Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Agradeço por sua visita, ela é muito oportuna.
Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

21 de fevereiro de 2017

Plim Plim ! CARNAVAL : você não vai ver por aqui !


Ainda ontem me peguei lembrando dos carnavais do passado, e recordei dos carnavais  passados quando as TVs se esforçavam para mostrar um carnaval de rua que ano a ano minguava.
 A “Poderosa” nunca se preocupou com isso. Na verdade eles odeiam povo, ou melhor, só gostam mesmo de povo quando este lhes faz aumentar seus lucros. Mas havia as outras TVs: TV Tupi, TV Rio, TVE, TV Continental canal nove! Quem se lembra? Todas faziam plantão na Av. Rio Branco e na Cinelândia para mostrar  os foliões  e os “blocos  de Sujo” e blocos de empolgação, os “bate bolas”.  Além do “Cordão do Bola Preta”, que resiste e cresce até hoje, ano a ano, havia ainda o  “Bafo da Onça” ,  “Cacique de Ramos”,  “Boêmios de Irajá” e mais tarde o “Clube do Samba”, do João Nogueira, presença obrigatória nos sábados à tarde.  À noite transmitam os Bailes de Gala, os desfiles de Fantasias e as agremiações de Frevo, os  Ranchos , as Escolas de Samba e na terça feira de Carnaval  as Grandes Sociedades Carnavalescas com seus carros alegóricos  e os seus divertidos carros de critica política. Era um carnaval mais democrático mesmo nos tempos em que o  país vivia uma ditadura.
 O tempo passou,  os bailes perderam muito do glamour, as sociedades carnavalescas sumiram, os blocos de Rancho então desapareceram, ninguém mais dança frevo na avenida... Nem Bafo da Onça nem Cacique de Ramos levam mais as multidões para a avenida, não há mais disputa de quem fica mais tempo desfilando ...


Mas no entanto, o carnaval de rua , apesar das profecias apocalípticas não morreu, pelo contrário, vem crescendo ano a ano. Há blocos  por toda a cidade. O Rio ressuscitou o seu carnaval de rua, que hoje é animadíssimo, mas as TVs parecem ignorar esse fato. Chego a ter dúvidas se  não fazem questão de não divulgar isso. Aliás, o antigo prefeito já limitou o numero de blocos. Ele achava que podia controlar a alegria do povo ! O Atual  eu acho que se pudesse transformava o carnaval numa "Marcha Prá Jesus", pena (pra ele) que Jesus prefira os blocos de sujo do povão a essa chatice pseudo-evangélica.


Nenhuma TV transmite mais o que está acontecendo na avenida, a despeito de haver muita atividade por lá. Tenho a impressão de que a “Toda Poderosa” impôs as suas regras. Dominou a transmissão do carnaval e ganha fortunas  transmitindo para o mundo as cenas da maior festa popular do mundo, ou a visão parcial do que ela acha que é essa festa..  Mas faz isso de forma muito pouco eficiente, transmite o que quer, e de forma precária, parcial  privando a quem está do outro lado da tela de detalhes,  informações e o que realmente está acontecendo. Mostra o que não interessa, como entrevistas intermináveis num sambódromo vazio. Na transmissão do desfile pula de uma imagem para outra comprometendo  a compreensão do enredo para quem não está lá na Passarela do Samba. Além disso faz de conta que o carnaval do Rio de Janeiro é só a Marques de Sapucaí. Pouco se fala até mesmo nos telejornais, sobre os blocos que desfilam pelas ruas da cidade, ou da criatividade dos foliões anônimos que fazem do Rio uma grande festa por onde quer que se possa andar.
 Em casa, os velhos, e os impossibilitados de acompanhar essa festa  ficam sem poder assisti-la, ou sequer ter ideia do que está acontecendo.
Fiquei pensando que tipo de jornalismo é este que só transmite más notícias, que entra no ar em edição até extraordinária para mostrar qualquer desgraça que aconteça, ao VIVO e em cores. Um jornalismo que se recusa a mostrar a ALEGRIA, a VIDA !  A celebração de uma festa onde o povo faz da fantasia a sua grande oportunidade de viver algo que durante o ano inteiro lhe é impedido viver.
A quem será que interessa divulgar o mau humor, o ódio, a violência, as desgraças e o sentimento de que não tem mais jeito?
A quem interessa boicotar a alegria?
A quem interessa destruir a esperança do povo?

Só me resta pedir a Deus poder cantar com Vinícius e Toquinho os versos finais da “Marcha da Quarta feira de Cinzas:
............................................................................

E, no entanto é preciso cantar,
Mais que nunca é preciso cantar,
É preciso cantar e alegrar a cidade.

A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar.
Todos vão sorrir,
Voltou a esperança
É o povo que dança,
Contente da vida, feliz a cantar.
Porque são tantas coisas azuis,
E há tão grandes promessas de luz?
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe.

Quem me dera viver pra ver,
E brincar outros carnavais,
Com a beleza dos velhos carnavais,
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz.
Seu canto de paz!


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