Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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10 de junho de 2014

Brasil meu orgulho.



Acho que jamais vou entender essa mania que alguns brasileiros têm de desvalorizar a sua terra, de sempre ter os olhos voltados para o tal primeiro mundo e sempre prontos a lançar um comentário desabonador ao Brasil.
Somos uma nação ainda na infância se a compararmos com tantas outras nações do chamado primeiro mundo. Engana-se quem supõe que já tenhamos a maturidade de quem tem meio milênio, mas não.  É verdade que nossos colonizadores chegaram por aqui há 500 anos, mas só trezentos anos depois chegam os reis, fugidos de sua terra para habitar essa terra “imunda e sem cultura” como a família real se referia ao nosso paraíso... Mas ainda seria temerário chamar a isso de nação. Nada que se parecesse com cidadania poderia ser encontrado por aqui.  Qualquer propriedade era requisitada pela família real ou por seus protegidos e agregados, tudo poderia ser requisitado e , pronto lá estava a família de brasileirinhos no olho da rua.  Nação isso? Isto nos coloca já como um projeto de nação com apenas 200 anos. Mas mesmo assim acho muito forçoso   esse tipo de consideração.
Aos trancos e barrancos fomos caminhando entre absurdos, sem nenhuma graça, muitos e desmandos, capitanias, massacres de índios (os verdadeiros e legítimos brasileiros), escravidão e um sem numero de absurdos em uma terra onde tudo era literalmente roubado e seus habitantes tidos como raça inferior pela elite européia da época. Talvez o primeiro indício de nação vá surgir com a rebeldia do filho fanfarrão do rei que, num episódio duvidoso, declara independente a terra das aves falantes, o paraíso tropical na terra, abaixo dos trópicos. Confesso que preferia que nossa terra se chamasse Pindorama, já que Brasil, toda vez que ouço sou forçado a me lembrar que a madeira que nos dá nome foi vilmente roubada assim como nossas riquezas saqueadas, pelos “irmãos” portugueses.
Estamos então em 1822, o que se considerarmos esta a época, somos uma nação com pouco menos que 200 anos.
Eu poderia continuar procurando pelo inicio do que poderíamos chamar de nascimento da genuína nação Brasileira, mas não é esse o meu objetivo. Quero apenas ressaltar o fato de que somos uma nação extremamente NOVA, que mal começou a caminhar se comparada aos países Europeus do chamado  primeiro mundo.
O fato é que mesmo tão jovem, e vindo de uma história de exploração, de maus brasileiros sempre prontos a ajoelhar-se e vender o próprio país aos estrangeiros adorados como deuses, somos hoje uma nação de respeito. Um País continental, de riquezas naturais abundantes, de um solo cuja fertilidade ratifica o comentário de Pero Vaz de Caminha: “em se plantando TUDO dá”,  O clima mais que favorável, nos permite cultivar alimentos típicos dos dois hemisférios do globo, uma vez que nossa extensão continental possibilita que enquanto no extremo norte seja verão o extremo sul se viva um inverno.
O Brasil como nação sempre foi explorado e a desigualdade sempre o marcou porque as elites nunca se aperceberam de que poderiam enriquecer muito mais se tivessem a seu favor uma massa mais preparada, ou invés de serviçais, meio escravos sendo explorados e revoltados. Nossas elites sempre primaram por matar, em sua ganância, a galinha dos ovos de ouro, na busca de descobrir o mecanismo do animal que lhes possibilitasse fabricar desmedidamente os tais ovos...Esta situação fez com que se hoje sejamos  a 7ª maior economia do mundo, paradoxalmente estejamos colocados como o 85º IDH .  Entretanto esta situação tem se modificado para melhor ano a ano e em ritmo acelerado, apesar de toda a campanha contrária empreendida pela mídia e por um grande grupo de brasileiros que continuam apostando no pior e insistem em querer só desmoralizar o país.
Como disse quando comecei a escrever este artigo, não entendo e acho que jamais vou entender o que faz com esses brasileiros queiram conservar, com unhas e dentes, esse complexo de vira-latas. Estamos vivendo a oportunidade de mostrar a nossa casa, mostrar o que sempre tivemos de melhor: nossa hospitalidade, a nossa alegria. As nações do mundo inteiro estarão voltadas para a jovem nação que vem crescendo, e que  de país desconhecido e sem importância, passou a ser referência para o mundo como o país que está conseguindo melhorar a distribuição de renda, melhorar sua economia, o país que teve a coragem de colocar na cadeia membros do próprio governo, fato inédito em todo mundo, o país que está se saindo de forma mais positiva do que as grandes e velhas nações do primeiro mundo.
Mas as vozes da grande e poderosa mídia tentam fazer a cabeça da população, há  pelo menos três anos, de que no próximo ano, tudo vai piorar e a crise vai acabar com o Brasil, mas ano após ano, o Brasil continua, com um crescimento positivo de seu PIB, apesar do crescimento negativo do PIB americano, os donos do mundo...
Só me resta dizer aqui, apesar da tristeza que isso me causa, a estes brasileiros que insistem em sonhar com as ”maravilhas” da recessão européia, ou com a favelização das cidades americanas que talvez para eles fosse melhor arrumar as malas e mudar para esses seus paraísos. Mudar  para esses seus adorados países decadentes do primeiro mundo, porque talvez morando lá, vivendo na penúria de uma recessão, que no Brasil só  e foi vivida pelas classes miseráveis, eles descubram o paraíso que eles sempre fizeram questão de achincalhar.
A Copa vai começar, alguns  acham que devemos nos desculpar pela bagunça. Mas, talvez o que pareça bagunça seja apenas coisa de jovens, de uma nação jovem, coisa que velhos neurastênicos não consigam compreender porque perderam a capacidade típica da juventude de sonhar e acreditar que a vida vale a pena, independente do que possa ser o estereótipo de beleza padronizada .
Vai começar, é bom soltar o grito na garganta, não deixar que lhe roubem a alegria de ser brasileiro, afinal nada é mais brasileiro do que esta alegria contagiante que faz com que todo estrangeiro que por aqui passa sonhe com a possibilidade de vir, um dia, definitivamente morar aqui neste paraíso.

Um comentário:

  1. Faço minha as suas palavras! Vamos que vamos, nos libertando do "complexo de cachorro vira-lata! O preconceito secular praticado contra a nossa gente mestiça, esta marcado a ferro e fogo nas nossas costas e ainda indelével no nosso cérebro. Mas aos poucos vamos exorcizando os nossos fantasmas e ganhando auto estima!

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