Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

4 de abril de 2012

O papel do artista/comunicador nesse mundo "sem sentido" em que vivemos

O papel do artista/comunicador nesse mundo "sem sentido" em que vivemos

Daniel Pinchbeck, o autor de "2012, o ano da Profecia maia", acabou de escrever um artigo para a revista "Under the Influence" -Postado pela amiiga/artista Ana Gibson-Segue um trecho:

Os artistas e criadores de mídia têm uma grande responsabilidade nesses tempos. Infelizmente, a maior parte da nossa cultura funciona atualmente como um adjunto da mega-máquina corporativa e do complexo industrial militar. Mesmo a arte e a literatura muito sofisticadas frequentemente têm o efeito de distrair as pessoas e distanciá-las de qualquer idéia de compromisso com o planeta ou do desejo de servir ao processo de transformação que precisa ocorrer na nossa civilização e na nossa espécie para que tenham um futuro. Há um niilismo** subjacente a grande parte da nossa cultura que provem da ideologia recebida– o sistema de crenças não comprovadas– do materialismo secular: a crença de que apenas a matéria tem importância, de que nenhuma forma de continuidade da alma ou do espírito pode existir além da morte. 
Infelizmente, os mundos glamurosos da arte e da moda – a cultura global do bacana – tendem a corroborar um estilo de vida baseado no consumo, vaidade e egocentrismo excessivos. Isso é necessário para que se continue vendendo produtos, acessórios e marcas de luxo sobretaxados – mas de nada ajuda uma ecologia planetária na qual os recursos estão sendo rapidamente esgotados, na qual bilhões de pessoas são ameaçadas de falta de água doce e das necessidades básicas da vida, na qual as armas de destruição em massa são criadas em laboratórios secretos do governo. 
Os biólogos celulares observaram que a verdadeira função da comunicação não é transmitir informação e sim coordenar o comportamento. O comportamento das células é coordenado através de informações transmitidas na forma de sinais químicos recebidos através da membrana celular. Os meios de comunicação têm o efeito de coordenar o comportamento de multidões ao mostrar-lhes o que fazer – consumir, fantasiar acerca dos famosos, fofocar etc. – e o que não fazer: tornar-se agentes catalisadores de uma ecologia planetária, resistir à tirania, criar comunidades saudáveis, dar a sua energia para que a humanidade cresça como um todo e assim por diante. 
O filósofo político Antonio Negri ressalta que a forma de produção mais importante ou “hegemônica” da nossa época não é mais os bens materiais, como no século XIX, mas a “produção imaterial” de imagens, narrativas, tecnologias sociais, modos como grupos e comunidades se formam e assim por diante. Em uma época na qual a produção imaterial é central, a principal coisa produzida e reproduzida é a própria subjetividade. De certo modo, a mídia é uma fábrica que produz consciência em escala global. 
Os artistas e os criadores de mídia têm o papel crucial de construir a narrativa ou a mitologia que subjaz à civilização e empurra as pessoas à ação. Nossa cultura exige uma rápida inversão de polaridades da sua ideologia governante, através de todas as formas de expressão criativa e contação de histórias. O que os artistas e os criadores de mídia precisam desenvolver, sobretudo, é a coragem moral de reconhecer todas as dimensões da emergência planetária, sem se afastarem dela. Ao realizarem sua iniciação pessoal rumo a novos níveis de consciência e compaixão, o seu trabalho refletirá isso automaticamente.
**niilismo= conceito filosófico que aponta, acentua a desvalorização do sentido das coisas. É a morte do sentido. Para que; por que; se não há luz no fim do túnel; não há ancoradouro. É uma abissal ausência de fundamento nas coisas, no mundo, no existir...É um estado de viver/existir "dando de ombros", às vezes nem isso....

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