Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Agradeço por sua visita, ela é muito oportuna.
Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

20 de julho de 2012

Refletindo sobre Ser Cristão

José Ricardo A. de Oliveira

nem cruzes, nem crucifixos, nos primeiros tempos eram  identificados por um peixe

Nada é pior do que alguém que se atribui o título de “Cristão”  faz disso um diferencial, algo que o coloca em um patamar superior aos demais se esquecendo de que ser seguidor  do mestre de Nazaré implica em se fazer operário da construção do Reino do Pai, ou se colocar como último ou se fazer servidor antes de pretender ser servido.

Lembro que os textos antigos nos dão conta de que na verdade os que seguiam a Cristo, ou melhor, se inspiravam em seus ensinamentos se diziam “Caminhantes”, ou pessoas a caminho. Essa é a ideia que acho mais fiel que se deva fazer dos construtores do reino, uma vez que foi isso que Jesus pediu a seus apóstolos que fizessem e não uma religião. A ideia do caminho dá a dimensão que os primeiros seguidores tinham desse processo, um processo que é contínuo e crescente e que tem que abranger a única lei deixada pelo mestre: Amar como Ele amou. Esse amor não se limitava, era abrangente, nele estavam todos: ladrões, prostitutas, cobradores de impostos, samaritanos, adúlteras e  homossexuais e todos os que eram excluídos e rejeitados pela sociedade e precisassem de ser acolhidos.  Além disso, ele deixou muito claro através de Mateus quem teria parte com ele no reino de seu pai, os pequeninos, ou seja, os que estavam presos ,doentes, com sede, com fome, abandonados nas ruas, excluídos... [

O projeto de Jesus não cabe numa religião única, ele é abrangente demais para ser enquadrado onde quer que o queiram limitar. É um projeto utópico de aperfeiçoamento do ser humano, da criatura de seu pai rumo a eternidade. Por isso, como diz um Salmo ele não habita em tendas nem em templos feitos por mãos, ele está acima das religiões e se revela em nós que somos a expressão do seu amor. Ele não cansou de dizer algo que as religiões fizeram um grande esforço para deturpar: ele disse que está no meio de nós.  Ele é o nous, a extremidade mais sutil do espírito, ao qual o logos é imanente. O evangelho de João tenta nos dizer isso em seu primeiro capítulo: “No princípio era o Verbo ( logos), e o Verbo (logos) estava com Deus, e o Verbo(logos) era Deus”. É este princípio que precisamos encontrar,o principio que mantém a vida em nós. 

Os textos  indianos nos dizem que a causa da infelicidade é a Avidya, a ignorância, o desconhecimento do Self, o esquecimento de nossa identidade em Deus. Sair desta ignorância implica em uma libertação que é o conhecimento do Si mesmo. 
  
Jesus diz:  “conhecereis a verdade e a verdade o libertará”. E é o Cristo, o Si mesmo, o Self que precisa ser conhecido e nos libertar de Avidya, a ignorância. O discernimento das ilusões e a reintegração do nosso ser verdadeiro. Aquele que re-conhece o vivente em Si sabe de onde veio e para onde vai.  Por isso é um caminhante, é o liberto, é alguém que descobriu que o Cristo “está no meio de nós”,  independente do tipo de liturgia que expressa para revelar isso.

“Elevar-nos à fonte dos nossos pensamentos é reunir-se ao Logos pelo qual somos informados e nele conhecer a Fonte da informação a que Jesus chama de Pai.” (Jean Yves Leloup)

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