O absurdo e a Graça

Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado. Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME ! Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo, não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder. "Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados. Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça " é igualmente mentir ou trapacear... "Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado, não mais estranhos, mas estranhamente amigos" A cada dia, nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo, ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup) * O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus livros retiros, seminários e workshops *
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20 de fevereiro de 2024

Quem controla o meu comportamento ?

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Dois amigos, ao se dirigirem para o trabalho, resolveram comprar um jornal.

Um deles sugeriu que fossem até a banca do outro lado da rua, onde diariamente comprava seu jornal.

Cumprimentou animadamente o dono da banca, que respondeu friamente e nem sequer levantou os olhos.
Pagou o jornal e se despediu com o mesmo entusiasmo.
A resposta à despedida nem foi ouvida.

O amigo comentou:
- Você compra jornal aqui todos os dias e este cara lhe trata assim?
- E'. Sempre mal-humorado.
- E você o trata com tanta educação?
- Claro! Não deixo que ele defina a maneira como vou me comportar.

Não importa se a pessoa é educada ou não.
Eu posso me comportar da maneira que gosto, com base nas minhas crenças e valores.
Se me torno agressivo sempre que alguém me agride, estou permitindo que ela controle o meu comportamento.
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21 de agosto de 2021

Vai, segue seu caminho...

Este é um ensinamento cristão de verdade, não o monte de culpas e medo com que algumas pessoas oprimem seus irmãos. Jesus veio libertar a humanidade e não criar um bando de seguidores neuróticos dependentes de falsos seguidores em sua mensagem de amor e paz.

Li hoje esse texto e achei ele perfeito não é de minha autoria, embora eu gostaria de trê-lo escrito. Não havia indicação de autor.

Estava andando no supermercado hoje, e de repente ouvi um barulho de coisa quebrando. Cruzei o supermercado, e notei que tinha alguns funcionários cochichando. Quando entrei no corredor prá onde olhavam, vi uma cena triste. A repositora tinha batido o carrinho na gôndola de pratos e copos. Ela, ajoelhada, em desespero juntando os cacos, enquanto seu colega pegava cada código de barra de cada louça quebrada dizendo: viu? viu? Agora a conta disso vai sobrar pra você.
Cena triste. Alguém que errou, com aquele show de olhares encima. Quando me aproximei, um rapaz veio, se ajoelhou ao lado dela e disse:

                            

- Deixa aí, que a gente limpa. Pede para o bombeiro ver esse corte na sua mão.

Ela olhou prá ele, com uma afeição envergonhada e disse:

- Não! Eu tenho que juntar isso prá pagar.

Aquele rapaz apenas disse:

- Fique tranquila! Temos seguro para esse tipo de perda, e você não tem que pagar nada.
Segue, vai!
O rapaz, quando levantou, pude notar que ele tinha a identificação de gerente do supermercado.

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Prá você que leu até aqui, gostaria que você me desse um minuto apenas. Aonde estiver, feche seus olhos, e imagine Deus fazendo o mesmo por você!
Ele te ajudando a recolher os cacos que a vida traz de graça.
Ele te curando e dando a certeza que seus pecados e erros serão perdoados.
Existe um seguro chamado “Graça”, que se você aceitar quando reconhecer que errou, o Gerente da Existência do Universo dirá:
SEGUE, VAI!
 Os seus erros, não intencionais, não premeditados e sem nenhuma maldade jamais lhe serão cobrados.


12 de junho de 2017

A Ilusão do Sistema capitalista

Entendendo o mercado 



Mês de maio, às margens do Mar Negro. Chovia muito e o vilarejo estava totalmente abandonado.Eram tempos muito difíceis e todos tinham dívidas e viviam de empréstimos.
De repente, chega ao vilarejo um turista muito rico. Entra no único hotel do vilarejo, coloca sobre o balcão uma nota de 100 euros e sobe as escadas para escolher um quarto.
O dono do hotel pega os 100 euros e corre para pagar sua dívida com o açougueiro.
O açougueiro pega o dinheiro e corre para pagar o criador de gado.
O criador pega o dinheiro e corre para pagar a prostituta do vilarejo, que por conta da crise, trabalhou fiado.
A prostituta corre para o hotel e paga o dono pelo quarto que alugou para atender seus clientes.

Nesse instante, o turista desce as escadas após examinar os quartos, pega o dinheiro de volta, diz que não gostou de nenhum dos quartos e abandona o vilarejo.
Ninguém lucrou absolutamente nada,

mas, toda a aldeia vive hoje sem dívidas, otimista por um futuro melhor....

13 de maio de 2017

Isto Também Passará - uma história Sufi


Um dervishe, depois de uma árdua e longa viagem através do deserto, chegou por fim à civilização. O povoado se chamava Colinas Arenosas e era quente e seco. Não havia muito verde, exceto feno para o gado e alguns arbustos. As vacas eram o principal meio de vida das pessoas de Colinas Arenosas. O dervishe perguntou educadamente a alguém que passava se havia algum lugar onde poderia encontrar comida e abrigo para aquela noite.
- Bem, disse o homem coçando a cabeça - não temos um lugar assim no povoado, mas estou certo de que Shakir ficará encantado de lhe brindar com sua hospitalidade esta noite.
Então o homem indicou o caminho da fazenda de propriedade de Shakir, cujo nome significa "o que agradece constantemente ao Senhor".
No caminho até a fazenda, o dervishe parou perto de um pequeno grupo de anciões que estavam fumando cachimbo e eles confirmaram a direção. Eles disseram que Shakir era o homem mais rico da região.
Um dos homens disse que Shakir era dono de mais de mil vacas.
- E isso é maior do que a riqueza de Haddad, que vive no povoado ao lado.
Pouco tempo depois o dervishe estava parado em frente a casa de Shakir a admirando. Shakir, que era uma pessoa muito hospitaleira e amável, insistiu para que o dervishe ficasse por alguns dias em sua casa.
A mulher e as filhas de Shakir eram igualmente amáveis e deram o melhor para o dervishe. Inclusive, ao final de sua estadia, lhe deram uma grande quantidade de comida e água para sua viagem.
No seu caminho de volta para o deserto, o dervishe não conseguia parar de se perguntar o significado das últimas palavras de Shakir.
No momento da despedida o dervishe havia dito:
- Dê Graças a Deus pela riqueza que tens.
- Dervishe - havia respondido Shakir - não se engane pelas aparências, porque isto também passará.
Durante o tempo em que havia passado no caminho Sufi, o dervishe havia compreendido que qualquer coisa que ouvisse ou visse durante sua viagem lhe oferecia uma lição para aprender, e portanto, valia a pena considerá-la. Além de tudo, essa era a razão pela qual havia feito a viagem, para aprender mais.
As palavras de Shakir ocuparam seus pensamentos e ele não estava seguro de ter compreendido completamente o seu significado.
Quando estava sentado sob a sombra de um arbusto para rezar e meditar, recordou do ensinamento Sufi sobre guardar silencio e não se precipitar em tirar conclusões para finalmente alcançar a resposta. Quando chegasse o momento, compreenderia, já que havia sido ensinado a permanecer em silêncio e sem fazer perguntas. Para tanto, fechou a porta dos seus pensamentos e submergiu sua alma em um estado de profunda meditação.
E assim se passaram mais cinco anos, viajando por diferentes terras, conhecendo pessoas novas e aprendendo com suas experiências no caminho. Cada nova aventura oferecia uma lição a ser aprendida. Entretanto, como requeria o costume Sufi, permanecia em silêncio, concentrado nas ordens do seu coração.
Um dia, o dervishe voltou a Colinas Arenosas, o mesmo povoado onde havia passado alguns anos antes. Se lembrou de seu amigo Shakir e perguntou por ele.
- Está vivendo no povoado ao lado, a dez milhas daqui. Agora trabalha para Haddad - respondeu um homem do povoado.
O dervishe lembrou surpreendido que Haddad era o outro homem rico da região. Contente com a idéia de voltar a ver Shakir outra vez, se apressou para ir ao povoado vizinho. Na maravilhosa casa de Haddad, o dervishe foi bem recebido por Shakir, que agora parecia muito mais velho e estava vestido em andrajos.
- O que lhe aconteceu? - quis saber o dervishe.
Shakir respondeu que uma enchente três anos antes o havia deixado sem vacas e sem casa; assim ele e sua família se tornaram empregados de Haddad, que sobreviveu à enchente e agora desfrutava da posição de homem mais rico da região. Entretanto, esta alteração na sorte não havia mudado o caráter amistoso e atencioso de Shakir e de sua família.
Cuidaram amavelmente do dervishe na sua cabana durante os dois dias e lhe deram comida e água antes dele sair.
Na despedida, o dervishe disse:
- Sinto muito pelo que aconteceu com você e sua família. Mas sei é que Deus tem um motivo para aquilo que faz..
- Mas não se esqueça, isto também passará.



A voz de Shakir ressoou como um eco nos ouvidos do dervishe. O rosto sorridente do homem e seu espírito tranqüilo não abandonavam seu pensamento.
- O que ele quer dizer com esta frase desta vez?
O dervishe sabia agora que as últimas palavras de Shakir na sua visita anterior se anteciparam às mudanças que ocorrerem. Mas dessa vez, se perguntava o que poderia justificar um comentário tão otimista. Assim deixou a frase de lado outra vez, preferindo esperar pela resposta.
Passaram meses e anos, e o dervishe, que estava ficando velho, continuou viajando sem nenhuma intenção de parar.
Curiosamente, suas viagens sempre o levavam de volta ao povoado onde vivia Shakir. Assim sendo, demorou sete anos para voltar a Colinas Arenosas e Shakir estava rico outra vez. Agora vivia na casa principal da propriedade de Haddad e não na pequena cabana.
- Haddad morreu há dois anos - explicou Shakir - e, como não tinha herdeiro, decidiu deixar sua fortuna para mim como recompensa dos meus leais serviços.
Quando estava terminando sua visita, o dervishe se preparou para a viagem mais importante de sua vida: cruzaria a Arábia Saudita para fazer sua peregrinação a pé até Meca, uma antiga tradição entre seus companheiros. A despedida de seu amigo não foi diferente das outras vezes. Shakir repetiu sua frase favorita:
- Isto também passará.
Depois da peregrinação, o dervishe viajou à Índia. Ao voltar a sua terra natal, Pérsia, decidiu visitar Shakir mais uma vez para ver o que havia acontecido com ele. Assim, mais uma vez se pós em marcha para Colinas Arenosas. Mas em vez de de encontrar seu amigo Shakir, lhe mostraram uma humilde tumba com a inscrição "Isto também passará". O dervishe ficou ainda mais surpreendido do que das outras vezes, quando o próprio Shakir havia pronunciado estas palavras.
- As riquezas vem e as riquezas se vão - pensou o dervishe - mas, como pode trocar um túmulo?
A partir de então o dervishe adquiriu o costume de visitar a tumba de seu amigo de tantos anos e passava algumas horas meditando na morada de Shakir. Entretanto, em uma de suas visitas o cemitério e a tumba haviam desaparecido, arrasados por uma enchente. Agora, o velho dervishe havia perdido o único vestígio deixado por um homem que havia marcado tão excepcionalmente as experiências de sua vida. O dervishe permaneceu durante horas nas ruínas do cemitério, olhando o chão fixamente. Finalmente, levantou a cabeça em direção ao céu e então, como se houvesse descoberto um significado mais elevado, abaixou a caberá em sinal de confirmação e disse:
- Isto também passará.
Finalmente o dervishe ficou muito velho para viajar, decidindo se fixar e viver tranqüilo e em paz pelo resto de sua vida.
Os anos se passaram e o ancião se dedicava a ajudar a quem se acercava dele para os quais aconselhava e a compartilhar suas experiências com os jovens. Vinha gente de todas as partes para beneficiar-se de sua sabedoria. Finalmente, sua fama chegou até o grade conselheiro do rei, que casualmente estava buscando alguém com grande sabedoria.
O fato era que o rei desejava que lhe fizessem um anel. O anel teria de ser especial: devia ter uma inscrição de tal forma que quando o rei se sentisse triste, olhasse o anel e ficaria contente e se estivesse feliz, ao olhar o anel se entristeceria.
Os melhores joalheiros foram contratados e muitos homens e mulheres se apresentaram para dar sugestões sobre o anel, mas o rei não gostava de nenhuma. Então o conselheiro escreveu para o dervishe explicando a situação, pedindo ajuda e o convidando para ir ao palácio. Sem abandonar sua casa, o dervishe enviou sua resposta.
Poucos dias mais tarde, um anel foi feito com uma esmeralda e foi entregue ao rei. O rei, que havia estado deprimido por vários dias, mal o recebeu, botou o anel no dedo e olhando-o, deu um suspiro de decepção.
Logo começou a sorrir e, pouco depois, ria às gargalhadas.
No anel que usava estavam escritas as palavras "Isto também passará".

9 de setembro de 2015

Aprendendo com "gente primitiva "

Esta é uma história de "gente primitiva" para alguns "gente atrasada" mesmo...
Leia e conclua quem é na verdade primitivo e atrasado...


Um antropólogo estava estudando os usos e costumes de uma tribo africana e, quando terminou seu trabalho, sugeriu uma brincadeira para as crianças: - pôs um cesto muito bonito, cheio de doces embaixo de uma árvore e propôs às crianças uma corrida. Quem vencesse ganharia o bonito e delicioso presente. Quando ele disse “já”, todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção ao cesto. Dividiram tudo entre si muito felizes.

O antropólogo ficou surpreso com a atitude das crianças. Elas lhe explicaram: “Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?” Ele, então, percebeu a essência daquele povo. Não havia competição, mas sim colaboração. Ubuntu significa: “Sou quem sou, porque somos todos nós!”

1 de dezembro de 2014

Fábula do rato e companheirismo

Mario Sérgio Cortela do livro "Qual é a tua Obra"

Mario Sergio Cortella, conta no livro Qual é a tua Obra, que já falamos aqui, esta fábula do rato e do fazendeiro, como fábula da coletividade.


Em uma pequena chácara vivia uma mulher e seu marido fazendeiro. Por lá também viviam alguns animais: a vaca, o porco, a galinha e o RATO.

O rato vivia tranquilamente em um buraco na parede da casa e tinha boa convivência com os outros animais, mas em um certo dia ficou desesperado.
A senhora dona da casa havia colocado uma ratoeira para pegá-lo.



Na hora que viu a armadilha, saiu correndo para pedir ajuda a seus colegas animais:



– Vaca, nós estamos com um problemão, armaram uma ratoeira lá na casa.
A vaca, que estava mascando capim, deu risada.
– Nós? Por um acaso entro na casa do fazendeiro? Aliás, você já viu ratoeira pegar vaca? Isto é problema seu.
O rato ainda desesperado saiu a procura do porco:
– Porco, está havendo uma baita confusão, a mulher do fazendeiro colocou uma ratoeira em casa.
– Ratoeira? Olha o meu tamanho, você acha que ratoeira pega um porco como eu? Se vire, isto é um problema seu.
O rato, triste e perplexo por ninguém lhe ajudar, correu para conversar com a galinha:
– Galinha, nós estamos com um problema muito sério.
– Mais problemas eu não aguento, já tenho que botar um monte de ovos e você me aparece com mais problemas? Não quero nem saber…
– Mas tem uma ratoeira armada lá na casa, disse desesperadamente o rato!
– Mas isso não é comigo, é contigo.
O rato foi embora triste e desapontado, pois não conseguiu sensibilizar ninguém a ajudá-lo.
À noite todos dormiram e, de repente, splaft.
A ratoeira desarmou.
O barulho chamou a atenção de todos lá na chácara. Todos correram para ver o que aconteceu……..
inclusive o rato.
Era uma cobra cascavel que havia sido pega na ratoeira.
A mulher levantou-se e foi tirar a cascavel da ratoeira e num descuido, tomou uma picada.
Foi levada imediatamente ao hospital por seus parentes, onde ficou internada por vinte dias, na volta, com a saúde muito debilitada, precisava de muitos cuidados e uma alimentação especial.
Qual a melhor dieta para recuperar a saúde?
Canja!
Lá se foi a galinha.
Depois de um mês, com a saúde restabelecida, resolveu oferecer um almoço para todos seus parentes que a tinham ajudado.
E lá se foi o porco (assado no espeto).
Para completar o tratamento no hospital tinha ficado muito caro, não houve alternativa, tiveram que vender a vaca para um açougueiro.
Você não está sozinho no mundo

Cuidado: a ratoeira pode não te pegar em um primeiro momento, mas seus efeitos podem ser devastadores.


26 de julho de 2014

A IMPORTÂNCIA DE SERMOS NÓS MESMOS!

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Certo dia, um discípulo, que era muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen. Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o discípulo sentiu-se repentinamente inferior.
Ele então disse ao Mestre?
- “Por que estou me sentindo inferior”?
Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me sentira assim antes.
Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum.
Por que estou me sentindo assustado agora?"
O Mestre falou:
- "Espere. Quando todos tiverem partido, responderei".
Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o discípulo estava ficando mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o discípulo perguntou novamente:
- "Agora você pode me responder por que me sinto inferior?"
O Mestre o levou para fora. Era uma noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte.
Ele disse:
- Olhe para estas duas árvores: a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca houve problema algum. A árvore menor jamais disse à maior:
Por que me sinto inferior diante de você?
Esta árvore é pequena e aquela é grande - este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso.
O discípulo então argumentou:
- Isto se dá porque elas não podem se comparar.
E o Mestre replicou:
- Então não precisa me perguntar.
Você sabe a resposta.
Quando você não compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem.
Você é o que é, e simplesmente existe.
Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa, você é você mesmo.
Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas.
O canto de um pássaro é tão necessário quanto nós, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer.
Simplesmente olhe à sua volta.
Tudo é necessário e tudo se encaixa.
É uma unidade orgânica: ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior.
Cada um é incomparavelmente único.
Você é necessário e basta.
Na Natureza, tamanho não é diferença.
Tudo é expressão igual de vida!
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3 de dezembro de 2008

Uma Parábola dos novos tempos - A Reunião de Satanás

(autor desconhecido)

A Reunião de Satanás
Satanás convocou uma Convenção Mundial dos demônios.

Em seu discurso de abertura, ele disse:
"Não podemos impedir os cristãos de irem à igreja"
"Não podemos impedi-los de ler as suas Bíblias e conhecerem a verdade"

"Nem mesmo podemos impedi-los de formar um relacionamento íntimo com o seu Salvador".
E, uma vez que eles ganham essa conexão com Jesus, o nosso poder sobre eles está quebrado.
"Então vamos deixá-los ir para suas igrejas, vamos deixá-los com os almoços e jantares que nelas organizam, vamos roubar-lhes o TEMPO que têm, de maneira que não sobre tempo algum para desenvolver um relacionamento com Jesus Cristo".
"O que quero que vocês façam é o seguinte", disse o diabo:
"Distraia-os a ponto de que não consigam aproximar-se do seu Salvador"

Como vamos fazer isto? Gritaram os seus demônios.
Respondeu-lhes:
"Mantenham-nos ocupados nas coisas não essenciais da vida, e inventem inumeráveis assuntos e situações que ocupem as suas mentes"
"Tentem-nos a gastarem, gastarem, gastarem, e tomar emprestado, tomar emprestado"
"Persuadam as suas esposas a irem trabalhar durante longas horas, e os maridos a trabalharem de 6 à 7 dias por semana, durante 10 à 12 horas por dia, a fim de que eles tenham capacidade financeira para manter os seus estilos de vida fúteis e vazios."
"Criem situações que os impeçam de passar algum tempo com os filhos" "À medida que suas famílias forem se fragmentando, muito em breve seus lares já não mais oferecerão um lugar de paz para se refugiarem das pressões do trabalho".
"Estimulem suas mentes com tanta intensidade, que eles não possam mais escutar aquela voz suave e tranqüila que orienta seus espíritos".
"Encham as mesinhas de centro de todos os lugares com revistas e jornais".
"Bombardeiem as suas mentes com noticias, 24 horas por dia"."Mantenham lindas e delgadas modelos nas revistas e na TV, para que seus maridos acreditem que a beleza externa é o que é importante, e eles se tornarão mal satisfeitos com suas próprias esposas".
"Mantenha-os de tal modo ocupados que nem pensem em andar ou ficar na natureza, para refletirem na criação de Deus.
Ao invés disso, mande-os para Parques de Diversão, acontecimentos esportivos, peças de teatro, concertos e ao cinema.
Mantenha-os sempre ocupados, ocupados."
Estimulem a COMPETIÇÃO: campeonatos, Olimpíadas. Façam com que procurem o tempo todo superarem-se uns aos outros. Estimulem a competição para que queberem sempre seus pórpios recordes, levem-nos até a exaustão e convençam a todos que isso é saudável e importante para o desenvolvimento de suas crianças.
"Quando se reunirem para encontros, ou uma reuniões espirituais, envolva-os em mexericos, fofocas, maledicências e conversas sem importância, para que, ao saírem, o façam com as consciências bem pesadas e com a desagradavel sensação de que aquele lugar e aquelas pessoas não lhes fazem bem".
"Encham as vidas de todos eles com tantas causas nobres e importantes a serem defendidas que não tenham nenhum tempo para coisas como silêncio, oração e contato com a voz de Deus em seu interior".
Muito em breve, eles estarão buscando em suas próprias forças, as soluções para seus problemas e causas que defendem, sacrificando sua saúde e suas famílias pelo bem da causa."
"Isto vai funcionar!! Vai funcionar !!
" Os demônios ansiosamente partiram para cumprirem as determinações do chefe, fazendo com que os cristãos, em todo o mundo, ficassem mais ocupados, e mais apressados, indo daqui para ali e vice-versa, tendo pouco tempo para Deus e para suas famílias. Não tendo nenhum tempo para contar à outros sobre o poder de Deus para transformar vidas.

Creio que a pergunta é:
Teve o diabo sucesso nas suas maquinações?

29 de novembro de 2008

“Autobiografia em Cinco Capítulos”

(Poema de Nyoshul Khenpo )

"capítulo I
Ando pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio.
Estou perdido...sem esperança.
Não é culpa minha.
Levo uma eternidade para encontrar a saída.
Capítulo II
Ando pela rua .
Há um buraco fundo na calçada,
mas, finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda assim leva um tempão para sair.
capítulo III
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Vejo que ele alí está
Ainda assim caio...é um hábito.
Meus olhos se abrem.
Sei onde estou.
A responsabilidade é toda minha!
Saio imediatamente.
Capítulo IV
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.
Capítulo V
Ando por outra rua.”
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