Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Agradeço por sua visita, ela é muito oportuna.
Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

9 de agosto de 2014

Ser verdadeiramente Pai (artigo publicado no Jornal O Redentor - ago 2014)

J. Ricardo A de Oliveira



A chegada do mês de agosto me remete à comemoração do segundo domingo e me pego pensando o que representa a vocação da paternidade.  Ainda é muito forte a cena daquele pai em S. Paulo, mostrada pelos telejornais, convencendo o filho a não participar das manifestações de protesto. Alguns apoiaram, outros criticaram, mas eu no fundo fiquei mesmo me questionando o que é na verdade ser Pai. Por minha mente passam como relâmpago a agonia dos momentos na sala de parto onde estive por três vezes, essa mistura de medo, alegria e a explosão de felicidade com a chegada daquelas criaturinhas frágeis, totalmente dependentes de nós.
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Mas afinal, o que é SER PAI ? Será manter uma casa, cuidar para que nada falte, adivinhar as necessidades dos filhos, conquistá-los atendendo suas mais absurdas vontades? 
Há momentos que me pego imaginando São José, naquela Nazaré de tantas necessidades o que deve ter passado para manter vivo e saudável aquela criança que lhe foi entregue como filho. Que conselhos teria dado a Jesus? Será que como aquele pai de S. Paulo, aconselhou ao jovem inquieto a abandonar aquelas estranhas ideias?
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Como é difícil descobrir qual é o caminho certo, a melhor forma de edificar um lar. Acompanhar carinhosamente os filhos. Afinar percepções e encontrar o caminho que agregue o amor infinito da mãe e a necessidade de dar rumo e limite aos filhos. E como isso exige presença, empenho, tempo, cumplicidade.
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Os novos tempos nos trouxeram um tipo novo de educação, mais participativa, com menos submissão e mais diálogo. Muitos talvez tenham se confundido na transição entre a criação autoritária que tiveram e o desejo de criar seus filhos de forma mais aberta. As exigências de um mundo que cobra sucesso, poder e fama tem também dificultado muito. Lamentavelmente, há muitos lares em que os pais são meros visitantes na vida dos filhos. Em outros foram colocados na classe dos dispensáveis , com a novidade “das produções independentes”. A TV, os jogos eletrônicos, os celulares se transformaram em excelentes meios de entretenimento que mantem as crianças e adolescentes ocupados, mas trazem como consequência uma grande alienação e o aumento da distancia afetiva nas relações familiares. Hoje cada qual em seu computador, sua TV, seu celular, dentro de seu quarto, se comunica, dentro da própria casa, por mensagens eletrônicas. O salto foi grande demais, rápido demais e temo que isso possa estar afetando o que de mais precioso temos: a família.
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Como exercer a paternidade neste mundo que parece ter saído dos trilhos?  Como ser exemplo, sustentáculo, como não confundir o dar amor, com prover recursos, ser permissivo?
Voltemos àquela família de Nazaré, e debruçados sobre o que nos chegou através dos evangelhos, tentemos encontrar o caminho que certamente passa pelo grande ensinamento do Mestre que nos diz que a medida é uma só: Amar como ele nos ama. Então questionar  sem medo o estilo materialista que vem sendo imposto, deixar de lado a sede de poder, de sucesso a qualquer preço, para em família, juntos, pai, mãe e filhos, buscar o silêncio e a oração, e certamente poderão ouvir aquilo que o verdadeiro Pai tem a dizer sobre como ser verdadeiramente PAI.


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