Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Agradeço por sua visita, ela é muito oportuna.
Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

5 de janeiro de 2016

Epifania - Guiados pela luz da estrela seguiram ...

J. Ricardo A. de Oliveira




Epifania

“Haverá sempre uma Estrela no caminho de quem busca. Importa, pois, buscar com mente pura e sempre atenta aos sinais dos tempos como o fizeram os reis magos.’’ 
(Leonardo Boff)                                                                                                                    

E eles viram uma estrela e seguiram, porque a estrela indicava algo grandioso. 
Mas que estrela era essa? 
Na verdade não era uma e sim duas estrelas; a rigor nem eram estrelas eram planetas: Saturno e Júpiter. Planetas revestidos de simbolismos e significados que hoje o moderno cristianismo satanizou. Mas naqueles tempos a astronomia e a astrologia andavam de mãos dadas e eram uma só ciência  muito respeitada.

E foram os magos ( senhores de um conhecimento mágico) que interpretaram que algo grandioso, que algo maior que todos os acontecimentos da terra estava chegando para promover uma grande síntese. E há como comprovar, (Kepler 1630 fez cálculos astronômicos e mostrou efetivamente que cientificamente Jesus nasceu no ano VI antes da era cristã e justamente neste ano houve uma grande conjunção entre Júpiter e Saturno que fazia com que parecesse uma grande e luminosa estrela. Mas toda esta luz para um leigo seria apenas um fenômeno ou, para  o comum dos mortais, não passaria de algo belo e interessante. Mas para os magos, para astrólogos acostumados a perscrutar o céu em busca de sinais essa conjunção revelava algo muito importante.  
Astrologicamente naquela época  Júpiter simbolizava o grande Senhor do Mundo. Já Saturno era tido como a estrela do povo Judeu. Os Magos interpretaram que no povo judeu nasceria o senhor do mundo e puseram-se a caminho.

Que como os Magos nós possamos aprender a olhar o céu, entender os sinais que lá estão. Que possamos ter a mesma disposição para interpretar as mensagens que Deus nos manda através da natureza e que ultrapassando toda dúvida, todo medo e todo preconceito possamos seguir e frente em direção do grande arquétipo da síntese, que uniu a terra ao céu, o humano ao cósmico a criatura ao criador marcando de uma vez por todas toda a criação como obra de amor e fraternidade.

Que como os magos que geralmente nunca se dobram, possamos nos ajoelhar diante da grande Luz, do grande senhor, que escolheu se apresentar como um menino e adorá-lo em espírito e em verdade, em pneuma e alethéia, no sopro e na atenção.

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