Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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27 de setembro de 2016

S. Cosme e S. Damião Resquícios de uma religiosidade popular

J. Ricardo A de Oliveira

S. Cosme e S. Damião 
Resquícios de uma religiosidade popular que a intolerância religiosa  vai sufocando



O Dia de S. Cosme e S. Damião  me faz recordar da minha infância, correndo pelas ruas atrás de doces....Rsss
Uma festa de  uma religiosidade popular que aos poucos parece que vai se extinguindo com o crescimento do preconceito e da ignorância de seitas pentecostais e neo pentecostais. Lembro-me bem do sorriso da criançada  esperando na fila para entrar na casa de uma vizinha que preparava uma mesa farta de muitos doces deliciosos feitos por ela mesma. E em volta daquela mesa não havia distinção de classe todos éramos crianças com olhos brilhantes, mesmo que alguns alí tivessem acesso com frequência àquelas guloseimas.
O tempo passou e demonizaram os pobres dos santos doutores, passaram a ver um mal que só exiie em cabeças limitadas pelo preconceito.
 Hoje andando pela rua vi alguns carros distribuindo os famosos saquinhos. Vidros quase fechados, nem a mão de quem dá aparece, tal o medo daqueles "pobres"; e o carro sai rápido se começar a juntar muitas crianças, sim crianças...
Saudade da simplicidade daquele tempo, da caridade de quem abria as portas de sua casa para receber crianças em busca de festa, de alegria, de doces. Crianças tão queridas aos dois irmãos gêmeos, médicos em sua passagem pela terra.
E naquela mistura de classes, misturava-se também as crenças num país que era simples e não tinha lugar para a intolerância religiosa de nossos dias.

Salve S. Cosme  e S. Damião, salve as crianças!

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