Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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4 de novembro de 2015

As 108 contas do Japamala

E em primeiro lugar, o que vem a ser um Japamala? 


Japamala
(Japa = repetição, Mala = cordão ou colar) é um objeto antigo de devoção espiritual, conhecido também como rosário de orações no ocidente. É um artesanato muito utilizado para ajudar nas orações e mentalizações como marcador.


"Japa" é uma palavra em sânscrito que vem da raiz verbal "jap", que significa "murmurar, sussurrar".
"Japa" é a prática feita pelos yogis na repetição em tom de murmúrio de mantras, de passagens das escrituras, ou do nome de uma divindade.
A repetição destes mantras, o "Japa", é uma "corrente", um "cordão de energia".
Mala é uma palavra de vários significados em sânscrito, porém neste caso, ela quer dizer, apenas, "cordão de contas".
Temos então duas correntes, uma espiritual, "Japa" e outra material, "Mala". Assim, as energias espirituais invocadas "Japa", energizam o "Mala".
Geralmente, o "mala", utilizado para o "japa", "murmurar", contém 108 contas.
Um Mala pode conter contas que também formam divisões de 108, de modo que o mesmo cálculo possa ser mantido.
Chegar ao "Meru", a conta central no mala, mostra que você fez o seu "japa" por 108 vezes. Completar o circuito de 108 mantras é um passo a mais no caminho da elevação espiritual. Cada Volta realizada no "Mala", é um degrau na escada para a união com o éter divino.
Um "mala" estimula seu usuário a fazer os "japas" diariamente.





Por que 108 contas em um Japamala?

Algumas pessoas me perguntam as vezes o porque das 108 contas do japamala, segue abaixo um bom resumo:

A frequência mais alta das rádios FM é 108.0.

108 = 0108 número forte Hebreu = neblina, vapor do solo a partir do qual as nuvens se formam, assim chamado porque envolve e cobre a Terra como um véu.

Esta derivação também é confirmada pela raiz árabe "med", que significa o que guarda e fortalece qualquer coisa, defesa.

Também significa atmosfera.

1-0-8 é o número de emergência na Índia (tal como 9-1-1 nos EUA).

Uma frase comum na India é "Ligue 108 e salve uma vida".

Para se ter uma idéia, este número é produto de operações matemática simples e precisas. Por exemplo, ao se multiplicar 1 elevado a ele mesmo por 2 elevado à 2ª e por 3 elevado à 3ª, o resultado é 1 x 4 x 27 = 108.

O alfabeto sânscrito possui 54 letras ou fonemas masculinos e 54 que são chamados femininos, resultando em 108 fonemas.

O número nove é considerado um número sagrado para os Hindus, 1 + 0 + 8 = 9.

O “108? também aparece como a representação do chackra cardíaco;

no Shri Yantra; nos textos védicos, onde 108 é o número em que se divide o tempo entre passado, presente e futuro;

na astrologia, com seu 9 planetas e 12 casas ( 9×12 =108);

na astronomia, que mede o diâmetro do Sol como sendo 108 vezes o diâmetro da Terra.

E ainda 108 são o número de Gopis de Krishna, 108 são os Upanisades, 108 são o número de contas do japamala e poderia citar ainda muito mais sobre o número 108.

É conhecido que o Mala ou rosário usado em toda a Índia, e que se espalhou pelo mundo, tanto dentro da religião Hindu, como em outras religiões possui 108 contas.

Este número “108” é um número sagrado, por diversas razões.

Estas razões são matemáticas e metafísicas (como a própria matemática).

Os antigos indianos eram excelentes matemáticos. Não houve matéria no campo da Álgebra e da Geometria, que não tenha sido estudado por eles.

Este número é produto de operações matemática precisas, por exemplo, se multiplicarmos 1 na primeira potência, por 2 na segunta potência, este resultado por 3 na terceira potência, teremos 108. isso porque o produto de 1 na 1, é 1, e de 2 na 2 é 4, e 3 na 3 é 27, portanto, 1 x 4 x. 27 = 108.

Mas talvez a influência mais direta do número 108 não tenha apenas relação matemática, mas sagrada com os fonemas do “alfabeto” sânscrito e a divisão do cosmo, de tempo e espaço.

Por sua vez, o alfabeto sânscrito possui 54 letras ou fonemas que são chamados masculinos, e 54 que são chamados femininos, sendo conhecidos como Siva e Sakti, respectivamente, e que somados resultam em 108.

Há uma série de outras colocações que encheriam muitos livros. Nós iremos aqui colocar alguns aspectos, e que o leitor terá por satisfeito seu interesse no sagrado número 108.

Vejamos, então, alguns aspectos e como eles dizem respeito ao número sagrado 108:

Sri Yantra

Outra grande fonte de meditação no sagrado 108 é o Sri Yantra.

Este símbolo sagrado é conhecido como o monte Meru.

Neste Yantra Marmas ou pontos, onde três linhas se entrecruzam, e há 54 sub-cruzamentos.

Cada um destes cruzamentos são masculinos e femininos, qualidades de Siva e Sakti.

Portanto, estes 54 cruzamentos, sendo masculinos e femininos, resultam no número 108. Por conseguinte, este número 108 define o Sri Yanta, bem como o próprio corpo humano.

Igualmente, o número nove é considerado um número sagrado para os Hindus, e se somarmos o número 108, da seguinte forma 1 + 0 + 8, teremos o número 9, que multiplicado por 12, também resultará em 108.

Isso se deve pela ciência da numerologia, em que cada número e seqüência, bem como arranjos, possuem um significado profundo, além da objetividade que pretende dar a matemática vulgar.

Chakra do coração

O Chakra do coração, ou do vórtice de energia do Anahata, possui linhas de interseção. Os Vedas dizem que há 108 linhas de energia no Chakra do coração, onde o Paramatma está residindo. É a partir do Chackra do coração que o Yogi atinge a iluminação do Sahasrara ou Chakra do auto da cabeça,

cuja energia é levada pelo canal central ou Sushumna para a coroa da realização em Deus.

Pontos Marmas

No corpo sutil há pontos de captação de energia.

Estes pontos são chamados de Marmas, e são como pontos de interseção por sobre os Nadis ou canais de distribuição de energia. Os textos védicos afirmam que há 108 Marmas por sobre o corpo, e que têm reflexos no corpo físico e nas diversas funções vitais.

O tempo

O tempo é dito que possui 108 sentimentos, os quais estão em número de 36 no passado, 36 no presente, e 36 no futuro.

Esta relação da psicologia da percepção do tempo, no mundo finito, é considerada uma dilação do Akasha.

Astrologia

A astrologia védica ou Jyotish considera os 9 planetas visíveis, bem com as 12 casas das constelações, chamados de Manshas ou Chandrakalas.

A relação de 9 x 12 é igual a 108.

A palavra Chandrakala é composta de Chandra = lua, e Kalas, divisões do tempo.

O diâmetro do sol é 108 vezes maior do que o da Terra.

Gopis do Senhor Krishna

Sri Krishna, o Senhor Supremo, protagonista do Bhagavad-gita, tinha 108 Gopis ou servas fixas, e 108 mil esposas. Isso é transcendental e não pode ser comparado com as coisas da paixão mundana e leviandade chula.

Relações diversas

O número 108 quando divido em porções fracionárias, possui 54, 36, 27, e nove.

Então há Malas ou rosários com estas subdivisões, e o devoto faz os devidos arranjos para completar as 108 voltas.

Islamismo: no Islã, o número 108 é usado como representante de Deus.

Sikh: na tradição Sikh, o número 108 está presente nas suas mantas de la, que possuem 108 nós na seqüência, além daqueles que estão nos seus Malas de japa.

Chineses: os budistas chineses, por notória influência da Índia, usam malas de 108 contas, que eles chamam de Su-chu, dividindo este Mala em 3 divisões de 36 contas.

Estágios da Alma: as Escrituras dizem que a alma possui 108 estágios na sua jornada por sobre a Terra, e se não atinge a liberação, deverá voltar para o seio de Paramatma e retornar mais tarde para uma nova jornada de 108 vidas.

Meru: em um Mala ou rosário, há uma pedra maior chamada de Meru. Ela não faz parte das 108 contas em seqüência, e marca o início e o fim de um Mala de Japa (canto do Mantra).

Pitágoras: para este filósofo grego, que bebeu da sabedoria dos matemáticos indianos, em viagens que fez para o continente indiano, como facilmente podemos ver na sua biografia, dizia que o número 9 era o limite para todos os números.

Todos os outros nomes existem e vêm do mesmo, isso é, de 0 a 9,

e com estes números pode-se fazer uma quantia infinita, nos seus diferentes arranjos.

Upanishadas: há 108 Upanishads principais.

Estes Upanishads estão agrupados em categorias dentro de os Vedas.

O agrupamento destes textos sagrados está conforme a seguir:

Rig-veda (10): Aitareya , Atmabodha, Kaushitaki, Mudgala, Nirvana, Nadabindu, Akshamaya, Tripura, Bahvruka, Saubhagyalakshmi.

Yajurveda (50): Katha, Taittiriya , Isavasya , Brihadaranyaka, Akshi, Ekakshara, Garbha, Prnagnihotra, Svetasvatara, Sariraka, Sukarahasya, Skanda, Sarvasara, Adhyatma, Niralamba, Paingala, Mantrika, Muktika, Subala, Avadhuta, Katharudra, Brahma, Jabala, Turiyatita, Paramahamsa, Bhikshuka, Yajnavalkya, Satyayani, Amrtanada, Amrtabindu, Kshurika, Tejobindu, Dhyanabindu, Brahmavidya, YogakundalinI, Yogatattva, Yogasikha, Varaha, Advayataraka, Trisikhibrahmana, mandalabrahmana, Hamsa, Kalisantaraaa, Narayana, Tarasara, Kalagnirudra, Dakshinamurti, Pancabrahma, Rudrahrdaya,
SarasvatIrahasya.

SamaVeda (16): Kena, Chandogya, Mahat, Maitrayani, Vajrasuci, Savitri, Aruneya, Kundika, Maitreyi, Samnyasa, Jabaladarsana, Yogacudaman, Avyakta, Vasudevai, Jabali, Rudrakshajabala.

Atharvaveda (32): Prasna , Mandukya, Mundaka, Atma, Surya, Narada-Parivrajakas, Parabrahma, Paramahamsa-Parivrajakas, Pasupatha-Brahma, Mahavakya, Sandilya, Krishna, Garuda, Gopalatapani, Tripadavibhuti-mahnarayana, Dattatreya, Kaivalya, Nrsimhatapani, Ramatapani, Ramarahasya, HayagrIva, Atharvasikha, Atharvasira, Ganapati, Brhajjabala, Bhasmajabala, Sarabha, Annapurna, Tripuratapani, Devi, Bhavana, Sita

No Hinduísmo 108 é o número de Gopis de Krishna nos Seus passatempos 108 são os locais sagrados para os Vaishnavas 108 são as contas do Mala para o Japa 108 são os Upanishads 108 são os Divyadeshes ou sagrados Tirthas, da Índia até o Nepal.

108 são as águas sagras instaladas em Muktinath, no Nepal.

Sanatana-dharma Com certeza, a conclusão do que vem a ser o número sagrado 108 deve-se aos Vedas, e a forma como os textos e métrica védica está a escrever os sagrados ensinamentos da Suprema Personalidade de Deus.

Há um livro escrito por Khurana, que dá as explicações que espelham bem estas colocações da métrica védica.

Diz ele, um círculo possui 360 graus, os quais quando multiplicados por 60 resultam em 21.600 minutos num círculo.

O número 60 advém de 60 Ghatis, os quais são sagrados.

Um Ghati é igual a 24 minutos, 60 Ghatis são 24 horas, a divisão de um dia.

Um Ghati é dividido em 60 partes ou Palas.

Então, estes Palas multiplicados por 60 resultam em 3.600.

Este valor multiplicador por 60, por um Pala contém 60 Vipalas, resulta, novamente, em 21.600.

A metade deste valor é a fase do dia, e a outra metade a fase da noite.

Então, 21.600 dividido por 2, resulta em 10.800.

Para fins práticos, usa-se 108.

Este ritmo ajuda a controlar o ritmo do tempo, bem como do espaço, permanecendo em harmonia com a natureza e a forma como ela se regula.

Um passatempo do Srimad Bhagavatam e do Tantra Shastra

Há uma história védica, chamada de “108 Pithas” ou lugares sagrados, onde há um passatempo do Senhor Siva e Sati devi. Esta história está completa no 4 Canto do Bhagavata-purana.

O passatempo narra que o Senhor Siva estava sempre em profunda meditação.

O Seu asceticismo estava gerando um grande calor por sobre o universo.

Por conseguinte, toda a existência estava correndo enorme perigo, e o Senhor Brahmaa (Seu pai), interferiu diante de Maa Shakti Devi, a mãe do universo, para que usasse Seu poder, no sentido de seduzir o Senhor Siva e demovê-Lo da Sua posição.

Então Maa Sakti concordou, e que iria nascer como Sati, filha de Sri Daksha.

O Senhor Siva havia ficado muito impressionado com o asceticismo de Sati, e com Sua extraordinária beleza.

Então Ele retornou a forma humana e casou-Se com Ela.

Anos mais tarde, numa festa, o pai de Sati Devi insultou o Senhor Siva.

Sati ficou tão humilhada que entrou em profunda meditação, tendo em vista imolar-Se.

O Senhor Siva ficou com o Seu coração despedaçado.

Ele chegou até o local do sacrifício de fogo, e tentou interferir agarrando o corpo de Sati, levando-A para o céu.

Mas na medida em que fazia isso, 108 pedaços do corpo de Sati Devi caíram e Se espalharam por sobre a Terra.

Eram 108 pedaços, que tornaram os locais onde caíram inteiramente sagrados.

Desde esta época estes locais são adorados e fonte de constante peregrinação

Lembrando:

Para quem usa o japamala com 108 contas, é feito apenas uma volta recitando os mantras.

Para quem usa japamala de 54 contas, é feito ida e volta (2x54=108) recitando os mantras

Para quem usa japamala de 27 contas, é feito ida e volta duas vezes (4x27=108) recitando os mantras.

Sabemos o porque 108 é um numero mágico,

então use e abuse da energia!!

SEMPRE, consagre seu japamala à um ser de luz que você tenha mais afinidades, e sempre que fizer seus mantras ou orações, peça para que esse ser de luz ative os mantras em seu ser.

Um outro beneficio de usar um japamala:

O japamala pode ser feito em cristais, o que além da energia dos mantras, podemos associar a energia dos cristais.

Temos aí uma poderosa ferramenta, que une, energias de todos os lados.
Link da matéria e créditos: Portal Somos Todos Um 

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