Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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21 de fevereiro de 2013

De volta à luta...


Reaquecendo as turbinas, ou como diria aquele apresentador 
de um programa altamente instrutivo da TV aberta: 
“ESTAMOS DE VOLTA !”



Terminado o Carnaval, hora de voltar à ativa, afinal é ANO NOVO. Confesso que tive ímpetos de deixar no esquecimento e adiar o retorno do Blog...  Confesso, são tantas as situações, tantas as perplexidades que me descubro assustado e porque não dizer, com medo.
É papa que renuncia, Renan presidente do senado, asteroide que tira fino da Terra, meteorito que cai bem na Rússia, rastro de fogo no céu do Rio, Vitória, Brasília, golfinhos aos milhares migrando: 
Oh my GOD !!!
Mas estamos ai, e vamos em frente porque, ou vai, ou vai. Em tempos de crise de valores, mudanças de paradigmas “é preciso estar atento e forte” diria o genial Caetano.
Tenho observado que essa aceleração e profusão de acontecimentos vêm deixando a todos nós com os cabelos em pé e as reações são as mais loucas.  Tenho visto que a principal aposta é na denuncia, na crítica, na aposta de se está mal, vai ficar pior.  Não que ache erra criticar e denunciar, mas me incomoda porque não reconheço neste comportamento uma estratégia nova,ou que tenha surtido efeito ao longo dos anos e que consiga  transformar a realidade.  A situação é sem dúvida muito drástica e até desesperadora. Percebe-se que grupos conservadores vem se preparando e assumindo posições bem estratégicas de forma a não permitir qualquer mudança especialmente no que se refere a uma melhor distribuição de renda, ou em direção à ascensão social por parte das camadas mais excluídas da sociedade.  Algumas reportagens falam de uma organização católica conservadora que vem investindo em educação e treinando  jovens de classe media alta  e da classe alta para assumir posições de liderança. São escolhidos a dedo entre os melhores e doutrinados dentro de um tradicionalismo católico com valores medievais. Um artigo recente nos dá conta de que eles estão a frente de governos, jornais, e até de sistemas bancários.
Lá pelos lados do Vaticano a renuncia de Bento XVI parece ter escancarado uma série de situações onde justamente esta direita tradicionalista manipula e domina desde a liturgia até as finanças.
Fico lembrando de uma música, se é que se pode chamar a aquilo de música,  que repetia: “Tá dominado, tá tudo dominado...”  

Essa conjunção de fatos , situações e fatores parece nos demonstrar exatamente isso: “Tá dominado, tá tudo dominado” da mídia até á cúria vaticana, passando pelos organismos  internacionais  políticos e financeiros...
Tenho insistido que precisamos encontrar novas  estratégias, novas formas para mudar esta realidade. Precisamos de alternativas  pacíficas  que possam ser assimiladas por aqueles que se encontram em situação de exclusão e que lhes possibilite uma ascensão e a reconquista de sua cidadania.  Não sei que nome poderá ter isso, se Teologia da libertação, como se pensou e temos tentado ou que outro nome dar a esse movimento. Economia solidária, hortas comunitárias, mudanças de padrões alimentares, atividades não usuais de geração de renda, uma reorganização social , uma nova formação de redes de intercâmbio baseadas em cooperativismo e escambo como uma forma de minar os rígidos controles daqueles que mantem o poder e o domínio sobre o sistema social.
Mas sei que é muito difícil minar o atrativo do pão e circo, da cerveja e do futebol, a ilusão da felicidade pelo consumo.  Desespera-me saber que temos as armas, mas que não as usamos, porque muitas vezes o apelo  e a sedução do poder nos faz empurra para alianças e a acreditar na mudança fácil e imediata.
O ano está só começando e os desafios  precisam ser vencidos um após outro , cada um a seu tempo, e serão muitos .
Vamos então arregaçar as mangas e botar o bloco na rua, mesmo sabendo que o carnaval já passou.
Feliz ano novo a todos, e mãos à obra.

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