um dia cobrar impostos.
Aluguéis sociais, bolsas familias, indenizações não resolvem, apenas maquiam, escondem dissimulam a ideologia reinante que opõe poderosos e excluídos. Os que tem de sobra de um lado e os que tudo falta de outro.
O jovem que cometeu a atrocidade naquela escola de Realengo é sem dúvida uma vítima desta ideologia que discrimina, fere, exclui. Ideologia que foi sendo incorporada até pelos próprios excluídos que acabam repetindo o comportamento das classes dominantes como em um desejo oculto de sentirem-se iguais.
Não adianta culpar igrejas, governantes, corrupção, todos estes motivos são a ponta do grande iceberg. Volto a destacar que é hora de uma profunda reflexão com vistas a uma grande mudança. Não é por acaso que começam a acontecer no "Brasil desenvolvido" mazelas que só aconteciam em países do dito, primeiro mundo.
Lembro-me de na minha adolescência ficar impactado por uma cena de um filme americano em que se via um homem estendido no chão de uma grande cidade sem que ninguém prestasse atenção. Coisa absurda entre nós na época...
Crescemos, nos tornamos um país aceito pelos donos do mundo quase como iguais...
Para isso tivemos que pagar um alto preço: endurecer o coração, reduzir a nossa sensibilidade, ampliar nosso egoísmo...


O foco desta questão está não naquilo que podermos criticar nos outros, mas sim, naquilo que cada um de nós puder retomar dos valores afetivos, éticos e morais que deixamos pelo caminho.

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