<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444</id><updated>2012-02-16T14:32:04.894-02:00</updated><category term='Chacras'/><category term='Marcelo Barros'/><category term='Hans Küng'/><category term='reflexões'/><category term='Pe Alfredinho e Comunidade do Servo Sofredor'/><category term='Oscar Romero'/><category term='Fritjof Capra'/><category term='Ivone Gebara'/><category term='Amit Goswami'/><category term='Anselm Grüm'/><category term='Thomas Merton'/><category term='Mª Clara Bingemer'/><category term='Luís Fernando Veríssimo'/><category term='Vídeos'/><category term='Poesia'/><category term='Frei Betto'/><category term='Teologia'/><category term='Igreja Católica Apostólica'/><category term='D. Pedro Casaldáliga'/><category term='Memórias..'/><category term='cotidiano'/><category term='S João Crisóstomo'/><category term='Curiosidades'/><category term='Romanan'/><category term='Martin Luther King'/><category term='José Comblin'/><category term='Fórum Social Mundial'/><category term='Carlos Mesters'/><category term='Espiritualidade'/><category term='Cristianismo Primitivo'/><category term='Nova Era'/><category term='Entrevistas'/><category term='Geraldo Vandré'/><category term='S. Francisco'/><category term='Igreja Católica Apostólica  Romanan'/><category term='DOM Helder'/><category term='Luiz Paulo Horta'/><category term='João XXIII'/><category term='Senador Cristovam Buarque'/><category term='Dalai Lama'/><category term='minhas poesias/J Ricardo'/><category term='Vinicius de Morais'/><category term='Jon Sobrino'/><category term='Mistica'/><category term='Pe. Maikel Dalbem'/><category term='Dom Oscar Romero'/><category term='Santíssimo Redentor'/><category term='História do cristianismo'/><category term='Jean Yves Leloup'/><category term='Matthew Fox'/><category term='aliementação-Saúde-dicas saudáveis'/><category term='saudade'/><category term='Hercoles Jaci'/><category term='Orações'/><category term='Política'/><category term='James Lovelock'/><category term='Adélia Prado'/><category term='datas comemorativas'/><category term='TAO TE KING'/><category term='Ricardo Gondim'/><category term='Drumond'/><category term='Festas cristãs'/><category term='Artigos'/><category term='Leonardo Boff'/><category term='Myrian de Magdala'/><category term='Meio Ambiente'/><category term='Cora Coralina'/><category term='J Ricardo'/><category term='João Batista Libânio'/><category term='Zé Vicente'/><category term='Teologia da Libertação'/><category term='José Luiz Possato Jr'/><category term='Divaldo Franco'/><category term='Holismo'/><category term='Histórias'/><category term='Pe. Zezinho'/><title type='text'>O Absurdo e a Graça</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>450</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-4766366944742736998</id><published>2012-02-16T14:32:00.000-02:00</published><updated>2012-02-16T14:32:04.923-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja Católica Apostólica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias..'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romanan'/><title type='text'>Até as últimas conseqüências</title><content type='html'>&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Rogério Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;(&lt;a href="http://pejotando.blogspot.com/2012/02/ate-as-ultimas-consequencias.html"&gt;http://pejotando.blogspot.com/2012/02/ate-as-ultimas-consequencias.html&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;E ela olhou nas suas anotações o nome de todos eles. Tinha ficado encantada com todos os relatos e sobre como toda aquela gente tinha dedicado a vida por uma causa. Mas ainda se assustava um pouco também. E, naquela noite, foi deitar pensando em cada um deles. Afinal, tudo era tão grandioso, tão importante, tão solene... Tão distante. Ela ali, no trabalho comunitário, todo fim de semana, na busca de vida, no convívio com outros jovens... E eles lá. Fazendo grandes coisas, sonhando grandes sonhos...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;E de repente ela se pega andando numa rua estranha. Não parecia com nenhuma outra pela qual já caminhara. E então ela vê uma igreja e tem a forte vontade de entrar nela. Há poucas pessoas sentadas e no altar um bispo faz um discurso muito convicto. Dizia ele que “Ainda quando nos chamem de loucos, ainda quando nos chamem de subversivos, comunistas e todos os adjetivos que se dirigem a nós, sabemos que não fazemos nada mais do que anunciar o testemunho subersivo das bem-aventuranças,&amp;nbsp; que proclamam bem-aventurados os pobres, os sedentos de justiça, os que sofrem”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Ela achou aquilo muito forte, mas o bispo continuava: “Uma igreja que não sofre perseguição, mas que desfruta privilégios e o apoio de coisas da terra – Tenham Medo! – não é a verdadeira igreja de Jesus Cristo.” E ainda continuava: “Para que servem belas estradas e aeroportos, belos edifícios e grandes palácios, se foram construídos com o sangue de pobres que jamais vão desfrutá-los?”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Ela foi caminhando até o altar, mas aquela pregação havia acabado. Uma a uma as pessoas deixavam a igreja e ela pôde ver alguns rostos conhecidos. Uma mulher baixinha se reunia em círculo e conversava com outra de cabelos grisalhos e com outros dois homens, um de bigode e o outro de barbas e óculos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;A mulher baixinha dizia: "é melhor morrer na luta do que morrer de fome" ao que a mulher de cabelos brancos acrescentou: “Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Ela sentiu que a luta e a vida eram a marca forte desta conversa. Então o homem de bigodes disse: “Se descesse um enviado dos céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver. Ato público e enterro numeroso não salvarão a Amazônia. Quero Viver”. A mulher baixinha respondeu logo em seguida: “Se a gente morrer nesta luta, o sangue será uma semente. Vamos conquistar a justiça! A história não falha, nós vamos ganhar”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;O homem de barba estava calado até então. Observava tudo e quando surgiu a oportunidade disse: “Agora, quero que vocês entendam o seguinte: tudo isso que está acontecendo é uma consequência lógica do trabalho na luta e defesa dos pobres, em prol do Evangelho, que me levou a assumir essa luta até as últimas conseqüências. A minha vida nada vale em vista da morte de tantos lavradores assassinados, violentados, despejados de suas terras, deixando mulheres e filhos abandonados, sem carinho, sem pão e sem lar”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;A garota se afastou. Até então ninguém falara com ela, ninguém notara a sua presença. E ela caminhava assim, solta em seus pensamentos até que acabou tropeçando em alguém. Era um amigo seu, padre, militante dos direitos humanos e perseguido por denunciar abusos do poder público e policial. Ela não se conteve e o questionou:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;- Eles fizeram tanto, são tão famosos, com grandes projetos. Eu me sinto pequena ao não abraçar a causa como eles.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;- Seu empenho é diário, não é? Você não consome seus finais de semana, por semanas a fio? Você não se empenha na formação de novas lideranças? Não acompanha novos grupos? Não festeja e se reúne, discute e reflete com outros jovens? Por que sua luta seria menor, então?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;- Ah! Mas todos eles são muito corajosos por enfrentar a morte, por se doarem desta maneira, por serem profetas na busca de vida digna do povo. Eles não têm medo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;- Não é o medo, mas o enfrentamento ao crime que terá chance de diminuir essa força dos ‘passageiros das trevas’ que, desde sempre, compactuaram com a exigência do silêncio, do segredo, do medo e do oculto para poderem sorrateiramente ganhar mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;- Mas eu sei que isto é um sonho. E que eles já morreram. Todos eles. E que apesar disto, as injustiças continuam. Por que vale a pena continuar lutando?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Ele inclinou a cabeça de lado, olhou em seus olhos e disse:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;- Quem te falou que eles morreram? Os mártires da caminhada continuam vivos em quem tem o coração ardendo. Quem se comove e se motiva ao ler a vida de Dom Oscar Romero, Margarida Maria Alves, Irmã Dorothy Stang, Chico Mendes ou Padre Josimo, entre tantos outros, e leva adiante sua ação faz com que a morte de nenhum deles tenha sido em vão. Você acha que Jesus continua morto?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Mas ela ainda tentava argumentar:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;- Mas e as injustiças? Elas continuam.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;- Nenhum de nós entrega a vida só pela justiça. É por amor. Só por amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-4766366944742736998?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/4766366944742736998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/4766366944742736998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2012/02/ate-as-ultimas-consequencias.html' title='Até as últimas conseqüências'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-6217407119365965287</id><published>2012-02-12T10:56:00.003-02:00</published><updated>2012-02-12T10:59:36.768-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>Para onde irão os indignados e os “occupiers”? - Leonardo Boff</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Leonardo Boff&amp;nbsp;&amp;nbsp; -&amp;nbsp;&amp;nbsp; Teólogo/Filósofo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Uma das mesas de debates importante no Forum Social Temático em Porto Alegre, da qual me coube &amp;nbsp;participar, foi escutar os testemunhos vivos dos Indignados da Espanha, de Londres, do Egito e dos USA. O que me deixou muito impressionado foi a seriedade dos discursos, longe do viés anárquico dos anos 60 do século passado com suas muitas “parolle”. O tema central era “democracia já”. Revindicava-se uma outra democracia, bem diferente desta a que estamos acostumados, que é mais farsa do que realidade. Querem uma democracia que se constrói a partir da rua e das praças, o lugar do poder originário. Uma democracia que vem de baixo, articulada organicamente com o povo, transparente em seus procedimentos e não mais corroída pela corrupção. Esta democracia, de saida, se caracteriza por vincular justiça social com justiça ecológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, os indignados, os “occupiers” e os da Primavera Árabe não se remeteram ao clássico discurso das esquerdas, nem sequer aos sonhos das várias edições do Forum Social Mundial. Encontramo-nos num outro tempo e surgiu uma nova sensibilidade. Postula-se outro modo de ser cidadão, incluindo poderosamente as mulheres antes feitas invisíveis, cidadãos com direitos, com participação, com relações horizontais e transversais facilitadas pelas redes sociais, pelo celular, pelo twitter e pelos facebooks. Temos a ver com uma verdadeira revolução. Antes as relações se organizavam de forma vertical, de cima para baixo. Agora é de forma horizontal, para os lados, na imediatez da comunicação à velocidade da luz. Este modo representa o tempo novo que estamos vivendo, da informação, da descoberta do valor da subjetividade, não aquela da modernidade, encapsulada em si mesma, mas da subjetividade relacional, da emergência de uma consciência de espécie que se descobre dentro da mesma e única Casa Comum, Casa, em chamas ou ruindo pela excessiva pilhagem praticada pelo nosso sistema de produção e consumo.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa sensibilidade não tolera mais os métodos do sistema de superar a crise econômica e derivadas, sanando os bancos com o dinheiro dos cidadãos, impondo severa austeridade fiscal, a desmontagem da seguridade social, o achatamento dos salários, o corte dos &amp;nbsp;investimentos no pressuposto ilusório de que desta forma se reconquista a confiança dos mercados e se reanima a economia. Tal concepção é feita dogma e ai se ouve o estúpido bordão:“TINA: there is no alternative”, não há alternativa. Os sacrílegos sumos sacerdotes da trindade nada santa do FMI, da União Européia e do Banco Central Europeu deram um golpe financeiro na Grécia e na Itália e puseram lá seus acólitos como gestores da crise, sem passar pelo rito democrático. Tudo é visto e decidido pela ótica exclusiva do econômico, rebaixando o social e o sofrimento coletivo desnecessário, o desespero das famílias e a indignação dos jovens por não conseguirem trabalho. Tudo pode desembocar numa crise com consequências dramáticas.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Krugmann, prêmio Nobel de economia, passou uns dias na Islândia para estudar a forma como esse pequeno pais ártico saiu de sua crise avassaladora. Seguiram o caminho correto que outros deveriam também ter seguido: deixaram os bancos quebrar, puseram na cadeia os banqueiros e especuladores que praticaram falcatruas, reescreveram a constituição, garantiram a seguridade social para evitar uma derrocada generalizada e conseguiram criar empregos. Consequência: o pais saiu do atoleiro e é um dos que mais cresce nos paises nórticos. O caminho islandês foi silenciado pela midia mundial de temor de que servisse de exemplo para os demais países. E a assim a carruagem, com medidas equivocadas mas coerentes com o sistema, corre célere rumo a um precipício.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra esse curso previsível se opõem os indignados. Querem um outro mundo mais amigo da vida e respeitoso da natureza. Talvez a Islândia servirá de inspiração. Para onde irão? Quem sabe? Seguramente não na direção dos modelos do passado, já exauridos. Irão na direção daquilo que falava Paulo Freire “do inédito viável” que nascerá desse novo imaginário. Ele se expressa, sem violência, dentro de um espírito democrático-participativo, com muito diálogo e trocas enriquecedoras. De todas as formas o &amp;nbsp;mundo nunca será como antes, muito menos como os capitalistas gostariam que ficasse.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-6217407119365965287?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/6217407119365965287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/6217407119365965287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2012/02/para-onde-irao-os-indignados-e-os.html' title='Para onde irão os indignados e os “occupiers”? - Leonardo Boff'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-8741493581788346978</id><published>2012-01-22T14:39:00.002-02:00</published><updated>2012-01-22T14:39:31.327-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>A reivenção do capital/dinheiro</title><content type='html'>&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}" style="background-color: white; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; margin-bottom: 5px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; word-break: break-word; word-wrap: break-word;"&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Leonardo Boff&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small; font-weight: normal;"&gt;Atualmente grande parte da economia é regida pelo capital financeiro, quer dizer, por aqueles papéis e derivativos que circulam no mercado de capitais e que são negociados nas bolsas do mundo inteiro. Trata-se de um capital virtual que não está no processo produtivo, este que gera aquilo que pode ser consumido. No financeiro, reina a especulação, dinheiro fazendo dinheiro, sem passar pela produção. Vigora um perverso descompasso entre o capital real e o financeiro. Ninguém sabe exatamente as cifras, mas calcula-se que o capital financeiro soma cerca de 600 trilhões de dólares enquanto o capital produtivo, do conjunto de todos os paises, alcança cerca 580 trilhões. Logicamente, chega o momento em que, invertendo a frase de Marx do Manifesto, “tudo o que não é sólido se desmancha no ar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que ocorreu em 2007/2008 com o estouro da bolha financeira ligada aos imóveis nos EUA que representava um tal volume de dívidas que nenhum capital real, via sistema bancário, podia saldar. Havia o risco da quebra em cadeia de todo o sistema econômico real. Se não tivesse havido o socorro aos bancos, feito pelos Estados, injetando capital real dos contribuintes, assistiríamos a uma derrocada generalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta crise não foi superada e possivelmente não o será enquanto prevalecer o dogma econômico, crido religiosamente pela maioria dos economistas e pelo sistema com um todo, segundo o qual as crises econômicas se resolvem por mecanismos econômicos. A heresia desta crença reside na visão reducionista de que a economia é tudo, pode tudo e que dela depende o bem-estar de um pais e de um povo. Ocorre que os valores que sustentam uma vida humana com sentido não passa pela economia. Ela garante apenas a sua infra-estrutura. Os valores resultam de outras fontes e dimensões. Se assim não fosse, a felicidade e o amor estariam à venda nos bancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o transfundo do livro de alta divulgação Reinventando o capital/dinheiro de Rose Marie Muraro (Idéias e Letras 2012). Rose é uma conhecida escritora com mais de 35 livros publicados e uma diligente editora com cerca de 1600 títulos lançados. Num intenso diálogo, juntos trabalhamos, por mais de vinte anos, na Editora Vozes. Dois temas ocupam sempre sua agenda: a questão feminina e a questão da cultura tecnológica. Foi ela quem inaugurou oficialmente o discurso feminino no Brasil escrevendo livro com um método inovador: A sexualidade da mulher brasileira (Vozes 1993). Com um olhar perspicaz denunciou o poder destruidor e até suicida da tecno-ciência, especialmente, em seu livro: Querendo ser Deus? Os avanços tecnológicos e o futuro da humanidade (Vozes 2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste livro Reinventando o capital/dinheiro faz um histórico do dinheiro desde a mais remota antiguidade, seguindo um esquema esclarecedor: o ganha/ganha, o ganha/perde, o perde/perde e a necessária volta ao ganha/ganha se quisermos salvar nossa civilização, ameaçada pela ganância capitalística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Pré-História predominava o ganha/ganha. Vigorava o escambo, isto é, a troca de produtos. Reinava grande solidariedade entre todos. No Período Agrário entrou o dinheiro/moeda. Os donos de terras produziam mais, vendiam o excedente. O dinheiro ganho era emprestado a juros. Com os juros entrou o ganha/perde. Foi uma bacilo que contaminou todas as transações econômicas posteriores. No Período Industrial esta lógica se radicalizou pois o capital assumiu a hegemonia e estabeleceu os preços e os níveis de juros compostos. Como o capital está em poucas mãos, cresceu o perde/ganha. Para que alguns poucos ganhem, muitos devem perder. Com a globalização, o capital ocupou todos os espaços. No afã de acumular mais ainda, está devastando a natureza. Agora vigora o perde/perde, pois tanto o dono do capital como a natureza saem prejudicados. No Período da Informação criou-se a chance de um ganha/ganha, pois a natureza da informação especialmente da Internet é possibilitar que todos se relacionem com todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas devido ao controle do capital, o ganha/ganha não consegue se impor. Mas sua força interna irá inaugurar uma nova era, quem sabe, até com uma moeda universal, sugerida pelo economista brasileiro Geraldo Ferreira de Araujo Filho, cujo valor não incluirá apenas a economia mas valores como a educação, a igualdade social e de gênero e o respeito à natureza e outros. Rose aposta nesta lógica do ganha/ganha, a única que poderá salvar a natureza e nossa civilização.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small; font-weight: normal;"&gt;O livro de Rose Marie Muraro pode ser adquirido por 0800 160004.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;form action="https://www.facebook.com/ajax/ufi/modify.php" class="live_10150507965278865_131325686911214 commentable_item collapsed_comments autoexpand_mode" data-live="{&amp;quot;seq&amp;quot;:0}" method="post" rel="async" style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 10px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;span class="uiStreamFooter" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="UIActionLinks UIActionLinks_bottom" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:&amp;quot;20&amp;quot;}"&gt;&lt;button class="like_link stat_elem as_link" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:22}" name="like" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: initial; background-image: none; background-origin: initial; border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial; color: #6d84b4; cursor: pointer; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; overflow-x: visible; overflow-y: visible; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; width: auto;" title="Curtir esse item" type="submit"&gt;&lt;span class="default_message" style="display: inline;"&gt;Curtir&lt;/span&gt;&lt;/button&gt;&amp;nbsp;·&amp;nbsp;&lt;label class="uiLinkButton comment_link" style="color: #6b84b4; cursor: pointer; vertical-align: baseline;" title="Deixar um comentário"&gt;&lt;input data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:24}" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: initial; background-image: none; background-origin: initial; border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial; color: #6b84b4; cursor: pointer; font-family: 'Lucida Grande', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;" type="button" value="Comentar" /&gt;&lt;/label&gt;&amp;nbsp;·&amp;nbsp;&lt;button class="unsub_link stat_elem as_link" name="unsubscribe" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: initial; background-image: none; background-origin: initial; border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial; color: #6d84b4; cursor: pointer; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; overflow-x: visible; overflow-y: visible; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; width: auto;" title="Você está recebendo notificações para este item porque ele pertence a você." type="submit"&gt;&lt;span class="default_message" style="display: inline;"&gt;Seguir (desfazer) publicação&lt;/span&gt;&lt;/button&gt;&amp;nbsp;·&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="uiStreamSource" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:26}"&gt;&lt;a href="https://www.facebook.com/jricoliveira/posts/10150507965278865" style="color: #999999; cursor: pointer; text-decoration: none;"&gt;&lt;abbr class="timestamp livetimestamp" data-utime="1327250277" style="border-bottom-color: initial; border-bottom-style: none; border-bottom-width: initial;" title="domingo, 22 de Janeiro de 2012 às 14:37"&gt;há 11 segundos&lt;/abbr&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;próximo a&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.facebook.com/pages/Tijuca-Rio-De-Janeiro-Brazil/110598585633337" style="color: #999999; cursor: pointer; text-decoration: none;"&gt;Tijuca&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/form&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-8741493581788346978?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/8741493581788346978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/8741493581788346978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2012/01/reivencao-do-capitaldinheiro.html' title='A reivenção do capital/dinheiro'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-3299208238062687233</id><published>2012-01-19T08:48:00.000-02:00</published><updated>2012-01-19T08:48:44.283-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja Católica Apostólica  Romanan'/><title type='text'>''Na Igreja, também há quem trabalhe contra o Evangelho''. Artigo de Enzo Bianchi</title><content type='html'>&lt;div class="headline" style="background-color: white; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; color: #1a1a1a; font-family: Arial; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; width: 637px; word-wrap: break-word;"&gt;&lt;span style="line-height: 15px;"&gt;Não basta se dizer crente em Cristo; é preciso se dizer e ser seguidor de Jesus na forma ditada pelo Evangelho que, antes de ser um livro quadriforme, é a vida do homem Jesus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="article_text" style="background-color: white; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; color: #1a1a1a; font-family: Arial; line-height: 15px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 15px; margin-top: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;A opinião é do monge e teólogo italiano&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/505642-irmao-francisco-irma-clara-artigo-de-enzo-bianchi" style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; color: #e66101; font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Enzo Bianchi&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, prior e fundador da&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Comunidade de Bose&lt;/strong&gt;, em artigo publicado na revista&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Jesus&lt;/strong&gt;, de janeiro de 2012. A tradução é de&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Moisés Sbardelotto&lt;/strong&gt;.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Eis o texto.&lt;/strong&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Estes são os dias da memória do nascimento e da infância de Jesus, e os Evangelhos que nos querem narrar a vinda ao mundo do Filho de Deus, daquele que só Deus nos podia dar, de Jesus, Palavra do Pai feita carne (cf. Jo 1,14) por ação do Espírito de Deus, são obrigados, no entanto, a testemunhar que essa vinda, esse admirável dom se realizou no silêncio, na discrição e foi percebido só por alguns, por poucos fiéis.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Eram muitíssimos aqueles que se diziam fiéis e eram contados no número do povo de Deus, eram muitos aqueles que frequentavam o templo, as sinagogas e falavam do Deus uno e vivo. Porém, só pouquíssimos homens e mulheres, anônimos em sua maioria, souberam esperar realmente o Messias, souberam reconhecê-lo e acolhê-lo entre eles como um dom de Deus. Se não tivessem acolhido e olhado com esperança para esse menino, para Jesus, jamais saberíamos da sua existência nem conheceríamos os seus nomes:&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Zacarias&lt;/strong&gt;, um sacerdote, e&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Isabel&lt;/strong&gt;, sua esposa;&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;José&lt;/strong&gt;, um artesão, e&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Maria&lt;/strong&gt;, sua esposa;&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Simeão&lt;/strong&gt;, um velho sacerdote;&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Ana&lt;/strong&gt;, uma velha e pobre viúva; alguns pastores de Belém.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Por outro lado, os profetas já tinham entendido e souberam ler a realidade e a verdade da comunidade do Senhor. Dentro do povo de Israel, o povo empírico que é humanamente legível como um povo de fiéis, o Senhor sente na verdade como suas testemunhas só um "resto", uma "porção" quase escondida que não se impõe, que não tem força, que não sabe o que significa vencer, que não é contada... São fiéis humildes, sobretudo, pobres até no coração, mansos que não tem ninguém em quem esperar, senão no Senhor; são fiéis que não buscam apoios mundanos, que não tecem relações para ter poder, que não sonham coisas grandes para além das suas forças (cf. Sl 131, 1): são os&amp;nbsp;&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;'anawim&lt;/em&gt;, os pobres do Senhor.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Mas essa realidade não se refere apenas aos tempos da antiga aliança; refere-se também ao nosso hoje. Na nossa linguagem, muitas vezes abusamos da palavra "Igreja", que repetimos frequentemente de modo ambíguo, quando não até desviado e desviante. Porque a Igreja é uma realidade misteriosa, em que nós acreditamos, mas que não podemos verificar com segurança. A Igreja é a comunhão com os santos no céu daqueles que "o Senhor conhece como seus" (cf. 2Tim 2, 19; Nm 16, 5), como membros do seu corpo; é uma comunhão que não é mensurável (só o Senhor a "conta"!); é uma comunhão constituída por pecadores sempre perdoados, que conhecem o seu pecado e o oferecem ao Senhor como invocação de misericórdia; é uma comunhão daqueles que não simplesmente dizem acreditar em Deus e ser cristãos, mas buscam sincera e obstinadamente dar forma à sua vida segundo o Evangelho.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Sim, a Igreja é uma comunhão que conhece Jesus Cristo como Evangelho, não um Jesus fruto das suas próprias projeções, das suas próprias ideologias e, por isso, desfraldado como "o que temos de mais caro no cristianismo", mas sim o Jesus do Evangelho, que é o Evangelho feito carne, a carne de um homem que viveu humanamente. Não basta se dizer crente em Cristo; é preciso se dizer e ser seguidor de Jesus na forma ditada pelo Evangelho que, antes de ser um livro quadriforme, é a vida do homem Jesus.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Portanto, é preciso discernir quando se fala de Igreja. Não se trata de gostar de posições elitistas, de se alegrar sentindo-se entre poucos, nem de se sentir vítimas, como afirmavam muitos pregadores do século XIII:&amp;nbsp;&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Duo sunt ecclesiae&lt;/em&gt;, "duas são as Igrejas," uma que persegue, a outra que é perseguida. Trata-se de não pensar em "vencer", em "se impor", mas sim em saber discernir, na medida do possível, um núcleo que olha para Cristo como para o Evangelho e, para o Evangelho, como para Cristo, sem distinções ou separações: um núcleo que ouve o Evangelho, que permite que a sua vida seja moldada pelo Evangelho; um núcleo de fiéis que, apesar de suas inadequações e contradições provocadas pelo Evangelho, quer que o Evangelho vença sobre si mesmos; um núcleo que conhece o fogo do Evangelho, aquele fogo que é redespertado por baixo das cinzas pelas quais às vezes parece estar coberto, todas as vezes que um homem ou uma mulher o busca.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Sim, o cristão deve saber que no povo de Deus também, na Igreja também, pode haver aqueles que trabalham contra o Evangelho, aqueles que se dizem cristãos e consideram o Evangelho uma utopia, que dizem crer em Deus em Cristo, mas que riem das palavras de Jesus, do seu Evangelho.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; font-size: 12px; margin-bottom: 15px; margin-top: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; font-size: 12px; margin-bottom: 15px; margin-top: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Fonte:&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; font-size: 12px; margin-bottom: 15px; margin-top: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/505875-na-igreja-tambem-ha-quem-trabalhe-contra-o-evangelho-artigo-de-enzo-bianchi"&gt;http://www.ihu.unisinos.br/noticias/505875-na-igreja-tambem-ha-quem-trabalhe-contra-o-evangelho-artigo-de-enzo-bianchi&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; font-size: 12px; margin-bottom: 15px; margin-top: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-3299208238062687233?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/3299208238062687233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/3299208238062687233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2012/01/na-igreja-tambem-ha-quem-trabalhe.html' title='&apos;&apos;Na Igreja, também há quem trabalhe contra o Evangelho&apos;&apos;. Artigo de Enzo Bianchi'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-5818933306479806194</id><published>2012-01-11T16:21:00.000-02:00</published><updated>2012-01-11T16:21:14.822-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja Católica Apostólica  Romanan'/><title type='text'>Redescobrir a essencia da Igreja</title><content type='html'>&lt;div style="background-color: white; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; color: #1a1a1a; font-family: Arial; font-size: 12px; line-height: 15px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 15px; margin-top: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Na primeira Constituição, sobre a liturgia, já há a eclesiologia de comunhão da&amp;nbsp;&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Lumen Gentium&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, mas ainda não a entendemos. A 50 anos da convocação do&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/505480-o-papa-o-concilio-e-a-historia" style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; color: #e66101; font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Vaticano II&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, fala o&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Mons. Iginio Rogger&lt;/strong&gt;, ainda hoje o maior historiador do&lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/41024-trento-o-concilio-mais-imaginado-do-que-conhecido" style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; color: #e66101; font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Concílio de Trento&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;e, nos anos 1960, um dos protagonistas da reforma litúrgica conciliar.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;A reportagem é de&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Maria Teresa Pontara Pederiva&lt;/strong&gt;, publicada na revista&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Vita Trentina&lt;/strong&gt;, 08-01-2012. A tradução é de&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Moisés Sbardelotto&lt;/strong&gt;.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Do&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Concílio de Trento&lt;/strong&gt;, ele conhece todos os detalhes, mas sobre o&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Vaticano II&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;ele também não brinca e cita de cor passagens das Constituições, em latim, porque, diz, "a tradução italiana muitas vezes perdeu o pleno sentido do original".&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Mons. Iginio Rogger&lt;/strong&gt;, nascido em 1919, professor de história da Igreja e de liturgia, foi um dos seus protagonistas trentinos.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Eis a entrevista.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Como foram acolhidos o anúncio e a convocação do Concílio?&lt;/strong&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Ninguém esperava. No anúncio em janeiro de 1959, na&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Basílica de São Paulo&lt;/strong&gt;, eu estava trabalhando no quarto volume de&amp;nbsp;&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;História da Igreja&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: parecia ser o fim do&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Vaticano I&lt;/strong&gt;, ainda sem uma solene conclusão formal. Mas lembremos o que aconteceu aqui no momento da convocação. Em fevereiro de 1961, por decisão-relâmpago do papa, encerrava-se o episcopado&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;De Ferrari&lt;/strong&gt;, devido à doença, e o governo da diocese era confiado a um administrador apostólico, o bispo&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Gargitter&lt;/strong&gt;, de&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Bressanone&lt;/strong&gt;. Seguiu-se um biênio em que a atenção estava sim&amp;nbsp;&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;in loco&lt;/em&gt;, mas aumentavam as interrogações sobre o que estava acontecendo lá em cima. A incerteza, em parte, terminou com a nomeação de&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Gottardi&lt;/strong&gt;, em fevereiro de 1963. Nesse meio tempo, iniciou um Concílio que não se assemelha a nenhum dos anteriores, porque desaparecem todos os velhos esquemas.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Em que sentido?&lt;/strong&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;No número de pessoas envolvidas e nas intenções: não para condenar heresias, mas sim para atualizar ideias e estruturas. E por uma definição mais exata e completa da Igreja, embora o nosso contexto catequético não sentia nenhuma necessidade disso. A palavra&amp;nbsp;&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;innovatores&lt;/em&gt;&amp;nbsp;era conhecida pelo&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Concílio de Trento&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;em âmbito protestante: algo a ser combatido, assim como as doutrinas secularizantes do século XVIII. E ainda a recomposição da unidade dos cristãos, a conexão com o mundo contemporâneo...&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;De Trentino, quem estava presente em Roma?&lt;/strong&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Gargitter&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;representava a todos nós. Em junho de 1963, entrou&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Gottardi&lt;/strong&gt;, em julho, abriu-se o&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Museu Diocesano&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;e, em dezembro, o quarto centenário da conclusão do&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Concílio de Trento&lt;/strong&gt;. Enquanto isso, com a morte de&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Roncalli&lt;/strong&gt;, sucedeu&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Paulo VI&lt;/strong&gt;, e, nos dias 3 a 4 de dezembro, somos admitidos ao Concílio como delegação trentina: no dia 3 para a solene comemoração da clausura do&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Concílio de Trento&lt;/strong&gt;; no dia seguinte para a aprovação da&amp;nbsp;&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Sacrosanctum Concilium&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a primeira Constituição Conciliar, apesar de todas as manobras dos tradicionalistas.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Em que termos ela é inovadora?&lt;/strong&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Enquanto me perguntava se a Igreja deveria ser monarquia papal ou uma colegialidade de responsabilidades, a&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Sacrosanctum Concilium&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;já oferece uma resposta. É iluminadora a aprovação: essas coisas&amp;nbsp;&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;placuerunt&lt;/em&gt;&amp;nbsp;aos Padres do Concílio, ou seja, "foram decididas". É um parlamento! E o papa, em virtude dos poderes que lhe foram conferidos, as aprova. Não era mais o tempo de&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Pio IX&lt;/strong&gt;! Para mim, foi uma alegria.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Quanto ela foi compartilhada naquela época e agora?&lt;/strong&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Ainda hoje, pouco:&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Ratzinger&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;não sentiu a necessidade de convocar um concílio sobre a questão do missal em latim. Na&amp;nbsp;&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Sacrosanctum Concilium&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, já está claro o construto teológico da&amp;nbsp;&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Lumen Gentium&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: uma eclesiologia bem definida, que, com grave dor, eu constato que ainda não foi recebida.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Pode nos dar alguns exemplos?&lt;/strong&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Uma série de circunstâncias congelaram a situação. Tudo deveria ser educado, amadurecido...&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Quer dizer que faltou um envolvimento?&lt;/strong&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;As celebrações litúrgicas são ações da Igreja", mas se não sabe se o que são... devem ser explicadas. Da&amp;nbsp;&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Dei Verbum&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;é preciso citar mais frequentemente: "Deus fala ao seu povo", ao povo de hoje, como de todos os tempos. Como a&amp;nbsp;&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Sacrosanctum Concilium&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, nº. 7: "Cristo está sempre presente (&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;praesens adest&lt;/em&gt;) na sua Igreja e de modo especial nas ações litúrgicas". Quando se fala de extensão das línguas nacionais (nº. 36), refere-se às autoridades territoriais, aos bispos. Nos nº. 41 e 42, a vida litúrgica "em torno ao bispo", depois estendida às paróquias. E ainda "sentido da comunidade paroquial" e "celebração comunitária da missa dominical". Eu ainda tenho o texto do&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Pe. Hertling&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;que usávamos na universidade,&amp;nbsp;&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Communio und Primat&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: a Igreja nada mais é do que comunhão. Com ele também amadureceu o&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Vaticano II&lt;/strong&gt;.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;E depois como se seguiu em frente?&lt;/strong&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Havia sido estabelecido um órgão separado, presidido pelo cardeal Lercaro, para os novos livros litúrgicos. Para o missal, liderava o&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Mons. Wagner&lt;/strong&gt;, diretor do instituto litúrgico de&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Trier&lt;/strong&gt;, na época o mais competente. A partir de janeiro de 1964, eu estava envolvido na comissão do novo&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Breviário&lt;/strong&gt;, rebatizado de&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Liturgia das Horas&lt;/strong&gt;. Na introdução, as minhas palavras:&amp;nbsp;&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Oratio populi Dei&lt;/em&gt;. Eu lembrava de&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;São Cipriano&lt;/strong&gt;: quando rezamos, sempre dizemos "Pai Nosso". A oração do cristão nunca é individual. Na Missa, reintroduzimos a oração dos fiéis perdida ao longo dos séculos, justamente por causa da língua latina, que tinha excluído o povo. Eu também estava na comissão&amp;nbsp;&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;De cantibus&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: pensemos no&amp;nbsp;&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Sanctus&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, canto do povo, a ser cantado espontaneamente, não para ouvir do coro.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;E a música?&lt;/strong&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;É melhor um violão que ajude a assembleia, do que instrumentos que fazem cantar o coro por conta própria. É preciso nos entendermos com relação ao termo&amp;nbsp;&lt;em style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;sagrado&lt;/em&gt;: até a adoração do bezerro de ouro era sagrada!&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;E o retorno ao latim?&lt;/strong&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Não podemos mudar as coisas ao nosso próprio gosto. A história vai responder, mas eu não cometeria o erro de voltar para trás: o Pai Eterno quer nos ajudar a entender, porque nos quer bem, a todos.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;O problema, então, é sempre a ideia de Igreja?&lt;/strong&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Em 1950, tendo voltado da&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Gregoriana&lt;/strong&gt;, comecei a ensinar história da Igreja, mas em 1955 percebeu-se a urgência de uma disciplina litúrgica, para além do rubricismo de então (como se posicionavam os dedos). Por isso, eu também ensinava liturgia. É Cristo quem batiza, é ele quem fala quando se lê a Escritura, mas não se recebe a Eucaristia se não nos sentimos irmãos. "Onde dois ou mais estiverem reunidos...".&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Clemente Romano&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;escreve: "A Igreja de Deus, que é peregrina em&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Roma&lt;/strong&gt;, à Igreja de Deus peregrina em&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Corinto&lt;/strong&gt;". Não é menos Igreja do que a de Corinto! Não é a sujeição ao romano pontífice – segundo a infalibilidade de&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Pio IX&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;–, o pertencimento à Igreja, mas sim a fidelidade a Cristo. Todas as Igrejas são primeiras e apostólicas, lá onde, juntas, comprovem a sua unidade, junto com o sucessor de&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Pedro&lt;/strong&gt;. O que faltou nestes anos é a dimensão histórica.&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Virgílio&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;recorre a&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Ambrósio&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;para a confirmação a bispo de&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Trento&lt;/strong&gt;, porque vê nele a catolicidade. Sem comunhão, fazem-se apenas guerras de religião.&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;O senhor sente a necessidade de um outro Concílio?&lt;/strong&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Eu diria que não. Há momentos em que não se pode perder o trem: já existe o&amp;nbsp;&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Vaticano II&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;a ser implementado.&lt;strong style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Guardini&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;dizia: "Ainda somos capazes de liturgia?". Se não entendermos o que é a Igreja, acho difícil responder que sim. Ainda é preciso trabalhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 15px; margin-top: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 15px; margin-top: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/505609-redescobrir-a-essencia-da-igreja-entrevista-com-dom-iginio-rogger"&gt;http://www.ihu.unisinos.br/noticias/505609-redescobrir-a-essencia-da-igreja-entrevista-com-dom-iginio-rogger&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 15px; margin-top: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-5818933306479806194?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/5818933306479806194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/5818933306479806194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2012/01/redescobrir-essencia-da-igreja.html' title='Redescobrir a essencia da Igreja'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-4343055153411936399</id><published>2012-01-06T08:15:00.000-02:00</published><updated>2012-01-06T08:15:03.738-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>Em busca de uma síntese integradora: os três reis magos</title><content type='html'>&lt;div class="post-header" style="border-bottom-color: rgb(238, 238, 238); border-bottom-style: double; border-bottom-width: 4px; padding-bottom: 7px;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-piK7FdrBbH0/TwbJTP5UWRI/AAAAAAAAA7s/ERM706GiCYg/s1600/ReisMagos2010.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-piK7FdrBbH0/TwbJTP5UWRI/AAAAAAAAA7s/ERM706GiCYg/s1600/ReisMagos2010.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 17px;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Leonardo Boff&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry clear" style="word-wrap: break-word;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="line-height: 1.1em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; font-weight: normal; line-height: 1.1em;"&gt;Na Bíblia do Novo Testamento, há duas versões do nascimento de Jesus. Uma do evangelho de Lucas que culmina com a adoração dos pastores. A outra, do evangelho de Mateus, que se concentra na adoração dos três reis magos. A lição é: judeus e não-judeus (antigamente se dizia pagãos), cada um a seu modo, tem acesso a Jesus e participam da alta significação que ele encarna. Tentemos captar o sentido dos reis magos, festa que as Igrejas celebram no dia 6 de Janeiro, hoje quase esquecida.&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;As Escrituras judaico-cristãs deixam claro que Deus não se revelou apenas aos judeus. Antes de surgir o povo de Israel com Abraão, revelou-se a Enoque, a Noé, a Melquisedeque, depois a Balaão e a um não judeu, o rei Ciro a quem, pela primeira vez na Bíblia, se atribui o título de Messias. E nunca deixou de se revelar aos seres humanos, de muitas formas diferentes, pois todos são seus filhos e filhas e ouvintes da Palavra. Os reis magos estão entre eles. Quem eram? Diz-se que eram astrólogos vindos provavelmente da Babilônia.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Naquele tempo astronomia e astrologia caminhavam juntas. Certo dia, estes sábios descobriram uma estranha conjunção de Júpiter com Saturno que se aproximaram de tal forma que pareciam uma única grande estrela, na constelação de Peixes. O grande astrônomo Kepler (+1630) fez cálculos astronômicos e mostrou efetivamente que no ano 6 antes de Cristo (data do nascimento de Cristo pelo calendário corrigido) ocorreu tal conjunção.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Para os sábios, este fato possuia grande signficação. Júpiter, na leitura astronômica da época, era o símbolo do Senhor do mundo. Saturno era a estrela do povo judeu. E a constelação de Peixes era o sinal do fim dos tempos. Os sábios babilônicos assim interpretaram: no povo judeu (Saturno) nascerá o Senhor do mundo (Júpiter) sinalizando o fim dos tempos (Peixes). Então se puseram a caminho para prestar-lhe homenagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Sempre houve na história dos povos, pessoas simples ou sábias que se puseram a caminho em busca de salvação, quer dizer, de uma totalidade integradora que superasse as rupturas da existência humana. Deus veio ao encontro desta busca entrando nos modos de ser e de pensar das respectivas pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Mas por que foram encontrar Jesus? Porque, segundo a compreensão dos evangelistas, Jesus é um princípio de ordem e de criação de uma grande síntese humana, divina e cósmica. Quando dão a ele o título de Cristo (ungido em grego) querem expressar esta convicção. Cristo não é um nome de pessoa, mas uma qualidade conferida a alguém para cumprir uma missão que, no caso, é concretizar uma síntese integradora (salvação).Jesus operou tal síntese; por isso o chamaram de Cristo. Pessoa e missão se identificaram de tal forma que Jesus Cristo se transformou num nome. Mais correto seria dizer, Jesus, o Cristo. Esta síntese é buscada e realizada em outras religiões e caminhos espirituais, embora sob outros nomes: Sabedoria, Logos, Iluminacão, Buda, Tao, Shiva etc. Estes são “ungidos e consagrados”(significado de Cristo) para serem um centro atrator e unificador de tudo o que há no céu e na terra. Mudam os nomes, mas o sentido é sempre o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Nossa realidade, entretanto, é contraditória. É feita de elementos sim-bólicos e dia-bólicos, de verdade e de falsidade, de luz e de sombras. Como criar uma ordem superior que ultrapasse essas contradições? Sentimos a urgência de um Centro ordenador e animador de uma síntese pessoal, social e também cósmica.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Os evangelistas usaram o fenômeno astronômico do aparecimento de uma estrela para apresentar Jesus como aquele Senhor do Universo que vem sob a forma de uma frágil criança para unificar tudo. Essa Energia é divina mas não é exclusiva de Jesus. Ela se expressa sob muitas formas históricas e em muitas figuras religiosas, justas ou sábias e, no fundo, em cada pessoa. Em Jesus, o Cristo, ganhou uma concretização tal que mobilizou outras culturas com seus sábios vindos do Oriente, os Magos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Todos os caminhos levam a Deus e Deus visita os seus em suas próprias histórias. Todos estão em busca daquela Energia unificadora que se esconde no signficado da palavra Cristo. Esse encontro com a Estrela que guiou os magos, produz hoje, como produziu ontem, alegria e sentimento de integração.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Haverá sempre uma Estrela no caminho de quem busca. Importa, pois, buscar com mente pura e sempre atenta aos sinais dos tempos como o fizeram os reis magos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-4343055153411936399?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/4343055153411936399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/4343055153411936399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2012/01/em-busca-de-uma-sintese-integradora-os.html' title='Em busca de uma síntese integradora: os três reis magos'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-piK7FdrBbH0/TwbJTP5UWRI/AAAAAAAAA7s/ERM706GiCYg/s72-c/ReisMagos2010.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-8464210723650031497</id><published>2011-12-31T17:00:00.000-02:00</published><updated>2011-12-31T17:00:03.921-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcelo Barros'/><title type='text'>Para um ano novo mais feliz</title><content type='html'>&lt;div style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Marcelo Barros&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 14px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;O desejo é uma palavra mágica. Quando desejamos com força interior, emitimos uma energia misteriosa que nos impulsiona para o compromisso de realizarmos aquilo que desejamos. Isso pode ter conseqüências concretas para as pessoas e para o mundo. Nesses dias, há quem diga aos amigos e amigas "feliz ano novo” como mera formalidade. Entretanto, o mundo e nosso continente necessitam muito de que 2012 seja um ano mais feliz e de paz para cada um de nós e para nossa pátria grande. Por isso, quem almeja de coração os melhores votos de ano novo precisa saber como transformar o seu desejo em caminho positivo que construa um futuro novo e melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;Quando eu era menino, as pessoas acreditavam muito no poder do olhar. Diziam que existe o olhar bom que emite energia positiva e existe o mau olhado que provoca problemas. As vizinhas gostavam de contar histórias de uma visita que receberam. A mulher gostou da planta ornamental que havia no terraço da casa. Olhou-a com inveja. No dia seguinte, a planta que estava viçosa e florescente, amanheceu seca e murcha. As antigas culturas e religiões crêem na força da palavra. Em algumas religiões, as palavras curam ou, ao contrário, podem matar. Na Bíblia, vários salmos pedem a Deus que nos proteja das pessoas que, com sua palavra, podem provocar males como doenças e tragédias ecológicas (Cf. Sl 6, 39, etc). Essa cultura de pessoas que amaldiçoam vinha de Sumer, onde havia rituais de&amp;nbsp;&lt;i&gt;Shurpu,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;maldições comuns em algumas culturas populares que não tinham outra força além da palavra. No tempo da escravidão, um senhor de engenho mandava dizer a um escravo que, naquela noite mandasse a sua filha de menor idade à casa grande. O negro já sabia quais as intenções do senhor. Ele não tinha outro recurso do que a ameaça de uma maldição, principalmente se o senhor acreditasse que o despacho lhe faria mal. De fato, a própria Bíblia diz que a maldição de um empobrecido é ouvida e atendida por Deus (Cf. Eclo 4, 6). No Novo Testamento, a carta de Pedro insiste que temos a vocação de abençoar e não de maldizer. Somos chamados para invocar o bem sobre as pessoas e o universo (1 Pd 3, 9).&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; float: right; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; line-height: 20px; margin-bottom: 20px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; text-align: left;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 0px; padding-left: 36px; padding-right: 36px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div id="VwP86695Div" name="VwP86695Div" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-left: 30px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;A palavra é eficaz quando nasce no mais profundo do coração e é precedida pela prática da vida. A Bíblia diz que é como uma espada de dois gumes que penetra até as entranhas (Hb 4). Isaías compara a palavra de Deus com a chuva que cai, molha a terra. E não volta ao céu sem ter cumprido sua missão de fecundar e produzir o grão (Is 55). O Mahatma Gandhi ensinava: "Comece por você mesmo a mudança que deseja para o mundo”. Somente pelo fato de desejar, não temos a força para transformar organizações e sistemas do mundo, mas podemos sim colaborar para que se façam as condições necessárias para que elas mudem. Então, que você expresse para os seus e para todos o desejo de um feliz ano novo, através de um verdadeiro compromisso social, solidário e renovador. Então se tornarão verdadeiras em sua vida, as palavras de uma antiga bênção irlandesa: "O vento sopre suave em teus ombros. Que o sol brilhe suavemente sobre o teu rosto, as chuvas caiam serenas onde vives. E até que eu te encontre de novo, Deus te guarde na palma de sua mão”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-8464210723650031497?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/8464210723650031497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/8464210723650031497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/12/para-um-ano-novo-mais-feliz.html' title='Para um ano novo mais feliz'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-8242400112977722044</id><published>2011-12-29T14:21:00.001-02:00</published><updated>2011-12-29T14:29:12.938-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritualidade'/><title type='text'>ERA UMA VEZ… E AINDA É</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, sans-serif;"&gt;Vera Corrêa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;a href="mailto:veracorrea46@ig.com.br" style="background-color: white; color: #0000cc; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;veracorrea46@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br class="Apple-interchange-newline" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Era uma vez, há muitos, muitos, muitos anos atrás… há tantos anos, que nem o tempo existia ainda… Nesse tempo sem tempo havia um Reino de Luz, onde tudo era Amor, Beleza e Harmonia… e nós vivíamos lá!… Nós éramos os habitantes desse Reino Encantado!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas éramos um pouco diferentes do que somos hoje. Nosso corpo não era deste jeito… era mais transparente, mais leve, mais luminoso. E não precisava de tanta coisa para sobreviver. Tudo o que precisávamos era suprido pela Luz da qual fazíamos parte.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sim, porque, na verdade, não éramos seres totalmente separados uns dos outros, mas como células de um grande corpo luminoso e amoroso que nos sustentava e nos mantinha sempre felizes e saudáveis. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas não pense que ficávamos ali sem fazer nada! A Luz adorava criar, e nós, como parte dela, estávamos sempre criando também… criávamos estrelas, cometas, mundos das mais diferentes espécies! Era muito divertido!!! E tudo permanecia na mais perfeita ordem, porque era criado com Amor e sustentado pelo Amor. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas um dia resolvemos fazer uma coisa inédita; resolvemos criar um planeta onde se pudesse experimentar não só o Amor, mas a ausência dele também… porque queríamos saber como seria uma vida desse tipo. E assim fizemos!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Criamos um planeta lindo! Com mares, montanhas, cachoeiras, rios, lagos, florestas maravilhosas, flores incrivelmente belas, inúmeras espécies de animais, pássaros e peixes … tudo com muito Amor e Harmonia. E então pedimos à nossa Mãe-Luz que nos deixasse ir para lá e nos desse a liberdade de escolher permanentemente entre o Amor e a ausência dele. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A Luz, que era puro Amor, não podia deixar de atender este pedido dos seus filhos. Naturalmente, ela nos deu sua permissão, mas nos advertiu:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- “Meus Amados, sendo vocês Filhos do Amor, dificilmente conseguirão vivenciar qualquer coisa que não seja Amor, porque estarão sempre agindo, pensando e sentindo com base no Amor. Se realmente quiserem ter essa experiência, terão que esquecer provisoriamente a sua natureza verdadeira e assumir um papel totalmente estranho a ela. Inclusive precisarão de um corpo mais apropriado para essa nova condição. Vocês estão mesmo dispostos a fazer isto?”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- “Sim, estamos!” – respondemos em uníssono.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- “Façamos, então, o seguinte…” – disse a Luz – “Alguns irão e outros ficarão aqui para lhes dar apoio à distância. Assim, mesmo que vocês se esqueçam por completo que são Filhos da Luz e do Amor, seus irmãos estarão aqui para relembrá-los e ajudá-los a voltar ao Lar, caso esta seja a sua escolha.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;No Reino da Luz não existe competição, portanto foi fácil decidir quem ia e quem ficava. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A Luz criou, então, um corpo perfeito para nos abrigar e mais uma vez nos advertiu:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- “Este corpo exigirá de vocês alguns cuidados que ainda desconhecem, mas saibam que tudo o que ele precisar estará à disposição de vocês nesse planeta. Para que não se sintam totalmente isolados de nós, deixarei uma pequena centelha da nossa Luz permanentemente acesa num local recôndito desse corpo, numa das câmaras do que vocês chamarão de coração. Essa chama os conectará conosco naturalmente, sempre que sentirem saudades de algo que não saberão definir, mas que terão certeza que existe… um lugar de Amor, de Paz, de Conforto eterno… Vocês nos chamarão por muitos nomes, e nós sempre os atenderemos… mas nem sempre vocês reconhecerão a nossa ajuda.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tendo dito isto, a Luz nos perguntou mais uma vez se estávamos realmente dispostos a enfrentar essa nova vida e, como respondemos afirmativamente, no mesmo instante nos encontramos dentro de um corpo de carne e osso, num planeta maravilhoso, mas em condições totalmente novas!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A primeira novidade – nada agradável, aliás – foi a sensação de solidão, pois não chegamos todos juntos ao mesmo lugar do planeta e, mesmo aqueles que estavam relativamente próximos, também se sentiam isolados, pois já tínhamos nos esquecido que éramos todos parte de um só corpo e, assim, sentíamo-nos estranhos uns aos outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Então veio a noite e, com ela, o escuro e o frio. Em seguida, a fome, a sede, o cansaço… Sem perceber, estávamos tomando contato com a dualidade que nós mesmos tínhamos escolhido experimentar. A cada aspecto do Amor, que nos era familiar, correspondia um aspecto, até então desconhecido para nós, da ausência do Amor. Neste novo Reino, havia alegria, mas também tristeza; havia fartura, mas também carência; havia bondade, mas também maldade; saúde, mas também doença; prazer, mas também dor…&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E o sentimento de puro Amor que antes nos unia, começou a dividir seu espaço com a ausência de Amor, que se expressava das mais diversas formas: desconfiança, inveja, ciúme, raiva, intolerância, gerando uma sensação que jamais havíamos experimentado antes: o medo! &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;No começo ainda tínhamos certa consciência da Luz amorosa que se mantinha intacta em nossos corações e intuitivamente nos conectávamos com Ela em busca de conforto e orientação para enfrentarmos todas as adversidades que se apresentavam em nosso caminho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Através desse contato, fomos inspirados a pesquisar os recursos que estavam à nossa disposição e a inventar uma infinidade de meios materiais que nos assegurassem a sobrevivência do nosso corpo, bem como uma vida confortável, segura, prazerosa e feliz. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas, com o passar do tempo, fomos nos apaixonando tanto por nossas próprias invenções e nos apegando tanto a elas, que passamos a acreditar, não só que elas eram imprescindíveis, como também insuficientes para alcançarmos a felicidade que tanto almejávamos. E começamos a dedicar grande parte do nosso tempo a invenções cada vez mais sofisticadas e à busca de recursos para adquiri-las, de modo que pudéssemos satisfazer nossa vontade cada vez mais exigente de&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;ter, ter, ter… ter tanto ou mais do que os nossos semelhantes, acreditando que isso nos faria mais importantes e poderosos do que eles. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Assim passamos a competir uns com os outros na busca de uma vida material que considerávamos ideal. E essa competição aumentou tanto, que chegamos ao ponto de enganar uns aos outros para termos mais posses do que eles; chegamos ao ponto de escravizar uns aos outros; chegamos ao ponto de matar uns aos outros! E assim, nos esquecemos da Luz Amorosa que habitava nossos próprios corações. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nossa Mãe-Luz continuava nos observando, e toda vez que a balança da dualidade começava a pender demais para o lado da ausência de Amor, Ela preparava um dos nossos irmãos de Luz para vir até nós e, através dos seus ensinamentos e do seu próprio exemplo, reacender a chama do Amor em nossos corações e nos reconectar à nossa própria Luz. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Isto aconteceu muitas e muitas vezes no decorrer da nossa experiência neste planeta, até que um dia nos envolvemos numa guerra tão horrorosa, que Mamãe-Luz decidiu mudar de tática… Ao invés de nos enviar um dos nossos irmãos, Ela resolveu intensificar um pouco mais a Centelha de Luz que habitava o coração de cada um de nós, de modo que nossa mente percebesse a existência dessa Luz e ficasse curiosa sobre sua procedência e função. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;No início, foram poucos que lhe deram atenção. Mas estes lançaram tantos questionamentos, que aos poucos foram despertando a curiosidade de outros e mais outros, até que chegou um momento em que a grande maioria dos seres humanos estava se perguntando: “Quem sou eu, realmente?… O que é isto que sinto em meu coração e que me traz a lembrança de um lugar de paz, harmonia e eterna felicidade?… Se existe um lugar como esse, o que estou fazendo aqui, então?…”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E cada questionamento nos levava mais perto da reconexão com o Reino de Luz de onde viemos, permitindo-nos perceber ligeiramente a presença amorosa dos seres de Luz, que a princípio chamávamos de Mestres, por não nos lembrarmos que eram nossos próprios irmãos que haviam se comprometido a nos ajudar a voltar ao Lar, quando assim decidíssemos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E quanto mais nos conectávamos com esses “Mestres”, mais ia clareando a lembrança da nossa identidade verdadeira; mais íamos percebendo o Amor em todos e em tudo; mais íamos nos dando conta do nosso poder de transformar a ausência de Amor em Amor, pois fomos compreendendo que nós somos o próprio Amor se expressando das mais diversas maneiras e, na verdade, a ausência de Amor é apenas uma ilusão, uma espécie de sonho que quisemos experimentar para expandirmos a nossa noção de Amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nesse processo, tomamos consciência de que formamos uma unidade e que, assim como não existe competição entre as partes de um corpo humano, também não deve existir competição entre nós. Do mesmo modo que o nosso fígado tem uma função, os rins têm outra, os pulmões têm outra, as glândulas outra e todos trabalham juntos em estreita colaboração para o perfeito funcionamento do nosso corpo físico, assim também cada um de nós tem sua função específica neste planeta, e todos precisamos colaborar uns com os outros, de modo que a Humanidade, como um todo, reflita a Paz, o Amor e a Harmonia do Reino de Luz de onde viemos. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E assim chegamos no ponto em que nos encontramos hoje, finalizando um ciclo que durou séculos e séculos. Muitos ainda estão adormecidos, apegados ao sonho da dualidade, enredados nas malhas da competição e do consumo desenfreado de bens materiais. Mas muitos mais estão despertando, e estes estão ajudando os adormecidos a despertarem também para a realidade de que somos seres incrivelmente criativos e que, assim como criamos um mundo de dualidade, baseado no medo, na manipulação e no poder de uns sobre outros, podemos voltar a criar - através da nossa intenção pura - um mundo baseado no amor e respeito mútuos, onde todos vivam em perfeita colaboração, felizes para sempre!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Neste momento, as portas do Reino de Luz e Amor estão abertas para nós, aguardando o nosso retorno; e nossos irmãos, que lá ficaram, estão nos lembrando que esse Reino não é um lugar definido no espaço e no tempo, e sim um Estado de Ser infinito e atemporal. E nos dizem alegremente:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- “Estamos apenas esperando que despertem desse sonho, pois &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O QUE ERA UMA VEZ… AINDA É!”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;autororização da autora via e-mail:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, sans-serif;"&gt;Fico feliz de saber que gostou do meu texto e está ajudando a divulgá-lo. “Era uma vez e ainda é” foi escrita para isso mesmo – quanto mais pessoas tiverem acesso a essa mensagem, melhor!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, sans-serif;"&gt;Diga a seu amigo que tem minha autorização para publicá-la no Blog dele, e que lhe serei muito grata por isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, sans-serif;"&gt;Só lhe peço que mantenha meus créditos como autora, como indicado no final do texto – não apenas meu nome, como também meu e-mail, para que outros como você possam me escrever em caso de dúvidas ou sugestões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, sans-serif;"&gt;Abraços e Feliz Ano Novo para ambos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, sans-serif;"&gt;Vera Corrêa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;a href="mailto:veracorrea46@ig.com.br" style="background-color: white; color: #0000cc;" target="_blank"&gt;veracorrea46@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-8242400112977722044?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/8242400112977722044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/8242400112977722044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/12/era-uma-vez-e-ainda-e.html' title='ERA UMA VEZ… E AINDA É'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-4103578785757451116</id><published>2011-12-22T16:03:00.000-02:00</published><updated>2011-12-22T16:03:02.406-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>Como se coloca o problema de Deus hoje</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-alt: 13.2pt; mso-outline-level: 1;"&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; line-height: 16.5pt; text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Leonardo Boff&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: #757575; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.5pt; margin-bottom: 7.5pt;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 15.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Hoje o tema de Deus está em alta. Alguns em nome da ciência pretendem negar sua existência como o biólogo Richard Dawkins com seu livro Deus, um delírio (São Paulo 2007). Outros como o Diretor do Projeto Genoma, Francis Collins com o sugestivo título A linguagem de Deus (São Paulo 2007) apresentam as boas razões da fé em sua existência. E há outros no mercado como os de C.Hitchens e S.Harris.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.5pt; margin-bottom: 7.5pt;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 15.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;No meu modo de ver, todos estes questionamentos laboram num equívoco epistemológico de base que é o de quererem plantar Deus e a religião no âmbito da razão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.5pt; margin-bottom: 7.5pt;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 15.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O lugar natural da religião não está na razão, mas na emoção profunda, no sentimento oceânico, naquela esfera onde emergem os valores e as utopias. Bem dizia Blaise Pascal, no começo da modernidade: “é o coração que sente Deus, não a razão” (Pensées frag. 277). Crer em Deus não é pensar Deus, mas sentir Deus a partir da totalidade do ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.5pt; margin-bottom: 7.5pt;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 15.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Rubem Alves em seu Enigma da Religião (1975) diz com acerto: “A intenção da religião não é explicar o mundo. Ela nasce, justamente, do protesto contra este mundo descrito e explicado pela ciência. A religião, ao contrário, é a voz de uma consciência que não pode encontrar descanso no mundo tal qual ele é, e que tem como seu projeto transcendê-lo”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.5pt; margin-bottom: 7.5pt;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 15.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O que transcende este mundo em direção a um maior e melhor é a utopia, a fantasia e o desejo. Estas realidades que foram postas de lado pelo saber científico voltaram a ganhar crédito e foram resgatadas pelo pensamento mais radical inclusive de cunho marxista como em Ernst Bloch e Lucien Goldman. O que subjaz a este processo é a consciência de que pertence também ao real o potencial, o virtual, aquilo que ainda não é, mas pode ser. Por isso, a utopia não se opõe à realidade. É expressão de sua dimensão potencial latente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.5pt; margin-bottom: 7.5pt;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 15.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A religião e a fé em Deus vivem desse ideal e desta utopia. Por isso, onde há religião há sempre esperança, projeção de futuro, promessa de salvação e de vida sem fim. Elas são inalcançáveis pela simples razão técnico-científica que é uma razão encurtada porque se limita aos dados sempre limitados. Quando se restringe apenas a essa modalidade, se transforma numa razão míope como se nota em Dawkins. Se o real inclui o potencial, então com mais razão o ser humano, cheio de ilimitadas potencialidades. Ele, na verdade, é um ser utópico. Nunca está pronto, mas sempre em gênese, construindo sua existência a partir de seus ideais, utopias e sonhos. Em nome deles mostrou o melhor de si mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.5pt; margin-bottom: 7.5pt;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 15.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;É deste transfundo que podemos recolocar o problema de Deus de forma sensata. A palavra-chave é abertura. O ser humano mostra três aberturas fundamentais: ao mundo transformando-o, ao outro se comunicando, ao Todo, captando seu caráter infinito, quer dizer, sem limites.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.5pt; margin-bottom: 7.5pt;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 15.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Sua condition humaine o faz sentir-se portador de um desejo infinito e de utopias últimas. Seu drama reside no fato de que não encontra no mundo real nenhum objeto que lhe seja adequado. Quer o infinito e só encontra finitos. Surge então uma angústia que nenhum psicanalista pode curar. É daqui que emerge o tema Deus. Deus é o nome, entre tantos, que damos para o obscuro objeto de nosso desejo, aquele sempre maior que está para além de qualquer horizonte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.5pt; margin-bottom: 7.5pt;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 15.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Este caminho pode, quem sabe, nos levar à experiência do cor inquietum de Santo Agostinho: “meu coração inquieto não descansará enquanto não repousar em ti”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-4103578785757451116?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/4103578785757451116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/4103578785757451116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/12/como-se-coloca-o-problema-de-deus-hoje.html' title='Como se coloca o problema de Deus hoje'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-6709574626509405946</id><published>2011-12-19T21:57:00.000-02:00</published><updated>2011-12-19T21:57:28.129-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcelo Barros'/><title type='text'>Para um Natal novo e feliz</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;b style="background-color: white;"&gt;&lt;span style="color: #898989; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 9.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Marcelo Barros&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 8.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;b&gt;Monge beneditino e escritor&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 8.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 15.0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;O próprio termo Natal significa nascimento e, portanto, vida nova. O comércio faz das festas natalinas uma incessante repetição das mesmas músicas, mesmos tipos de ornamentação e até os mesmos artigos de consumo. Ao contrário, a festa cristã do Natal não deve ser apenas a repetição de outros natais que já vivemos e sim celebração de uma nova e atual visita divina à humanidade. O Natal não é o aniversário do nascimento de Jesus, visto que ninguém sabe o dia exato em que ele nasceu. Os cristãos antigos transformaram a festa do solstício do inverno na festa do nascimento de Jesus para testemunhar que, através de Jesus, o próprio Deus veio assumir nossa história e trazer ao mundo o seu projeto de paz, justiça e amor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 15.0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;Atualmente, o Natal tomou uma dimensão maior do que a celebração cristã. Mesmo entre pessoas não religiosas ou de outras tradições, o Natal se tornou ocasião de confraternização e unidade. Uma vez, em Caracas, na porta de uma mesquita, vi um cartaz, através do qual os muçulmanos desejavam a todos que passassem por ali um feliz Natal. Nessa época, é comum as famílias se encontrarem. Mesmo irmãos que moram longe uns dos outros viajam à casa dos pais para passar o Natal outra vez juntos. As mães e pais têm alegria de preparar a casa para receber os filhos que nesses dias voltam ao aconchego familiar. No âmbito da fé, a celebração do Natal tem este mesmo espírito: preparar a casa e o coração para acolhermos o mistério de amor (que as religiões chamam de Deus) e que se oferece ao nosso alcance.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 15.0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;Neste Natal, a casa da humanidade está pouco preparada. Uma grave crise de civilização assola o mundo. Em todos os continentes, a pobreza e a injustiça aumentaram. Nas casas, as pessoas enfeitam salas e armam presépios, mas Jesus continua a dizer: "É quando vocês socorrem um pequenino que acolhem a mim” (Mt 25, 31 ss).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 15.0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;Na América Latina, há muitos sinais de mudanças. Vários países aprovaram novas constituições políticas. Pela primeira vez na história, os mais pobres estão sendo sujeitos ativos de um processo de transformação social e política que não se limita a figuras importantes como o presidente da República ou tal chefe político. O processo envolve grupos e comunidades de pessoas pobres, índios, lavradores e gente de periferia urbana. Em vários países, dificilmente isso teria ocorrido se não tivesse sido preparado pela participação de cristãos nos grupos e movimentos sociais. Apesar de muitos sofrimentos e de contradições inerentes a todo processo deste tipo, para muitos latino-americanos, neste ano, isso significa poder celebrar um Natal novo e renovador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 15.0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;Muitos se negam a crer em qualquer novidade e outros torcem o nariz procurando defeitos e erros nestes processos sociais e políticos. O profeta João escreveu: "nós somos as pessoas que acreditam no amor” (1 Jo 3). Este Natal vem como uma interpelação para que cada pessoa se reveja e responda: "Como você está de utopia?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 15.0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;O Natal nos chama para revigorarmos em nós a capacidade de crer, esperar e preparar a realização do projeto divino nesse mundo. Esta é a proposta de Jesus. Quando o evangelho nos diz "a palavra se fez carne” (Jo 1, 14), está nos convidando a sermos cada vez mais humanos, como ele, Jesus. Carlos Drummond de Andrade interpretava isso ao dizer que, no Natal, imaginava o verbo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;outrar&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;que, precisaria ser inventado na língua portuguesa&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;No Natal, uma das músicas cantadas pelas comunidades eclesiais de base no Centro-oeste foi composta por um lavrador do Pará. Tem como refrão:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;"Dentro da noite escura, da terra dura do povo meu, nasce uma luz radiante, no peito errante, já amanheceu”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-6709574626509405946?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/6709574626509405946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/6709574626509405946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/12/para-um-natal-novo-e-feliz.html' title='Para um Natal novo e feliz'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-1742331496035923078</id><published>2011-12-15T22:31:00.001-02:00</published><updated>2011-12-15T22:32:04.206-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>O Natal de antigamente: velho e sempre novo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Leonardo Boff&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Venho de lá de trás, dos anos 40 do século passado, num tempo em que Papai Noel ainda não havia chegado de trenó. Nas nossas colônias italianas, alemães e polonesas, desbravadoras da região de Concórdia-SC, conhecida por ser a sede da Sadia e da Seara com seus excelentes produtos de carne, só se conhecia o Menino Jesus. Eram tempos de fé ingênua e profunda que informava todos os detalhes da vida. Para nós crianças, o Natal era culminância do ano, preparado e ansiado. Finalmente vinha o Menino Jesus com sua mulinha (&lt;i&gt;musseta&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;em italino) para nos trazer presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A região era de pinheirais a perder de vista e era fácil encontrar um belo pinheirinho. &amp;nbsp;Este era enfeitado com os materiais rudimentares daquela região ainda em construção. Utilizavam-se papel colorido, celofã e pinturas que nós mesmos fazíamos na escola. A mãe fazia pão de mel com distintas figuras, humanas e de bichinhos, que eram dependuradas nos galhos do pinheirinho. No topo havia sempre uma estrela grande &amp;nbsp;revestida de papéis vermelhos.&lt;br /&gt;Em baixo, ao redor do pinheirinho, montávamos o presépio, feito de recortes de papel que vinham numa revista que meu pai, mestre-escola, assinava. Ai estava o Bom José, Maria, toda devota, os reis magos, os pastores, as ovelhinhas, o boi e o asno, alguns cachorros, os Anjos cantores que dependurávamos nos galhos de baixo. E naturalmente, no centro, o Menino Jesus, que, vendo-o quase nu, imaginávamos, tiritando de frio, e nos enchíamos de compaixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivíamos o tempo glorioso do mito. O mito traduz melhor a verdade que a pura e simples descrição histórica. Como falar de um Deus que se fez criança, do mistério do ser humano, de sua salvação, do bem e do mal senão contando histórias, projetando mitos que nos revelam o sentido profundo do eventos? Os relatos do nascimento de Jesus contidos nos evangelhos, contem elementos históricos, mas para enfatizar seu significado religioso, vem revestidos de linguagem mitológica e simbólica. Para nós crianças tudo isso eram verdades que assumíamos com entusiasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo antes de se introduzir o décimo terceiro salário, os professores ganhavam um provento extra de Natal. Meu pai gastava todo este dinheiro para comprar presentes aos 11 filhos. E eram presentes que vinham de longe e todos instrutivos: baralho com os nomes dos principais músicos, dos pintores célebres cujos nomes custávamos de pronunciar e riamos de suas barbas ou de seu nariz ou de qualquer outra singularidade. Um presente fez fortuna: uma caixa com materiais para construir uma casa ou um castelo. Nós, os mais velhos, começamos a participar da modernidade: ganhávamos um gipe ou um carrinho que se moviam dando corda, ou um roda que girando lançava faíscas e outros semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não haver brigas de baixo de cada presente vinha o nome do filho e da filha. E depois, começavam as negociações e as trocas. A prova infalível de que o Menino Jesus de fato passou lá em casa era o desaparecimento dos feiches de grama fresca. Corríamos para verificá-lo. E de fato, a&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;musetta&lt;/i&gt;havia comido tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vivemos os tempos da razão e da desmitologização. Mas isso vale somente para nós adultos. As crianças, mesmo com o Papa Noel e não mais com o Menino Jesus, vivem o mundo encantando do sonho. O bom velhinho traz presentes e dá bons conselhos. Como tenho barba branca, não há criança que passe por mim que não me chame de Papai Noel. Explico-lhes que sou apenas o irmão do Papai Noel que vem para observar se as crianças fazem tudo direitinho. Depois conto tudo ao Papai Noel para ganharem um bom presente. Mesmo assim muitos duvidam. Se aproximam, apalpam minha barba e dizem: de fato o Sr. é o Papa Noel mesmo. Sou uma pessoa como qualquer outra, mas o mito me faz ser Papai Noel de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nós adultos, filhos da crítica e desmitologização, não conseguimos mais nos encantar, permitamos que nossos filhos e filhas se encantem e gozem o reino mágico da fantasia. Sua existência será repleta se sentido e de alegria. O que queremos mais para o Natal senão esses dons preciosos que Jesus quis também trazer a este mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonardo Boff é autor de&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;O Sol da Esperança&lt;/i&gt;: Natal, histórias, poesias e símbolos, Editora Mar de Idéias, Rio de Janeiro 2007.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-1742331496035923078?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/1742331496035923078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/1742331496035923078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/12/o-natal-de-antigamente-velho-e-sempre.html' title='O Natal de antigamente: velho e sempre novo'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-6215840720726707704</id><published>2011-12-14T14:09:00.003-02:00</published><updated>2011-12-14T14:21:47.789-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J Ricardo'/><title type='text'>Cuidado estão manipulando sua mente !</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;É preciso ver além das simples e supostamente ingênuas notícias.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XdQRUgJuMDU/TujJzaUMxkI/AAAAAAAAA5A/RWyX21oJseM/s1600/tv-antiga.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-XdQRUgJuMDU/TujJzaUMxkI/AAAAAAAAA5A/RWyX21oJseM/s1600/tv-antiga.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não costumo assistir televisão, a menos que haja algum assunto realmente importante no noticiário ou algum programa que me chame muito a atenção, o que é extremamente raro. A TV em minha casa geralmente serve para assistir DVDs . Mas vez por outra sou obrigado a estar frente a um desses aparelhos quase infernais. Foi o que aconteceu nesta semana quando precisei fazer alguns exames de rotina e diante de uma grande platéia, que esperava a vez para ser atendida num laboratório, lá estávamos nós eu e a mais moderna&amp;nbsp; versão de TVs e suas siglas LCD, LED, HDMI e outras tantas que não sei o que significam, mas que nenhuma diferença faz conhecê-las para o meu dia a dia..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Entre surpreso e desconfiado pude ver uma seqüência de desgraças pela boca dos jornalistas globais, um deles por quem tenho grande admiração, o bom Chico Pinheiro. Pude ver logo bem cedo, e em jejum, de fraudes a atos corruptos, de queda de ministros a assaltos, de crimes com requintes de crueldade a situações que me fazem questionar a verdadeira condição da espécie humana como seres racionais...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas, terminada a refeição de pessimismo matinal insinuou-se o novo programa. Como a espera parecia longa, animei-me já que agora teríamos algo mais leve e palatável. Imaginei amenidades, receitas e porque não piadas com o papagaio falante...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ledo engano!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Constato em poucos segundos de programa que a seqüência de absurdos, desgraças e coisas inimagináveis iriam continuar... Tentei em vão pedir à recepcionista para trocar a programação televisiva por boa música, nenhum sucesso, e pior nenhum apoio...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Restou-me fazer uma escolha: levantar-me e permanecer de pé, &amp;nbsp;do lado de fora, por trás da porta de vidro onde&amp;nbsp; som&amp;nbsp; e imagem não chegavam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Comecei então a pensar, a questionar se sempre foi assim. Desde quando essa situação se estabeleceu? Desde que época os telejornais não oferecem boas notícias?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Porque motivo impor á população esse sentimento de que não é possível ter esperança? De que tudo está perdido? De que só há assaltos, corrupção, desonestidade, tráfico, milícias, filhos que matam pais, pais que matam seus filhos, estupros, crimes com requintes de crueldade? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Recuso-me a ser levado por este turbilhão de desgraças e notícias de efeito devastador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Será que não há um só jornalista neste país que seja capaz de criar um jornal de boas notícias, de acontecimentos que nos façam lembrar que fomos feitos à imagem e semelhança do criador?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Desde muito tempo se sabe que indivíduos com “medo” e “culpa” são mais fáceis de ser dominados, a história de um cristianismo distorcido vem mostrando isso. Fico pensando qual a estratégia dos donos do poder em desesperar a população com tantos incitadores de medo e pânico?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Certamente essa máquina de escravizar mentes ainda vai fazer muitas vítimas, mas é preciso que se grite bem alto: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A transformação é possível!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ainda há esperança!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Juntos podemos nos modificar e assim, mudar o mundo, mesmo que os donos da midia não queiram permitir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas para que isso seja possível desligue a TV ou pelo menos escolha muito bem o que vai degustar sem perceber.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-6215840720726707704?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/6215840720726707704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/6215840720726707704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/12/cuidado-estao-manipulando-sua-mente.html' title='Cuidado estão manipulando sua mente !'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-XdQRUgJuMDU/TujJzaUMxkI/AAAAAAAAA5A/RWyX21oJseM/s72-c/tv-antiga.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-6241697382707916211</id><published>2011-12-13T13:29:00.001-02:00</published><updated>2011-12-13T13:36:54.677-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>Como governar sete bilhões de pessoas?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Leonardo Boff&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;Tratamos já do desafio de como alimentar sete bilhões de pessoas. A escalada da população humana é crescente: em 1802 éramos um bilhão; em 1927, 2 bilhões, em 1961, 3 bilhões, em 1974, 4 bilhões, em 1987, 5 bilhões, em 1999, 6 bilhões e, por fim, em 2011, 7 bilhões. Em 2025, se o aquecimento abrupto não ocorrer, seremos 8 bilhões, em 2050, 9 bilhões e em 2070, 10 bilhões. Há biólogos como Lynn Margulis e Enzo Tiezzi que vem nesta aceleração um sinal do fim da espécie à semelhança das bactérias, quando colocadas num recipiente fechado. (&lt;i&gt;capsula Petri&lt;/i&gt;). Pressentindo o fim dos nutrientes se multiplicam exponencialmente e então subitamente todas morrem. Seria a última florada do pessegueiro antes de morrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente desta ameaçadora questão temos o instigante desafio: como governar 7 bilhões de pessoas? É o tema da governança global, quer dizer, um centro multipolar com &amp;nbsp;a função de coordenar democraticamente a coexistência dos seres humanos na mesma patria e Casa Comum. Esta configuração é uma exigência da globalização, pois esta implica o entrelaçamento de todos com todos dentro de um mesmo e único espaço vital. Mais dia menos dia, uma governança global vai surgir pois é uma urgência improstergável para enfrentar os problemas globais e garantir a sustentabilidade da Terra.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;A idéia em si não é nova. Como pensamento, estava presente em Erasmo e em Kant mas ganhou seus primeiros contornos reais com a Liga das Nações, após a Primeira Guerra mundial e defitivamente depois da Segunda Guerra Mundial com a ONU. Esta não funciona por causa do veto antidemocrático de alguns países que inviabilizam qualquer encaminhamento global contrario a seus interesses. Organismos como o FMI, o Banco Mundial, &amp;nbsp;a Organização Mundial do Comércio, da Saúde, do Trabalho, das Tarifas, do Comércio (GATT) e a UNESCO &amp;nbsp;expressam a presença de certa governança global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, o agravamento de problemas sistêmicos como o aquecimento global, a escassez de água potável, a má distribuição dos alimentos, a crise econômico-financeira e as guerras estão demandando uma governança global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão sobre Governança Global da ONU a define como “a soma das várias maneiras de indivíduos e instituições, públicas e privadas, administrarem seus assuntos comuns e acomodarem conflitos e interesses diversos de forma cooperativa. Envolve não só relações intergovernamentais, mas também organizações não-governamentais, movimentos de cidadãos, corporações multinacionais e o mercado de capitais global”(veja o respectivo site da ONU na internet).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta globalização se dá também em nivel&lt;i&gt;cibernético&lt;/i&gt;, feita por redes globais, uma espécie de governança sem Governo. O terrorismo provocou a&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;governança securitária&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;nos paises ameaçados. Há um governança global perversa que podemos chamar de&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;governanca do poder corporativo mundial&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;feita pelos grandes conglomerados econômico-financeiros que se articulam de forma concêntrica até chegar a um pequeno grupo que controla cerca de 80% do processo econômico. Isso foi demonstrado pelo Instituto Federal Suiço de Pesquisa Tecnológica (ETH) que rivaliza em qualidade com o MIT e entre nós divulgada pelo economista da PUC-SP Ladislau Dowbor. &amp;nbsp;Esta governança não se dá muito a conhecer e a partir da economia influencia fortemente a política mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes são os conteúdos básicos de uma governança global sadia: &amp;nbsp;a paz e a segurança, evitando o uso da violência resolutiva; o combate à fome e à pobreza de milhões; a educação acessível a todos para serem atores da história; a saúde como direito humano fundamental; moradia minimamente decente; direitos humanos pessoais, sociais, culturais e de gênero; direitos da Mãe Terra e da natureza, &amp;nbsp;preservada para nós e para as futuras gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para garantir estes mínimos, comuns a todos os humanos e também à comunidade de vida, precisamos relativizar a figura dos Estados nacionais que &amp;nbsp;tendencialmente irão desaparecer em nome da unificação da espécie humana sobre o planeta Terra. Como há uma só Terra, uma só Humanidade, um só destino comum, deve surgir também uma só governança, una e complexa, que dê conta desta nova realidade planetizada e permita a continuidade da civilização humana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-6241697382707916211?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/6241697382707916211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/6241697382707916211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/12/como-governar-sete-bilhoes-de-pessoas.html' title='Como governar sete bilhões de pessoas?'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-8462302868058218334</id><published>2011-12-12T22:34:00.004-02:00</published><updated>2011-12-13T13:44:32.094-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo Primitivo'/><title type='text'>Livros de bronze  do primeiro século foram encontados na Jordania</title><content type='html'>&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="3" style="background-color: white; color: black; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; width: 658px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm; width: 645px;" valign="top" width="99%"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Ciência confirma a Igreja:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Livros de bronze seriam a maior descoberta de todos os tempos&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;e falam de Nosso Senhor Jesus Cristo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm; width: 6px;" width="1%"&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6rO-s99c7xQ/TuadzEh6BqI/AAAAAAAAA44/AXjJvdnyKe4/s1600/image001231.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="218" src="http://3.bp.blogspot.com/-6rO-s99c7xQ/TuadzEh6BqI/AAAAAAAAA44/AXjJvdnyKe4/s320/image001231.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="3" style="background-color: white; color: black; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0.75pt; padding-left: 0.75pt; padding-right: 0.75pt; padding-top: 0.75pt;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" style="float: right; margin-left: 12pt;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0d0e00;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;"&gt;Aspecto de um dos livros em análise&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Numa gruta de Saham, Jordânia, localizada numa colina com vista ao Mar da Galiléia, foram encontrados 70 livros do século I da era cristã que, segundo as primeiras avaliações, contêm as mais antigas representações do cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros têm a peculiaridade de serem gravados em folhas de bronze presas por anéis metálicos. O tamanho das folhas vai de 7,62 x 50,8 cms a 25,4 x 20,32 cms. Em média, cada livro tem entre oito e nove páginas, com imagens na frente e no verso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o jornal britânico "&lt;a href="http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-1371290/70-metal-books-Jordan-cave-change-view-Biblical-history.html" style="color: #0000cc;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;Daily Mail"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, 70 códices de bronze foram encontrados entre os anos 2005 e 2007 e as peças estão sendo avaliadas por peritos na Inglaterra e na Suíça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cova fica a menos de 160 quilômetros de Qumran, a zona onde se encontraram os rolos do Mar Morto, uma das maiores evidências da historicidade do Evangelho, informou a agência&amp;nbsp;&lt;a href="http://acidigital.com/noticia.php?id=21521" style="color: #0000cc;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;ACI Digital.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importantes documentos do mesmo período já haviam sido encontrados na mesma região.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" style="float: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IovG7du8QcY/Tay1060CJDI/AAAAAAAAKhQ/FTimhqTK6qw/s1600/Livrosdebronze03800.jpg" style="color: #0000cc;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;&lt;img alt="http://2.bp.blogspot.com/-IovG7du8QcY/Tay1060CJDI/AAAAAAAAKhQ/FTimhqTK6qw/s400/Livrosdebronze03800.jpg" border="0" height="263" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=ce7ed32abe&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13430644c05c3929&amp;amp;attid=0.3&amp;amp;disp=emb&amp;amp;zw" width="400" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;A gruta onde teriam sido encontrados&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No local ter-se-iam refugiado, no ano 70 d.C., os cristãos de Jerusalém, durante a destruição da cidade pelas legiões de Tito, que afogaram em sangue uma revolução de judeus que queriam a independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumpria-se então a profecia de Nosso Senhor relativa à destruição de Jerusalém deicida e à dispersão do povo judaico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-1371290/70-metal-books-Jordan-cave-change-view-Biblical-history.html" style="color: #0000cc;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;"Daily Mail"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;os académicos, que estão convencidos da autenticidade dos livros, julgam que é uma descoberta tão importante quanto a dos rolos do Mar Morto em 1947.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelas, há imagens, símbolos e textos que se referem a Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Elkington, especialista britânico em arqueologia e história religiosa antiga, foi um dos poucos que examinaram os livros. Para ele, tratar-se-ia de uma das maiores descobertas da história do Cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;É uma coisa de cortar a respiração pensar que nós encontrámos estes objectos deixados pelos primeiros santos da Igreja&lt;/i&gt;", disse ele.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" style="float: right; margin-left: 12pt;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZIf7hAFYuyM/Tay3juSOndI/AAAAAAAAKhY/neyp_VL8cug/s1600/SaoSimeao%252CbispodeJerusalem.jpg" style="color: #0000cc;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;&lt;img alt="http://3.bp.blogspot.com/-ZIf7hAFYuyM/Tay3juSOndI/AAAAAAAAKhY/neyp_VL8cug/s640/SaoSimeao,bispodeJerusalem.jpg" border="0" height="640" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=ce7ed32abe&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13430644c05c3929&amp;amp;attid=0.2&amp;amp;disp=emb&amp;amp;zw" width="488" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;São Simeão, bispo de Jerusalém&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, na época da desastrosa rebelião judaica, o bispo de Jerusalém era São Simeão, filho de Cleofás (irmão de São José) e de uma irmã de Nossa Senhora. Por isso, São Simeão era primo-irmão de Nosso Senhor Jesus Cristo e pertencia à linhagem real de David.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o apóstolo Santiago, "O Menor" (primeiro bispo de Jerusalém) foi assassinado pelos judeus que continuavam seguidores da Sinagoga os Apóstolos que ficaram, em rotura com o passado, escolheram Simeão como sucessor e ele recebeu Espírito Santo em Pentecostes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros católicos - naquela época não tinham aparecido heresias e todos os cristãos eram católicos - lembravam com fidelidade o anúncio feito por Nosso Senhor de que Jerusalém seria destruída e o Templo arrasado. Porém, não sabiam a data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O santo bispo foi alertado pelo Céu da iminência do desastre e de que deveriam abandonar a cidade sem demora. São Simeão conduziu os primeiros cristãos à cidade de Pella, na actual Jordânia, como narra Eusébio de Cesárea, Padre da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o arrasamento do Templo, São Simeão voltou com os cristãos que se restabeleceram sobre as ruínas. O facto favoreceu o florescimento da Igreja e a conversão de numerosos judeus pelos milagres operados pelos santos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" style="float: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Y2n8q23Q6T4/Tay11ZHCYUI/AAAAAAAAKhU/NUtYf1_1FuI/s1600/Livrosdebronze07800.jpg" style="color: #0000cc;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;&lt;img alt="http://2.bp.blogspot.com/-Y2n8q23Q6T4/Tay11ZHCYUI/AAAAAAAAKhU/NUtYf1_1FuI/s400/Livrosdebronze07800.jpg" border="0" height="239" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=ce7ed32abe&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13430644c05c3929&amp;amp;attid=0.4&amp;amp;disp=emb&amp;amp;zw" width="400" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Os livros geraram muita disputa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, começou a reconstituir-se uma comunidade de judeus fiéis à plenitude do Antigo Testamento e ao Messias Redentor aguardado pelos Patriarcas e anunciado pelos Profetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o imperador romano Adriano mandou arrasar os escombros da cidade, e os seus sucessores pagãos, Vespasiano e Domiciano, mandaram matar a todos os descendentes de David.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Simeão fugiu. Mas, durante a perseguição de Trajano foi crucificado e martirizado pelo governador romano Ático. São Simeão recebeu com fidalguia o martírio quando tinha 120 anos. (cf.&amp;nbsp;&lt;span style="color: #17365d;"&gt;&lt;a href="http://www.aciprensa.com/santos/santo.php?id=54" style="color: #0000cc;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #17365d;"&gt;ACI Digital&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-cRV0uAQ3i7M/Tay4zzQ-tLI/AAAAAAAAKhc/vW3BVhOfNMc/s1600/Livrosdebronze06800.jpg" style="color: #0000cc;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;&lt;img alt="http://2.bp.blogspot.com/-cRV0uAQ3i7M/Tay4zzQ-tLI/AAAAAAAAKhc/vW3BVhOfNMc/s640/Livrosdebronze06800.jpg" border="0" height="640" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=ce7ed32abe&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13430644c05c3929&amp;amp;attid=0.1&amp;amp;disp=emb&amp;amp;zw" width="427" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Emociona pensar que esses heróicos católicos judeus tenham deixado para a posteridade o testemunho da sua Fé inscrito em livros tão trabalhados. O facto aponta também para a unicidade da Igreja Católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Philip Davies, professor emérito de Estudos Bíblicos da Universidade de Sheffield, disse ser evidente a origem cristã dos livros que incluem um mapa da cidade de Jerusalém. No mapa é representada o que parece ser a balaustrada do Templo, mencionada nas Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;Assim que eu vi fiquei estupefato&lt;/i&gt;", disse. "&lt;i&gt;O que me impressionou foi ver uma imagem evidentemente cristã: Há uma cruz na frente e, detrás dela, há o que deve ser o sepulcro de Jesus, quer dizer, uma pequena construção com uma abertura e, mais no fundo, ainda os muros de uma cidade&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;Noutras páginas destes livros também existem representações de muralhas que, quase de certeza, reproduzem as de Jerusalém. E há uma crucifixão cristã acontecendo fora dos muros da cidade&lt;/i&gt;", acrescentou.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-8462302868058218334?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/8462302868058218334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/8462302868058218334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/12/livros-de-bronze-do-primeiro-seculo.html' title='Livros de bronze  do primeiro século foram encontados na Jordania'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6rO-s99c7xQ/TuadzEh6BqI/AAAAAAAAA44/AXjJvdnyKe4/s72-c/image001231.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-503237383949736169</id><published>2011-12-06T15:49:00.002-02:00</published><updated>2011-12-06T15:49:22.627-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>É possível alimentar sete bilhões de pessoas?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Leonardo Boff&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já somos 7 bilhões de habitantes. Haverá alimentos suficientes para todos? Há várias respostas. Escolhemos uma do grupoAgrimonde&amp;nbsp;(veja&amp;nbsp;Développement et civilizations,&amp;nbsp;setembro 2011),&amp;nbsp;de base francesa, que estudou a situação alimentar de seis regiões críticas do planeta. O grupo de cientistas é otimista, mesmo para quando seremos 9 bilhões de habitantes em 2050.Propõe dois caminhos: o aprofundamento da conhecida&amp;nbsp;revolução verde&amp;nbsp;dos anos 60 do século passado e a assim chamada&amp;nbsp;dupla revolução verde..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&amp;nbsp;revolução verde&amp;nbsp;teve o mérito de refutar a tese de Malthus, segundo o qual ocorreria um descompasso entre o crescimento populacional, de proporções geométricas e o crescimento alimentar de proporções ariméticas, produzindo um colapso na humanidade. Comprovou que com as novas tecnologias e uma melhor utilização das areas agricultáveis e maciça aplicação de tóxicos, antes destinados à guerra e agora à agricultura, &amp;nbsp;se podia produzir muito mais do que a população demandava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal previsão se mostrou acertada pois houve um salto significativo na oferta de alimentos. Mas por causa da falta de equidade do sistema neoliberal e capitalista, milhões e milhões continuam em situação de fome crônica e na miséria. Vale observar que esse crescimento alimentar cobrou um custo ecológico extremmente alto: enveneraram-se os solos, contaminaram-se as águas, empobreceu-se a biodiversidade além de provocar erosão e desertificação em muitas regiões do mundo, especialmene na África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se agravou quando os alimentos se tornaram mercadoria como &amp;nbsp;outra qualquer e não como meios de vida que, por sua natureza, jamais deveriam estar sujeitos à especulação dos mercados. A mesa está posta com suficiente comida para todos mas os pobres não tem acesso a ela pela falta de recursos monetários. Continuaram famintos e em número crescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema neoliberal imperante aposta ainda neste modelo, pois não precisa mudar de lógica, tolerando conviver, cinicamente, com milhões de famintos, considerados irrelevantes para a acumulação sem limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta solução é míope senão falsa, além de ser cruel e sem piedade. Os que ainda a defendem não tomam a sério o fato de que a &amp;nbsp;Terra está, inegavelmente, à &amp;nbsp;deriva e que o aquecimento global produz grande erosão de solos, destruição de safras e milhões de emigrados climáticos. Para eles, a Terra não passa de mero meio de produção e não a Casa Comum, Gaia, que deve ser cuidada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, quem entende de alimentos são os agricultores. Eles produzem 70% de tudo o que a humanidade consome. Por isso, devem ser ouvidos e inseridos em qualquer solução que se tomar pelo poder público, pelas corporações e pela sociedade pois se trata da sobrevivência de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dada superpopulação humana, cada pedaço de solo deve ser aproveitado mas dentro do alcance e dos limites de seu ecossistema; devem-se utilizar ou reciclar, o mais possível todos os dejetos orgânicos, economizar ao máximo energia, desenvolvendo as alternativas, favorecer a agricultura familiar, as pequenas e médias cooperativas. Por fim, tender a uma&amp;nbsp;democracia alimentar&amp;nbsp;na qual produtores e consumidores tomam consciência das respectivas responsabilidades, com conhecimentos e informações acerca da real situação da suportabilidade do planeta, consumindo de forma diferente, solidária, frugal e sem desperdício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomando em conta tais dados, a&amp;nbsp;Agrimondepropõe uma&amp;nbsp;dupla&amp;nbsp;&amp;nbsp;revolução verde&amp;nbsp;no seguinte sentido: aceita prolongar a primeriarevolução verde&amp;nbsp;com suas contradições ecológicas mas simultaneamente propõe umasegunda revolução verde.&amp;nbsp;Esta supõe que os consumidores incorporem hábitos cotidianos diferentes dos atuais, mais conscientes dos impactos ambientais e abertos à solidariedade internacional para que o alimento seja de fato um direito acessível a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo otimistas, podemos dizer que esta última proposta é razoavelmente sustentável. Está sendo implementada, seminalmente, em todas as partes do mundo, através da agricultura orgânica, familiar, de pequenas e médias empresas, pela agroecologia, pelas ecovilas e outras formas mais respeitadoras da natureza. Ela é viável &amp;nbsp;e talvez &amp;nbsp;tenha que ser &amp;nbsp;o caminho obrigatório para a humandade futura.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-503237383949736169?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/503237383949736169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/503237383949736169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/12/e-possivel-alimentar-sete-bilhoes-de.html' title='É possível alimentar sete bilhões de pessoas?'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-8613924833410020147</id><published>2011-11-15T10:48:00.000-02:00</published><updated>2011-11-15T10:48:25.072-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><title type='text'>''Podemos mudar o mundo imitando as borboletas''.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Zygmunt Bauman&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Srsh-1nz18Q/TsJcvF6PJMI/AAAAAAAAA4o/tmYOW5Adex0/s1600/monarca.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-Srsh-1nz18Q/TsJcvF6PJMI/AAAAAAAAA4o/tmYOW5Adex0/s320/monarca.jpg" width="309" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Para construir uma verdadeira comunidade, não ignoremos os pequenos gestos. A globalização negativa não considera hábitos e necessidades locais. Abraça poderes como as finanças e o capital. Há um grande número de mulheres e homens corajosos que podem mudar a história. Ajudemo-los a bater as asas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;A opinião é do sociólogo polonês&amp;nbsp;Zygmunt Bauman, em artigo publicado no jornalLa Repubblica, 14-11-2011. A tradução é de&amp;nbsp;Moisés Sbardelotto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Eis o texto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Em que mundo eu gostaria de viver? Na verdade, não posso dizer muito. Isso porque, em primeiro lugar, em 60 anos de empenho na sociologia, nunca fui bom em profetizar. Em segundo lugar, no fim de uma vida imperdoavelmente longa, a única definição de boa sociedade que eu encontrei diz que uma boa sociedade é tal se acredita não ser suficientemente boa. Portanto, prefiro me concentrar não tanto no mundo em que queremos viver, mas sim no mundo em que devemos viver, simplesmente porque não temos outros mundos para os quais escapar. Refiro-me a uma citação de&amp;nbsp;Karl Marx, que afirmava que as pessoas fazem a sua própria história, mas não nas condições escolhidas por elas. Todas as vezes que eu a ouço, lembro-me também de uma historinha irlandesa que nos fala de um motorista, que para o seu carro e pergunta a um transeunte: "Desculpe-me, senhor, poderia me dizer por gentileza como posso chegar a&amp;nbsp;Dublin&amp;nbsp;a partir daqui?". O transeunte para, coça a cabeça e depois de um tempo responde: "Bem, caro senhor, se eu tivesse que ir a Dublin não começaria daqui". Este é o problema: infelizmente, estamos começando daqui e não temos nenhum outro lugar de onde partir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Portanto, pretendo sublinhar como o mundo do qual partimos "voltados para&amp;nbsp;Dublin", seja lá o que Dublin queira dizer, está cheio de desafios e de tarefas urgentes, substancialmente improcastináveis. Penso que, se o século XX foi a época em que as pessoas se perguntavam "o que" precisava ser feito, o século XXI será cada vez mais a era em que as pessoas farão a pergunta sobre "quem" fará o que deve ser feito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Existe uma discrepância entre os objetivos e os meios à nossa disposição. Meios que foram criados pelos nossos antepassados, que deram vida ao Estado-nação e o dotaram e armaram de muitas instituições extremamente importantes, feitas à medida do Estado-nação. No que se refere ao Estado-nação, ele era verdadeiramente o ápice da ideia de autogoverno e de soberania, a ideia de estar em casa, e assim por diante. Acima de tudo, o Estado-nação era um meio confiável e impecável de ação coletiva, instrumento para alcançar os objetivos sociais coletivos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Acreditava-se nisso para além da diferença entre "direita" e "esquerda". O Estado-nação era capaz de implementar as ideias vencedoras. Por que era assim? Porque o Estado-nação era considerado, e em grande parte o foi por bastante tempo na história, a fazenda do poder e da política. O matrimônio entre poder e política é um casamento celebrado no céu, nenhum homem pode destruí-lo. Poder significa habilidade em fazer as coisas. Política significa habilidade em dirigir essa atividade de fazer as coisas, indicando quais coisas devem ser feitas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Ora, o que está acontecendo hoje é a indubitável separação, uma perspectiva de divórcio, entre poder e política. Poder que evapora no ciberespaço e que se manifesta naquilo que eu chamo de "globalização negativa". Negativa no sentido de que se aplica a todos os aspectos da vida social que têm uma coisa em comum: trata-se do enfraquecimento, a erosão, a não consideração dos hábitos locais, das necessidades locais. A "globalização negativa" abraça poderes como as finanças, o capital, o comércio, a informação, a criminalidade, o tráfico de drogas e de armas, o terrorismo etc. Ela não é seguida pela "globalização positiva". Em nível global, não temos nada de remotamente semelhante à eficácia do instrumento do controle político sobre o poder, da expressão da vontade popular, isto é, da representação e da jurisdição, realidades que se desenvolveram e foram bloqueadas no nível do Estado-nação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;À luz dessa discrepância, todas as vezes em que ouço o conceito de "comunidade internacional", eu choro e rio ao mesmo tempo. Nós ainda nem começamos a construí-la. Os nossos problemas são verdadeiramente globais, mas só possuímos os meios locais para enfrentá-los; e eles são despudoradamente inadequados para a tarefa. Por isso a pergunta que eu sugiro provavelmente é questão de vida ou de morte para o século XXI. Quem vai se ocupar disso? Essa será a questão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Eu não tenho a resposta a essa pergunta, só posso propor algumas palavras de encorajamento.&amp;nbsp;Edward Lorenz&amp;nbsp;é bastante conhecido pela sua tremenda descoberta de que até os eventos mais pequenos, minúsculos e irrelevantes poderiam – dado o tempo, dada a distância – se desenvolver em catástrofes enormes e chocante. A descoberta de Lorenz é conhecida na alegoria de uma borboleta, em Pequim, que sacudia suas asas e mudava o percurso dos furacões no Golfo do México seis meses depois. Essa ideia foi recebida com horror, porque ia contra a natureza da nossa convicção de que podemos ter pleno conhecimento do que virá depois. Ele ia contra a teoria do tudo. De que podemos conhecer, prever, até mesmo criar, se necessário, com a nossa tecnologia, o mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Lembro que nessa descoberta de&amp;nbsp;Lorenz&amp;nbsp;também há um vislumbre de esperança e é muito importante. Consideremos o que uma borboleta sabe fazer: uma grande quantidade de coisas. Não ignoremos os pequenos movimentos, os desenvolvimentos minoritários, locais e marginais. A nossa imaginação vai longe, além da nossa habilidade de fazer e arruinar coisas. Na nossa história humana, tivemos um número relevante de mulheres e de homens corajosos, que, como borboletas, mudaram a história de maneira radical e positiva. De verdade. O único conselho que posso dar, então: olhemos para as borboletas, são de várias cores, felizmente são muito numerosas. Ajudemo-las a bater as suas asas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;em:&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;amp;Itemid=18&amp;amp;task=detalhe&amp;amp;id=49424"&gt;http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;amp;Itemid=18&amp;amp;task=detalhe&amp;amp;id=49424&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-8613924833410020147?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/8613924833410020147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/8613924833410020147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/11/podemos-mudar-o-mundo-imitando-as.html' title='&apos;&apos;Podemos mudar o mundo imitando as borboletas&apos;&apos;.'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Srsh-1nz18Q/TsJcvF6PJMI/AAAAAAAAA4o/tmYOW5Adex0/s72-c/monarca.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-3177226718157773649</id><published>2011-11-14T11:42:00.000-02:00</published><updated>2011-11-14T11:42:07.784-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J Ricardo'/><title type='text'>sobre o  11:11:11</title><content type='html'>Algumas pessoas me escreveram perguntando se sou vidente, se o que descrevi foi fruto de uma vidência.&lt;br /&gt;Na verdade como eu disse lá no artigo eu não sei se vi, sonhei, intuí, fantasiei, ou criei uma história. Na verdade depois de meditar eu sentei e escrevi, de um só impulso.&lt;br /&gt;Confesso que não estou preocupado com títulos ou rótulos.&lt;br /&gt;Também não acredito que esse 11:11:11 seja mais do que um bom estímulo para que algumas pessoas tenham a oportunidade de parar e refletir sobre suas vidas, fazer uma oração: meditar.&lt;br /&gt;Se um bom numero de pessoas , que não estão acostumadas a fazer isso regularmente, se entregou a este tipo de atividade, mesmo que momentaneamente, isso foi realmente uma elevação do padrão vibratório.&lt;br /&gt;Não acredito em mudanças aos saltos, muito menos que alguém venha do espaço para resolver nossos problemas. Nós criamos essas situações &amp;nbsp;com nosso livre arbítrio, e certamente, nós vamos ter que encontrar solução para elas.&lt;br /&gt;Não podemos ficar esperando as naves interplanetárias chegarem para resolver toda a falta de consciência da humanidade, a perversidade humana contra nossos companheiros de viagem neste planeta, os seres vivos que dividem espaço conosco.&lt;br /&gt;Também não participo da crença que os mestres de uma hora para outra tenham resolvido mandar mensagens aos borbotões, muitas delas incoerentes entre&amp;nbsp;si.&lt;br /&gt;Mensagens certamente existem, canalizações, seres em outras dimensões, e todo uma realidade que suspeitamos, também, mas que só &amp;nbsp;as&amp;nbsp;alcançamos&amp;nbsp;através da fé. E aquilo que pertence ao universo da fé precisa do crivo da razão para não cair no absurdo, sem a Graça.&lt;br /&gt;Sendo assim, vamos caminhando, e seguindo nossa canção, em alguns momentos melodiosa, em outros desafinada, sabendo como disse o poeta: " &lt;i&gt;que os desafinados também tem um coração".&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Toda vida é DOM mas precisa ser edificada, protegida e cuidada, e isso é tarefa prá lá de grande , ainda mais neste momento de mudanças aceleradas de paradigma. Busquemos então abrir caminhos que nos levem a soluções realmente novas, diferentes daquilo que já se repetiu exaustivamente sem resultados. Não tenhamos medo de dar alguns passos atrás para reencontrar caminhos que possam ter sido perdidos e certamente encontraremos novamente o lugar onde jorra o leite e o mel da abundancia do amor d'Aquele que por puro amor nos criou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-3177226718157773649?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/3177226718157773649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/3177226718157773649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/11/sobre-o-111111.html' title='sobre o  11:11:11'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-393411237272046296</id><published>2011-11-14T11:12:00.001-02:00</published><updated>2011-11-14T11:14:30.569-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>Terráqueos:  Um grito de Alerta !</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Este é um vídeo para ser visto, meditado e seguido de um atitude e mudança de comportamento. Pense nisto, todos nós somos responsáveis por esta mudança.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/vPtrekRyTMA/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vPtrekRyTMA&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/vPtrekRyTMA&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-393411237272046296?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/393411237272046296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/393411237272046296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/11/terraqueos-um-grito-de-alerta.html' title='Terráqueos:  Um grito de Alerta !'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-4350690338015179226</id><published>2011-11-11T11:33:00.003-02:00</published><updated>2011-12-13T13:46:31.401-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J Ricardo'/><title type='text'>Dia 11 de Novembro de 2011 - 11:11:11</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-n1q6sUvd5Jo/Tr0jz21ISFI/AAAAAAAAA24/C39jE9J8Iuc/s1600/2-+Jesus+o+Bom+Pastor.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" height="243" src="http://3.bp.blogspot.com/-n1q6sUvd5Jo/Tr0jz21ISFI/AAAAAAAAA24/C39jE9J8Iuc/s320/2-+Jesus+o+Bom+Pastor.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;¨&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;i&gt;Eram 11h e 11 minutos do dia 11 de novembro de 2011. sentei com a intenção de fazer uma oração e meditar pela Paz e por nosso mundo que anda tão conturbado. Coloquei um CD com alguns mantras em aramaico da Academia para a Ciencia Futura e ouvi:&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;El el el helion, El el el helion, El el el helion...que é o canto de todos os filhos e filhas da Luz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aquietei-me e fui repetindo o mantra do peregrino russo:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não sei dizer como, nem quando fui transportado e ví uma multidão de anjos em coro que cantava: El el el helion, El el el helion, El el el helion... eram tantos &amp;nbsp;que tomavam todo o espaço. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A cada momento aumentava o número de seres, muitos cheios de Luz outros nem tanto, mas todos com semblantes luminosos e uma expressão de felicidade e expectativa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em dado momento uma voz ao mesmo tempo grave e suave entoou: &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Avunan d'bishmaya ... &amp;nbsp;Pai nosso que estás no céu..&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;e todos continuaram a uma só voz :&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Yeticadash sh'mach&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Tite malcutach&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Yehie sevionach&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Heicama d'bishmaya af bar'a&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Hab lan lachma&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;D'sunchanan yaomana&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;U'ashvuk lan hoveinan&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Heicama d'af enan&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Shbaknan lichayoveinan&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ula T'ilan linissiuna&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ela patsian min bishta&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mitul dilach'hi malcuta&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;U'cheila u'teshbuchta&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;L'alam almin&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Amiyn&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ao final todos cantaram haleluias demoradamente até que um ser fulgurante, tendo uma espada nas mãos surgiu e o coro numa alegria contagiante cantou:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Michae...el, Michae...el, Michae..el. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O grande Ser &amp;nbsp;desembainhou sua espada de luz azul cintilante e, de costas para a multidão de anjos, puxou um canto que dizia: &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;El Shaddai , El Shaddai, Ammi &amp;nbsp;el Shaddai, El Shaddai... ( Salve o Deus todo poderoso)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O espaço a sua frente abriu-se e deixou transparecer como que uma grande estrada larga, ladeada por muitas flores e que seguia até se perder de vista e todos começaram então a entoar um mantra que dizia: &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Yod He, Vo He , Yod He, Vo He, Yod He, Vo, He Yod He, Vo He... &lt;/span&gt;( nome de Deus segundo a tradição hebraica)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em dado momento surge ao longe uma figura, e ao mesmo tempo, como um contra-canto, um grande grupo começa a cantar: &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Kadoish, Kadoish, Kadoish , Adonai ‘Tsebayoth,&amp;nbsp; Kadoish, Kadoish, Kadoish , Adonai ‘Tsebayoth...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Santo! Santo! Santo é o senhor, Deus das hostes ...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O efeito que esse canto celestial produzia era de uma paz indescritível e de uma sensação de alegria sem fim e o coro não parava de cantar e aos poucos pode-se divisar vindo pelo caminho, a figura de&amp;nbsp; Jesus acompanhado de algumas mulheres, dos apóstolos e uma grande quantidade de seres espirituais que &amp;nbsp;formavam como que uma multidão de seres de muita Luz.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A claridade era tão intensa que inundava todo o espaço, a ponto de quase não ser possível permanecer com os olhos abertos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Kadoish, Kadoish, Kadoish , Adonai ‘Tsebayoth,&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Kadoish, Kadoish, Kadoish , Adonai ‘Tsebayoth...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Santo! Santo! Santo é o senhor, Deus das hostes ...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;De pé, tendo um cajado nas mãos, com um semblante que irradiava paz, ternura e alegria Ele ergueu o braço e todos silenciaram.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;No silencio pode-se ouvir dentro do coração de cada um a voz do mestre:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ehyeh Asher Ehyeh !&amp;nbsp; Eu sou o que sou !&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Shalom !&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ouví todos hoje é o dia, e como em Nazaré, relembrando a profecia de Isaías eu repito:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e me enviou para anunciar a boa nova aos pobres. Para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para por em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E eu tenho a dizer a vocês que estão aqui hoje, e a todos os que vivem sobre o planeta azul, que chegou a hora, soou a trombeta. Perseverai com orações e com uma boa conduta diante dos seus. E logo o meu tempo estará cumprido e minha volta, como prometida acontecerá. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não tenham medo, eu repito, eu sempre estarei com todos vocês, eu não desisto de nenhuma das ovelhas que me Pai me confiou, mesmo que elas desistam de mim eu velarei por elas até quando quiserem voltar ao caminho da Luz.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Uma nova morada, um “purgatório” onde não mais será preciso purgar ou expiar, mas sim regenerar, reaprender, os que chegam das batalhas na carne, uma das muitas moradas de meu pai.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aos operários da Luz, aos trabalhadores da Paz, aprendizes do amor incondicional, digo que é chegada a hora da recompensa, mas muito trabalho ainda terão na construção do Reino do Pai e na orientação dos que ainda ficarem no caminho do aprendizado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Os operários da construção do reino, os verdadeiros herdeiros da minha missão na Terra estarão incumbidos de ensinar aos que ficarem ainda perdidos pelo caminho do erro e do culto ao Ego. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não tenham pressa, quando se tem por dimensão a eternidade uma vida é como um minuto, e a pressa pode significar muitos dissabores e atrasos na conclusão da jornada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não esqueçam o caminho se faz ao andar e o sucesso da jornada está no cumprimento do meu único mandamento: &lt;b&gt;Amar como eu vos amo&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;Não esperem nada pronto, tudo absolutamente tudo precisa ser contruído, edificado com abnegação e esforço. Não há glória sem esforço nem recompensa gratuita no reino de meu pai. Nem mesmo Eu, seu filho amado ganhei a Glória sem passar pela prova e pelo esforço de construir minha própria &amp;nbsp;libertação da matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para isso dispam-se de seus velhos rótulos, busquem na diversidade o que lhes é comum e saibam que o espírito que vive em seus corações, a chama ardente que aquece, ilumina e santifica as suas vidas, brilha e refulge na alegria, na harmonia e na perseverança da justiça que conduz à Paz. E que também &amp;nbsp;ela enfraquece e quase se apaga diante do egoísmo, do ressentimento, do autoritarismo e da desarmonia. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Orai sem cessar, não com repetições vãs, mas mantendo-se na minha presença, seja em silêncio, ou nas atividades do dia.&lt;br /&gt;Lembrem-se sempre de quem lhes deu a vida, sejam gratos a quem lhes proporcionou a chegada na terra da matéria e não esqueçam de que todos na humanidade, sem excessão, são seus irmãos e irmãs.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aproveitem, não esqueçam do que antes lhes disse, &amp;nbsp;que se batessem à porta, esta se abriria. Hoje eu digo: a porta está aberta e não é mais necessário bater, vistam-se adequadamente e venham para as bodas do cordeiro, todos estão convidados, sem excessões, basta que aceitem o convite. Vistam-se adequadamente com as vestes purificadas no exercício da justiça, da Paz, do Amor e da Harmonia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu mais uma vez prometo: estarei sempre com todos vocês até a consumação dos tempos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Shalom !&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E levantando os braços enviou sobre todos a sua benção.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um perfume de rosas envolveu todo o espaço e ele lentamente voltou, levando junto consigo uma multidão se de seres, alguns muito iluminados e outros nem tanto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Senti-me então de volta com um sentimento de profunfa paz e sem saber se havia sonhado ou vivenciado toda esta maravilhosa experiência.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-4350690338015179226?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/4350690338015179226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/4350690338015179226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/11/dia-11-de-novembro-de-2011-111111.html' title='Dia 11 de Novembro de 2011 - 11:11:11'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-n1q6sUvd5Jo/Tr0jz21ISFI/AAAAAAAAA24/C39jE9J8Iuc/s72-c/2-+Jesus+o+Bom+Pastor.png' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-1010578742829191444</id><published>2011-11-02T21:44:00.000-02:00</published><updated>2011-11-02T21:44:56.727-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>E, em se falando de mulher e preconceito:</title><content type='html'>&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 16px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 12pt; line-height: 24px;"&gt;Mulher. Um show de preconceito a ser lembrado - &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 16px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 12pt; line-height: 24px;"&gt;Por: Ricardo J. Botelho &amp;nbsp;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 16px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 16px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 12pt; line-height: 24px;"&gt;A Secretaria de Política para as Mulheres tentou censurar a veiculação do anúncio da Hope com Gisele Bundchen, que mostra a modelo de sutiã e calcinha anunciando ao marido o estouro do cartão de crédito. A alegação de que o conteúdo expõe de forma negativa a condição feminina evidencia que, em pleno século 21, ainda é preconceituosa a visão do papel da mulher na sociedade ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, Gisele protagonizou outra campanha muito mais controversa, em minha opinião, mas que passou batida pelas feministas de plantão no governo. Um anúncio da SKY (TV) trazia a modelo de joelhos lavando o piso da casa enquanto o "marido" assiste a um jogo na TV e pede cerveja para sua "escrava".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não concordo com a tentativa de censura em hipótese alguma, mas acredito que os criadores das campanhas poderiam refletir sobre o que significa para a sociedade a abordagem envolvendo a condição feminina. Afinal, Gisele é hoje uma das empreendedoras mais bem sucedidas do planeta, dentro de um contexto onde a renda da mulher representa muito para a economia. Por que não explorar essa imagem? Bom, também podemos olhar essas campanhas de maneira mais descontraída, pelo lado do humor, sem tanto foco no politicamente correto. Afinal, o apelo sexual feminino é inevitável, e o poder que exerce no universo masculino é natural. Mas, você escolhe a lente e julga da forma que achar correto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto não é novo. Essas campanhas de hoje são fichinhas perto do que acontecia no passado. Tratadas como inferiores, as mulheres só conquistaram respeito nos últimos 50 anos nos países do ocidente, sobretudo. Mas as feridas ainda existem. É sempre oportuno mostrar para as novas gerações o longo caminho trilhado e os preconceitos que a mulher enfrentou. A publicidade a partir do início do século 20 tornou-se um meio de retratar a sociedade. Nos anúncios é possível traçar um paralelo da condição feminina ao longo do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que as gerações atuais conheçam as lutas do passado selecionamos alguns anúncios que demonstram como a mulher era vista pela sociedade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img height="375" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=ce7ed32abe&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13366a098487f532&amp;amp;attid=0.13&amp;amp;disp=emb&amp;amp;zw" width="480" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img height="361" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=ce7ed32abe&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13366a098487f532&amp;amp;attid=0.12&amp;amp;disp=emb&amp;amp;zw" width="480" /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img height="349" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=ce7ed32abe&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13366a098487f532&amp;amp;attid=0.11&amp;amp;disp=emb&amp;amp;zw" width="480" /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img height="373" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=ce7ed32abe&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13366a098487f532&amp;amp;attid=0.10&amp;amp;disp=emb&amp;amp;zw" width="480" /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img height="517" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=ce7ed32abe&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13366a098487f532&amp;amp;attid=0.9&amp;amp;disp=emb&amp;amp;zw" width="480" /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img height="351" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=ce7ed32abe&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13366a098487f532&amp;amp;attid=0.8&amp;amp;disp=emb&amp;amp;zw" width="480" /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img height="361" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=ce7ed32abe&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13366a098487f532&amp;amp;attid=0.7&amp;amp;disp=emb&amp;amp;zw" width="480" /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img height="387" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=ce7ed32abe&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13366a098487f532&amp;amp;attid=0.6&amp;amp;disp=emb&amp;amp;zw" width="480" /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img height="374" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=ce7ed32abe&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13366a098487f532&amp;amp;attid=0.5&amp;amp;disp=emb&amp;amp;zw" width="480" /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img height="365" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=ce7ed32abe&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13366a098487f532&amp;amp;attid=0.4&amp;amp;disp=emb&amp;amp;zw" width="480" /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img height="373" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=ce7ed32abe&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13366a098487f532&amp;amp;attid=0.3&amp;amp;disp=emb&amp;amp;zw" width="480" /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img height="353" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=ce7ed32abe&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13366a098487f532&amp;amp;attid=0.2&amp;amp;disp=emb&amp;amp;zw" width="480" /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img height="411" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=ce7ed32abe&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13366a098487f532&amp;amp;attid=0.1&amp;amp;disp=emb&amp;amp;zw" width="480" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-1010578742829191444?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/1010578742829191444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/1010578742829191444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/11/e-em-se-falando-de-mulher-e-preconceito.html' title='E, em se falando de mulher e preconceito:'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-7674085163628040385</id><published>2011-11-02T07:30:00.000-02:00</published><updated>2011-11-02T07:30:09.796-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja Católica Apostólica  Romanan'/><title type='text'>A flagrante discriminação da mulher na Igreja é um escândalo’</title><content type='html'>&lt;div class="texto_titulo" style="background-color: white; font-family: arial; font-size: 26px;"&gt;&amp;nbsp;Entrevista com Teresa Forcades&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_titulo" style="background-color: white; font-family: arial; font-size: 26px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="div_separador5" style="background-color: white; clear: both; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; height: 5px; width: 635px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="div_separador5" style="background-color: white; clear: both; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; height: 5px; width: 635px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_texto" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 14px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;&lt;img align="baseline" alt="" src="http://www.adital.org.br/arquivos/2011/10/20111025_jmanuel1.jpg" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" title="" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align="right" alt="" src="http://www.adital.org.br/arquivos/2011/10/20111025_jmanuel2.jpg" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" title="" /&gt;Médica, teóloga e monja de clausura. A beneditina do mosteiro de St. Benet de Montserratm, Teresa Forcades, entretanto, é conhecida em todo o mundo. Um&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;amp;Itemid=18&amp;amp;task=detalhe&amp;amp;id=26437" target="_blank"&gt;vídeo&lt;/a&gt;&amp;nbsp;no Youtube contra as multinacionais e a armação da gripe&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&amp;nbsp;A&lt;/span&gt;, catapultou-a para a fama.&lt;br /&gt;Entrevistei-a em Madri, no dia 07 de outubro, por ocasião da apresentação do seu livro&amp;nbsp;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A teologia feminista na História&lt;/span&gt;.&amp;nbsp;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Irmã Teresa&lt;/span&gt;&amp;nbsp;afirma que a situação de marginalização da mulher na Igreja é "um escândalo” e que "nenhum Papa se atreveu a proibir&amp;nbsp;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ex-cathedra&lt;/span&gt;&amp;nbsp;o sacerdócio feminino”. Mas também reconhece que é na Igreja e em seu mosteiro onde se sente mais respeitada como mulher.&lt;br /&gt;A entrevista foi concedida a&amp;nbsp;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;José Manuel Vidal&lt;/span&gt;&amp;nbsp;e publicada pelo&amp;nbsp;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Religión Digital&lt;/span&gt;, 23-10-2011. A tradução é do&amp;nbsp;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cepat&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eis a entrevista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Por que uma monja da clausura como você escreveu um livro sobre a ‘Teologia feminista na História’?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align="left" alt="" src="http://www.adital.org.br/arquivos/2011/10/20111025_jmanuel3.jpg" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" title="" /&gt;O livro foi uma proposta da editora Fragmenta. E propuseram porque sabiam que me formei com a teóloga Elizabeth Schüssler Fiorenza. Conheci-a em Barcelona em 1992, antes das Olimpíadas. Eu iria estudar nos Estados Unidos, especializar-me em medicina. Ela vinha de Harvard e fez uma conferência. Uma conferência na qual se rompeu a comunicação porque a tradutora que sabia muito inglês, não sabia nada de teologia. Ajudei na tradução do inglês para o catalão e se salvou a situação. Elizabeth ficou encantada e me convidou a visitá-la em Harvard. Ao final, foi ela que acabou vindo a Buffalo, no norte do Estado de Nova York, onde estava em meu hospital, para dar outra conferência.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- E foi novamente a tradutora espontânea?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fui a sua conferência, onde não precisei traduzir, e voltamos a nos encontrar. E, como consequência, comecei a traduzir um dos seus livros ao catalão, seu livro de hermenêutica bíblica feminista. Gostei muito do livro e o traduzi para aprofundar o conteúdo. Quando acabei a tradução, fui conversar algumas vezes com Schüssler Fiorenza, para falar de minhas dúvidas e reflexões. Ela, à vista de como recebeu, entendeu e processou o seu livro, animou-me a estudar Teologia e escreveu uma carta recomendando-me estudar em Harvard.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Um percurso que a editora conhecia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Efetivamente, além disso, havia dado umas conferências sobre teologia feminista em Barcelona. E quando a editora lançou essa coleção de livros breves, introdutórios, que pudessem servir de manual nas Universidades para introduzir uma disciplina teológica, me pediram o livro que eu aceitei como muito gosto.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Com teóloga feminista lhe magoa especialmente a atual situação da mulher na Igreja?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A situação da mulher na Igreja tem uma história complexa que inclui tanto a discriminação quanto a promoção. A discriminação magoa qualquer pessoa que seja a favor da justiça e que compreenda que o Evangelho implica crescimento humano em todos os níveis. No Evangelho, se aprende também o realismo de saber que quando uma pessoa tenta viver a mensagem de Jesus, fica à margem. Nesse sentido, a situação das mulheres é testemunho de que há verdades cujo lugar estará sempre à margem até a escatologia final.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Ou seja, que você se sente preparada para continuar na margem ou na fronteira e sem aspirar ao altar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A dinâmica da margem evangélica consiste, a meu juízo, na promoção da justiça em todos os níveis, mas com o realismo de saber que, quando se consegue um passo a frente, se gera um processo no qual aquele que não quer ficar acomodado continuará encontrando razões para continuar caminhando até as margens. Daí minha defesa teológica das margens.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- E a proibição da presença feminina no altar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A conclusão da Comissão Bíblica Pontifícia, a que Paulo VI pediu que estudasse o tema, foi de que não há razão bíblica alguma para privar o acesso das mulheres ao ministério ordenado. Isso foi no ano de 1976. Em 1974, realizaram-se as primeiras ordenações de mulheres na Igreja episcopaliana. Paulo VI percebeu que iria se produzir a mesma demanda na Igreja Católica e, por isso, pediu para a comissão pontifícia que estudasse o tema.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- O que diz de concreto o documento da comissão pontifícia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Assegura que nas Escrituras não há nada contra. Depois de conhecer as conclusões da comissão, Paulo VIpublicou um&amp;nbsp;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;motu proprio&lt;/span&gt;&amp;nbsp;no qual considerava que não se devia ordenar mulheres na Igreja Católica.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Mais a frente veio a tentativa de fechamento definitivo da questão por parte de João Paulo II.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim, mas nenhum Papa se atreveu a proclamar essa proibição&amp;nbsp;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ex-cathedra&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Esta flagrante discriminação da mulher na Igreja é um escândalo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim. Recomendo a quem queira aprofundar esse tema o livro de Gary Macy A história oculta da ordenação das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- E como se vive essa situação num momento em que a sociedade civil avança na paridade de direitos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não gosto do esquema em que se coloca a sociedade civil na vanguarda e a Igreja na retaguarda em algo que deveria ser a pioneira. Entendo que a situação entre homem e mulher e a maneira de conceber o feminino e o masculino numa sociedade contemporânea ocidental deixa muito de ser satisfatória. O que mais me interessa debater teologicamente atualmente são as teorias de Lacan e de alguns pós-estruturalistas contemporâneos. Porque, no momento e reconhecendo que podem existir outras pessoas que tenham vivido experiência contrária, particularmente onde me senti mais respeitada em meu ser mulher é na Igreja e, em concreto, no meu mosteiro. Em comparação com outros lugares, como pode ser no hospital ou na Universidade, fico com o mosteiro, como espaço de liberdade e respeito. Em minha relação com os monges de Montserrat, por exemplo, descobri possibilidades de interação mais ricas do que em geral que vivi e observei entre homens e mulheres que são colegas no hospital ou na universidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Então, a Igreja não tão antifeminina como se diz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Veja, é preciso começar a falar desse tema com verdade, porque, do contrário, parece que temos de um lado uma sociedade liberada, oásis ou meca para as mulheres e, por outro, a Igreja que é uma instituição de opressão e de desastre. Minha experiência diz o contrário. Porque, se assim não fosse, quem sabe eu já não estaria aqui.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Quer dizer que há um espaço de liberdade enorme dentro da Igreja apesar de tudo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sempre houve. O que acontece é que também é preciso denunciar que, entre os quadros de mando da Igreja há uma falta absoluta de representação das mulheres. E é esse o escândalo de que falamos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Liberdade para as mulheres na Igreja-povo de Deus e falta de representatividade na sua hierarquia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Temos que mudar essa noção de Igreja que olha primeiro para cima. Para falar da Igreja, temos primeiro que olhar para baixo. E embaixo encontramos fundadoras iniciativas que não tem correlato no mundo civil, ao menos até agora. Vamos ver o que acontece no século XXI.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Acusam-lhe de heresias, os setores mais conservadores e alguns sites. Tem medo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Lembro da "perfeita alegria” de São Francisco e acredito que o essencial para um cristão é saber que quando todos te aplaudem, alguma coisa não vai bem. Desatar iras de certos setores, por outro lado, não é garantia de que as coisas vão bem, mas é um pouco melhor de quando todos te aplaudem.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- A Igreja hierárquica espanhola está muito fechada em si mesma e exerce um excessivo controle?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Está claro que, desde o Vaticano II, houve uma involução. E, na igreja espanhola se pode constatar que o medo existe e que há falta de liberdade para falar com vozes diferentes que é o que acontece quando as pessoas falam a partir de sua experiência. Essa uniformidade de expressão é muito preocupante.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Falta pluralismo na Igreja espanhola. Ou dito de outra forma, são capazes os bispos espanhóis de assumir que há diferentes modelos ou diferentes sensibilidades eclesiais e que todas são válidas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há muitos bispos que são capazes. O problema é que não é apenas questão de aceitar isso, mas sim de vivê-lo. Os bispos têm o dever-direito de exercer sua responsabilidade pastoral de acordo com sua própria consciência, não podem simplesmente suprir seu critério com o critério que vem desde cima. Nesse sentido, o bispo não apenas aceita a pluralidade, mas também se converte em gerador da mesma e a vive.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Você é religiosa beneditina. A vida religiosa tem futuro ou terminou o seu tempo. Como a vê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vejo-a muito bem. A vida religiosa tem mudado ao longo da história e apenas terá futuro se continuar mudando. A mudança é inerente à vida religiosa e apenas quem não muda tende a desaparecer. As beneditinas estão acabando, mas esses espaços de comunidade de pessoas que entendem que suas vidas não se plenificam em uma vida de casal, sem a relação de comunidade sempre existirão. Porque, além disso, são pessoas que dão testemunho de que esse é o modelo para todos no mundo escatológico.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- A vida religiosa como antecipação da vida celestial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esta é a antropologia cristã. A vida de casal é sacramento do mesmo amor de Deus, mas é de uma forma temporal. A vida de comunidade é de forma escatológica, porque Deus nos chama a ser pessoas que compreendam que a relação com toda humanidade, com todas e todos aqueles criados a imagem de Deus, é uma relação de amor absoluto, uma relação de dar e receber como a da Trindade. Esta vida de comunhão trinitária é que a utopia cristã nos propõe.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Mas, isso também se pode viver no matrimônio: estar aberto a todos e amar a todos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Claro, mas o matrimônio é até que a morte nos separe. E por isso dizia Jesus: "Não compreendem”. Porque, no céu, as pessoas não se casam.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Seu vídeo de 2009, denunciando a montagem da famosa gripe A, teve tanta repercussão porque desmontava a superficialidade na qual se movem os grandes poderes da informação num mundo globalizado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É preciso ser claro na crítica a este desastre da sociedade contemporânea que é o aumento da desigualdade riqueza-pobreza nos últimos 50 anos. Esse é um escândalo muito maior que a injustiça com as mulheres na Igreja da que acabamos de falar, ainda que não haja muito sentido em comparar injustiças, porque cada uma é absoluta em si mesma. Há muito o que criticar na sociedade contemporânea, mas não como um slogan. Porque se é certo que existe essa superficialidade, também é fato de que, pela primeira vez, há pessoas que realmente acreditam que não se deve esperar que a solução venha de cima.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- É o que vemos nessa crescente indignação em todos os lugares, incluindo no mundo árabe?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Estou muito preocupada pelo o que está acontecendo na Líbia, na Síria. Ou pelo que possa vir acontecer no Irã. Especialmente a partir da perspectiva das grandes mentiras políticas. Já o fizeram duas vezes, mas parece que não aprendemos. Aconteceu no Iraque e depois lamentamos. E com Gadafi creio que aconteceu o mesmo. Mente-se para justificar a intervenção militar. Por que não intervimos na Arábia Saudita para liberar as mulheres se o fazemos no Afeganistão?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Gostaria que o Papa fosse à Somália num gesto profético que detivesse ou interrompesse a morte de tantas pessoas e tantas crianças inocentes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esse pode ser outro desses slogans de que desejaria afastar-me. Quem sabe agora, quando todo mundo está olhando a Somália, gostaria que o Papa fosse a outra parte. Porque os desastres proliferam. Por exemplo, o que está acontecendo no Sudão?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Os meios de comunicação nos enganam?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tenho a impressão, confirmada no caso da gripe&amp;nbsp;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A&lt;/span&gt;, de que outro, dos maiores escândalos atuais é a falta de liberdade no mundo da informação. Há mais liberdade jornalística em Periodista Digital ou em Vida Nuevado que no El País ou no La Vanguardia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Voltamos ao lugar de onde começamos: na Igreja se vive melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não gostaria de morder a língua na hora de criticar o condenável da Igreja, mas ninguém me peça que diga que na sociedade civil há maior liberdade de que na Igreja, porque não é certo. O que não quer dizer que a Igreja não tenha nada a aprender com a sociedade não eclesial. O que fez sempre.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Participou ou viu a JMJ? O que lhe parece esse tipo de evento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não vi muito. Participaram três irmãs mais jovens do mosteiro e voltaram muito contentes. O evento macro-eclesial quem sabe seja um sinal dos tempos. Assisti na Venezuela a um desses eventos macro por motivo do aniversário de 90 anos da morte de Dom Óscar Romeroe me pareceu algo extraordinário. O mesmo pode acontecer com as pessoas que foram ver o Papa. Esses grandes eventos eclesiais quem sabe sejam um sinal dos tempos de século XXI. O importante é o tipo de mensagem que com eles se transmite e como se utilizam esses espaços.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- E como o utilizaram na JMJ?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Creio que houve um predomínio de articulações conservadoras ou de mensagens para os jovens no esquema nós-eles (Igreja-Sociedade), mas também houve espaços onde se pode partilhar a fé com uma visão mais aberta.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Tem esperança no futuro da sociedade e da Igreja? É você uma mulher esperançosa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Por exemplo, poderemos ver uma mudança na Igreja em curto prazo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mais do que em curto prazo, hoje mesmo. Gostaria de ter sobre a realidade o olhar que&amp;nbsp;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jesus&lt;/span&gt;&amp;nbsp;nos pede. Um olhar de que os campos estão dourados ou maduros e apenas faltam os ceifadores. Esse olhar que vê, como diz São Paulo, que o mundo está grávido de Deus. Ou, inclusive, já de parto e em lugares onde ninguém espera. Isso é o que dá esperança.&lt;br /&gt;[Fonte: IHU Unisinos].&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-7674085163628040385?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/7674085163628040385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/7674085163628040385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/11/flagrante-discriminacao-da-mulher-na.html' title='A flagrante discriminação da mulher na Igreja é um escândalo’'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-6172082433868381857</id><published>2011-11-01T21:43:00.002-02:00</published><updated>2011-11-01T21:43:59.539-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>A dificil busca da  autorealização</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Leonardo Boff&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vigora vastamente uma erosão de valores éticos que normalmente eram vividos e transmitidos pela família e depois pela escola pela sociedade. Essa erosão fez com que as estrelas-guia do céu da ética ficassem encobertas por nuvens de interesses danosos para a sociedade e para o futuro da vida e do equilíbrio da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante esta obscuridade, importa reconhecer também a emergência de novos valores ligados à solidariedade internacional, ao cuidado para com a natureza, à transparência nas relações sociais e à rejeição de formas de violência política repressiva e da transgressão dos direitos humanos. Mas nem por isso diminuiu a crise de valores, especialmente no campo da economia de mercado e das finanças especulativas que são as instâncias que definem os rumos do mundo e o dia-a-dia dos assalariados, vivendo sob permanente ameaça de desemprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crises recentes denunciaram máfias de especuladores instalados nas bolsas e nos grandes bancos cujo volume de rapinagem de dinheiros alheios quase levou à derrocada todo o sistema financeiro mundial. Ao invés de estarem na cadeia, depois de pequenos rearanjos, &amp;nbsp;tais &amp;nbsp;velhacos voltaram ao antigo vício da especulação e do jogo de apropriação indébita dos “commons”, dos bens comuns da humanidade(água, sementes, solos, energia etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta atmosfera de anomia e &amp;nbsp;de vale-tudo que se espraia também na política, faz com que o sentido ético fique embotado e as pessoas diante da geral corrupção se sintam impotentes e condenadas à amargura ácida e à resignação humilhante. Neste contexto muitos buscam sentido na literatura de auto-ajuda, feita de cacos de psicologia, de sabedoria oriental, de espiritualidade com receitas para a felicidade completa, &amp;nbsp;ilusória, porque não se sustenta nem se apoia num sentido realista e contraditório da realidade. Outros procuram psicólogos e psicanlistas que recebem dicas melhor fundadas. Mas no fundo, tudo termina com os seguintes conselhos: “dada a falência das instâncias criadoras de sentido como as religiões e as filosofias, devido à confusão de visões de mundo, da relativização de valores e do vazio de sentido existencial, &amp;nbsp;procure você mesmo seu caminho, trabalhe seu Eu profundo, estabeleça você mesmo referências éticas que orientam sua vida e busque sua auto-realização. “Auto-realização”: eis uma palavra mágica, carregada de promessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não serei eu que vá combater a “auto-realização” depois de escrever “A águia e a galinha: uma metáfora da condição humana”(Vozes 1999), livro que estimula as pessoas a encontrarem em si mesmas as razões de uma auto-realização sensata. Esta resulta da sábia combinação da dimensão de águia e da de galinha. Quando devo ser galinha, quer dizer, concreto, atento aos desafios do cotidiano e quando devo ser águia que busca voar alto para, em liberdade, realizar potencialidades escondidas. Ao articular tais dimensões, cria-se a possibilidade de uma autorealização bem sucedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que esta autorealização só se consegue se incorporar seriamente três outras dimensões. A primeira é a dimensão de sombra. Cada um possui seu lado auto-centrado, arrogante e outras limitações que não nos enobrecem. Esta dimensão não é defeito mas marca de nossa condição humana, feita da união dos contrários. Acolher tal sombra, cuidar que seus efeitos maléficos não atinjam os outros, nos faz humildes, compreensivos das sombras alheias e nos permite uma experiência humana mais completa e integrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda dimensão é a relação com os outros, aberta, sincera e feita de trocas enriquecedoras. Somos seres de relação. Não há nenhuma autorealização cortando os laços com os demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira dimensão é alimentar certo nivel de espiritualidade. Com isso não quero dizer que a pessoa deva se inscrever em alguma confissão religiosa. Pode até ocorrer mas não é imprescindível. O importante é abrir-se ao capital humano/espiritual que, ao contrário do capital material, é ilimitado e feito de valores como a verdade, a justiça, a solidariedade e o amor. É nesta dimensão que emerge a questão improstergável: que sentido tem, afinal, minha vida e o inteiro universo? Que posso esperar? A volta ao pó cósmico ou ao abrigo num Útero divino que me acolhe assim como sou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se esta última for a resposta, a autorealização &amp;nbsp;traz profundidade e uma felicidade íntima que ninguém &amp;nbsp;pode tirar. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-6172082433868381857?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/6172082433868381857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/6172082433868381857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/11/dificil-busca-da-autorealizacao.html' title='A dificil busca da  autorealização'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-4200309013146658817</id><published>2011-10-25T08:39:00.000-02:00</published><updated>2011-10-25T08:39:07.496-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>Como lidar com os anjos e os demônios interiores</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Leonardo Boff&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O ser humano constitui uma unidade complexa: é simultaneamente &amp;nbsp;homem-corpo, homem-psiqué e homem-espírito. Detenhamo-nos no homem-psiqué, vale dizer, no seu mundo interior, urdido de emoções e paixões, luzes e sombras, sonhos e utopias. Como há um universo exterior, feito de ordens-desordens-novas ordens, de devastações medonhas e de emergâncias promissoras, assim há também um mundo interior, habitado por anjos e os demônios. Eles &amp;nbsp;revelam &amp;nbsp;tendências que podem levar à loucura e à morte e energias de generosidade e de amor que nos podem trazer autorealização e felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como observava o grande conhecedor dos meandros da psiqué humana C.G. Jung: a viagem rumo ao próprio Centro, devido a estas contradições, pode ser mais perigosa e longa do que a viagem à Lua e às estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma questão nunca resolvida satisfatoriamente entre os pensadores da condição humana: qual é a estrutura de base de nossa interioridade, de nosso ser psíquico? Muitas são as escolas de intérpretes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, sustentamos a tese de que a razão não comparece como a realidade primeira. Antes dela há todo um universo de paixões e emoções que agitam o ser humano. Acima dela há inteligência pela qual intuimos a totalidade, &amp;nbsp;nossa abertura ao infinito e o êxtase da contemplação do Ser. As razões começam com a razão. A razão mesma é sem razão. Ela simplesmente está aí, &amp;nbsp;indecifrável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela remete a dimensões mais primitivas de nossa realidade humana das quais se alimenta e que a &amp;nbsp;perpassam em todas as suas expressões. A razão pura kantiana é uma ilusão. A razão sempre vem impregnada de emoção e de paixão, fato aceito pelo moderna epistemologia. A cosmologia contemporânea inclui &amp;nbsp;na idéia do universo não apenas energias, galáxias e estrelas mas &amp;nbsp;também &amp;nbsp;a presença do espírito e da subjetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer é sempre um entrar em comunhão interessada e afetiva com o objeto do conhecimento. Apoiado por uma plêiade de outros pensadores, tenho sempre sustentado que o &amp;nbsp;estatuto de base do ser humano não reside no&amp;nbsp;cogito&amp;nbsp;cartesiano (no eu penso, logo sou), mas no&amp;nbsp;sentio&amp;nbsp;platônico-agostiniano (no sinto, logo existo), no sentimento profundo. Este nos põe em contacto vivo com as coisas, percebendo-nos parte de um todo maior, &amp;nbsp;sempre afetando e sendo afetados. Mais que idéias e visões de mundo, são paixões, sentimentos fortes, experiências seminais, o amor e também seus contrários, as rejeições e os ódios avassaladores que nos movem e nos põem marcha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão sensível lança suas raizes no surgimento da vida, há 3,8 bilhões de anos, quando as primeiras bactérias irromperam e começaram a dialogar quimicante com o meio para poder sobreviver. Esse processo se aprofundou a partir do momento em que surgiu o cérebro límbico, dos mamíferos, há mais de 125 milhões de anos, cérebro portador de cuidado, enternecimento, carinho e amor pela cria. É a razão emocional que alcançou o patamar autoconsciente e inteligente com os seres humanos, pois somos também mamíferos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento ocidental é logocêntrico e antropocêntrico e sempre colocou sob suspeita a emoção por medo de prejudicar a objetividade da razão. Em alguns setores da cultura, criou-se uma espécie de lobotomia, quer dizer, uma grande insensibilidade face ao sofrimento humano e aos padecimentos pelos quais tem passado a natureza e o planeta Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias atuais, nos damos conta da urgência de, junto com a razão intelectual irrenunciável, importa incluir fortemente a razão sensível e cordial. Se não voltarmos a sentir com afeto e amor a Terra como nossa Mãe e nós, como a parte consciente e inteligente dela, dificilmente nos moveremos para salvar a vida, sanar feridas e impedir catástrofes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos méritos inegáveis da tradição psicanalítica, a partir do mestre-fundador Sigmund Freud, &amp;nbsp;foi o de ter estabelecido cientificamente a passsionalidade como a base, em grau zero, da existência humana. O psicanalista trabalha não a partir do que o paciente pensa mas a partir &amp;nbsp;de suas reações afetivas, de seus anjos e demônios, buscando estabelecer certo equilíbrio e &amp;nbsp;uma serenidade interior sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão toda é como nos assenhorear criativamente de nossa passaionalidade de natureza vulcânica. Freud se centra na integração da libido, Jung na busca da individuação, Adler no controle da vontade de poder, Carl Rogers no desenvolvimento da personalidade, Abraham Maslow no esforço de autorealização das potencialidades latentes. Outros nomes poderiam ser citados como Lacan, Reich, Pavlov, Skinner, a psicologia transpessoal e a cognitiva comportamental e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos é permitido afirmar é que, independentemente, das várias escolas psicanalíticas e filosóficas, o homem-psiqué se vê obrigado a integrar criativamente seu universo interior sempre em movimento, com tendências &amp;nbsp;dia-bólicas e sim-bólicas, destrutivas e construtivas. &amp;nbsp;Por acertos e erros vamos, processualmente, descobrindo nosso caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém nos poderá substituir. Somos condenados a ser mestres e discípulos &amp;nbsp;de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-4200309013146658817?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/4200309013146658817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/4200309013146658817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/10/como-lidar-com-os-anjos-e-os-demonios.html' title='Como lidar com os anjos e os demônios interiores'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-9013690318328763530</id><published>2011-10-20T09:15:00.000-02:00</published><updated>2011-10-20T09:15:04.873-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dalai Lama'/><title type='text'>A Oração do Dalai Lama</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WLGspSjPveI/TqACB4lI7MI/AAAAAAAAA2o/o2q5Eov3bkk/s1600/dalai-lama-014.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-WLGspSjPveI/TqACB4lI7MI/AAAAAAAAA2o/o2q5Eov3bkk/s1600/dalai-lama-014.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dalai Lama :&lt;br /&gt;"Gostaria de compartilhar com você uma breve oração que serve de grande inspiração para meu propósito de fazer bem aos outros.&lt;br /&gt;Que eu me torne em todos os momentos, agora e sempre,&lt;br /&gt;um protetor para os desprotegidos,&lt;br /&gt;um guia para os que perderam o rumo,&lt;br /&gt;um navio para os que têm oceanos a cruzar,&lt;br /&gt;uma ponte para os que têm rios a atravessar,&lt;br /&gt;um santuário para os que estão em perigo,&lt;br /&gt;uma lâmpada para os que não têm luz,&lt;br /&gt;um refúgio para os que não têm abrigo&lt;br /&gt;e um servidor para todos os necessitados."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-9013690318328763530?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/9013690318328763530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/9013690318328763530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/10/oracao-do-dalai-lama.html' title='A Oração do Dalai Lama'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WLGspSjPveI/TqACB4lI7MI/AAAAAAAAA2o/o2q5Eov3bkk/s72-c/dalai-lama-014.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-8147337539979258179</id><published>2011-10-18T22:08:00.000-02:00</published><updated>2011-10-18T22:08:09.134-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>A  ilusão de uma economia verde</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Leonardo Boff&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que fizermos para proteger o planeta vivo que é a Terra contra fatores que a tiraram de seu equilíbrio e provocaram, em conseqüência, o aquecimento global é válido e deve ser apoiado. Na verdade, a expressão “aquecimento global”esconde &amp;nbsp;fenômenos como: secas prolongadas que dizimam safras de grãos, grandes inundações e vendavais, falta de água, erosão dos solos, fome, degradação daqueles 15 entre os 24 serviços, elencados pela Avaliação Ecossistêmica da Terra (ONU), responsáveis pela sustentabilidade do planeta(água, energia, solos, sementes, fibras etc). A questão central nem é salvar a Terra. Ela se salva a si mesma e, se for preciso, nos expulsando de seu seio. Mas como nos salvamos a nós mesmos e a nossa civilização? Esta é real questão que a maioria dá de ombros.&lt;br /&gt;A produção de baixo de carbono, os produtos orgânicos, energia solar e eólica, a diminuição, o mais &amp;nbsp;possível, de intervenção nos ritmos da natureza, a busca da reposição dos bens utilizados, a reciclagem, tudo que vem sob o nome de &amp;nbsp;economia verde são os processos mais buscados e difundidos. E é recomendável que esse modo de produzir se imponha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim não devemos nos iludir e perder o sentido critico. Fala-se de economia verde para evitar a questão da sustentabilidade que se encontra em oposição ao atual modo de produção e consumo. Mas no fundo, trata-se de medidas &amp;nbsp;dentro do mesmo paradigma de dominação da natureza. Não existe o verde e o não verde. Todos os produtos contem nas várias fases de sua produção, elementos tóxicos, danosos à saúde da Terra e da sociedade. Hoje pelo método da Análise do Ciclo de Vida podemos exibir e monitorar as complexas inter-relações entre as várias etapas, da extração, do transporte, da produção, do uso e do descarte de cada produto e seus impactos ambientais. Ai fica claro que o pretendido verde não é tão verde assim. O verde representa apenas uma etapa de todo um processo. A produção nunca é de todo ecoamigável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos como exemplo o etanol, dado como &amp;nbsp;energia limpa e alternativa à energia fóssil e suja do petróleo. Ele é limpo somente na boca da bomba de abastecimento. Todo o processo de sua produção é altamente poluidor: os agrotóxicos aplicados ao solo, as queimadas, o transporte com grandes caminhões que emitem gases, as emissões das fábricas, os efluentes líquidos e o bagaço. Os pesticidas eliminam bactérias e expulsam as minhocas que são fundamentais para a regeneração os solos; elas só voltam depois de cinco anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para garantirmos uma produção, necessária à vida, que não estresse e degrade a natureza, precisamos mais do que a busca do verde. A crise é conceptual e não econômica. A relação para com a Terra &amp;nbsp;tem que mudar. Somos parte de Gaia e por nossa atuação cuidadosa a tornamos mais consciente e com mais chance de assegurar sua vitalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nos salvar não vejo outro caminho senão &amp;nbsp;aquele apontado pela Carta da Terra:”o destino comum nos conclama a buscar um novo começo; isto requer uma mudança na mente e no coração; demanda um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal”(final).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudança de mente&amp;nbsp;&amp;nbsp;significa um novo conceito de Terra como Gaia. Ela não nos pertence, mas ao conjunto dos ecossistemas que servem à totalidade da vida, regulando sua base biofísica e os climas. Ela criou &amp;nbsp;toda a comunidade de vida e não apenas nós. Nós somos sua porção consciente e responsável. O trabalho mais pesado é feito pelos nossos parceiros invisíveis, verdadeiro proletariado natural, os microorganismos, as bactérias e fungos que são bilhões em cada culherada de chão. São eles que sustentam efetivamente a vida já há 3,8 bilhões de anos. Nossa relação para com a Terra deve ser como aquela com nossas mães: de respeito e gratidão. Devemos devolver, agradecidos, o que ela nos dá e manter sua capacidade vital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudança de coração&amp;nbsp;significa que além da razão instrumental com a qual organizamos a produção, precisamos da razão cordial e sensível que se expressa pelo amor à Terra e pelo respeito a cada ser da criação porque é nosso companheiro na comunidade de vida e pelo sentimento de reciprocidade, de interdependência e de cuidado, pois essa é nossa missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem essa conversão não sairemos da miopia de uma economia verde.Só novas mentes e novos corações gestarão outro futuro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-8147337539979258179?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/8147337539979258179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/8147337539979258179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/10/ilusao-de-uma-economia-verde.html' title='A  ilusão de uma economia verde'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-427042225284503826</id><published>2011-10-15T19:26:00.000-03:00</published><updated>2011-10-15T19:26:37.465-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='datas comemorativas'/><title type='text'>15 de Outubro - Dia do Professor</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: inline !important;"&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;O texto abaixo circula na internet desde 2009. e eu o escolhi para homenagear a todos os professores neste seu dia. è um texto de alerta e de denúncia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: inline !important;"&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Aproveito a oportunidade para agradecer a todos os meus professores a quem devo tudo aquilo que sei e o que sou.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;A EXTINÇÃO DOS PROFESSORES.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;O ano é 2.050 D.C. - Trata-se de &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; – Vovô, por que o mundo está acabando?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A calma da pergunta revela a inocência da alma infante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;E no mesmo tom vem a resposta:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; – Porque não existem mais&amp;nbsp;PROFESSORES, meu anjo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; – Professores?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas o que é isso?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O que fazia um professor?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O velho responde, então, que professores eram homens e mulheres elegantes e &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;– Eles ensinavam tudo isso?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas eles eram sábios?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;– Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; – E como foi que eles desapareceram, vovô?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; – Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O vovô não se lembra direito do que veio primeiro, mas sem dúvida, os políticos ajudaram muito. Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação.Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam aprender alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Estes foram ensinados a dizer “eu estou pagando e você tem que me ensinar”, ou “para que estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você” ou ainda “meu pai me dá mais de mesada do que você ganha”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares, as quais, mais interessadas nas mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo “gerenciar a relação com o aluno”. Os professores eram vítimas da violência física, verbal e moral – que lhes era destinada por pobres e ricos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Viraram saco de pancadas de todo mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovadora sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;“Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular”, diziam os pais nas reuniões com as escolas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;E assim, praticamente todo o ensino foi orientado para os alunos passarem no vestibular. Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de idéias, tudo, enfim, virou decoração de fórmulas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais ninguém precisou ir à escola para estudar a sério.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Em seguida, os professores foram desmoralizados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar à profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor. As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas “bem sucedidas” eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão, sindicalistas – enfim, pessoas sem nenhuma formação ou contribuição real para a sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-427042225284503826?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/427042225284503826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/427042225284503826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/10/15-de-outubro-dia-do-professor.html' title='15 de Outubro - Dia do Professor'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-2430227307621092220</id><published>2011-10-10T14:41:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T14:41:05.410-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>Do quinto evangelho: proclamação do Cristo do Corcovado</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;Leonardo Boff&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Naqueles dias, ao se completarem 80 anos de existência, o Cristo do Corcovado estremeceu e se reanimou. O que era cimento e pedra se fez carne e sangue. Estendendo os braços, como quem quer abraçar o mundo, abriu a boca, falou e disse:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;“Bem-aventurados sois todos vós, pobres, famintos, doentes e caídos em tantos caminhos sem um bom samaritano para vos socorrer. O Pai que é também Mãe de bondade vos tem em seu coração e vos promete que sereis os primeiros herdeiros do Reino de justiça e de paz.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Ai de vós, donos do poder, que há quinhentos anos sugais o sangue dos trabalhadores, reduzindo-os a combustível barato para vossas máquinas de produzir riqueza iníqua. Não serei eu a vos julgar, mas as vitimas que fizestes atrás das quais eu mesmo me escondia e sofria.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Bem-aventurados sois vós, indígenas de tantas etnias, habitantes primeiros destas terras ridentes, vivendo na inocência da vida em comunhão com a natureza. Fostes quase exterminados. Mas agora estais ressuscitando com vossas religiões e culturas dando testemunho da presença do Espírito Criador que nunca vos abandonou.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Ai daqueles que vos subjugaram, vos mataram pela espada e pela cruz, negaram-vos a humanidade, satanizaram vossos cultos, roubaram-vos as terras e ridicularizaram a sabedoria de vossos pagés.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Bem-aventurados e mais uma vez bem-aventurados sois vós, meus irmãos e irmãs negros, injustamente trazidos de Africa para serem vendidos com peças no mercado, feitos carvão para ser consumido nos engenhos, sempre acossados e morrendo antes do tempo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Ai daqueles que vos desumanizaram. A justiça clama aos céus &amp;nbsp;até o dia do juízo final. Maldita a senzala, maldito o pelourinho, maldita a chibata, maldito o grilhão, maldito o navio-negreiro. Bendito &amp;nbsp;o quilombo, advento de um mundo de libertos e de uma fraternidade sem distinções.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Bem-aventurados os que lutam por terra no campo e na cidade, terra para morar e para trabalhar e tirar do chão o alimento para si, para os outros e para as fomes do mundo inteiro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Maldito o latifúndio improdutivo que expulsa posseiros e que assassina quem ocupa para ter onde morar, trabalhar e ganhar o pão para seus filhos e filhas. Em verdade vos digo: chegará o dia em que sereis espoliados. E a pouca terra da campa será pesada sobre vossas sepulturas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Bem-aventuradas sois vós, mulheres do povo, que resististes contra a opressão milenar, que conquistastes espaços de participação e de liberdade e que estais lutando por uma sociedade que não se define pelo gênero, sociedade na qual homens e mulheres, juntos, diferentes, recíprocos e iguais inaugurareis uma aliança perene de partilha, de amor e de corresponsabilidade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Benditos sois vós, milhões de menores carentes e largados nas ruas, vitimas de uma sociedade de exclusão e que perdeu a ternura pela vida inocente. Meu Pai, como uma grande Mãe, enxugará vossas lágrimas, vos apertará contra o seu peito porque sois seus filhos e filhas mais queridos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Felizes os pastores que servem, humildemente, o povo no meio do povo, com o povo e para o povo. Ai daqueles que trajem vestes vistosas, se envaidecem nas televisões, usam símbolos sagrados de poder, exaltam o Pai Nosso e esquecem o Pão Nosso. Quantos não usam o cajado contra as ovelhas ao invés de contra os lobos. Não os reconheço e não testemunharei em favor deles quando aparecerem &amp;nbsp;diante do meu Pai.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Bem-aventuradas as comunidades eclesiais de base, os movimentos sociais por terra, por teto, por educação, por saúde e por segurança. Felizes deles que, sem precisar falar de mim, assumem a mesma causa pela qual vivi, fui perseguido e executado na cruz. Mas ressurgi para continuar a insurreição contra um mundo que dá mais valor aos bens materiais que à vida, que privilegia a acumulação privada à participação solidária e que prefere dar os alimentos aos cães que aos famintos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Bem-aventurados os que sonham com um mundo novo possível e necessário no qual todos possam caber, a natureza incluída. Felizes são aqueles que amam a Mãe Terra como sua &amp;nbsp;própria mãe, respeitam seus ritmos, dão-lhe paz para que possa refazer seus nutrientes e continuar a produzir tudo o que precisamos para viver.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Bem-aventurados os que não desistem,mas resistem e insistem que o mundo pode ser diferente e será, mundo onde a poesia anda junto com o trabalho, a musica se junta às máquinas e todos se &amp;nbsp;reconhecerão como irmãos e irmãs, habitando a única Casa Comum que temos, este belo e irradiante pequeno planeta Terra.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Em verdade, em verdade vos digo: felizes sois vós porque &amp;nbsp;sois &amp;nbsp;todos filhos e filhas da alegria pois estais &amp;nbsp;na palma da mão de Deus. Amém”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-2430227307621092220?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/2430227307621092220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/2430227307621092220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/10/do-quinto-evangelho-proclamacao-do.html' title='Do quinto evangelho: proclamação do Cristo do Corcovado'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-8810982679118915924</id><published>2011-10-10T08:11:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T19:11:55.917-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>Libelo de acusações e Declaração de princípios da ocupação da cidade de Nova York</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Leonardo Boff&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;COMENTARIO: Muitos tem criticado o fato de que o movimento “Ocupe Wall Street” não tem mostrado objetivos claros.A presente Declaração de princípios desmente esta interpretação. Fica claro que os manifestantes de todo tipo, jovens, sindicatos, intelectuais, artistas e outros são contra a ganância corporativa das grandes empresas, contra a crescente desigualdade social no pais, contra o endividamento das famílias que não são ajudadas adequadamente pelo Estado (prefere ajudar os bancos) e contra o desemprego elevado que está jogando muitas famílias ao desespero.Esse movimento que está tomando conta de muitas outras cidades pode apavorar os velhacos instalados em Wall Street e obrigar o Governo e o Parlamento a tomar medidas que não sejam apenas mais do mesmo, mas que apontem para um outro tipo de política e de economia que não sejam tão destrutivas do clima social. Pena que a questão ambiental ainda não foi suscitada, quer dizer, os limites da Terra que não suporta a voracidade ilimitada do neoliberalismo, não entrou ainda no libelo acusatório do flagelo sistêmico vivido no coração do sistema industrialista/capitalista: LB&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;**************&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;El presente documento ha sido consensuado por la Asamblea General de NYC con fecha del 29 de septiembre de 2011&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;En estos momentos en los que nos reunimos solidariamente para expresar un sentimiento de injusticia generalizada, no debemos perder de vista lo que nos ha unido. Escribimos estas palabras para que todos aquellos que se sientan agraviados por los poderes corporativos del mundo sepan que nosotros también estamos a su lado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Como un solo ser, unidos, nos encontramos ante una realidad en la que el futuro de la especie humana depende de la cooperación de sus miembros; en la que nuestro sistema debe proteger nuestros derechos y, en caso de que el sistema se corrompa, queda en manos de las personas proteger sus propios derechos y los de sus vecinos; en la que un gobierno democrático deriva su competencia legítima de su pueblo, pero las corporaciones no piden permiso para expoliar la riqueza de la gente o de la Tierra; y en la que no es posible una democracia real, cuando el proceso depende de los poderes económicos. Apelamos a ustedes en un momento en el que las corporaciones, que ponen por encima el beneficio a las personas, sus propios intereses a la justicia, y la opresión a la igualdad, son las que manejan nuestros gobiernos. Nos hemos reunido aquí pacíficamente, pues es nuestro derecho, para que se conozcan estos hechos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Las corporaciones se han quedado con nuestras casas mediante procesos ilegales de ejecución hipotecaria, a pesar de no contar con la hipoteca original.&lt;br /&gt;Con total impunidad, se han quedado con los rescates provenientes del dinero de los contribuyentes, al mismo tiempo que continúan concediéndoles exorbitantes primas a sus directivos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Han perpetuado la desigualdad y la discriminación en el entorno laboral en función de la edad, el color de la piel, el sexo, la identidad de género y la orientación sexual.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Han emponzoñado las reservas alimenticias por su negligencia, y han minado el sistema agrario mediante la monopolización.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Han sacado provecho de la tortura, la reclusión y el trato cruel de innumerables animales, y se han puesto de acuerdo para ocultar dichas prácticas.&lt;br /&gt;Han tratado constantemente de despojar a sus empleados de sus derechos a la hora de negociar un aumento de sueldo o unas condiciones laborales más seguras.&lt;br /&gt;Han esclavizado a los estudiantes con decenas de miles de dólares en deudas para recibir una educación, que es en sí misma un derecho fundamental de los seres humanos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Han externalizado sistemáticamente la mano de obra y empleado dicha externalización como medida de presión para recortar la asistencia sanitaria y el sueldo de los trabajadores.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Han manipulado a los tribunales para obtener los mismos derechos que las personas, sin que recaiga sobre ellas ningún tipo de culpabilidad o responsabilidad.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Han despilfarrado millones de dólares en equipos de asesoramiento jurídico para encontrar el modo de librarse de contratos de cara a las coberturas sanitarias.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Han comerciado con nuestra privacidad como si fuera una materia prima más.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Han empleado las fuerzas militares y policiales para impedir la libertad de prensa. Se han negado deliberadamente a retirar del mercado productos defectuosos que ponían en peligro vidas, únicamente en pro de su beneficio propio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Son las que establecen las políticas económicas, a pesar de los fracasos catastróficos que dichas políticas han producido y continúan produciendo.&lt;br /&gt;Han donado grandes sumas de dinero a los políticos, que son los responsables de dictar las normas que las regulan.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Continúan bloqueando formas alternativas de energía para que sigamos dependiendo del petróleo.&lt;br /&gt;Continúan bloqueando los medicamentos genéricos que podrían salvar vidas o proporcionar una útil ayuda, únicamente con la intención de proteger sus inversiones que ya han producido sustanciosos beneficios.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Han ocultado deliberadamente derrames de petróleo, accidentes, fallos en la contabilidad e ingredientes inactivos, solamente en pro de su beneficio propio.&lt;br /&gt;Han mantenido deliberadamente a la gente desinformada y con miedo, mediante su control de los medios de comunicación.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Han celebrado contratos privados para acabar con la vida de presos, incluso cuando se habían presentado dudas legítimas sobre la culpabilidad de los mismos.&lt;br /&gt;Han perpetuado el colonialismo tanto dentro como fuera de nuestras fronteras. Han participado en actos de tortura y en el asesinato de civiles inocentes en el extranjero.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Continúan creando armas de destrucción masiva para ganar contratas con el gobierno.*&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A la gente de todo el mundo:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nosotros, la Asamblea General de la Ciudad de Nueva York que ocupa Wall Street en Liberty Square, les instamos a que reivindiquen su poder.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ejerzan su derecho a reunirse pacíficamente; a ocupar el espacio público; a crear un proceso para gestionar los problemas a los que nos enfrentamos; y a generar soluciones accesibles para todos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A todas las comunidades que entren en acción y formen grupos inspirados en la democracia directa, les ofrecemos apoyo, documentación y todos los recursos que tenemos a nuestra disposición.&lt;br /&gt;¡Únanse a nosotros para que su voz también sea oída!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;*Esta enumeración de agravios no es cerrada ni está completa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Asamblea General de NYC&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;http://nycga.cc, 30 de septiembre de 2011&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-8810982679118915924?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/8810982679118915924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/8810982679118915924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/10/libelo-de-acusacoes-e-declaracao-de.html' title='Libelo de acusações e Declaração de princípios da ocupação da cidade de Nova York'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-1433867832584048695</id><published>2011-10-05T23:40:00.000-03:00</published><updated>2011-10-05T23:40:00.075-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J Ricardo'/><title type='text'>Igrejas...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;J Ricardo A de Oliveira&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Com tantas notícias de uma grande crise na Igreja Católica Romana, com venda de templos e fechamento de ordens religiosas, hoje me perguntaram a que igreja eu pertenço e se já não seria tempo de fundar uma nova igreja, já que a igreja católica está em declínio...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Certamente a necessidade de “poder” faz muitos sonharem com uma igreja particular. Mas por outro lado, o comando da grande máquina romana, defendendo com unhas e dentes um tradicionalismo medieval, na Europa, já deu mostras do quanto pode fracassar.&lt;br /&gt;Igrejas...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Jesus não fundou uma igreja, mandou-nos prepara o Reino do Pai e até hoje essa missão que foi interrompida no séc. III, quando o império romano decadente encontrou um meio de se perpetuar no tempo e na história, ainda continua inacabada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema é justamente essa agremiação institucional chamada igreja. O “Aurélio” define igreja entre outras definições como &lt;b&gt;; &lt;i&gt;"O conjunto dos fiéis ligados pela mesma fé e&amp;nbsp;sujeitos aos mesmos chefes espirituais”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Uma nova igreja em pouco tempo estaria repetindo as mesmas idiosicrasias da ICAR ou de qualquer outra agremiação protestante que precisa de recursos materiais para sustetar a sua existência.&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;O verdadeiro cristianismo não precisa de templos feitos por mãos, muito menos de sacerdotes como as religiões pagãs da antiga Roma. O próprio Jesus disse que estaria presente: Ele, o único e verdadeiro sacerdote, quando pelo menos dois de nós, nos reuníssemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reúna a sua família em nome de Jesus, estude aquilo que os antigos deixaram escrito para que tivéssemos um caminho a seguir. Estude o Didaqué, o livro do Pastor de Hermas e outros apócrifos, que são os textos mais puros do &amp;nbsp;cristianismo nascente. Descubra a riqueza, a originalidade e a simplicidade do verdadeiro cristianismo. Familiarize-se com os salmos, o mais antigo livro de orações que o próprio Jesus costumava rezar, depois vá aos pequeninos, esteja com eles na construção do reino. Aos poucos vai descobrir que o grande segredo de ser cristão está não na pompa dos cultos, dos sacrifícios que os profetas já disseram que são DESAGRADÁVEIS a Deus, mas no serviço e no amor aos pequeninos, e aos excluídos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Na simplicidade e no silêncio de uma caridade/amor que não cobra retorno ou recompensa, a caridade que nasce da alegria de se descobrir filho de Deus, irmão da humanidade inteira, independente de raça, gênero, credo ou o que quer que possa sugerir diferença entre as criaturas do pai celestial.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-1433867832584048695?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/1433867832584048695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/1433867832584048695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/10/igrejas.html' title='Igrejas...'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-3912514153014193500</id><published>2011-10-05T08:01:00.002-03:00</published><updated>2011-10-05T08:01:59.003-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>Como lidar com o desejo  infinito?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px;"&gt;Leonardo Boff&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt; &lt;br /&gt;O desejo não é um impulso qualquer. É um motor que põe em marcha toda a vida psíquica. Ele goza da função de um princípio, traduzido pelo &amp;nbsp;filósofo Ernst Bloch por&amp;nbsp;princípio esperança. &amp;nbsp;Por sua natureza, não conhece limites como já foi visto por Aristóteles e por Freud. A psiqué não deseja apenas isto o aquilo. Ela deseja a totalidade. Não deseja a plenitude do homem, procura o super-homem, aquilo que ultrapassa infinitamente o humano como afirmava Nietzsche. O desejo se apresenta infinito e confere o caráter de infinito ao prejo humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &amp;nbsp;desejo torna dramática e, por vezes, trágica a existência. Mas também, quando realizado, uma felicidade sem igual. Estamos sempre buscando o objeto adequado ao nosso desejo infinito. E não o encontramos no campo da experiência cotitidiana. Aqui somente encontramos finitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produz grave desilusão quando o ser humano identifica uma realidade finita como sendo o objeto infinito buscado. Pode ser a pessoa amada, uma profissão sempre ansiada, a casa dos sonhos. Chega o momento que, geralmente, não tarda muito, em perceber uma insatisfação de base e sentir o desejo por algo maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sair deste impasse, provocado pelo desejo infinito? Borboletar de um objeto a outro, sem nunca encontrar repouso? Temos que nos colocar seriamente na busca do verdadeiro objeto de nosso desejo. Entrando&amp;nbsp;in medias res, vou logo respondendo: este é o Ser e não o ente, é o Todo e não a parte, é &amp;nbsp;Infinito e não o finito. Depois de muito peregrinar, o ser humano é levado a fazer a experiência do&amp;nbsp;cor inquietum&amp;nbsp;(coração inquieto) de &amp;nbsp;Santo Agostinho:&amp;nbsp;Tarde te amei, &amp;nbsp;ó Beleza tão antiga e tão nova.Tarde de te amei.&amp;nbsp;Meu coração inquieto não descansará enquanto não respousar em Ti.&amp;nbsp;Só o Infinito Ser se adequa ao desejo infinito do ser humano e lhe permite descansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo envolve energias vulcânicas poderosas. Como lidar com elas? Antes de mais nada, se trata de acolher, sem moralizar, esta condição desejante. As paixões puxam o ser humano para todos os lados. Algumas o atiram para a generosidade e outras para o egocentrismo. Integrar, sem recalcar tais energias, exige &amp;nbsp;cuidado e não poucas renúncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psiqué é convocada a construir uma síntese pessoal que &amp;nbsp;é a busca do equilíbrio de todas as energias interiores. Nem fazer-se vítima da obsessão por uma determinada pulsão, como &amp;nbsp;por exemplo, a sexualidade, nem recalcá-la como se fosse possível emasculhar-lhe o vigor. O &amp;nbsp;que importa é integrá-la como expressão de afeto, de amor e de estética e mantê-la sob vigilância pois temos a ver com uma energia vital não totalmente controlável pela razão mas por vias &amp;nbsp;simbólicas de sublimação e por outros &amp;nbsp;propósitos humanísticos. Cada um deve aprender a renunciar no sentido de uma ascese que liberta de dependências e cria a liberdade interior,um dom dos mais apreciáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra forma de lidar com o desejo infinito é pela precaução que nos previne das ciladas da própria vulnerabilidade humana. Não somos onipotentes, nem deuses, inatingíveis ao fracasso. Podemos mostrar-nos fracos e, por vezes, covardes. Mas podemos precaver-nos contra situações que nos poderão fazer cair e perder &amp;nbsp;o Centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez &amp;nbsp;uma chave inspiradora nos seja nos oferecida por C.G.Jung com sua proposta de construir, ao largo da vida, um processo de individuação. Este possui uma dimensão holística: assume com destemor e humildade todas as pulsões, imagens, arquétipos, luzes e sombras. Ouve o rugir das feras que o habitam, mas também o canto do sabiá que o encanta. Como criar uma unidade interior cujo efeito seja o equilíbrio dos desejos, a vivência da liberdade e da alegria de viver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C. G. Jung sugere que cada um procure criar um Centro forte, um&amp;nbsp;Self&amp;nbsp;unificador que tenha a função que o sol possui no sistema solar. Ele sateliza ao seu redor todos os planetas. Algo semelhante deve ocorrer com a psiqué: alimentar um Centro pessoal que tudo integre, com &amp;nbsp;reflexão e com interiorização. E não em último lugar, com o cultivo do Sagrado e do Espiritual. &amp;nbsp;A religião, como instituição, não raro cerceia a vida espiritual por excesso de doutrinas e de normas morais demasiado rígidas. Mas religião como espiritualidade desempenha uma função fundamental no processo de individuação. Cabe a ela ligar e re-ligar a pessoa com seu Centro, com todas as coisas, com o universo, com a Fonte originária de todo o ser, dando-lhe um sentimento de pertença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta da integração da energia do desejo se manifesta pela dilaceração das relações sociais, pela violência assassina praticada em escolas ou nas matanças de pessoas negras, pobres e homoafetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lidar com as forças do desejo implica, pois, uma preocupação pela sanidade social. Não se poderá passar ao lado da educação humanística, ética e cidadã que eduque o desejo. O grande obstáculo reside na lógica mesma do sistema imperante que exaspera o desejo de ter, descuidando dos valores civilizatórios, da gentileza, do bom trato e do respeito a cada pessoa. Ao contrário, os meios de comunicação de massa exaltam o desejo individual e a violência para resolver os conflitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A globalização como fenômeno humano, nos obrigará a moderar os desejos pessoais em favor dos coletivos e assim tornar mais equilibrada e amigável a coexistência humana. Como desejamos tempos favoráveis!&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-3912514153014193500?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/3912514153014193500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/3912514153014193500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/10/como-lidar-com-o-desejo-infinito.html' title='Como lidar com o desejo  infinito?'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-2999435231294642899</id><published>2011-10-04T00:00:00.001-03:00</published><updated>2011-10-03T21:59:49.806-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='S. Francisco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J Ricardo'/><title type='text'>Salve 4 de OUTUBRO !</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 78%;"&gt;&lt;strong&gt;J. Ricardo A. de Oliveira.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-r7-jXnK9IuY/TopLhEZrpoI/AAAAAAAAA2k/7xIk1msNZDE/s1600/acruzdesaodamiao_002.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-r7-jXnK9IuY/TopLhEZrpoI/AAAAAAAAA2k/7xIk1msNZDE/s320/acruzdesaodamiao_002.png" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Francisco,&lt;br /&gt;Pai Francisco,&lt;br /&gt;Chico meu camarada,&lt;br /&gt;Meu São Chiquinho,&lt;br /&gt;me ensina,&lt;br /&gt;conta pra mim bem aqui&lt;br /&gt;no pé do meu ouvido,&lt;br /&gt;como se faz pra ser assim,&lt;br /&gt;assim, tão simples por fora como você,&lt;br /&gt;mas enorme e grandioso,&lt;br /&gt;aos olhos do Pai.&lt;br /&gt;Meu santinho,&lt;br /&gt;é tão difícil abrir mão do conforto,&lt;br /&gt;da acomodação,&lt;br /&gt;dos hábitos [in]dispensáveis&lt;br /&gt;e dessa mania&lt;br /&gt;de se achar sempre com a razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas veja só,eu aqui pedindo, pedindo...&lt;br /&gt;não tenho mais remédio não, meu santo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vim aqui hoje,&lt;br /&gt;só pra dizer que você é a minha melhor inspiração&lt;br /&gt;prá chegar no Pai e que nesse seu dia, eu pretendo,&lt;br /&gt;mesmo sabendo que vou falhar,&lt;br /&gt;te imitar no zelo de me dedicar&lt;br /&gt;ao que realmente importa:&lt;br /&gt;com a sua inspiração&lt;br /&gt;tornar a minha vida&lt;br /&gt;Uma constante busca,&lt;br /&gt;um eterno exemplo,&lt;br /&gt;um permanente caminhar,&lt;br /&gt;um instrumento da verdade,&lt;br /&gt;da Paz e do sumo bem.&lt;br /&gt;Mas fica assim bem pertinho,&lt;br /&gt;não se afasta não, meu santo,&lt;br /&gt;senão, eu não consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve 4 de outubro !&lt;br /&gt;O dia de alguém,&lt;br /&gt;que se fez o último e se tornou,&lt;br /&gt;verdadeiramente, um primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve Francisco de Assis !&lt;br /&gt;(o nosso “São Chiquinho” de Assis)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos os santos Francisco é o que sempre me causou uma enorme admiração, seja pela coragem, pelo inusitado de suas escolhas, penso que na radicalidade de seus atos foi quem mais próximo do mestre chegou.&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;u&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-size: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-size: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-size: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-size: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-size: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-size: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-size: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-size: 16px;"&gt;s próximo do mestre chegou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-2999435231294642899?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/2999435231294642899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/2999435231294642899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2009/05/salve-4-de-outubro.html' title='Salve 4 de OUTUBRO !'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-r7-jXnK9IuY/TopLhEZrpoI/AAAAAAAAA2k/7xIk1msNZDE/s72-c/acruzdesaodamiao_002.png' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-5578211474847262042</id><published>2011-10-03T10:23:00.003-03:00</published><updated>2011-11-12T15:55:20.247-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J Ricardo'/><title type='text'>Vários suicídios na UPE!                 Menino de 10 anos se suicida após balear professora!          Professor mata aluna alegando "amor".     Mas afinal em que mundo vivemos?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;J. Ricardo A. de Olivveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos em um mundo de exterioridades e consumismo, um mundo sem sentido.&lt;br /&gt;O objetivo hoje não é mais aprofundar-se, buscar o “Eu” que vive em cada um de nós, mas sim: TER, TER. TER, o maior número de coisas, amigos, influência, poder, e a lista vai se ampliando e enquanto cresce mostra o quanto não satisfaz e não traz felicidade.&lt;br /&gt;A vida é uma correria, não sobra tempo para cada um estar consigo mesmo, a TV, a internet, a balada, o show, e até mesmo as manifestações religiosas se transformaram em uma exterioridade só. Mega missas com artistas, cultos ultra faraônicos tudo com muita música e pouco silêncio. Muita gritaria e pouca reflexão.&lt;br /&gt;Neste mundo de correria e do consumismo tudo pode ser comprado, forjado, manipulado. Não importa o que eu tenho, mas o que o meu vizinho tem a mais do que eu. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ninguém sabe lidar com a frustração, com a tristeza, com a perda e a falta. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O mundo da filosofia e teologia da prosperidade: se não tenho é porque Deus não me ouve ou eu não estou rezando certo. Para tudo há uma oração, um canto ensaiadinho, uma gritaria do pastor ou do padre afirmando que um milagre vai acontecer na sua vida. O mundo do barulho tem pavor do silêncio, mas é no silêncio que se pode ouvir a voz da consciência, a voz de Deus, a voz do interior...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Os cartazes se multiplicam com a promessa de trazer de volta a pessoa amada em três dias, outro mais ousado promete em três horas... Não admira que alguns recorram à violência, quando ouvem uma negativa. E matam, como o professor de Brasilia, inconformado com sua namorada que resolveu voltar para o marido. &lt;br /&gt;O homem moderno tem medo do silêncio, não se acostumou a conviver consigo mesmo e quando se vê diante de uma situação que exige a &amp;nbsp;reflexão, paciência, resignação, aceitação, perdão e misericórdia, não suporta, mata ou &amp;nbsp;salta para fora da vida.&lt;br /&gt;Neste mundo barulhento e imediatista os seres humanos aprenderam que Deus está fora deles e muito distante e só se revela se for cortejado, bajulado.&lt;br /&gt;É fundamental encontrar o Deus que está no meio de nós, e que sussurra a nossos ouvidos incessantemente, mas para ouví-lo é preciso como diz o profeta G. Gil :”... ficar a sós, apagar a luz, calar a voz,encontrar a paz...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-5578211474847262042?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/5578211474847262042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/5578211474847262042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/10/varios-suicidios-na-upe-menino-de-10.html' title='Vários suicídios na UPE!                 Menino de 10 anos se suicida após balear professora!          Professor mata aluna alegando &quot;amor&quot;.     Mas afinal em que mundo vivemos?'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-3823061474927659777</id><published>2011-10-01T22:27:00.000-03:00</published><updated>2011-10-01T22:27:15.462-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>Cuidar do luto e das perdas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&amp;nbsp; Leonardo Boff&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pertencem, inexoravelmente, à condição humana, as perdas e o luto. Todos somos submetidos à férrea lei da entropia: tudo vai lentamente se desgastando; o corpo enfraquece, os anos deixam marcas, as doenças vão nos tirando irrefreavelmente nosso capital vital. Essa é a lei da vida que inclui a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há também rupturas que quebram esse fluir natural. São as perdas que significam eventos traumáticos como a traição do amigo, a perda do emprego, a perda da pessoa amada pelo divórcio ou pela morte repentina. Surge a tragédia, também parte da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Representa grande desafio pessoal trabalhar as perdas e alimentar a resiliência, vale dizer, o aprendizado com os choques existenciais e com as crises. Especialmente dolorosa é a vivência do luto, pois mostra todo o peso do Negativo. O luto, possui uma exigência intrínseca: ele cobra ser sofrido, atravessado e, por fim, superado &amp;nbsp;positivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos estudos especializados sobre o luto. Segundo o famoso casal alemão Kübler-Ross &amp;nbsp;há &amp;nbsp;vários passos &amp;nbsp;de sua vivência e superação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro é a&amp;nbsp;recusa: face ao fato paralisante, a pessoa, naturalmente, exclama:”não pode ser”; “ é mentira”. Irrompe o choro desconsolado que palavra nenhuma pode sustar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo passo é a&amp;nbsp;raiva&amp;nbsp;que se expressa:“por que exatamente comigo? Não é justo o que ocorreu”. É o momento em que a pessoa percebe os limites incontroláveis da vida e reluta em reconhecê-los. Não raro, ela se culpa pela perda, por não ter feito o que devia ou deixado de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro passo se caracteriza pela&amp;nbsp;depressão&amp;nbsp;e pelo vazio existencial. Fechamo-nos em nosso próprio casulo e nos apiedamos de nós mesmos. Resistimos a nos refazer. Aqui todo abraço caloroso e toda palavra de consolação, mesmo soando convencional, ganha um sentido insuspeitado. É o anseio da alma de ouvir que há sentido e que as estrelas-guias apenas se obscureceram e não desapareceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto é o&amp;nbsp;autofortalecimento&amp;nbsp;mediante uma espécie de&amp;nbsp;negociação&amp;nbsp;com a dor da perda: “não posso sucumbir nem afundar totalmente; preciso aguentar esta dilaceração, garantir meu trabalho e &amp;nbsp;cuidar de minha família”. &amp;nbsp;Um ponto de luz se anuncia no meio da noite escura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quinto se apresenta como uma&amp;nbsp;aceitação&amp;nbsp;resignada&amp;nbsp;e serena do fato incontornável. Acabamos por incorporar na trajetória de nossa existência essa ferida que deixa cicatrizes. Ninguém sai do luto como entrou. A pessoa amadurece forçosamente e se dá conta de que toda perda não precisa ser total; ela traz sempre algum ganho existencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O luto significa uma travessia dolorosa. Por isso precisa ser cuidado. Permito-me um exemplo autobiográfico que aclara melhor a necessidade de cuidar do luto. Em 1981 perdi uma irmã &amp;nbsp;com a qual tinha especial afinidade. Era a última das irmãs de 11 irmãos. Como professora, por volta das 10 horas, diante dos alunos, deu um imenso brado e caiu morta. Misteriosamente, aos 33 anos, rompera-se a aorta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos da família vindos de várias partes do pais, ficamos desorientados pelo choque fatal. Choramos copiosas lágrimas. Passamos dois dias vendo fotos e recordando, pesarosos, fatos engraçados da vida da irmãzinha querida. Eles puderam cuidar do luto e da perda. Eu tive que partir logo após para o Chile, onde tinha palestras para frades de todo o Cone Sul. Fui com o coração partido. Cada palestra era um exercício de auto-superação. Do Chile emendei para a Itália onde tinha palestras de renovação da vida religiosa para toda uma congregação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perda da irmã querida me atormentava como &amp;nbsp;um absurdo insuportável. &amp;nbsp;Comecei a desmaiar &amp;nbsp;duas a três vezes ao dia sem uma razão física manifesta. Tive que ser levado ao médico. Contei-lhe o drama que estava passando. Ele logo intuiu e disse: “você não enterrou ainda sua irmã nem guardou o luto necessário; enquanto não a sepultar e cuidar de seu luto, você não melhorará; algo de você morreu com ela e precisa ser ressuscitado”. Cancelei todos os demais programas. &amp;nbsp;No silêncio e na oração cuidei do luto. Na volta, num restaurante, enquanto lembrávamos a irmã querida meu irmão Clodovis e eu escrevemos num guardanapo de papel o que &amp;nbsp;colocamos no santinho de sua memória:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Foram trinta e três anos, como os anos da idade de Jesus/Anos de muito trabalho e sofrimento/Mas também de muito fruto/Ela carregava a dor dos outros/Em seu próprio coração, como resgate/Era límpida como a fonte da montanha/Amável e terna como a flor do campo/Teceu, ponto por ponto, e no silêncio/Um brocado precioso/Deixou dois pequenos, robustos e belos/E um marido, cheio de orgulho dela/Feliz você, Cláudia, pois o Senhor voltando/Te encontrou de pé, no trabalho/Lâmpada acesa/Foi então que caiste em seu regaço/Para o abraço infinito da Paz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre seus papéis encontramos a frase:”Há sempre um sentido de Deus em todos os eventos humanos: importa descobri-lo”. Até hoje estamos procurando esse sentido que somente na fé o suspeitamos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-3823061474927659777?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/3823061474927659777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/3823061474927659777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/10/cuidar-do-luto-e-das-perdas.html' title='Cuidar do luto e das perdas'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-5923697904746873375</id><published>2011-09-29T14:42:00.001-03:00</published><updated>2011-10-10T14:43:19.868-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Não precisamos de templos, somos o templo.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;J Ricardo A de Oliveira&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;Não precisamos de templos, somos o templo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;Não precisamos ficar repetindo orações, precisamos sim de ações, ora!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;A liturgia mais perfeita e que mais agrada a Deus é o ato de repartir, que começa com o gesto de Jesus partindo o pão e se repete no beijo que salva alguém do suicído, nos abraços dados sem que se olhe a quem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;No amor partilhado num olhar, num sorriso, numa palavra amiga a um desconhecido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;Assim como Deus cansou-se dos sacrifícios sangrentos ele também está cansado de todo o palavrório dito sem muita consciência, dos gestos mecânicos, da aparência piedosa que esconde um coração de pedra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;Jesus nos disse que toda a lei e toda a profecia se resumia em amar como ele nos ama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;volto a lembrar da canção, inspirada no salmo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;TU NÃO HABITAS EM TENDAS,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;NEM EM TEMPLOS FEITOS POR MÃOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;ETERNO, PERFEITO, PRINCÍPIO E FIM,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;ACIMA DAS RELIGIÕES.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;NÃO HÁ NADA NO CÉU, NA TERRA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;OU NO MAR, SEMELHANTE A TI, SENHOR.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;TUA IMAGEM ESTÁ REVELADA EM NÓS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;EXPRESSÃO DO TEU AMOR.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;INCOMPARÁ-AAA-VEL, SENHOR TU ÉS !&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/Gj53fXJbfjU/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Gj53fXJbfjU&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/Gj53fXJbfjU&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-5923697904746873375?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/5923697904746873375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/5923697904746873375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/09/nao-precisamos-de-templos-somos-o.html' title='Não precisamos de templos, somos o templo.'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-2744620626235110162</id><published>2011-09-25T23:16:00.001-03:00</published><updated>2011-10-03T21:10:36.622-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hans Küng'/><title type='text'>Entrevista com o teólogo suíço Hans Küng</title><content type='html'>&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Em entrevista, teólogo suiço fala sobre a ''putinização'' da Igreja católica&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Na quinta-feira, o papa Bento XVI chega à Alemanha para uma visita há muito esperada. O teólogo suíço proeminente&amp;nbsp;Hans Küng&amp;nbsp;explica à revista “Spiegel” por que a visita papal pouco fará para reverter a crise na Igreja e compara&amp;nbsp;Bento XVI&amp;nbsp;aVladimir Putin&amp;nbsp;na forma como centraliza o poder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;A entrevista, publicada pela revista semanal alemã&amp;nbsp;Der Spiegel, foi traduzida e reproduzida pelo&amp;nbsp;Portal Uol, 22-09-2011.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;EIs a entrevista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Professor Küng, o seu ex-colega de faculdade Joseph Ratzinger está vindo para a Alemanha nesta semana para uma visita de Estado. O senhor tem alguma audiência marcada com ele?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Não requisitei uma audiência. Estou fundamentalmente mais interessado em conversas do que em audiências.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Bento XVI ainda conversa com o senhor?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Após sua eleição como papa, ele me convidou a sua residência de verão, o&amp;nbsp;Castelo Gandolfo, onde tivemos uma&amp;nbsp;conversa amigável de quatro horas. Na época, eu esperava que aquele momento fosse o início de uma nova era de abertura. Mas essa esperança não foi realizada. De vez em quando, trocamos correspondências. As sanções contra mim – a suspensão de minha permissão para ensinar - ainda existem (nota do editor: o Vaticano revogou a permissão de&amp;nbsp;Küng&amp;nbsp;para ensinar teologia católica em 1979, após ele ter publicamente rejeitado o dogma da infalibilidade papal.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Quando foi a última vez que Bento lhe escreveu?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Por meio de seu secretário particular (Georg)&amp;nbsp;Gänswein, ele me agradeceu por enviar-lhe meu mais recente livro e me desejou boa sorte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Em seu polêmico livro, “Ist die Kirche noch zu retten” (a Igreja ainda pode ser salva?), que foi publicado no início do ano, o senhor critica duramente o papa por sua política anti-reformista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Acho muito gratificante que ele não tenha terminado nosso relacionamento pessoal, apesar de minhas críticas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Muitos católicos acham que a Igreja está em um estado desolado. O abafamento dos casos de abuso sexual de crianças por padres levou muitos fiéis a se afastarem da Igreja. O que está errado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Como você está dando uma descrição simples, darei uma resposta simples. O predecessor de Ratzinger,&amp;nbsp;João Paulo II, lançou um programa de restauração política e eclesiástica que ia contra as intenções do Concílio Vaticano II. Ele queria uma re-cristianização da Europa. E&amp;nbsp;Ratzinger&amp;nbsp;foi seu assistente mais leal, até mesmo no início. Poderíamos chamar de período de restauração do regime pré-conciliar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Por que esses problemas estão emergindo subitamente, 50 anos após o Vaticano II, que ocorreu entre 1962 e 1965?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Os problemas vêm cozinhando na Igreja há algum tempo, como revelou o acobertamento de décadas de abuso sexual. Em algum ponto, o problema dos abusos no mundo todo não pôde mais ser negado. Mas essa não é a única coisa que a hierarquia católica esconde. Ela esconde também as condições lastimáveis da Igreja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;O que o senhor quer dizer com isso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Ou seja, que a vida da Igreja no nível da paróquia praticamente desintegrou-se em muitos países. Em 2010, pela primeira vez, houve mais pessoas deixando a Igreja do que sendo batizadas na Alemanha. Desde o Concílio, perdemos dezenas de milhares de padres. Centenas de paróquias estão sem pastores, e as ordens masculinas e femininas estão morrendo porque não conseguem noviços. O número de pessoas participando das missas está caindo gradativamente. Mas a hierarquia da Igreja não teve coragem de admitir, honesta e francamente, a verdadeira situação. Fico me perguntando aonde isso vai dar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Quando o papa vem para a Alemanha, dezenas de milhares de pessoas vão recebê-lo em grandes eventos. Os líderes da Igreja não vão interpretar isso exatamente como sintoma de crise.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Eu não teria nada contra tais eventos se eles verdadeiramente ajudassem a Igreja local. Mas há uma enorme discrepância entre a fachada, que agora está sendo erguida novamente para a visita papal à Alemanha, e a realidade. Cria a impressão que esta é uma igreja poderosa e saudável. Certamente é poderosa, mas saudável? Sabemos agora que esses eventos não fazem quase nada pelas paróquias locais. Eles não levam mais pessoas às missas; não inspiram mais pessoas a se tornarem padres ou menos pessoas deixarem a Igreja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Ainda assim, cerca de 70.000 pessoas são esperadas na missa no Estádio Olímpico de Berlim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Não são todos fiéis; a multidão inclui muitos curiosos. Os fiéis que participarão são, na maior parte, católicos conservadores sem interesse em reformas. Há também fãs beneditinos notórios e histéricos que sempre estão presentes nos principais eventos papais. A maior parte deles são recrutados de grupos estritamente conservadores. Para muitas pessoas, o papa ainda é, até certo ponto, um exemplo de comportamento e de força moral, apesar de outros acharem que este aspecto sofreu gravemente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;O senhor também critica a visita do papa ao parlamento alemão, o Bundestag? Vários políticos da oposição disseram que vão boicotar o discurso dele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Eu não faço objeções à visita. Mas eu espero que os políticos que vão recebê-lo deixem claro que há católicos na Alemanha que discordam com as atuais posições papais. De acordo com pesquisas conduzidas nesta primavera, 80% dos alemães querem reformas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Mas será que os outros grupos –inclusive grupos políticos- não se distanciaram tanto que chegam ao ponto de não darem a mínima sobre as condições na Igreja Católica?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Somente quando não estão pensando nos eleitores. Os eleitores se tornaram muito sensíveis neste quesito. As pessoas estão prestando muita atenção ao que o presidente do Bundestag,&amp;nbsp;Norbert Lammert, católico corajoso e forte, dirá ao papa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;O que o senhor está dizendo parece muito pessimista. Será que, como pergunta o título de seu livro, é tarde demais para salvar a Igreja?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Em minha opinião, a Igreja Católica como comunidade de fé será preservada, mas apenas se abandonar o sistema do regime romano. Conseguimos nos virar sem esse sistema absolutista por 1.000 anos. Os problemas começaram no século XI, quando os papas afirmaram seu controle absoluto sobre a Igreja, aplicando uma forma de clericalismo que privou a laicidade de todo poder. A regra do celibato também vem dessa era.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Em entrevista à respeitada revista alemã “Die Zeit”, o senhor criticou duramente o papa Bento, dizendo que nem o rei Luis XIV foi um líder tão autocrático quanto o líder da Igreja católica, com seu estilo absolutista de governo. Bento XVI poderia de fato mudar o sistema romano, se quisesse?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;É verdade que esse absolutismo é um elemento essencial do sistema romano. Mas nunca foi um elemento essencial da Igreja Católica. O&amp;nbsp;Concílio Vaticano II&amp;nbsp;fez tudo para se afastar dele, mas infelizmente não foi suficiente. Ninguém ousou criticar o papa diretamente, mas houve uma ênfase no relacionamento colegial do papa com os bispos, criado para reintegrá-lo na comunidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;E teve sucesso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Não diria que sim. A falta de vergonha com a qual a política do Vaticano simplesmente calou e negligenciou o conceito de colegiado desde então é sem precedentes. Um culto à personalidade sem paralelos prevalece novamente hoje, que contradiz todo o Novo Testamento. Neste sentido, pode-se afirmar isso muito claramente.&amp;nbsp;Bento XVI&amp;nbsp;até aceitou a tiara, uma coroa papal, símbolo medieval do poder papal absoluto, que um papa anterior,&amp;nbsp;Paulo VI, escolheu entregar. Acho isso revoltante. Ele poderia mudar isso tudo da noite para o dia, se quisesse.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Mas ele não quer?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Não quer. Estou absolutamente convencido disso, porque ele tem a autoridade necessária. Ele meramente teria que fazer uso dela, no espírito do Evangelho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;O senhor não quer apenas reduzir o poder do papa. O senhor também está pedindo um fim ao celibato; o senhor quer que as mulheres sejam ordenadas e que a Igreja suspenda sua proibição de controle de natalidade. Os católicos leais ao papa dizem que esses elementos fazem parte dos valores centrais da Igreja Católica. Se o senhor retirar isso, o que restará da Igreja Católica?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;O que restará será a mesma Igreja Católica que costumava existir – e que era melhor. Não estou dizendo que o papado deva ser abolido. Mas precisamos de escritórios que sirvam às congregações, precisamos do tipo de papado que era praticado por João XXIII. Ele não queria dominar. De fato, ele simplesmente demonstrava que estava lá disponível para todos, inclusive outras igrejas. Ele estabeleceu a base para o Concílio e um novo despertar do cristianismo ecumênico. Ele permitiu o surgimento de uma nova igreja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Muitos na Igreja Católica dizem que, se todas as reformas que o senhor propõe fossem implementadas, a Igreja ficaria mais Protestante e abandonaria sua natureza Católica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;A Igreja sem dúvida se tornaria mais protestante. Mas sempre preservaremos nossa natureza única. Nossa forma global de pensar, nossa universalidade nos diferenciam de certa estreiteza nas igrejas regionais Protestantes. Isso deve continuar, assim como o escritório (do papa) deve ser preservado. Mas se tudo for concentrado no escritório, vamos terminar com um vigário medieval, um príncipe-bispo e o papa como absoluto monarca, que simultaneamente personifica o executivo, o legislativo e o judiciário –em contradição com a democracia moderna e o Evangelho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;O senhor e Bento XVI estão em caminhos diferentes. O senhor quer reformar a Igreja para mantê-la viva. E o papa está tentando selar a Igreja do mundo externo e cada vez mais restringi-la a seu centro conservador, que poderia sobreviver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;De fato. No passado, o sistema romano foi comparado com o sistema comunista, no qual uma pessoa mandava. Hoje, eu me pergunto se não estamos talvez na fase de “Putinização” da Igreja Católica. É claro que não quero comparar o Santo Padre, como pessoa, ao profano estadista russo. Mas há muitas similaridades estruturais e políticas.Putin&amp;nbsp;também herdou um legado de reformas democráticas. Mas ele fez tudo o que pôde para revertê-las. Na Igreja, tivemos o Conselho que iniciou a renovação e a compreensão ecumênica. Nem os pessimistas teriam imaginado que tais retrocessos seriam possíveis depois disso. A política de restauração do papa polonês, a partir dos anos 80, tornou possível para o diretor da altamente sigilosa Congregação da Doutrina da Fé, que era conhecida como Congregação da Inquisição Romana e Universal - e ainda é uma inquisição, apesar do novo nome - a ser eleito papa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Essa é uma comparação audaciosa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Não deve ser tirada de suas proporções, é claro. Infelizmente, mesmo que admitamos as coisas positivas, os desdobramentos negativos que estão ocorrendo não podem ser negligenciados. Praticamente falando, tanto&amp;nbsp;Ratzinger&amp;nbsp;quanto&amp;nbsp;Putin&amp;nbsp;colocaram seus antigos associados em posições chave e colocaram de lado aqueles que eles não gostavam. É possível traçar outros paralelos: o enfraquecimento do parlamento russo e do Sínodo dos Bispos do Vaticano; a degradação dos governadores provincianos russos e dos bispos católicos, que faz deles meros cumpridores de ordens; uma “nomenclatura” conformista e uma resistência a verdadeiras reformas. Ratzinger promoveu seu assistente dos tempos de diretor do CDF a cardeal secretário de Estado, o que o torna vice do papa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;E o que há de errado nisso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;O fato que, sob o papa alemão, uma pequena claque de seguidores, primariamente italiana, sem simpatia alguma pelos pedidos de reforma, subiu ao poder. Eles em parte são responsáveis pela estagnação que abafa toda tentativa de modernização do sistema da Igreja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;O que as condições no Vaticano têm a ver com o estado da Igreja na Alemanha?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Um enorme sistema de política de poder está por trás de toda a amabilidade romana, as demonstrações litúrgicas de esplendor e de pseudo-Estado. O Vaticano controla a nomeação de bispos e de professores de teologia, somente permitindo os que se conformam com suas políticas a obterem essas posições. Seus núncios monitoram as conferências dos bispos e constantemente enviam relatórios à sede. Os dedos-duros voltaram neste sistema. Todo pastor reformista na Alemanha, todo bispo, deve temer ser denunciado em Roma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Qual é o papel do cardeal de Colônia, Joachim Meisner, famoso linha dura, nessa luta pelo poder dentro da Igreja?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;É um segredo aberto que a Conferência Nacional dos Bispos da Alemanha está cada vez mais sob influência de&amp;nbsp;Meisner, o que alguns não pensavam ser possível. Acontece que&amp;nbsp;Meisner&amp;nbsp;tem uma linha direta com o centro de poder romano. Seu séquito inclui jovens bispos como&amp;nbsp;Franz-Peter Tebartz-van Elst&amp;nbsp;de Limburg. O novo arcebispo em Berlim,&amp;nbsp;Rainer Woelki&amp;nbsp;também é protegido de Meisner. Está havendo uma tentativa de obter o controle das posições mais estrategicamente importantes. Estão fazendo todo o possível para fortalecer o sistema de dominação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Seu prognóstico é sombrio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&amp;nbsp;Acho muito importante que não afundemos em pessimismo. Mas meu diagnóstico mostrou que a Igreja está doente, e é a doença do sistema romano. Sob essas circunstâncias, não posso simplesmente me comportar como um médico ineficaz e dizer que tudo vai ficar bem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Qual seria o tratamento?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;A base deve reunir forças e se fazer ouvir, para que o sistema não possa mais driblá-la. Eu apresentei uma lista ampla de medidas em meu livro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Mais de um ano atrás, o senhor escreveu uma carta aberta a todos os bispos do mundo, na qual o senhor ofereceu uma explicação detalhada de suas críticas ao papa e ao sistema romano. Qual foi a resposta?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Há cerca de 5.000 bispos no mundo, mas nenhum deles ousou comentar publicamente. Isso claramente mostra que algo não está certo. Mas se você conversa com os bispos individualmente, muitas vezes você ouve: “O que o senhor descreve é fundamentalmente verdade, mas nada pode ser feito”. Seria maravilhoso se um bispo proeminente dissesse: “Isso não pode continuar assim. Não podemos sacrificar toda a Igreja para agradar os burocratas romanos”. Mas até agora ninguém teve coragem de fazer isso. A situação ideal, em minha opinião, seria uma coalizão de teólogos reformistas, pessoas laicas e pastores abertos à reforma, e bispos preparados a apoiar a reforma. É claro que entrariam em conflito com Roma, mas eles teriam que aguentar isso, em um espírito de lealdade crítica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Foi isso que levou à Reforma 500 anos atrás. Mas na época, o sistema romano foi incapaz de entender críticas de dentro de suas fileiras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Após 500 anos, estamos surpresos que os papas e bispos de então não tenham compreendido que uma reforma era necessária.&amp;nbsp;Lutero&amp;nbsp;não queria dividir a Igreja, mas o papa e os bispos foram cegos. Parece que uma situação similar se aplica hoje.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Outro concílio como o Vaticano II ajudaria a Igreja?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Espero que haja um concílio, ou ao menos uma assembleia representativa da Igreja Católica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;O senhor acredita que vai viver para ver tal concílio?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;Não se deve estabelecer limites para a graça de Deus. Certamente seria um sinal de esperança se o papa anunciasse, durante sua visita à Alemanha: “Apesar de eu não concordar com esses pedidos de reforma, como papa alemão, quero trazer algo como presente: no futuro, aqueles que se divorciarem e os que voltarem a se casar terão permissão de receber os sacramentos católicos”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;amp;Itemid=18&amp;amp;task=detalhe&amp;amp;id=47653"&gt;http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;amp;Itemid=18&amp;amp;task=detalhe&amp;amp;id=47653&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-2744620626235110162?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/2744620626235110162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/2744620626235110162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/09/em-entrevista-com-o-teologo-suico-hans.html' title='Entrevista com o teólogo suíço Hans Küng'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-9034576895610334530</id><published>2011-09-21T07:59:00.000-03:00</published><updated>2011-09-21T07:59:16.214-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>Precisamos de muita Coragem</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Leonardo Boff&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 14 de setembro último, celebrou 90 anos de idade uma das figuras religiosas brasileiras mais importantes do século XX: o Cardeal Paulo Evaristo Arns. Voltando da Sorbonne, foi meu professor quando ainda andava de calça curta em Agudos-SP e depois, em Petrópolis-RJ, já frade, como professor de Liturgia e da teologia dos Padres da Igreja antiga. Obrigava-nos a lê-los nas linguas originais em grego e latim, o que me infundiu um amor entranhado pelos clássicos do pensamento cristão. Depois foi eleito bispo auxiliar de São Paulo. Para protegê-lo porque defendia os direitos humanos e denunciava, sob risco de vida, as torturas a prisioneiros políticos nas masmorras dos órgãos de repressão, o Papa Paulo VI o fez Cardeal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora profético mas manso como um São Francisco, sempre manteve a dimensão de esperança mesmo no meio da noite de chumbo da ditadura militar. Todos os que o encontravam podiam, infalivelmente,&amp;nbsp;ouvir como eu ouvi, esta palavra forte e firme: “coragem, em frente, de esperança em esperança”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coragem, eis uma virtude urgente para os dias de hoje. Gosto de buscar na sabedoria dos povos originários o sentido mais profundo dos valores humanos. Assim que na reunião da Carta da Terra em Haia em 29 de junho de 2010, onde atuava ativamente sempre junto com Mercedes Sosa enquanto esta ainda vivia, perguntei à Pauline Tangiora, anciã da tribo Maori da Nova Zelândia qual era para ela a virtude mais importante. Para minha surpresa ela disse:”é a coragem”. Eu lhe perguntei: “por que, exatamente, a coragem?” Respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Nós precisamos de coragem para nos levantar em favor do direito, onde reina a injustiça. Sem a coragem você não pode galgar nenhuma montanha; sem coragem nunca poderá chegar ao fundo de sua alma. Para enfrentar o sofrimento você precisa de coragem; só com coragem você &amp;nbsp;pode estender a mão ao caído e levantá-lo. Precisamos de coragem para gerar filhos e filhas para este mundo. Para encontrar a coragem necessária precisamos nos ligar ao Criador. É Ele que suscita em nós coragem em favor da justiça”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é essa coragem que o Cardeal Arns sempre infundiu em todos os que, bravamente, se opunham aos que nos seqüestraram a democracia, prendiam, torturavam e assassinavam em nome do Estado de Segurança Nacional (na verdade, da segurança do Capital).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acrescentaria: hoje precisamos de coragem para denunciar as ilusões do sistema neoliberal, cujas teses foram rigorosamente refutadas pelos fatos; coragem para reconhecer que não vamos ao encontro do aquecimento global mas que já estamos dentro dele; coragem para mostrar os nexos causais entre os inegáveis eventos extremos, conseqüências deste aquecimento; coragem para revelar que Gaia está buscando o equilíbrio perdido que pode implicar a eliminação de milhares de espécies e, se não cuidarmos, de nossa própria; coragem para acusar a irresponsabilidade dos tomadores de decisões que continuam ainda com o sonho vão e perigoso de continuar a crescer e a crescer, extraindo da Terra, bens e serviços que ela já não pode mais repor e por isso se debilita dia a dia; coragem para reconhecer que a recusa de mudar de paradigma de relação para com a Terra e de modo de produção pode nos levar, irrefreavelmente, a um caminho sem retorno e destarte comprometer perigosamente nossa civilização; coragem para fazer a opção pelos pobres contra sua pobreza e em favor da vida e da justiça, como o fazem a Igreja da libertação e Dom Paulo Evaristo Arns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de coragem para sustentar que a civilização ocidental está em declínio fatal, sem capacidade de oferecer uma alternativa para o &amp;nbsp;processo de mundialização; coragem para reconhecer a ilusão das estratégias do Vaticano para resgatar a visibilidade perdida da Igreja e as falácias das igrejas mediáticas que rebaixam a mensagem de Jesus a um sedativo barato para alienar as consciências da realidade dos pobres, num processo vergonhoso de infantilização dos fiéis; coragem para anunciar que uma humanidade que chegou a perceber Deus no universo, portadora de consciência e de responsabilidade, pode ainda resgatar a vitalidade da Mãe Terra e salvar o nosso ensaio civilizatório; coragem para afirmar que, tirando e somando tudo, a vida tem mais futuro que a morte e que um pequeno raio de luz é mais potente que todos as trevas de uma noite escura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para anunciar e denunciar tudo isso, como fazia o Cardeal Arns e a indígena maori Pauline Tangiori, precisamos de coragem e de muita coragem.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-9034576895610334530?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/9034576895610334530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/9034576895610334530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/09/precisamos-de-muita-coragem.html' title='Precisamos de muita Coragem'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-6535297794392106750</id><published>2011-09-11T14:46:00.001-03:00</published><updated>2011-09-11T14:48:42.155-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>O que motivou o 11 de Setembro?</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Cambria;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Cambria;"&gt;&lt;b style="font-size: small;"&gt;Leonardo Boff&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém precisa ser desumano para não condenar os ataques de 11 de setembro contra as Torres Gémeas e o Pentágono por parte da al-Qaeda e cruel ao não mostrar solidariedade para com as mais de três mil vítimas do ato terrorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isto, precisamos ir mais fundo na questão e nos perguntar: por que aconteceu este atentado minuciosamente premeditado? As coisas não acontecem simplesmente porque alguns tresloucados se enchem de ódio e cometem tais crimes contra seus desafetos políticos. Deve haver causas mais profundas que a persistir continuarão alimentar o terrorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se olharmos a história de mais de um século, nos damos conta de que o Ocidente como um todo e particularmente os EUA humilharam os países muçulmanos do Oriente Médio. Controlaram os governos, tomaram-lhe o petróleo e montaram imensas bases militares. Deixaram atrás de si muita amargura e raiva, caldo cultural para a vingança e o terrorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terrível do terrorismo é que ele ocupa as mentes. Nas guerras e guerrilhas precisa-se ocupar o espaço físico para efetivamente triunfar. No terror não. Basta ocupar as mentes, distorcer o imaginário e introjetar medo. Os norte-americanos ocuparam fisicamente o Afeganistão dos talibãs e o Iraque. Mas os talibãs ocuparam psicologicamente as mentes dos norte-americanos. Infelizmente se realizou a profecia de bin Laden, feita a 8 de outubro de 2002:”os EUA nunca mais terão segurança, nunca mais terão paz”. Hoje o pais é refém do medo difuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não deixar a impressão de que seja anti-norteamericano, transcrevo aqui parte da advertencia do bispo de Melbourne Beach na Florida, Robert Bowman, que antes fora piloto de caças militares e realizara 101 missões de combate na guerra no Vietnã. Endereçou uma carta aberta ao então presidente Bill Clinton que ordenara o bombardeio de Nairobi e Dar es-Salam onde as embaixadas norte-americanas haviam sido atacadas pelo terrorismo. Seu conteúdo se aplica também a Bush que levou a guerra ao Afeganistão e ao Iraque e continuada por Obama. A carta ainda atual foi publicada no católicoNational Catholic Reporter&amp;nbsp;de 2 de outubro de l998 sob o título:”Por que os EUA são odiados?”(Why the US is hated?) &amp;nbsp;tem esse teor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Senhor disse que somos alvos de ataques porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Um absurdo! Somos alvo de terroristas porque, em boa parte no mundo, nosso Governo defende a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos de terroristas porque nos odeiam. E nos odeiam porque nosso Governo faz coisas odiosas. Em quantos países agentes de nosso Governo destituíram líderes escolhidos pelo povo trocando-os por ditaduras militares fantoches, que queriam vender seu povo para sociedades multinacionais norte-americanas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos isso no Irã, no Chile e no Vietnã, na Nicarágua e no resto das repúblicas “das bananas” da América Latina. País após país, nosso Governo se opôs à democracia, sufocou a liberdade e violou os direitos do ser humano. Essa é a causa pela qual nos odeiam em todo o mundo. Essa é a razão de sermos alvos dos terroristas.&lt;br /&gt;Em vez de enviar nossos filhos e filhas pelo mundo inteiro para matar árabes e, assim, termos o petróleo que há sob sua terra, deveríamos enviá-los para reconstruir sua infra-estrutura, beneficiá-los com água potável e alimentar as crianças em perigo de morrer de fome. Essa é a verdade, senhor Presidente. Isso é o que o povo norte-americano deve compreender.”&lt;br /&gt;A resposta acertada, não foi combater terror com terror à la Bush, mas com solidariedade. Membros das vitimas das Torres Gêmeas foram ao Afeganistão para fundar associações de ajuda e permitir que o povo saisse da miséria. É por essa humanidade que se anulam as causas que levam ao terrorismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-6535297794392106750?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/6535297794392106750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/6535297794392106750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/09/o-que-motivou-o-11-de-setembro.html' title='O que motivou o 11 de Setembro?'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-3682045735704458729</id><published>2011-09-09T22:16:00.000-03:00</published><updated>2011-09-09T22:16:17.644-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja Católica Apostólica  Romanan'/><title type='text'>Não tenho mais estes sonhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Júlio&amp;nbsp;Lázaro Torma&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div&gt;Olhando o caminhar da Igreja nos últimos anos, quero dizer, que já não tenho&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;mais ilusão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;ou sonho de que a Igreja um dia volte a ser aquela Igreja&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;despoja da&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;de fato de bens materiais, poderes temporais e de&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;pompas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquela Igreja sonhada e desejada por um autentico cristão que foi o Papa João&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;XXIII&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, que convocou o Concilio Vaticano&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;II&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;,&lt;span&gt;que deseja uma Igreja aberta e&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;sensível&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;aos&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;anseios&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;sofrimentos dos homens e mulheres de nosso tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;Sou e vivi o&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;chamad&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;apagar das luzes e o fim&amp;nbsp; da primavera das renovações conciliares iniciadas pelos papas João&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;XXIII&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;e Paulo VI e que no Brasil teve bispos proféticos como D.&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Helder&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;Câmara, D.&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Luciano&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;Mendes de Almeida e D.&lt;span&gt;&lt;span&gt;Ivo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Aloisio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Lorscheiter&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;e o D.&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Jayme&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Chemello&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;o nosso bispo&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;emérito&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;de&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Pelotas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;(&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;RS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; Nos meus tempos de juventude, sonhei, em ver a Igreja aberta e&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;sensível&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;ao grito, clamor dos pobres e deserdados, que busca-se um diálogo e uma nova linguagem para falar de fato humilde e que abandona-se o discurso&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;elitista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; Que resgata-se&amp;nbsp; aquele amor inicial das primeiras comunidades cristãs, que fosse como falava no Primeiro Testamento os profetas e principalmente o Profeta&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Oséias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;( Os 2,16-25), de ir ao deserto, ao verdadeiro amor.E voltar a ser e a viverem como nas primeiras comunidades, onde os cristãos partilhavam o pão e viviam em uma só alma e um só coração, onde todos se sentiam de fato como irmãos(&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;At&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;2,42-47;4,32-35), onde não existe a vergonha de pregar e viver o Evangelho(&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Rm&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;1, 16).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; Mas como escrevia São Jerônimo( 340-420), das grutas de Belém, ao ver bispos nas casas dos nobres de Roma:&lt;br /&gt;&amp;nbsp; " Agora os Bispos passam as tardes tomando chá e comendo biscoitos nas vilas das&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;madames&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; Ao longo da História da Igreja houve homens e mulheres que queriam e lutaram para que a igreja retornasse ao seu verdadeiro amor e que&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;fizes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;se a experiência do deserto.Foi com os monges do deserto como Santo Antão de Alexandria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; Com os Santos Padres da&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Patrística&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;e depois com a reforma&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;empreendida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;por São Bernardo de&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Claravel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;e o Mosteiro de&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Cluny&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, bem como as ordens&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;mendigantes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;do século&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;XIII&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, que queriam seguir o Evangelho de Jesus&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;radicalmente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, no meio dos mais pobres. SEGUIR&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;NU&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;O CRISTO&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;NU&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;E DESPOJADO.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; Ser de fato uma Igreja&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;desvencilhado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;de todo o poder temporal e de uma linguagem&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;elitista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;na qual a hierarquia e os agentes de&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;pastoral&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;,catequistas e coordenadores de comunidades e membros de associações e movimentos&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;eclesiais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;temos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; Onde parece que queremos alcançar as elites, aqueles que&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;mantém&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;todo o poder terreno nas mãos e esquecemos de fato os mais pobres, os deserdados da terra, os prediletos de Jesus Cristo.Aqueles em que Deus feito homem assumiu a sua condição na pessoa de Jesus de&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Nazaré&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; Olhando o afastamento da Igreja de CRISTO, do amor ao seu amado, do seu primeiro amor, que deveria ser incondicional.Me vem o conselho de um agente de&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;pastoral&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;de etnia guarani, que comentava comigo, sobre os últimos&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;aconteceimentos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;na Igreja Católica e o isolamento dela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; " Sabes, que não me preocupo com o que está acontecendo dentro da Igreja, com estes&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;span&gt;escandalos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, vivo a minha fé".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; Olhando, a Igreja e os rumos em que ela está seguindo não tenho mais estes sonhos de um dia ver a Igreja voltar ao seu primeiro Amor.De se reformar e ser de Fato&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&amp;nbsp;" SACRAMENTO DA SALVAÇÃO&lt;/span&gt;", PARA TODO O SER HUMANO.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; Quero viver o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo em minha vida pessoal, mas não tenho a ilusão de que as mudanças na vida da Igreja virá de cima da hierarquia ou da&amp;nbsp;&lt;span&gt;Curia&lt;/span&gt;&amp;nbsp;Romana.Mas deve começar das bases&amp;nbsp;&lt;span&gt;apartir&lt;/span&gt;&amp;nbsp;de cada um de nos.Pois a Igreja é&amp;nbsp;&lt;span&gt;irreformavel&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 14px;"&gt;&lt;span&gt;____________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-3682045735704458729?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/3682045735704458729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/3682045735704458729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/09/nao-tenho-mais-estes-sonhos.html' title='Não tenho mais estes sonhos'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-2008730343180689942</id><published>2011-08-24T08:10:00.006-03:00</published><updated>2011-09-09T23:46:53.049-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ivone Gebara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja Católica Apostólica  Romanan'/><title type='text'>O aborto perdoado em Madri</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dois pesos e duas medidas: o aborto perdoado em Madri&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;  &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Ivone Gebara*&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É com muito constrangimento que muitas mulheres católicas leram a notícia publicada em vários jornais nesse último final de semana de que a Arquidiocese de Madri com aprovação papal autorizou a concessão do perdão e indulgência plenária às mulheres que confessarem o aborto por ocasião da visita do papa. A impressão que tivemos é que o papa, o Vaticano e alguns bispos gostam de brincadeiras de mau gosto com as mulheres. Não sabemos em que mundo esses homens vivem, quem pensam que são e quem pensam que somos!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Primeiro, concedem o perdão a quem pode viajar para assistir a missa do papa e passar pelo "confessionódromo” ou pelo conjunto de duzentos confessionários brancos instalados numa grande Praça pública de Madri chamada "Parque do Retiro”. O perdão deste "pecado” tem local, dia e hora marcada. Custa apenas uma viagem a Madri para estar diante do papa! Quem não faria o esforço para tão grande privilégio? Basta ter dinheiro para viajar e pagar a estadia em algum hotel de Madri que o perdão poderá ser alcançado. Por isso, nos perguntamos: que alianças a prática do perdão na Igreja tem com o capitalismo atual? Como se pode viver tal reducionismo teológico e existencial? Quem está tirando benefícios com esse comportamento?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Segundo, têm o desplante de afirmar que o perdão deste "crime hediondo” como eles costumam afirmar, é dado apenas por ocasião da visita do papa para que nessa mesma ocasião as fiéis pecadoras obtenham "os frutos da divina graça”, confessando o seu pecado. Como entender que uma falta é perdoada apenas quando a autoridade máxima está presente? Não estariam reforçando o velho e decadente modelo imperial do papado? Quando o Imperador está presente tudo é possível até mesmo a expressão da contradição em seu sistema penal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não quero retomar os argumentos que muitas de nós mulheres sensíveis às nossas próprias dores temos repetido ao longo de muitos anos numa breve reflexão como esta. Mas esse acontecimento papal madrilenho, infelizmente, só mostra mais uma vez, um lado ainda bastante vivo no Vaticano, ou seja, o lado das querelas medievais em que questões absolutamente sem peso na vida humana eram discutidas. E mais, demonstra desconhecer as dores femininas, desconhecer os dramas que situações de violência provocam em nossos corpos e corações. Ao conceder o perdão ao "crime” do aborto na linguagem que sempre usaram, de forma elitista revelam o rosto ambíguo da instituição religiosa capaz de ceder ao aparato triunfalista quando sua credibilidade está em jogo. Podem abençoar tropas para matar inocentes, enviar sacerdotes como capelães militares em guerras sempre sujas, fazer afirmações públicas em defesa da instituição condenando pobres e oprimidas, abrir exceções à regra de seus comportamentos para atrair jovens alienados dos grandes problemas do mundo ao rebanho do Papa. A lista dos usos e costumes transgressores de suas próprias leis é enorme...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por que reduzir a vida cristã a pão e circo? Por que dar um espetáculo de magnanimidade em meio à corrupção dos costumes? Por que criar ilusões sobre o perdão quando o dia a dia das mulheres é cheio de perseguições e proibições às suas escolhas e competências?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Somos convidadas/os a pensar no aspecto nefasto da posição do papa e dos bispos que se aliaram a ele. O papa não concedeu perdão e indulgência total ou plena "urbe et orbe”, isto é, para todas as mulheres que fizeram aborto, mas apenas àquelas que se confessaram naquele momento preciso e por ocasião da visita do papa à Espanha. Não é mais uma vez a utilização das consciências especialmente das mulheres para fins de expansionismo de seu modelo perverso de bondade? Não é mais uma vez abrir concessões obedecendo a uma lógica autoritária que quer restaurar os antigos privilégios da Igreja em alguns países europeus? Não é uma forma de querer comprar as mulheres confundindo-as diante da pretensa magnanimidade dos hierarcas?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Será que as autoridades constituídas na Igreja Católica e de outras Igrejas são ainda cristãs? São ainda seguidoras dos valores éticos humanistas que norteiam o respeito a todas as vidas e em especial à vida das mulheres?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Creio que mais uma vez somos convocadas/os a expressar publicamente nosso sentimento de repúdio à utilização da vida de tantas mulheres como pretexto de magnanimidade do coração papal. Somos convidadas/os a tornar pública a corrupção dos costumes em todas as nossas instituições inclusive naquelas que representam publicamente nossas crenças religiosas. Somos convidadas/os a ser o corpo visível de nossas crenças e opções.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Fazendo isso, não somos melhores do que ninguém. Somos todas pecadoras e pecadores capazes de ferir uns aos outros, capazes de hipocrisia e mentira, de crueldade e crueldade refinada. Mas, também somos capazes de dividir nosso pão, de acolher a abandonada, de cobrir o nu, de visitar o prisioneiro, de chamar Herodes de raposa. Somos essa mistura, expressão de nosso eu, de nossos deuses, dos espinhos em nossa carne convidando-nos e convocando-nos a viver para além das fachadas atrás das quais gostamos de nos esconder.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;21 de agosto de 2011.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black; font-family: Times;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;amp;cod=59490" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #0000cc;"&gt;http://www.adital.com.br/site/&lt;/span&gt;&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;amp;cod=59490" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #0000cc;"&gt;noticia.asp?lang=PT&amp;amp;cod=59490&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: x-large; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;*&amp;nbsp;A teóloga Ivone Gebara é doutora em Filosofia pela Universidade Católica de São Paulo e em Ciências Religiosas pela Universidade Católica de Louvaina, na Bélgica.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-2008730343180689942?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/2008730343180689942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/2008730343180689942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/08/o-aborto-perdoado-em-madri.html' title='O aborto perdoado em Madri'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-1676552204025559663</id><published>2011-08-23T21:20:00.003-03:00</published><updated>2011-09-09T23:49:34.182-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>A  falta que o respeito faz</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Leonado Boff&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A cultura moderna, desde os seus albores no século XVI, está assentada sobre uma brutal falta de respeito. Primeiro, para com a natureza, tratada como um torturador trata a sua vítima com o propósito de arrancar-lhe todos os segredos(Bacon). Depois, para com as populações originárias da América Latina. Em sua “Brevíssima Relação da Destruição das Indias”(1562) conta Bartolomé de las Casas, como testemunho ocular, que os espanhóis “em apenas 48 anos ocuparam uma extensão maior que o comprimento e a largura de toda a Europa, e uma parte da Ásia, roubando e usurpando tudo com crueldade, injustiça e tirania, havendo sido mortas e destruídas vinte milhões de almas de um país que tínhamos visto cheio de gente e de gente tão humana”(Décima Réplica). Em seguida, escravizou milhões de africanos trazidos para as Américas e negociados como “peças” no mercado e consumidos como carvão na produção.&lt;br /&gt;Seria longa a ladainha dos desrespeitos de nossa cultura, culminando nos campos de extermínio nazista de milhões de judeus, de ciganos e de outros considerados inferiores.&lt;br /&gt;Sabemos que uma &amp;nbsp;sociedade &amp;nbsp;só se constrói e dá um salto para relações minimamente humanas quando instaura o respeito de uns para com os outros. O respeito, como o mostrou bem Winnicott, nasce no seio da família, especialmente da figura do pai, responsável pela passagem do mundo do eu para o mundo dos outros que emergem como o primeiro limite a ser respeitado. Um dos critérios de uma cultura é o grau de respeito e de autolimitação que seus membros se impõem e observam. Surge, então, &amp;nbsp;a justa medida, sinônimo de justiça. &amp;nbsp;Rompidos os limites, vigora o desrespeito e &amp;nbsp;a imposição sobre os demais. Respeito supõe reconhecer o outro como outro e seu valor intrínseco seja pessoas ou qualquer outro ser.&lt;br /&gt;Dentre as muitas crises atuais, a falta generalizada de respeito é seguramente uma das mais graves. O desrespeito campeia em todas as instâncias da vida individual, familiar, social e internacional. Por esta razão, o pensador búlgaro-francês Tzvetan Todorov em seu recente livro “O medo dos bárbaros”(Vozes 2010) adverte que se não superarmos o medo &amp;nbsp;&amp;nbsp;e o ressentimento e não assumirmos &amp;nbsp;a responsabilidade coletiva e o respeito universal não teremos como proteger nosso frágil planeta &amp;nbsp;e a vida na Terra já ameaçada.&lt;br /&gt;O tema do respeito nos remete a Albert Schweitzer (1875-1965), prêmio Nobel da Paz de 1952. Da Alsácia, era um dos mais eminentes teólogos de seu tempo. Seu livro “A história da pesquisa sobre a vida de Jesus” é um clássico por mostrar que não se pode escrever cientificamente uma biografia de Jesus. Os evangelhos contém história mas não são livros históricos. São teologias que usam fatos históricos e narrativas com o objetivo de mostrar a significação de Jesus para a salvação do mundo. Por isso, sabemos pouco do real Jesus de Nazaré. Schweitzer comprendeu: histórico mesmo é o Sermão da Montanha e importa vivê-lo. Abandonou a cátedra de teologia, deixou de dar concertos de Bach (era um de seus melhores intérpretes) e se inscreveu na faculdade de medicina. Formado, foi a Lambarene no Gabão, na Africa, para fundar um hospital e servir a hansenianos. E ai trabalhou, dentro das maiores limitações, por todo o resto de sua vida.&lt;br /&gt;Confessa explicitamente:”o que precisamos não é enviar para lá missionários que queiram converter os africanos mas pessoas que se disponham a fazer para os pobres o que deve ser feito, caso o Sermão da Montanha e as palavras de Jesus possuam algum sentido. O que importa mesmo é, tornar-se um simples ser humano que, no espírito de Jesus, faz alguma coisa, por pequena que seja”.&lt;br /&gt;No meio de seus afazares de médico, encontrou tempo para escrever. Seu principal livro é:”Respeito diante da vida” que ele colocou como o eixo articulador de toda ética. “O bem”, diz ele, “consiste em respeitar, conservar e elevar a vida até o seu máximo valor; o mal, em desrespeitar, destruir e impedir a vida de se desenvolver”. E conclui:”quando o ser humano aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante; a grande tragédia da vida é o que morre dentro do homem enquanto ele vive”.&lt;br /&gt;Como é urgente ouvir e viver esta mensagem nos dias sombrios que a humanidade está atravessando.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-1676552204025559663?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/1676552204025559663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/1676552204025559663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/08/falta-que-o-respeito-faz.html' title='A  falta que o respeito faz'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-1945941483420788599</id><published>2011-08-22T14:41:00.003-03:00</published><updated>2011-09-09T23:59:15.681-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>Governados por cegos e irresponsáveis</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Afunilando as muitas análises feitas acerca do complexo de crises que nos assolam, chegamos a algo que nos parece central e que cabe refletir seriamente. As sociedades, a globalização, o processo produtivo, o sistema econômico-financeiro, os sonhos predominantes e o objeto explícito do desejo das grandes maiorias é: consumir e consumir sem limites. Criou-se uma cultura do consumismo propalada por toda a midia. Há que consumir o último tipo de celular, de tênis, de computador. 66% do PIB norteamericano não vem da produção mas do consumo generalizado. As autoridades inglesas se surpreenderam ao constatar que entre os milhares que faziam turbulências nas várias cidades não estavam apenas os habituais estrangeiros em conflito entre si, mas muitos universitários, ingleses desempregados, professores e até recrutas. Era gente enfurecida porque não tinha acesso ao tão propalado consumo. Não questionavam o paradigma do consumo mas as formas de exclusão dele.&lt;br /&gt;No Reino Unido, depois de M.Thatcher e nos USA depois de R. Reagan, como em geral no mundo, grassa grande desigualdade social. Naquele pais, as receitas dos mais ricos &amp;nbsp;cresceram nos últimos anos 273 vezes mais do que as dos pobres, nos informa a Carta Maior de 12/08/2011. Então não é de se admirar &amp;nbsp;a decepção dos frustrados face a um “software social” que lhes nega o acesso ao consumo e face aos cortes do orçamento social, na ordem de 70% que os penaliza pesadamente. 70% do centros de lazer para jovens foram simplesmente fechados.&lt;br /&gt;O alarmante é que nem primeiro ministro David Cameron nem os membros da Câmara dos Comuns se deram ao trabalho de perguntar pelo porquê dos saques nas várias cidades. Responderam com o pior meio: mais violência institucional. O conservador Cameron disse com todas as letras:”vamos prender os suspeitos e publicar seus rostos nos meios de comunicação sem nos importarmos com as fictícias preocupações com os direitos humanos”. Eis uma solução do impiedoso capitalismo neo-liberal: se a ordem que é &amp;nbsp;desigual e injusta, o exige, se anula a democracia e se passa por cima dos direitos humanos. Logo no pais onde nasceram as primeiras declarações dos direitos dos cidadãos.&lt;br /&gt;Se bem reparmos, estamos enredados num círculo vicioso que poderá nos destruir: precisamos produzir para permitir o tal consumo. Sem consumo as empresas vão à falência. Para produzir, elas precisam dos recursos da natureza. Estes estão cada vez mas escassos e já delapidamos a Terra em 30% a mais do que ela pode repor. Se pararmos de extrair, produzir, vender e consumir não há crescimento econômico. Sem crescimento anual os paises entram em recessão, gerando altas taxas de desemprego. Com o desemprego, irrompem o caos social explosivo, depredações e todo tipo de conflitos. Como sair desta armadilha que nos preparamos a nós mesmos?&lt;br /&gt;O contrário do consumo não é o não consumo, mas um novo “software social” na feliz expressão do cientista político Luiz Gonzaga de Souza Lima. Quer dizer, urge um novo acordo entre consumo solidário e frugal, acessivel a todos e os limites intransponíveis da natureza. Como fazer? Várias são as sugestões: um “modo sustentável de vida”da Carta da Terra, o “bem viver” das culturas andinas, fundada no equilíbrio homem/Terra, economia solidária, bio-sócio-economia, “capitalismo natural”(expressão infeliz) que tenta integrar os ciclos biológicos na vida econômica e social e outras.&lt;br /&gt;Mas não é sobre isso que falam quando os chefes dos Estados opulentos se reunem. Lá se trata de salvar o sistema que veem dando água por todos os lados. Sabem que a natureza não está mais podendo pagar o alto preço que o modelo consumista cobra. Já está a ponto de pôr em risco a sobrevivência da vida e o futuro das próximas gerações. Somos governados por cegos e irresponsáveis, incapazes de dar-se conta das consequências do sistema econômico-político-cultural que defendem.&lt;br /&gt;É impertivo um novo rumo global, caso quisermos garantir nossa vida e a dos demais seres vivos A civilização técnico-científica que nos permitiu niveis exacerbados de consumo pode pôr fim a si mesma, destruir a vida e degradar a Terra. &amp;nbsp;Seguramente não é para isso que chegamos até a este ponto no processo de evolução. Urge coragem para mudanças radicais, se ainda alimentamos um pouco de amor a nós mesmos.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-1945941483420788599?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/1945941483420788599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/1945941483420788599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/08/governados-por-cegos-e-irresponsaveis.html' title='Governados por cegos e irresponsáveis'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-8235467178056960125</id><published>2011-08-19T17:18:00.005-03:00</published><updated>2011-08-19T17:18:00.861-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcelo Barros'/><title type='text'>Deus mora lá na nossa rua</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="conteudoNoticia" style="background-color: white; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div align="right" style="list-style-type: none; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 class="titNoticia" style="font-family: Arial, Verdana, Helvetica, sans-serif; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; text-align: left; text-decoration: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; font-weight: normal;"&gt;&amp;nbsp;Marcelo Barros&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="dataNoticia" style="color: grey; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; list-style-type: none; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 5px; text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="conteudoNoticia" style="line-height: 17px; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;&lt;div class="imgNoticia" style="background-color: #f4f4f4; float: left; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: normal; list-style-type: none; margin-bottom: 2px; margin-left: 0px; margin-right: 5px; margin-top: 2px; padding-bottom: 7px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 7px; text-decoration: none; width: 97px;"&gt;&lt;a class="link" href="http://www.cebi.org.br/noticia.php?secaoId=8&amp;amp;noticiaId=2277" style="border-bottom-color: initial; border-bottom-style: none; border-bottom-width: initial; color: #0382a2; font-weight: bold; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;" title="Ampliar imagem"&gt;&lt;img alt="Ampliar imagem" border="0" src="http://www.cebi.org.br/imagens/noticias/t_766_2277_marcelo.barros.jpg" style="border-bottom-color: rgb(128, 128, 128); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-color: initial; border-left-color: rgb(128, 128, 128); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(128, 128, 128); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-style: initial; border-top-color: rgb(128, 128, 128); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; list-style-type: none; margin-bottom: 2px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 2px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="list-style-type: none; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Quando dona Cora Coralina, a nossa grande poetisa da vida cotidiana, sugeriu ao presidente da República, que instituísse "O Dia nacional do Vizinho", em nenhum lugar, havia ainda esta iniciativa. Atualmente, existe o "Dia europeu da Vizinhança", celebrado no final de maio. A Argentina festeja o seu "Dia de los vecinos" no 11 de junho. O Brasil consagra como Dia dos Vizinhos o 20 de agosto, data do aniversário natalício da inesquecível dona Cora. Esta valorização da vizinhança se torna mais importante, em cidades maiores, nas quais edifícios substituem casas. Ali, embora, frequentemente, as pessoas se encontrem no mesmo elevador, muitas vezes, não se conhecem. Não é o mero fato de morar no apartamento ou na casa ao lado, que torna alguém vizinho. A pessoa pode viver durante anos em um lugar, se queixando da agitação, do calor, da poeira ou da insegurança. Outros têm plena consciência destes problemas e lutam para vencê-los, mas, assim mesmo, casam com a rua ou praça onde moram. Quando pessoas da mesma rua ou do mesmo condomínio pressentem em outras, esta relação vital com o lugar em que moram, aí se fortalece uma proximidade de convivência que é a vizinhança. Para ser bem vivida, esta precisa de uma educação para o diálogo e a convivência entre diferentes. Cora Coralina dizia: "Vizinho é mais do que parente, porque é o primeiro a saber das coisas que acontecem na vida da gente".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="list-style-type: none; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Em tempos anteriores à televisão e aos shoppings, nas cidades do interior, ou em bairros residenciais, toda noite, as pessoas costumavam sentar à porta de casa, para conversar e conviver. Normalmente, a roda de conversa acabava se abrindo também aos vizinhos e vizinhas. Assim, se formavam verdadeiras rodas de discussão, com assuntos como educação de filhos, relacionamentos conjugais e futebol. Hoje, a televisão e a cultura do shopping substituíram estes ritos de convivência, mas não resolvem o problema da solidão dos mais velhos e da futilidade de quem olha o mundo apenas pela janela do consumo descartável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="list-style-type: none; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Há mais de 50 anos, o educador Paulo Freire propôs um método de alfabetização e educação de adultos que partia da vizinhança. Formava círculos de diálogo e cultura entre vizinhos. Ali, as pessoas aprendiam a expressar sua posição sobre a vida e os problemas que enfrentavam. Mesmo perseguido pela ditadura militar, este método de conscientização se espalhou pelo Brasil, por outros países da América Latina e até em Angola e Cabo Verde, na África. Na mesma linha, na segunda metade dos anos 60, em várias regiões do Brasil, homens e mulheres de fé cristã, começaram a se reunir como vizinhos, para orar, ouvir juntos um texto bíblico, conversar sobre problemas da vida e fortalecer a solidariedade mútua. Foi o começo das comunidades eclesiais de base. Mais tarde, várias Igrejas evangélicas organizaram grupos semelhantes, como "Igreja em células" e "Igreja em quadros", comunidades de convivência e proximidade, instrumentos de comunhão entre as pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="list-style-type: none; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Há mil razões para se valorizar a prática da vizinhança. Quem crê em Deus como Luz e fonte de vida, o contempla, não como alguém exterior a nós e que de fora intervém neste mundo, mas como presença íntima e profunda, no coração de toda pessoa humana, especialmente de quem se abre ao amor, independentemente de sua pertença religiosa. Um teólogo evangélico dizia: "Deus está em mim para você e em você para mim. Eu o encontro em você e, se quiser, você pode encontrá-lo em mim". Por isso, podemos olhar nossos vizinhos e vizinhas, como sinais da presença divina. Eles são humanos e têm seus defeitos e limitações, mas se os olharmos assim, pouco a pouco, se transformarão, principalmente se perceberem que, de fato, cremos: através deles e no mais íntimo de cada um/uma, Deus mora lá na nossa rua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="list-style-type: none; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="list-style-type: none; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none;"&gt;&lt;strong style="list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Marcelo Barros é monge beneditino e escritor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-8235467178056960125?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/8235467178056960125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/8235467178056960125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/08/deus-mora-la-na-nossa-rua.html' title='Deus mora lá na nossa rua'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-1036943764848246079</id><published>2011-08-13T11:12:00.001-03:00</published><updated>2011-08-13T11:12:00.968-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frei Betto'/><title type='text'>Em comemoração ao dia dos  Pais - o maravilhoso texto do Frei Betto: Ensina a teu filho</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;FREI BETTO -&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Ensina a teu filho que o Brasil tem jeito e que ele deve crescer feliz por ser brasileiro. Há neste país juízes justos, ainda que esta verdade soe como cacófato. Juízes que, como meu pai, nunca empregaram familiares, embora tivessem filhos advogados, jamais fizeram da função um meio de angariar mordomias e, isentos, deram ganho de causa também a pobres, contrariando patrões gananciosos ou empresas que se viram obrigadas a aprender que, para certos homens, a honra é inegociável.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Ensina a teu filho que neste país há políticos íntegros como Antônio Pinheiro, pai do jornalista Chico Pinheiro, que revelou na mídia seu contracheque de parlamentar e devolveu aos cofres públicos jetons de procedência duvidosa.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Saiba o teu filho que, no monolito preto do Banco Central, em Brasília, onde trabalham cerca de 3 mil pessoas, a maioria é honrada e, porque não é cega, indignada ante maracutaias de autoridades que deveriam primar pela ética no cargo que lhes foi confiado.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Ensina a teu filho que não ter talento esportivo ou rosto e corpo de modelo, e sentir-se feio diante dos padrões vigentes de beleza, não é motivo para ele perder a auto-estima. A felicidade não se compra nem é um troféu que se ganha vencendo a concorrência. Tece-se de valores e virtudes e desenha, em nossa existência, um sentido pelo qual vale a pena viver e morrer.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Ensina a teu filho que o Brasil possui dimensões continentais e as mais fertéis terras do planeta. Não se justifica, pois, tanta terra sem gente e tanta gente sem terra. Assim como a libertação dos escravos tardou, mas chegou, a reforma agrária haverá de se implantar. Tomara que regada com muito pouco sangue.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Saiba o teu filho que os sem-terra que ocupam áreas ociosas e prédios públicos são, hoje, chamados de "bandidos", como outrora a pecha caiu sobre Gandhi sentado nos trilhos das ferrovias inglesas e Luther King ocupando escolas vetadas aos negros.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Ensina a teu filho que pioneiros e profetas, de Jesus a Tiradentes, de Francisco de Assis a Nelson Mandela, são invariavelmente tratados, pela elite de seu tempo, como subversivos, malfeitores, visionários.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Ensina a teu filho que o Brasil é uma nação trabalhadora e criativa. Milhões de brasileiros levantam cedo todos os dias, comem aquém de suas necessidades e consomem a maior parcela de sua vida no trabalho, em troca de um salário que não lhes assegura sequer o acesso à casa própria. No entanto, essa gente é incapaz de furtar um lápis do escritório, um tijolo da obra, uma ferramenta da fábrica. Sente-se honrada por não descer ao ralo que nivela bandidos de colarinho branco com os pés-de-chinelo. É gente feita daquela matéria-prima dos lixeiros de Vitória que entregaram à polícia sacolas recheadas de dinheiro que assaltantes de banco haviam escondido numa caçamba.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Ensina teu filho a evitar a via preferencial dessa sociedade neoliberal que nos tenta incutir que ser consumidor é mais importante que ser cidadão, incensa quem esbanja fortuna e realça mais a estética que a ética.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Saiba o teu filho que o Brasil é a terra de índios que não se curvaram ao jugo português e de Zumbi, de Angelim e frei Caneca, de madre Joana Angélica e Anita Garibaldi, dom Hélder Câmara e Chico Mendes.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Ensina a teu filho que ele não precisa concordar com a desordem estabelecida e que será feliz se se unir àqueles que lutam por transformações sociais que tornem este país livre e justo. Então, ele transmitirá a teu neto o legado de tua sabedoria.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Ensina teu filho a votar com consciência e jamais ter nojo de política, pois quem age assim é governado por quem não tem e, se a maioria tiver a mesma reação, será o fim da democracia. Que o teu voto e o dele sejam em prol da justiça social e dos direitos dos brasileiros imerecidamente tão pobres e excluídos, por razões políticas, dos dons da vida.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Ensina a teu filho que a uma pessoa bastam o pão, o vinho e um grande amor. Cultiva nele os desejos do espírito. Saiba o teu filho escutar o silêncio, reverenciar as expressões de vida e deixar-se amar por Deus que o habita.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr noshade="" size="1" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;" width="100%" /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', Times, serif;"&gt;&lt;b&gt;©Copyright&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Recebi esse texto por e-mail, com os seguintes créditos:&lt;br /&gt;Frei Betto, escritor, é autor de Alfabetto - Autobiografia Escolar, da editora Ática&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-1036943764848246079?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/1036943764848246079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/1036943764848246079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/08/em-comemoracao-ao-dia-dos-pais-o.html' title='Em comemoração ao dia dos  Pais - o maravilhoso texto do Frei Betto: Ensina a teu filho'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-7419794542637105575</id><published>2011-08-12T10:49:00.001-03:00</published><updated>2011-08-12T10:51:25.925-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História do cristianismo'/><title type='text'>A invenção do papado</title><content type='html'>&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" style="width: 418px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="cinza10News" colspan="2" height="30" style="color: black; font-family: Tahoma; text-decoration: none;"&gt;Em 1059, foram mudados os critérios de eleição do bispo de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Roma&lt;/strong&gt;. A partir dessa data, esse escolhido também passaria a ser o&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Pontífice Máximo&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;de toda a&lt;strong&gt;Cristandade&lt;/strong&gt;.A análise é de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Giacomo Todeschini&lt;/strong&gt;, professor de história medieval da&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Universidade de Trieste&lt;/strong&gt;, na Itália, em artigo publicado no jornal&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Il Manifesto&lt;/strong&gt;, 30-07-2011. A tradução é de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Moisés Sbardelotto&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eis o texto.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No dia 13 de abril de 1059, um bispo de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Roma&lt;/strong&gt;, eleito há poucos meses, e que ninguém ainda considerava como "o papa",&amp;nbsp;&lt;img align="right" alt="" hspace="10" src="http://i.imm.io/7Itc.jpeg" vspace="10" /&gt;&lt;strong&gt;Nicolau II&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;(imagem), nascido&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Gerard de Bourgogne&lt;/strong&gt;, bispo de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Florença&lt;/strong&gt;, convocou em&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Roma&lt;/strong&gt;, em&amp;nbsp;&lt;strong&gt;São&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;João de Latrão&lt;/strong&gt;, uma reunião sinodal durante a qual se estabeleceu de uma vez por todas que apenas os cardeais reunidos em conclave podiam eleger o bispo de Roma, e que este seria o&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Pontífice Máximo&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;de toda a&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Cristandade&lt;/strong&gt;. A decisão dessa elite consagrada tomou forma e se difundiu por meio de uma bula de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Nicolau II&lt;/strong&gt;, a&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;In nomine Domini&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Essa solene decisão deu início ao processo de separação definitiva da Igreja do mundo dos poderes soberanos seculares europeus. A partir de 1059, o arquipélago das Igrejas europeias começou a se tornar a "Igreja" e a ter o seu centro indiscutível em&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Roma&lt;/strong&gt;, na pessoa do Papa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma figura ambígua&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O período histórico durante o qual ocorreu essa mudança, que produziu depois, ao longo do tempo, um efeito avalanche de enormes proporções, também é politicamente problemático. O poder do bispo de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Roma&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;havia sido, durante séculos, um poder muito frágil, muito menos significativo do que o dos imperadores romanos estabelecidos em&lt;strong&gt;Constantinopla&lt;/strong&gt;, e também do poder que os imperadores romanos do&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Ocidente&lt;/strong&gt;, de&lt;strong&gt;Carlos Magno&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;a&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Oto III&lt;/strong&gt;, haviam reivindicado e parcialmente obtido.&lt;br /&gt;As Igrejas ocidentais e orientais tinham entendido o papel do sucessor de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Pedro&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;em&lt;strong&gt;Roma&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;em termos políticos de um primado compartilhado com o que os patriarcas e bispos, da&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Europa&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;aos territórios bizantinos, exerciam em todos os casos, reconhecendo a supremacia dos imperadores sentados no trono que havia sido de&lt;strong&gt;Constantino&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Entre&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Roma&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;e a área franco-germânica dos imperadores do&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Ocidente&lt;/strong&gt;, sobretudo, o equilíbrio havia sido muito delicado, pelo menos desde que, no século IX, os soberanos da dinastia carolíngia haviam começado a exercer sobre o bispo de Roma um poder em partes iguais de proteção, defesa e controle. No século X, quando o título imperial havia sido passado para a dinastia germânica dos&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Oto&lt;/strong&gt;, a relação entre a casa imperial e o episcopado romano havia se tornado ainda mais estreita.&lt;br /&gt;A questão era complicada pelo fato de que a eleição do bispo romano, figura ambígua, de um lado ligada a um território bem definido, mas, de outro, simbólico representante do carisma universal de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Pedro&lt;/strong&gt;, era muito ambicionada pelas famílias nobres romanas, que muitas vezes conseguiam assentar sobre o trono episcopal um membro dos seus clãs.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O partido dos reformadores&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A eleição de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Nicolau II&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;também havia ocorrido nesse clima conflitual. Ela havia sido, substancialmente, o fruto de um confronto explícito entre duas facções: uma, encabeçada pelo conde de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Túsculo&lt;/strong&gt;, poderosa família romana, e por uma parte do clero romano, que tinha eleito seu próprio candidato,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;João dos Condes de Túsculo&lt;/strong&gt;, com o nome de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Bento X&lt;/strong&gt;; a outra, apoiada pela imperatriz alemã&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Agnes&lt;/strong&gt;, filha do duque da&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Aquitânia&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;e de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Agnes de&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Borgonha&lt;/strong&gt;, regente em nome do seu filho, o futuro imperador&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Henrique IV&lt;/strong&gt;, do duque de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Lorena&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;e do partido eclesiástico "reformador", ou seja, contrário ao controle das famílias romanas sobre o&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Sólio de Pedro&lt;/strong&gt;, que, ao contrário, tinha eleito&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Nicolau II&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;A batalha foi travada dentro de poucos meses entre&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Siena&lt;/strong&gt;,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Florença&lt;/strong&gt;,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Roma&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;e o palácio imperial alemão, onde reinava a imperatriz&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Agnes&lt;/strong&gt;, de 34 anos (ela morreria em 1077, como penitente reclusa em um mosteiro romano, depois da submissão do filho imperador ao&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Papa Gregório VII&lt;/strong&gt;). A eleição de um conde de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Túsculo&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;a bispo de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Roma&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;com o nome de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Bento X&lt;/strong&gt;, em 1058, foi velozmente seguida pela contraeleição de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Nicolau II&lt;/strong&gt;, em virtude dos apoios políticos superlativos que o seu partido desfrutava.&lt;br /&gt;O prestígio constituído pelo apoio de uma imperatriz de grande estirpe e do senhor de Lorena teve uma ressonância e uma convalidação totalmente especial pelo fato de eles serem apoiados pelo grupo de intelectuais monges e bispos que, de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Pedro Damiani&lt;/strong&gt;, de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Ravena&lt;/strong&gt;, a&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Humberto de&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Moyenmoutier&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;(ou de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Silvacandida&lt;/strong&gt;), de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Lorena&lt;/strong&gt;, formavam o grupo dos "reformadores", ou seja, compunham o partido eclesiástico franco-italiano intencionado, com bases canônicas e teológicas, a distinguir o carisma apostólico do senhoril, na perspectiva de estabelecer o primado do poder sacerdotal sobre o senhoril, régio ou imperial dos poderosos seculares.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma elite sacerdotal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A eleição de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Nicolau II&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;e a subsequente deposição e excomunhão de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Bento X&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;foram, portanto, tanto o efeito de uma vitória da aliança entre soberanos de porte internacional e intelectuais eclesiásticos fortemente comprometidos em sentido teórico e projetual, como também a premissa de uma consolidação do poder carismático dos eclesiásticos reunidos em torno da figura do bispo romano, em si só já potencialmente polêmico com relação ao vínculo que tradicionalmente unia o episcopado romano às famílias dos imperadores e da grande nobreza europeia.&lt;br /&gt;O primeiro e mais vistoso sinal da tensão que os "reformadores" instaurariam entre&lt;strong&gt;Roma&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;e os soberanos do&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Ocidente&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;se manifestou, com efeito, ainda poucos meses depois da eleição e da consagração de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Nicolau II&lt;/strong&gt;, ocorrido no dia 24 de janeiro de 1059. Na bula&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;In nomine Domini&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de fato, o papa recém-eleito decretou, com base daquilo no que os teólogos reformadores haviam elaborado, que o bispo de Roma, o papa, poderia agora ser eleito apenas pelos bispos cardeais e com o voto adicional dos cardeais não bispos, de modo que o "povo" e o resto do clero fosse capaz, depois, de aprovar essa escolha, sem, porém, que essa faculdade pudesse significar um direito de se intrometerem na questão.&lt;br /&gt;A eleição do pontífice, portanto, passaria a se referir exclusivamente a uma elite sacerdotal, a cardinalícia, enquanto o resto do clero e o povo teriam nessa liturgia um papel secundário e passivo (&lt;em&gt;“religiosissimi viri praeduces sint in promovenda pontificis electione, reliqui autem sequaces”&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, o texto da bula de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Nicolau II&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;especifica que só é elegível quem pertencer ao âmbito eclesiástico romano ou europeu, e que, portanto, todo eleito que não tenha sido, por sua vez, anteriormente consagrado como sacerdote não poderá, por consequência, ter acesso ao cargo de pontífice.&lt;br /&gt;&lt;img align="left" alt="" height="163" hspace="10" src="http://nicolaiannazzo.org/wp-content/uploads/2010/08/papa.jpg" vspace="10" width="260" /&gt;Esses aspectos do documento estabeleciam, em suma, que os poderes soberanos seculares não tinham mais nenhum direito explícito e formal de participar da eleição dos pontífices e que, ao mesmo tempo, nenhum fiel desses poderes podia se tornar pontífice se não tivesse sido antes consagrado e reconhecido pela hierarquia eclesiástica de obediência romana.&lt;br /&gt;A "reverência" da Igreja com relação ao imperador (o futuro&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Henrique IV&lt;/strong&gt;) não implicava mais um direito automático seu de escolher quem devia se tornar bispo de&lt;strong&gt;Roma&lt;/strong&gt;, mas, ao contrário, sublinhava a dependência do seu poder ao sacerdotal: o papa deverá ser eleito "do seio da Igreja de Roma, se for considerado idôneo; senão, que seja tomado de outra Igreja. Salvo a devida honra e a reverência ao nosso dileto filho&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Henrique&lt;/strong&gt;, que agora é chamado de Rei e que esperamos que seja, com a ajuda de Deus, futuro imperador, como o concedemos, e aos sucessores dele que pessoalmente pedirão esse privilégio a esta&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Sé Apostólica&lt;/strong&gt;".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Do lado de Satanás&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em um parágrafo subsequente, indiretamente, se começava a afirmar o princípio da supremacia da&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Igreja de Roma&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;sobre outras Igrejas, sublinhando, ao mesmo tempo, que essa supremacia também era a origem da maior autoridade e influência da Igreja romana com relação aos poderes soberanos seculares. Esse duplo conceito, que se afirmará plenamente a partir do pontificado de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Gregório VII&lt;/strong&gt;, menos de 20 anos depois, por volta de 1075, é expresso aqui na forma de uma condenação muito violenta de todos aqueles que não querem se submeter às decisões do sínodo lateranense de 1059.&lt;br /&gt;Estes, resistindo ao decreto de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Nicolau II&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;em relação a uma eleição definida como "incorruptível, genuína e livre", por ser reservada aos graus mais altos do clero, virão a se encontrar do lado de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Satanás&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;e fora da&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Cristandade&lt;/strong&gt;, entendida nesse ponto como um&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Corpo social&lt;/strong&gt;, ao qual, para dele pertencer, se torna decisivo se reconhecer nas tomadas de posição da&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Corte pontifícia romana&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;"Mas se alguém, contrariamente a este nosso decreto promulgado no sínodo, for eleito, ou considerado, ou assentado no trono por meio da revolta, da temeridade ou de qualquer outro meio, seja por todos acreditado e considerado não como Papa, mas como&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Satanás&lt;/strong&gt;, não apóstolo, mas apóstata, e com perpétua excomunhão por autoridade divina e dos santos apóstolos&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Pedro&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Paulo&lt;/strong&gt;, junto com os seus instigadores, partidários e seguidores, seja expulso e rejeitado das portas da santa&lt;strong&gt;Cristandade&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;de Deus como Anticristo, inimigo e destruidor de toda a Cristandade. E não lhe seja dada nenhuma audiência a esse respeito, mas, perpetuamente, seja privado da dignidade eclesiástica de qualquer grau que tenha sido. Com a mesma sentença seja punido qualquer pessoa que esteja do seu lado ou lhe render homenagem como a um Pontífice, ou presumir defendê-lo. E quem temerariamente se opor a este nosso decreto e na sua presunção tentar confundir e perturbar a&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Igreja Romana&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;contra este estatuto seja condenado a perpétuo anátema e excomunhão, e seja considerado entre os ímpios que não ressurgirão no Juízo. Que sinta contra si a ira do Onipotente, do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e, nesta vida e na futura, experimente o furor dos santos apóstolos Pedro e Paulo, cuja Igreja ele teve a pretensão de abalar. A sua casa seja deserta e ninguém habite nas suas tendas (&lt;strong&gt;Salmo 69, 26&lt;/strong&gt;). Os seus filhos sejam órfãos e sua mulher, viúva. Que seja expulso em terror ele e seus filhos, e mendiguem e sejam rejeitados das suas casas. Que o usurário se aposse da sua substância, e que estrangeiros se aproveitem dos frutos da sua fadiga. Toda a terra combata contra ele, e que os elementos lhe sejam adversos,e os méritos de todos os santos defuntos o confundam e mostrem aberta vingança contra ele nesta vida".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Legitimidade ao reino normando&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A reforma, ou melhor, a revolução ocorrida nos critérios da eleição do bispo de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Roma&lt;/strong&gt;, em 1059, abria caminho, portanto, para um conjunto de possíveis desenvolvimentos, ambiguamente interconectados. Enquanto, de fato, de um lado, a eleição de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Nicolau II&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;havia sido possível graças ao apoio do mundo imperial, de outro lado, a ascensão ao trono papal de um "reformador" inaugurava uma época de contrastes com os poderes soberanos que a época medieval transmitiria à&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Europa&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;moderna.&lt;br /&gt;A possibilidade de se aliar, em defesa da verdadeira fé, com quem, pessoa ou grupo, o pontífice romano considerava mais confiavelmente cristão, mas também de desconhecer essa aliança onde ela se revelasse inútil para a solidez da “respublica” católica, uma realidade política que se afirmava como transnacional justamente por causa da afirmação do primado do pontífice romano, inaugurava, além disso, uma longa temporada da política europeia – provavelmente ainda não concluída – cuja complexa conflitualidade teria sido variavelmente orquestrada e arbitrada pelo poder supranacional dos papas.&lt;br /&gt;Exatamente&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Nicolau II&lt;/strong&gt;, ainda no crucial 1059, poucos meses depois do sínodo lateranense, dará início a essa lógica no mesmo momento em que reconhecerá a plena legitimidade do recém-nascido reino normando, um potentado de nova e incerta legalidade, conferindo a soberania sobre a&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Campânia&lt;/strong&gt;,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Puglia&lt;/strong&gt;,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Calábria&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Sicília&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;a&lt;strong&gt;Roberto, o Guiscardo&lt;/strong&gt;, e aos chefes do clã dos&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Hauteville&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Do tratado de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Melfi&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;em junho de 1059 à concordata, estipulada ainda em Melfi em agosto do mesmo ano, logo depois de um concílio do qual haviam participado alguns dos principais representantes da reforma católica romanocêntrica, de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Humberto de Silvacandida&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;a&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Hildebrando de Soana&lt;/strong&gt;, a autenticação por parte da&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Sé&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Romana&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;de um poder cristão vassalo de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Roma&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;sobre terras até pouco antes islâmicas ou bizantinas começava a significar mais coisas aos olhos do mundo: acima de tudo, que o papa podia legitimar um poder político armado como já havia ocorrido aos tempos de&lt;strong&gt;Carlos Magno&lt;/strong&gt;, mas, ainda melhor, ligando-o consigo um pacto de submissão.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, que o papa assentado em&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Roma&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;podia estabelecer um poder fiel a si sobre terras não só infiéis, mas também, no passado, pertencentes a outros poderes cristãos rivais (o do imperador do&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Oriente&lt;/strong&gt;, no caso da Itália meridional).&lt;br /&gt;&lt;img align="right" alt="" height="195" hspace="10" src="http://1.bp.blogspot.com/-49-5-_oDXlk/TV7Sa3hJc-I/AAAAAAAAAck/yOTNxO-bDrk/s1600/papado-medieval-igreja-catolica.jpg" vspace="10" width="260" /&gt;E, finalmente, que o papa, único entre os poderosos ocidentais, tinha o direito superior de tornar institucional um poder de fato pelas razões indiscutíveis da fé, ou seja, em consequência das escolhas tanto políticas quanto ideológicas operadas por um novo tipo de soberania, a papal, cujo desconhecimento já significava a saída da&lt;strong&gt;Cristandade&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um modelo de longa duração&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A afirmação, em 1075, por parte de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Gregório VII&lt;/strong&gt;, do primado romano como primado político universal ("… Só ele pode usar as insígnias imperiais; só ao Papa todos os príncipes devem beijar os pés; que só o Seu nome seja pronunciado nas igrejas; o Seu nome seja o mesmo em todo o mundo; a Ele é permitido depor os imperadores; que uma sentença Sua não possa ser reformada por ninguém, enquanto, ao contrário, Ele pode reformar qualquer sentença emanada por outros; Ele não pode ser julgado por ninguém; Ele pode liberar os súditos da obrigação de obediência aos príncipes que impuseram o seu poder pela força..."), além do tom provocativo e paradoxal que a diferencia, levava às suas lógicas conclusões um discurso já implícito nas deliberações e nas políticas de 1059.&lt;br /&gt;Esse discurso impunha, no próprio coração do processo de civilização do&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Ocidente&lt;/strong&gt;que da&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Idade Média&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;levaria à modernidade, tanto uma possibilidade para o poder de se apresentar como universal, supranacional, carismático e indiscutível, quanto um modelo de autoridade única e eterno, por provir diretamente do Cristo no momento da sua encarnação e, portanto, autorizada em nome de uma Verdade superior a legislar bem além dos limites do seu efetivo domínio territorial.&lt;br /&gt;A força desse modelo, cujas primeiras raízes se encontram no processo de transformação das Igrejas do&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Ocidente&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;em uma Igreja hierarquicamente ordenada em torno ao Centro constituído pelo pontífice romano, já se torna totalmente visível no sínodo lateranense de 1059, sobre a unicidade exclusiva da entronização do bispo romano. Portanto, ela continuará agindo não apenas nas políticas teocráticas dos "soberanos pontífices", de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Inocêncio III&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;em diante, mas também, senão sobretudo, na vontade expansionística de uma&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Europa&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;cristã cujo objetivo será, explicitamente, na era dos Estados nacionais, a conquista e a submissão do planeta Terra.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;fonte:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;amp;Itemid=18&amp;amp;task=detalhe&amp;amp;id=46160"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;amp;Itemid=18&amp;amp;task=detalhe&amp;amp;id=46160&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-7419794542637105575?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/7419794542637105575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/7419794542637105575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/08/invencao-do-papado.html' title='A invenção do papado'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-49-5-_oDXlk/TV7Sa3hJc-I/AAAAAAAAAck/yOTNxO-bDrk/s72-c/papado-medieval-igreja-catolica.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-5199170900733458354</id><published>2011-08-11T13:19:00.000-03:00</published><updated>2011-08-11T13:19:36.885-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>Alento aos desolados com a Igreja</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #666666; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 12px; line-height: 22px;"&gt;&lt;b&gt;Leonardo Boff&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; line-height: 22px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="entry clear" style="word-wrap: break-word;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Atualmente há muita desolação com referência à Igreja Católica institucional. Verifica-se uma dupla emigração: uma exterior, pessoas que abandonam concretamente a Igreja e outra interior, as que permanecem nela mas não a sentem mais como um lar espiritual. Continuam a crer apesar da Igreja.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;E não é para menos. O atual Papa tomou algumas iniciativas radicais que dividiram o corpo eclesial. Assumiu uma rota de confronto com dois importantes episcopados, o alemão e francês, ao introduzir a missa em latim; elaborou uma esdrúxula reconciliação com a Igreja cismática dos seguidores de Lefebvre; esvaziou as principais intuições renovadoras do Concílio Vaticano II, especialmente o ecumenismo, negando, ofensivamente, o título de “Igreja” às demais Igrejas que não sejam a Católica e a Ortodoxa; ainda como Cardeal mostrou-se gravemente leniente com os pedófilos; sua relação para com a AIDs beira os limites da desumanidade. A atual Igreja Católica mergulhou num inverno rigoroso. A base social de apoio ao modelo velhista do atual Papa é constituída por grupos conservadores, mais interessados nas performances mediáticas, na lógica do mercado, do que propor uma mensagem adequada aos graves problemas atuais. Oferecem um “cristianismo-prozac”,apto para anestesiar consciências angustiadas, mas alienado face à humanidade sofredora e às injustiças mundiais e a situação degradada da Terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Urge animar estes cristãos em vias de emigração com aquilo que é essencial ao Cristianismo. Seguramente não é a Igreja que não foi objeto da pregação de Jesus. Ele anunciou um sonho, o Reino de Deus, em contraposição com o Reino de César, Reino de Deus que representa uma revolução absoluta das relações desde as individuais até as divinas e cósmicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;O Cristiansimo compareceu primeiramente na história como movimento e como o caminho de Cristo. Ele é anterior a sua sedimentação nos quatro evangelhos e nas doutrinas. O caráter de caminho espiritual é um tipo de cristianismo que possui seu próprio curso. Geralmente vive à margem e, às vezes, em distância crítica da instituição oficial. Mas nasce e se alimenta do permanente fascínio pela figura e pela mensagem libertária e espiritual de Jesus de Nazaré. Inicialmente tido como “heresia dos Nazarenos” (At 24,5) ou simplesmente “heresia” (At 28,22) no sentido de “grupelho”, o Cristianismo foi lentamente ganhando autonomia até seus seguidores, nos Atos dos Apóstolos (11,36), serem chamados de “cristãos.”&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;O movimento de Jesus certamente é a força mais vigorosa do Cristianismo, mais que as Igrejas, por não estar enquadrado nas instituições ou aprisionado em doutrinas e dogmas. É composto por todo tipo de gente, das mais variadas culturas e tradições, até por agnósticos e ateus que se deixam tocar pela figura corajosa de Jesus, pelo sonho que anunciou, um Reino de amor e de liberdade, por sua ética de amor incondicional, especialmente aos pobres e aos oprimidos e pela forma como assumiu o drama humano, no meio de humilhações, torturas e da execução na cruz. Apresentou uma imagem de Deus tão íntima e amiga da vida, que é difícil furtar-se a ela até por quem não crê em Deus. Muitos chegam a dizer: “se existe um Deus, este deve ser aquele que traz os traços do Deus de Jesus”.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Esse cristianismo como caminho espiritual é o que realmente conta. No entanto, de movimento, ele muito cedo ganhou a forma de instituição religiosa com vários modos de organização. Em seu seio se elaboraram as várias interpretações da figura de Jesus que se transformaram em doutrinas e foram recolhidas pelos atuais evangelhos. As igrejas, ao assumirem caráter institucional, estabeleceram critérios de pertença e de exclusão, doutrinas como referência identitária e ritos próprios de celebrar. Quem explica tal fenômeno é a sociologia e não a teologia. A instituição sempre vive em tensão com o caminho espiritual. Ótimo quando caminham juntas, mas é raro. O decisivo é, no entanto, o caminho espiritual. Este tem a força de alimentar uma visão espiritual da vida e de animar o sentido da caminhada humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;O problemátio na Igreja romano-católica é sua pretensão de ser a única verdadeira. O correto é todas as igrejas se reconhecerem mutuamente, pois todas revelam dimensões diferentes e complementares do Nazareno. O importante é que o cristianismo mantenha seu caráter de caminho espiritual. É ele que pode sustentar a tantos cristãos e cristãs face à mediocridade lamentável e à irrelevância histórica em que caiu a Igreja atual.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7788628559432025444-5199170900733458354?l=oabsurdoeagraca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/5199170900733458354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7788628559432025444/posts/default/5199170900733458354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabsurdoeagraca.blogspot.com/2011/08/alento-aos-desolados-com-igreja.html' title='Alento aos desolados com a Igreja'/><author><name>J. Ricardo A. de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18360507620239512884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-37LU4MUFKtg/TwY_MeJ9SyI/AAAAAAAAA7A/uuYbb2SXIsc/s220/avatar-2012-novo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7788628559432025444.post-727487802139070136</id><published>2011-08-10T14:45:00.000-03:00</published><updated>2011-08-10T14:45:26.528-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><title type='text'>Quarenta anos da Teologia da Libertação</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;Leonardo Boff&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Teologia da Libertação celebra neste ano de 2011 40 anos de existiencia. Em 1971 Gustavo Gutiérrez publicana no Peru seu livro fundador “Teologia da Libertação.Perspectivas”. Eu publicava também em 1971 em forma de artigos, numa revista de religiosas – Grande Sinal – para escapar da repressão militar o meu Jesus Cristo Libertador, depois lançado em livro. Ninguém sabia um do outro. Mas estávamos no mesmo espírito. Desde então surgiram três gerações de teólogos e teólogas que se inscrevem dentro da Teologia da Libertação. Hoje ela está em todos os continentes e representa um modo diferente de fazer teologia, a partir dos condenados da Terra e da periferia do mundo.Aqui vai um pequeno balanço destes 40 anos de prática e de reflexão libertadoras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;***********************************************&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A Teologia da Libertação participa da profecia de Simeão a respeito do menino (Jesus): ela será motivo de queda e de elevação, será um sinal de contradição (Lc 2,34). Efetivamente a Teologia da Libertação é uma teologia incomprendida, difamada, perseguida e condenada pelos poderes deste mundo. E com razão. Os poderes da economia e do mercado a condenam porque cometeu um crime para eles intolerável: optou por aqueles que estão fora do mercado e são zeros econômicos. Os poderes eclesiásticos a condenaram por cair numa “heresia”prática ao afirmar que o pobre pode ser construtor de uma nova sociedade e também de outro modelo de Igreja. Antes de ser pobre, ele é um oprimido ao qual a Igreja deveria sempre se associar em seu processo de libertação. Isso não é politizar a fé mas praticar uma evangelilzação que inclui também o político. Consequentemente, quem toma partido pelo pobre-oprimido sofre acusações e marginalizações por parte dos poderosos seja civis, seja religiosos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Por outro lado, a Teologia da Libertação representa uma benção e uma boa nova para os pobres. Sentem que não estão sós, encontraram aliados que assumiram sua causa e suas lutas. Lamentam que o Vaticano e boa parte dos bispos e padres construam no canteiro de seus opressores e se esquecem que Jesus foi um operário e pobre e que morreu em consequência de suas opções libertárias a partir de sua relação para com o Deus da vida que sempre escuta o grito dos oprimidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;De qualquer forma, numa perspectiva espiritual, é para um teólogo e uma teóloga comprometidos e perseguidos uma honra participar um pouco da paixão dos maltratados deste mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;1. A centralidade do pobre e do oprimido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O punctum stantis et cadentis da Teologia da Libertação é o pobre concreto, suas opressões, a degradação de suas vidas e os padecimentos sem conta que sofre. Sem o pobre e o oprimido não há Teologia da Libertação. Toda opressão clama por uma libertação. Por isso, onde há opressão concreta e real que toca a pele e faz sofrer o corpo e o espírito ai tem sentido lutar pela libertação. Herdeiros de um oprimido e de um executado na cruz, Jesus, os cristãos encontram em sua fé mil razões por estarem do lado dos oprimidos e junto com eles buscar a libertação. Por isso a marca registrada da Teologia da Libertação é agora e será até o juizo final: a opção pelos pobres contra sua pobreza e a favor de sua vida e liberdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A questão crucial e sempre aberta é esta: como anunciar que Deus é Pai e Mãe de bondade num mundo de miseráveis? Este anúncio só ganhará credibilidade se a fé cristã ajudar na libertação da miséria e da pobreza. Então tem sentido dizer que Deus é realmente Pai e Mãe de todos mas especialmente de seus filhos e filhas flagelados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Como tirar os pobres-oprimidos da pobreza, não na direção da riqueza, mas da justiça? Esta é uma questão prática de ordem pedagógico-política. Identificamos três estratégias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A primeira interpreta o pobre como aquele que não tem. Então faz-se mister mobilizar aqueles que têm para aliviar a vida dos que não têm. Desta estratégia nasceu o assistencialismo e o paternalismo. Ajuda mas mantém o pobre dependente e à mercê da boa vontade dos outros. A solução tem respiração curta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A segunda interpreta o pobre como aquele que tem: tem força de trabalho, capacidade de aprendizado e habilidades. Importa formá-lo para que possa ingressar no mercado de trabalho e ganhar sua vida. Enquandra o pobre no processo produtivo, mas sem fazer uma crítica ao sistema social que explora sua força de trabalho e devasta a natureza, criando uma sociedade de desiguais, portanto, injusta. É uma solução que ajuda favorece o pobre, mas é insuficiente porque o mantém refém do sistema, sem libertá-lo de verdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A terceira interpreta o pobre como aquele que tem força histórica mas força para mudar o sistema de dominação por um outro mais igualitário, participativo e justo, onde o amor não seja tão difícil. Esta estratégia é libertária. Faz do pobre sujeito de sua libertação. A Teologia da Libertação, na esteira de Paulo Freire, assumiu e ajudou a formular esta estratégia. É uma solução adequada à superação da pobreza. Esse é o sentido de pobre da Teologia da Libertação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Só podemos falar de libertação quando seu sujeito principal é o próprio oprimido; os demais entram como aliados, importantes, sem dúvida, para alargar as bases da libertação. E a Teologia da Libertação surge do momento em que se faz uma reflexão crítica à luz da mensagem da revelação desta libertação histórico-social.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;2.Teologia da Libertação e movimentos por libertação&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Entretanto, só entenderemos adequadamente a Teologia de Libertação se a situarmos para além do espaço eclesial e dentro do movimento histórico maior que varreu as sociedades ocidentais no final dos anos 60 do século passado. Um clamor por liberdade e libertação tomou conta dos jovens europeus, depois norte-americanos e por fim dos latino-americanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Em todos os âmbitos, na cultura, na política, nos hábitos na vida cotidina derrubaram-se esquemas tidos por opressivos. Como as igrejas estão dentro do mundo, membros numerosos delas foram tomados por este Weltgeist. Trouxeram para dentro das Igrejas tais anseios por libertação. Começaram a se perguntar: que contribuição nós cristãos e cristãs podemos dar a partir do capital específico da fé cristã, da mensagem de Jesus que se mostrou, segundo os evangelhos, libertador? Esta questão era colocada por cristãos e cristãs que já militavam politicamente nos meios populares e nos partidos que queriam a transformação da sociedade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Acresce ainda o fato de que muitas Igrejas traduziram os apelos do Concilio Vaticano II de abertura ao mundo, para o contexto latinoamericano, como abertura para o sub-mundo e uma entrada no mundo dos pobres-oprimidos. Deste impulso, surgiram figuras proféticas, nasceram as CEBs, as pastorais sociais e o engajamento direto de grupos cristãos em movimentos políticos de libertação. Para muitos destes cristãos e cristãs e mesmo para uma significativa porção de pastores não se tratava mais de buscar o desenvolvimento. Este era entenddo como desenvolvimento do subdsenvolvimento, portanto, como uma opressão. Demandava, portanto, um projeto de libertação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Portanto, a Teologia da Libertação não caiu do céu nem foi inventada por algum teólogo inspirado. Mas emergiu do bojo desse movimento maior mundial e latino-americano, por um lado político e por outro eclesial. Ela se propôs pensar as práticas eclesiais e políticas em curso à luz da Palavra da Revelação. Ela comparecia como palavra segunda, crítica e regrada, que remetia à palavra primeira que é a prática real junto e com os oprimidos. Alguns nomes seminais merecem ser aqui destacados que, por primeiro, captaram a relevância do momento histórico e souberam encontrar-lhe a fórmula adequada, Teologia da Libertação: Gustavo Gutiérrez do Peru, Juan Luiz Segundo do Uruguai, Hugo Asmann do Brasil e Enrique Dussel e Miguez Bonino, ambos da Argentina. Esta foi a primeira geração. Seguiram-se outras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;3. Os muitos rostos dos pobres e oprimidos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A Teologia da Libertação partiu diretamente dos pobres materiais, das classes oprimidas, dos povos desprezados como os indígenas, negros marginalizados, mulheres submetidas ao machismo, das religiões difamadas e outros portadores de estigmas sociais. Mas logo se deu conta de que pobres-oprimidos possuem muitos rostos e suas opressões são, cada vez, específicas. Não se pode falar de opressão-libertação de forma generalizada. Importa qualificar cada grupo e tomar a sério o tipo de opressão sofrida e sua correspondente libertação ansiada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Desmascarou-se o sistema que subjaz a todas estas opressões, construido sobre o submetimento dos outros e da depredação da natureza. Dai a importância do diálogo que a Teologia da Libertação conduziu com a economia políica capitalista. De grande relevância crítica foi a releitura da história da América Latina a partir das vítimas, desocultando a perversidade de um projeto de invasão coletivo no qual o colono ou o militar vinha de braço dado com o missionário. Esse casamento incestuoso produziu, segundo o historiador Oswald Spengler, o maior genocídio da história. Até hoje nem as potências outrora coloniais nem a Igreja institucional tiveram a honradez de reconhecer esse crime histórico, muito menos de fazer qualquer gesto de reparação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Sem entrar em detalhes, surgiram várias tendências dentro da mesma e única Teologia da Libertação: a feminista, a indígena, a negra, a das religiões, a da cultura, a da história e da ecologia. Logicamente, cada tendência se deu ao trabalho de conhecer de forma crítica e científica seu objeto, para poder retamente avaliá-lo e atuar sobre ele de forma libertadora à luz da fé.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;4. Como fazer uma teologia de libertação&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Aqui cabe uma palavra sobre o como fazer uma teologia que seja libertadora, quer dizer, cabe abordar o método da Teologia da Libertação. O método seja talvez uma de suas contribuições mais notáveis que este modo de fazer teologia trouxe ao quefazer teológico universal. Parte-se antes de mais nada de baixo, da realidade, a mais crua e dura possível, não de doutrinas, documentos pontifícios ou de textos bíblicos. Estes possuem a função de iluminação mas não de geração de pensamento e de práticas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Face à pobreza e à miséria, a primeira reação foi, tipicamente, jesuânica, a do miserior super turbas, de compaixão que implica transportar-se à realidade do outro e sentir sua paixão. É aqui que se dá uma verdadeira experiência espiritual de encontro com aqueles que Bartolomeu de las Casas no México e Guamán Poma de Ayala no Peru chamavam de os Cristos flagelados da história. Há um encontro de puro espírito com o Cristo crucificado que quer ser baixado da cruz. Esta experiência espiritual de compaixão só é verdadeira se der origem a um segundo sentimento o de iracundia sagrada que se expessa: “isso não pode ser, é inaceitável e condenável; deve ser superado”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Destes sentimentos surge imediatamente a vontade de fazer alguma coisa. É nesse momento que entra a racionalidade que nos ajuda a evitar enganos, fruto da boa vontade mas sem crítica. Sem análise corre-se o risco do assistencialismo e do mero reformismo que acabam por reforçar o sistema. O conhecimento dos mecanismos produtores da pobreza-opressão nos mostra a necesidade de uma transformação e libertação, portanto de algo novo e alternativo. Em seguida, buscam-se as mediações concretas que viabilizam a libertação, sempre tendo como protagonista principal o próprio pobre. Aqui entra a funcionar outra lógica, aquela das metas, das táticas e estratégias para alcançá-las, das alianças com outros grupos de apoio e da avaliação da correlação de forças, do juizo prudencial acerca da reação do sistema e de seus agentes e da possibilidade real de avanço. Alcançada a meta, vale a celebração e a festa que congraçam as pessoas, lhes conferem sentimento de pertença e do reconhecimento da própria força transformadora. Então constatam empiricamente que um fraco mais um fraco não são dois fracos, mas um forte, porque a união faz a força histórica transformadora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Resumindo: estes são os passos metodológicos da Teologia a Libertação: (1) um encontro espiritual, vale dizer, uma experiência do Crucificado sofrendo nos crucificados. (2) uma indignação ética pela qual se condena e rejeita tal situação como desumana que reclama superação;(3) um ver atento que implica uma análise estrutural dos mecanismos produtores de pobreza-opressão; (4)um julgar crítico seja aos olhos da fé seja aos olhos da sã razão sobre o tipo de sociedade que temos, marcada por tantas injustiças e a urgência de transformá-la; (5) um agir eficaz que faz avançar o processo de libertação a partir dos oprimdiso; (5) um celebrar que é um festejar coletivo das vitórias alcançadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Esse método é usado na linguagem do cotidiano seja pelos meios populares que se organizam para resistir e se libertar, seja pelos grupos intermediários dos agentes de pastoral, de padres, bispos, religiosos e religiosas e leigos e leigas cujo discurso é mais elaborado, seja pelos próprios teólogos que buscam rigor e severidade no discurso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;5. Contribuições da Teologia da Libertação para a teologia universal&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A Teologia da Libertação, por causa da perspectiva dos pobres que assumiu, revelou dimensões diferentes e até novas da mensagem da revelação. Em primeiro lugar, ela propiciou a reapropriação da Palavra de Deus pelos pobres. Em suas comunidades e círculos bíblicos aprenderam comparar página da Bíblia com a página da vida e dai tirar consequências para sua prática cotidiana. Lendo os Evangelhos e se confrontando com o Jesus de Nazaré, artesão, factotum e campones mediterrâno, perceberam a contradição entre a condição pobre de Jesus e a riqueza da grande instituição Igreja. Esta está mais próxima do palácio de Herodes do que da gruta de Belém. Com respeito aprenderam a fazer suas críticas ao exerício centralizado do poder na Igreja e ao fechamento doutrinal face a questões importantes para a sociedade como é a moral familiar e sexual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A Teologia da Libertação nos fez descobrir Deus como o Deus da vida, o Pai e Padrinho dos pobres e humildes. A partir de sua essência, como vida, se sente atraido pelos que menos vida têm. Deixa sua transcendência e se curva para dizer:”ouvi a opressão de meu povo…desci para libertá-lo”(Ex 3,7). A opção pelos pobres encontra seu fundamento na própria natureza de Deus-vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Revelou-nos também a Jesus como libertador. Ele é libertador, não porque assim o chamam os teólogos da libertação, mas por causa do testemunho dos Apóstolos. Ele libertou do pecado mas também da doença, da fome e da morte. Jesus não morreu. Foi assassinado porque viveu uma prática libertária que ofendia as convenções e tradições da época. Anunciou uma proposta – o Reino de Deus – que implicava uma revolução em todas as relações; não apenas entre Deus e os seres humanos, mas também na sociedade e nos cosmos. O Reino de Deus se contrapunha ao Reino de César, o que representava um ato político de lesa-majestade. O Imperador revindicava para si o título de Deus e até de “Deus de Deus”, coisa que o credo cristão mais tarde atribuirá a Cristo. A ressurreição, ao lado de outros significados, emerge como a inauguração do “novissimus Adam”(1Cor 15,45), como uma “revolução na evolução”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Permitiu-nos identificar em Maria, não apenas aquela humilde serva do Senhor que diz fiat mas a profetiza que clama pelo Deus Go’El, o vingador dos injustiçados, aquele que derruba dos tronos os poderosos e eleva os humildes (Lc 1, 51-52). Ela clarificou também a missão da Igreja que é atualizar permanentemente, para os tempos e lugares diferentes, a gesta libertadora de Jesus e manter vivo seu sonho de um Reino de Deus que começa pelos últimos, os pobres e excluidos e que se estende até à criação inteira será finalmente resgatada, onde vige a justiça, o amor incondicional, o perdão e a paz perene.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;6. A Teologia da Libertação como revolução espiritual&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;As reflexões que acabamos de fazer nos permitem dizer: a Teologia da Libertação produziu uma revolução teológico-espiritual. Não houve muitas revoluções espirituais no Cristianismo. Mas sempre que elas ocorrem, se resignificam os principais conteúdos da fé, como assinalamos acima, emerge uma nova vitalidade e a mensagem cristã libera dimensões insuspeitadas, gerando vida e santidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;É a primeira teologia histórica que nasceu na periferia do cristianismo e distante dos centros metropolitanos de pensamento. Ela denota uma maturação inegável das Igrejas-filhas que conseguem articular, com sua linguagem própria, a mensagem cristã, sem romper a unidade de fé e a comunhão com as Igrejas-mães.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Nunca na história do cristianismo os pobres ganharam tanta centralidade. Eles sempre estiveram ai na Igreja e foram destinatários dos cuidados da caridade cristã. Mas aqui se trata de um pobre diferente, que não quer apenas receber mas dar de sua fé e inteligência. Trata-se do pobre que pensa, que fala, que se organiza e que ajuda a construir um novo modelo de Igreja-rede-de-comunidades. Os pastores de estilo autoritário não temem o pobre que silencia e obedece. Mas tremem diante do pobre que pensa, fala e participa na definição de novos rumos para a comunidade. São cristãos com consciência de sua cidadania eclesial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A irradiação da Teologia da Libertação alcançou o aparelho central da Igreja Católica, o Vaticano. Influenciadas pelos setores mais conservadores da própria Igreja latinoamericana e das elites políticas conservadoras, as instâncias doutrinárias sob o então Card. Joseph Ratzinger reagiram, em 1984 e 1986, com críticas contra a Teologia da Libertação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Mas se bem repararmos, não se fazem condenações cerradas. Tais autoridades chamam a atenção para dois perigos que acossam este tipo de teologia: a redução da fé à política e o uso não-crítico de categorias marxistas. Perigos não são erros. Evitados, eles deixam o caminho aberto e nunca invalidam a coragem do pensamento criativo. Apesar das suspeitas e manipulações que se fizeram destes dois documentos oficiais, a Teologia da Libertação pôde continuar com sua obra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Por esta razão entendemos que o Papa João Paulo II, com mais espírito pastoral que doutrinal, tenha enviado uma Mensagem ao Episcopado do Brasil no dia 6 de abril de 1986 na qual declara que esta a Teologia da Libertação, em condições de opressão, “não é somente útil mas também necessária”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Mas sobre a figura do então Card. Joseph Ratzinger pesa uma acusação irremissivel, que seguramente passará negativamente para a história da teologia: a de ter-se revelado inimigo da inteligência dos pobres e de seus aliados e de ter condenado a primeira teologia surgida na periferia da Igreja e do mundo que conferia centralidade à dignidade dos oprimidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Efetivamente, proibiu que mais de cem teólogos de todo o Continente elaborassem uma coleção de 53 tomos- Teologia e Libertação – como subsídio a estudantes e a agentes de pastoral que atuavam na perspectiva dos pobres. Mais que um erro de governo, foi um delito contra a eclesialidade e um escárneo aos pobres pelos quais deverá responder diante de Deus. Também para ele vale o dito: na tarde sua vida, os pobres serão seus juizes dos quais esperamos que tenham para com o Cardeal mais misericórdia que severidade, diante de tanta ignorância e arrogância de quem se poderia esperar apoio entusiasmado e acompanhamento diligente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Ao contrário, muitos teólogos foram postos por ele sob vigilância, advertidos, marginalizados em suas comunidades, acusados, proibidos de exercer o ministério da palavra, afastados de suas cátedras ou submetidos a processos doutrinários com “silêncio obsequioso”. Esta rigidez não dminuiu ao fazer-se Papa, mas continuou com renovado fervor. Et est videre miseriam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A Teologia da Libertação devolveu dignidade e relevância à tarefa da Teologia. Conferiu-lhe um inegável caráter ético. Os teólogos desta corrente, sem renunciar ao estudo e à pesquisa, se associaram à vida e a causa dos condenados da Terra. No apoio a seus movimentos correram riscos. Muitos conheceram a prisão, a tortura e outros o martírio. Ousamos dizer que a Teologia da Libertação junto com a Igreja da Libertação que lhe subjaz é um dos poucos movimentos eclesiais que no século XX conheceu o martírio, curiosamente praticados por cristãos repressores, atingindo leigos e leigas, religosas e religiosos, pastores, teólogos e teólogas não poupando mesmo bispos como Dom Angelelli da Argentina e Dom Oscar Arnulfo Romero de El Salvador. É o sinal da verdade desta opção pelos pobres.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Por fim, a Teologia da Libertação chama as demais teologias à sua responsabilidade social no sentido de colaborarem na gestação de um mundo mais justo e fraterno. Sua missão não se esgota numa diligência ad intra, ao espaço eclesial. Se ela não quiser escapar da indiferença e do cinismo deve se deixar mover pelo grito dos oprimidos que sobe das entranhas da Terra. Poucos são os que escutam esse clamor. Uma teologia que silencia diante do tragédia dos milhõs de famélicos e condenados a morrer antes do tempo, não tem nada a dizer sobre Deus ao mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;7. A Teologia da Libertação como revolução cultural&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Por fim, a Teologia não representou apenas uma revolução espiritual. Ela significou também uma revolução cultural. Contribuiu para que os pobres ganhassem visibilidade e consciência de suas opressões. Gestou cristãos que se fazeram cidadãos ativos e a partir de sua fé se empenharam em movimentos sociais, em sindicatos e em partidos no propósito de dar corpo a um sonho, que tem a ver com o sonho de Jesus, o de construir uma convivência social na qual o maior número possa participar e todos juntos possam forjar um futuro bom para a humanidade e para a natureza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;É mérito da Igreja da Libertação com sua Teologia da Libertação subjacente ter contribuido decididamente na construção do Partido dos Trabalhadores, do Movimento dos Sem Terra, do Conselho Indigenista Missionário, da Comissão da Pastoral da Terra, da Pastoral da Criança, dos Hansenianos e dos portadores do virus HIV que foram os instrumentos para praticar a libertação e assim realizar os bens do Reino. Aqui o cristianismo mostrou e mostra a primazia da ortopraxis sobre a ortodoxia e a importância maior das práticas sobre as prédicas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Nascida na América Latina, esta teologia se expandiu por todo o terceiro mundo, na Africa, na Asia, especialmente naquelas Igrejas particulares que penetraram no universo dos pobres e oprimdos e em movimentos dos paises centrais ligados à solidariedade internacional e ao apoio às lutas dos oprimidos, na Europa e nos Estados Unidos. De forma natural, ela se associou ao Forum Social Mundial e encontrou lá visibilidade e espaço de contribuição às grandes causas vinculadas ao um outro mundo possível e necessário, articulando o discurso social com o discurso da fé.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Em todas as questões abordadas, a preocupação é sempre essa: como vai a caminhada dos pobres e dos oprimdos no mundo? Como avança o Reino com seus bens e que obstáculos encontra pela frente, vindos da própria instituição eclesial, não raro tardia em tomar posições e insensível aos problemas do homem da rua e aqueles derivados principalmente das estratégias dos poderosos, decididos em manter invisíveis e silenciados os oprimidos para continuarem sua perversa obra de acumulação e dominação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;8. O futuro da Teologia da Libertação&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Que futuro tem e terá a Teologia da Libertação? Muitos pensam e lhe interessa pensar assim que ela é coisa dos anos 70 do século passado e que já perdeu atualidade e relevância. Só mentalidades cínicas podem alimentar tais desejos, totalmente alienadas com o que passa com o planeta Terra e com o destino dos pobres no mundo. O desafio central para o pensamento humanitário e para a Teologia da Libertação é exatamente o crescente aumento do número de pobres e o acelerado aquecimento global e a opressão dos pobres. Lamentavelmente, cada vez menos pessoas, grupos e igrejas estão dispostos a ouvir seu clamor canino que se dirige ao céu. Uma Igreja e uma teologia que se mostram insensíveis a esta paixão se colocam a quilômetros luz da herança de Jesus e da libertação que ele anunciou e antecipou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A Teologia da Libertação não morreu. Ela é atualmente mais urgente do que quando surgiu no final dos anos 60 do século XX. Apenas ficou mais invisível pois saiu do foco das polêmicas que interessam a opinião pública. Enquanto existirem neste mundo pobres e oprimidos haverá pessoas, cristãos e Igrejas que farão suas as dores que afligem a pele dos pobres, suas as angústias que lhes entristecem a alma e seus os golpes que lhes atingem o coração. Estes atualizarão os sentimentos que Jesus teve para com a humanidade sofredora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;No contexto atual de degradação da Mãe Terra e da devastação continuada do sistema-vida, a Teologia da Libertação entendeu que dentro da opção pelos pobres deve incluir maximamente a opção pelo grande pobre que é o Planeta Terra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Ele é vítima da mesma lógica que explora as pessoas, subjuga as classes, domina as nações e devasta a natureza. Ou nos libertamos desta lógica perversa ou ela nos poderá levar a uma catástrofe social e ecológica de dimensões apocalípticas, não excluída a possibilidade até da extinção da espécie humana. A inclusão desta problemática, quiça, a mais desafiante de nosso tempo, fez nascer uma vigorosa Ecoteologia da Libertação. Ela se soma a todas as demais iniciativas que se empenham por um outro paradigna de relação para com a natureza, com outro tipo de produção e com formas mais sóbrias e solidárias de consumo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Que futuro tem a Teologia da Libertação? Ela tem o futuro que está reservado aos pobres e oprimidos. Enquanto estes persistirem há mil razões para que haja um pensamento rebelde, indignado e compassivo que se recusa aceitar tal crueldade e impiedade e se empenhará pela libertação integral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Ela não terá lugar dentro do atual sistema capitalista, máquina produtora de pobreza e de opressão. Ela só poderá existir na forma de resistência, sob perseguições, difamações e martírios. Mesmo assim, porque nenhum sistema é absolutamente fechado, ela poderá colocar cunhas por onde o pobre e o oprimido construirão espaços de liberdade. Por isso, a Teologia da Libertação possui uma clara dimensão política: ela quer a mudança da sociedade para que nela se possam realizar os bens do Reino e os seres humanos possam conviver como cidadãos livre e participantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Que futuro tem a Teologia da Libertação denro do tipo de Igreja-instituição que possuimos? Mantido o atual sistema, cujo eixo estruturador é a sacra potestas, o poder sagrado, centralizado somente na hierarquia, ela só poderá ser uma teologia no cativeiro e relegada à marginalidade. Ela é disfuncional ao pensamento oficial e ao modo como a Igreja se organiza hierarquicamente: de um lado o corpo clerical que detém o poder sagrado, a palavra e a direção, e do outro, o corpo laical, sem poder, obrigado a ouvir e a obedecer. Na esteira do Concílio Vaticano II, a Teologia da Libertação se baseia num conceito de Igreja comunhão, rede de comunidades Povo de Deus e poder sagrado como serviço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Esta visão de Igreja foi nos últimos decênios praticamente anulada por uma política curial de volta à grande disciplina e pelo reforço à estrutura hierárquica de orgnização eclesial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Assim se fecharam as portas à conciliação tentada pelo Concílio Vaticano II entre Igreja Povo de Deus e Igreja Hierárquica, entre Igreja-poder e Igreja-comunhão. O difícil equilíbrio alcançado foi logo rompido ao se entender a comunhão como comunhão hierárquica, o que anula o conteúdo inovador deste conceito que supõe a participação equânime de todos e a hierarquia funcional de serviços e não a hiierarquia ontológica de poderes. A burocracia vaticana e os Papas Wojtyla e Ratzinger nterpretaram o Vaticano II à luz do Vaticano I centralizando novamente a Igreja ao redor do poder do Papa e esvaziando os poucos órgãos de colegialidade e participação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Não devemos ocultar o fato de que ao optar pelo poder a Igreja institituição optou pelos que também têm poder, numa palavra, os ricos. Os pobres perderam centralidade. A eles está reservada a assistência e a caridade que nunca faltaram. Mas quem opta pelo poder fecha as portas e as janelas ao amor e à misericórdia. Lamentavelmente ocorreu com o atual modelo de Igreja, burocrático, frio e nas questões concernentes à sexualidade, a homoafetividade, à AIDS e ao divórcio, sem misericórdia e humanidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Nestas condições, não há como fazer uma Teologia da Libertação como um bem da Igreja local e universal que toma a sério a questão dos pobres e da justiça social. Ela subverte a ordem estabelecida das coisas. Seu destino será a deslegitimação e a perseguição. Não será exagero dizer que ela vive e viveu o seu mistério pascal: sempre rejeitada, sempre sepultada e também sempre de novo ressuscitada porque o clamor dos pobres não permite que ela morra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Mas na Igreja instituição, apesar de suas graves limitações, sempre há pessoas, homens e mulheres, padres, religiosos e religiosas e bispos que se deixam tocar pelos crucificados da história e se abrem ao chamado do Cristo libertador. Não apenas socorrem os pobres mas se colocam do lado deles e com eles caminham buscando formas alternativas de viver e de expressar a fé.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Qual o futuro da Teologia da Libertação? Ecumênica desde seus inícios, ela vicejará naquelas Igrejas que se remetem ao Jesus dos evangelhos, àquele que proclamou benaventurados os pobres e que se encheu de compaixão pelo povo faminto e que, num gesto de libertação, multiplicou os pães e os peixes. Estas Igrejas ou porções delas, ousadamente mantem a opção pelos pobres contra a sua pobreza. Entenderão esta opção como um imperativo evangélico e a forma, talvez a mais convincente, de preservar o legado de Jesus e de atualizá-lo para os nossos tempos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;9.Onde encontrar hoje a Teologia da Libertação&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Qual será o futuro da Teologia da Libertação? Está em seu presente. Ela continua viva e cresce, com caráter ecumênico, na leitura popular da Bíblia, nos círculos bíblicos, nas comunidades eclesiais de base, nas pastorais sociais, no movimento fé e política e nos trabalhos pastorais nas periferias das cidades e nos interiores do paises. Neste nivel e por sua natureza ecumênica e popular esta teologia, de certa forma, escapa da vigilância das autoridades doutrinárias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Ela é a teologia adequada àquelas práticas que visam a transformação social e a gestação de um outro modo de habitar a Terra. Se alguém quiser encontrar a Teologia a Libertação não vá às faculdades e institutos de teologia. Ai encontrará fragmentos e poucos representantes. Mas vá às bases populares. Ai é seu lugar natural e ai viceja vigorosamente. Ela está reforçando o surgimento de um outro modelo de Igreja mais comunitário, evangélico, participativo, simples, dialogante, espiriual e encarnado nas culturas locais que lhe conferem um rosto da cor da população, em nosso caso, indio-negro-latinoamericano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Alçando a vista numa perspectiva universal, tenho uma como que visão. Vejo a multidão de pobres, de mutilados, aqueles que o Apocalipse chama “de sobreviventes da grande tribulação” (7,14) cujas lágrimas são enxugadas pelo Cordeiro, organizados em pequenos grupos erguendo a bandeira do Evangelho eterno, da vida e da libertação. Seguidores do Servo sofredor e do Profeta perseguido e ressuscitado a eles está confiado o futuro do Cristianismo, disseminado no mundo globalizado em redes de comunidades, enraizado nas distintas culturas locais e com os rostos dos seres humanos concretos. Deixando para trás a pretensão de excepionalidade que tantas separações trouxe, se associarão a outras igrejas, religiões e caminhos espirituais no esforço de manter viva a chama sagrada da espiritualidade presente em cada pessoa humana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Dentro deste tipo comunional e de mútua aceitação das diferentes igrejas, a Teologia da Libertação terá um lugar natural. Ela recolherá reflexivamente os esforços dos cristãos pelo resgate da dignidade dos pobres e da dignidade e dos direitos da Terra e animará a caminhada da humanidade rumo a um mundo que ainda não conhecemos mas que cremos estar alinhado àquele que Jesus sonhou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" 
