O absurdo e a Graça

Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado. Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME ! Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo, não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder. "Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados. Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça " é igualmente mentir ou trapacear... "Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado, não mais estranhos, mas estranhamente amigos" A cada dia, nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo, ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup) * O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus livros retiros, seminários e workshops *
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2 de abril de 2021

O longo caminho da nova civilização

                          

Eu em 1986, na época em que se comemorou uma grande conjunção de planetas no céu, tomei contato com um autor e com um livro que marcou a minha vida. O Livro foi “O ponto de Mutação” do Fritjof Cappra. Depois tive oportunidade de ler os outros livros dele, mas nenhum me impactou tanto quanto esse. Foi um tempo de intensa reflexão, fizemos grupo de estudos, grupos de discussão, mas acho que o que mais me cativou foi ver no livro, uma tese que um velho professor de biologia da faculdade, me apresentou em 1971, quando eu estava entrando na universidade. O Professor sustentava que a nossa civilização já naquela época estava agonizando, mas que em algum lugar do planeta, as sementes da nova civilização estavam já germinando. Eu na época com meus 19 para 20 anos, fiquei tão fascinado com a ideia que passei a buscar mais informação, mas não encontrava nada publicado sobre o assunto ou alguém que pudesse me ampliar esse conceito, o professor Fraga, infelizmente havia falecido e eu fiquei com isso, até encontrar o livro do Capra que lá pelas tantas sustentava com alguns gráficos inclusive essa mesma ideia.


O Livro sustenta que ao atingimos o ponto de mutação um novo paradigma surgiria. Na verdade o ponto de mutação é um hexagrama do I Ching , o velho oráculo Chines, que C. G. Jung tanto  gostava de usar, não como oráculo ou instrumento de predição, mas como ferramenta para autoconhecimento. Pois bem, no livro o hexagrama 24 tem o seguinte resumo:

Ao término de um período de decadência sobrevêm o ponto de mutação. A luz poderosa que fora banida ressurge. Há movimento, mas este não é gerado pela força... O movimento é natural, surge espontaneamente. Por essa razão, a transformação do antigo torna-se fácil. O velho é descartado, e o novo ê introduzido. Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando daí, portanto, nenhum dano.  (I Ching – o livro/ oráculo das mutações)

Nestes tempos de perplexidade quando fica difícil manter a esperança, e seguindo os caminhos propostos por Jung. ao meditar sobre o livro das mutações, não há como não reconhecer o Hexagrama 24 como o mais indicador do momento atual de nossa história humana. Que venham logo os novos paradigmas, embora eu saiba que ainda teremos uma longa noite de muitas dificuldades e sofrimentos até raiar um novo dia...



Neste momento que estamos vivendo precisamos fazer uma reavaliação de nossas atitudes e comportamenteos. Promover uma reconciliação com nossos fantasmas, e isso
  passa fatalmente por um processo de perdão.

Não tenho dúvidas quanto a importância do perdão, mas  depois de tantos anos em que a humanidade passou sob o domínio do medo e da culpa, acho que precisamos em primeiro lugar começar a nos perdoar , afinal o nosso olhar precisa se voltar para dentro, lá onde Deus nos habita, Ele não está no alto, nem além de nós. Nas palavras de Jesus o reino de Deus está no meio de nós, e o próprio S. Paulo nos deixou por escrito em uma de suas cartas “ não sabeis que sois o templo onde habita Deus?

Tenho certeza de que a criação é perfeita e até esse vírus tem um importante papel na nossa história. Depois de um tempo de exterioridades somos obrigados a nos recolher, a viver na intimidade de nossos lares. É como se ele (o vírus) nos dissesse voltem-se para dentro, 
encontre o divino que habita em todos vocês. Avaliem o quanto de supérfluo nós fingimos que era imprescindível. Porque tanto cuidado em parecer o que não se é na realidade.

Neste isolamento cada um é o que é, sem retoques, sem maquiagens. E o medo, um medo verdadeiro agora nos afronta. Um vírus,  diminuto, invisível, que ameaça toda a humanidade. E que não faz nenhuma distinção de status, raça gênero. Faz-nos olhar de frente para o fato que todos são iguais perante a morte. Passamos a viver numa verdadeira guerra, num caos generalizado.

É é desse caos, que ainda deve perdurar, que vai nascer a nova civilização. Aos que perguntam quando, a resposta se faz simples e direta: quanto todos nós tivermos aprendido a lição.

28 de fevereiro de 2020

SOMOS UM !

Destruir a natureza em nível mais profundo é uma espécie de suicídio!


Enquanto não compreendermos que fazemos parte da natureza e não somos superiores a ela nem a nenhuma outra criatura, continuaremos nos matando. Somos UM , pertencemos a uma unidade que engloba tudo e todos.
Até mesmo aqueles que não aceitamos, não gostamos ou temos aversão. Todos somos criaturas da grande inteligência que criou o universo, não importa o nome que se queira dar a esse princípio criador.


Não importa muito se Adão e Eva, ou Big bang.criacionismo ou evolucionismo, Houve um princípio, uma causa primeira. Mesmo que o NADA tenha explodido, esse nada já é a causa primeira e o princípio de todas as coisas, o apelido que terá, dependerá da crença de cada um ateus ou crentes.

26 de maio de 2017

Um pouco de luz para entender o momento que atravessamos

Ao término de um período de decadência sobre vêm o ponto de mutação. A luz poderosa que fora banida ressurge. Há movimento, mas este não é gerado pela força... O movimento é natural, surge espontaneamente. Por essa razão, a transformação do antigo torna-se fácil. O velho é descartado, e o novo ê introduzido. Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando daí, portanto, nenhum dano.  I Ching                                   
O Físico e autor de alguns livros sobre  Ciência e espiritualidade, Fritjof Capra no seu livro  “O ponto de mutação’, nos fala de  três transições que estão abalando nossas vidas e transformando  profundamente o sistema social, econômico e político em todo mundo.

1- “A primeira, e talvez a mais profunda, deve-se ao lento, relutante, mas inevitável declínio do patriarcado”. Segundo ele, o patriarcado tem sido o único sistema “que, até data recente, nunca tinha sido abertamente desafiado em toda a história documentada, e cujas doutrinas eram tão universalmente aceitas que pareciam constituir leis da natureza; na verdade, eram apresentadas como tal. Hoje, porém, a desintegração do patriarcado tornou-se evidente. O movimento feminista é uma das mais fortes correntes culturais do nosso tempo, e terá um profundo efeito sobre a nossa futura evolução. ”

2- “A segunda transição nos é imposta pelo declínio da era do combustível fóssil. Essa época será marcada pela transição para uma era solar, acionada por energia renovável oriunda do Sol e envolverá transformações profundas em nossos sistemas econômicos e políticos.
3- A terceira transição está relacionada com valores culturais e envolve o que chamamos de “mudança de paradigma”.
“O paradigma ora em transformação dominou nossa cultura durante muitas centenas de anos, ao longo dos quais modelou nossa moderna sociedade ocidental e influenciou significativamente o resto do mundo.”

A concepção do universo como máquina está dando lugar a uma nova concepção do universo como um sistema vivo e isso já pode ser percebido claramente na medida em que crescem as manifestações e soluções que vêm das minorias criativas e que respondem aos desafios do nosso tempo.

“A transformação que estamos vivenciando agora poderá muito bem ser mais dramática do que qualquer das precedentes, porque o ritmo de mudança em nosso tempo é mais célere do que no passado, porque as mudanças são mais amplas, envolvendo o globo inteiro, e porque várias transições importantes estão coincidindo.
A crise atual, portanto, não é apenas uma crise de indivíduos, governos ou instituições sociais, é uma transição de dimensões planetárias. Como indivíduos, como sociedade, como civilização e como ecossistema planetário, estamos chegando a um momento decisivo.”
“Durante essa fase de reavaliação e renascimento cultural, será importante minimizar as agruras, a discórdia e as rupturas que inevitavelmente ocorrem em períodos de grandes mudanças sociais, a fim de tornar a transição tão indolor quanto possível. Portanto, é essencial que se vá além dos meros ataques a determinados grupos ou instituições sociais, mostrando que suas atitudes e comportamento refletem um sistema de valores que sustenta toda a nossa cultura mas está ficando agora obsoleto.

As instituições sociais dominantes recusar-se-ão a entregar seus papéis de protagonistas a essas novas forças culturais, mas continuarão inevitavelmente a declinar e a desintegrar-se, e as minorias criativas poderão estar aptas a transformar alguns dos antigos elementos
Será necessário reconhecer e comunicar amplamente o fato de que as mudanças sociais correntes são manifestações de uma transformação cultural muito mais ampla e inevitável. Somente então estaremos aptos a abordar a espécie de transição de cultura harmoniosa e pacífica descrita num dos mais antigos livros de sabedoria da humanidade, o I Ching chinês, ou O livro das mutações:
“O movimento é natural, surge espontaneamente. Por essa razão, a transformação do antigo torna-se fácil. O antigo é descartado, e o novo é introduzido. Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando daí, portanto, nenhum dano.”


21 de junho de 2016

Mudança Cósmica



No dia de  ontem tivemos uma iua Cheia às 11.03 da manhã e  o Solstício de inverno às 10.35 da noite.



 Vivemos, mesmo que muitos nem saibam,  um momento cósmico especial, o Solstício de Inverno (no hemisfério Sul), que  nos remete aos ciclos de “claro” e “escuro”, atividade e repouso.  Foi o dia mais curto e, claro, a noite mais longa do ano.
A Lua, coincidentemente, entrou em sua fase cheia e desde 1967 não tínhamos o solstício coincidindo com uma lua cheia.
A mãe natureza
 nos brinda com uma Luz adicional para  vermos  melhor o caminho.
Ela sempre nos mostra a lição a aprender , mesmo que para muitos de nós não esteja assim tão evidente , mas está sempre lá diante de nós, e  às vezes é ainda muito  difícil perceber as evidências cósmicas, da alternância do claro e escuro que maravilhosamente fazem com que  a Dança da Vida aconteça. Mesmo assim continuamos a ter medo do escuro, embora já tendo experienciado que  ele é somente a contra parte, o oposto complementar do claro.
Com o solstício iniciamos  o Inverno que nos convida  a hibernar, ao  recolhimento, à meditação, à interiorização para processar o que vivenciamos no último ciclo e nos preparar para o novo ciclo de Luz que logo retornará.
É preciso estar atento para o fato de que a partir de agora  as noites gradativamente irão diminuir e os dias irão aumentar até chegarmos na estação das flores, do desabrochar das consciências, que passaram o inverno meditando e revendo seus processos de vida.
Estar de acordo com os ciclos da natureza é uma sabedoria que foi sendo deixada de lado e precisa ser resgatada.


 Que nossos dias de inverno possam nos trazer o frio necessário para nos manter quietos e interiorizados, e por isso devemos agradecer por essa ajuda da natureza.
Que cada um de nós encontre a sua forma de meditar e refletir e que possamos celebrar sempre os ciclos cósmicos e resgatar a sabedoria de nossos ancestrais que foram se perdendo com o avanço da tecnologia e dos sistemas mais preocupados em valorizar o TER em detrimento do SER.
Feliz inverno!

21 de novembro de 2015

Os sinais estão aí...Vento quebra ao meio a árvore de Natal da Lagoa !

Vento quebra ao meio a árvore de Natal da Lagoa !



Para quem entende os símbolos, acho que é hora de trocar a velha música de Natal da Simone (Então é Natal...) por aquela outra: Começar de Novo...
A árvore quebrada da Lagoa Rodrigo de Freitas, símbolo do Natal Carioca é como a carta da Torre do Tarot a nos lembrar que a construção quebrou, faliu, desabou. Só nos resta uma alternativa: começar uma nova empreitada. 

        



 Mas não é só a reconstrução da árvore da lagoa, porque esta é só um símbolo. O papa já disse que não faz sentido comemorar  Natal em plena Guerra, e certamente ele se refere a todos os tipos de guerra..  Guerras mundiais e guerras particulares de nosso dia a dia.

Não foi só a árvore que quebrou é todo um estado de coisas que nos rodeia não só no Rio como em todo Brasil. Os sinais apontam para a necessidade de novos paradigmas, as novas perguntas já não podem ser respondidas pelas velhas práticas esclerosadas da velha política, da lei de Gérson e da Razão Cínica.
Por enquanto estamos tendo os sinais, mas se não formos capazes de dar as respostas adequadas certamente algo mais sério e contundente vai acabar acontecendo.
No passado, nossos antepassados sabiam ler os sinais dos tempos, precisamos recuperar essa sensibilidade sob pena de sermos mais uma espécie em extinção.




9 de setembro de 2015

O Ponto de Mutação


Nestes tempos de perplexidade quando fica difícil manter a esperança, e seguindo os caminhos propostos por Jung. ao meditar sobre o livro das mutações, não há como não reconhecer o Hexagrama 24 como o mais indicador do momento atual de nossa história humana. Que venham logo os novos paradigmas, embora eu saiba que ainda teremos uma longa noite de muitas dificuldades e sofrimentos até raiar um novo dia...

Ao término de um período de decadência sobre vêm o ponto de mutação. A luz poderosa que fora banida ressurge. Há movimento, mas este não é gerado pela força... O movimento é natural, surge espontaneamente. Por essa razão, a transformação do antigo torna-se fácil. O velho é descartado, e o novo ê introduzido. Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando daí, portanto, nenhum dano. 

I Ching

Hexagrama 24. Fu / Retorno (O Ponto de Transição)
Este hexagrama significa que estamos nos afastando do Caminho Superior.
Por causa da dúvida, voltamos a um velho sistema de defesas e estratégias para lidar com os problemas. Estruturas de relacionamento que já haviam sido superadas ressurgem, porque deixamos de lado a autodisciplina ou simplesmente paramos de prestar atenção à nossa atitude interior.
Receber o hexagrama 24. Fu, portanto, é um aviso para que prestemos atenção na questão e voltemos ao Caminho não estruturado, o caminho que independe de defesas e estratégias e se baseia, sim, na humildade e na aceitação. É preciso renunciar à racionalização dos acontecimentos, que sempre nos leva a discutir e apelar para a força (Caminho Inferior).
Temos que dar espaço para a compreensão Cósmica, renunciando ao orgulho, e pedir ajuda ao Criativo. O orgulho provavelmente foi despertado pelas transgressões de outras pessoas, mas também porque nos sentimos abandonados pelo destino ou pelo Poder Superior. Mas se conseguimos ver que o Poder Superior não nos abandonou, poderemos voltar ao Caminho Superior, vencer o orgulho e seguir na perseverança.
Para tanto, é fundamental não deixar que idéias negativas penetrem em nossa mente. Quando elas ameaçam se instalar, devemos imediatamente expulsá-las. Elas nos levam à dúvida e, conseqüentemente, ao antigo esquema das manipulações e mecanismos de defesa. É preciso dar meia volta, fugir de tais idéias antes que elas tenham tempo e força para se estabelecer. Se nos deixarmos levar por elas, perderemos a capacidade de enxergar à nossa volta. Mas, se conseguirmos combatê-las, será possível retornar ao caminho correto, o de humildade e aceitação. Assim, poderemos seguir a trilha do progresso através de passos medidos cautelosamente. 
(Texto elaborado por: Wu Fang)

13 de março de 2015

A transição

j. Ricardo A. de Oliveira

Hoje depois de responder ao desabafo de um amiga  eu achei que devia colocar o que escrevi aqui, porque reflete bem aquilo que venho pensando e que a resposta, na verdade,não seria só para ela e sim para um monte de gente que vem se sentido nesta encruzilhada da vida, neste ponto que parece marcar um divisor.: um forte ponto de transição.
Na abertura do livro "O Ponto de Mutação" do físico F. Cappra, um livro a meu ver quase profético, o autor coloca o hexagrama 24 do oráculo milenar, I Ching .

"Ao término de um período de decadência sobre vêm o ponto de mutação. A luz poderosa que fora banida ressurge. Há movimento, mas este não é gerado pela força... O movimento é natural, surge espontaneamente. Por essa razão, a transformação do antigo torna-se fácil. O velho é descartado, e o novo ê introduzido. Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando daí, portanto, nenhum dano".
 I Ching – hexagrama 24 - FU

Desde 1985 quando li pela primeira vez este livro tenho, primeiro me angustiado, e muito, mas ultimamente, mas bem ultimamente mesmo eu começo a ter uma percepção de que não há outro caminho. Os velhos paradigmas atingiram o ponto de mutação e a seguir virá a grande mudança. Não sei para quando, mas hoje tenho certeza de que virá. Acho que não para nós, mas para os nossos frutos se conseguirem sobreviver à grande noite que sempre antecede um belo amanhecer.
Eu tenho vivido só de fé, embora muito pouca, ainda resta algum fiapo e é o que tem me mantido atento e forte como diz aquela musica, “Divino Maravilhoso”
"Atenção, muita atenção, é preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte..."

Depois, temos pela fé que tudo vai passar, é só lembrar o final do apocalipse:

" Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos atestar estas coisas a respeito das igrejas. Eu sou a raiz e o descendente de Davi, a estrela radiosa da manhã.
O Espírito e a Esposa dizem: Vem! Possa aquele que ouve dizer também: Vem!
Aquele que tem sede, venha!
E que o homem de boa vontade receba, gratuitamente, da água da vida! "
... Aquele que atesta estas coisas diz:
Sim! Eu venho depressa! Amém.
Vem, Senhor Jesus! “

13 de setembro de 2012

F. Capra - A MUDANÇA DE PARADIGMA

Fritjof Capra


Na minha vida de físico, meu principal interesse tem sido a dramática mudança de concepções e idéias que ocorreu na física durante os primeiros 30 anos deste século, que ainda está sendo elaborada em nossas atuais teorias da matéria. As novas concepções da física têm gerado uma profunda mudança em nossas visões de mundo; da visão de mundo mecanicista de Descartes e de Newton para uma visão holística, ecológica.

A nova visão da realidade não era, em absoluto, fácil de ser aceita pelos físicos no começo do século. A exploração dos mundos atômico e subatômico colocou-os em contato com uma realidade estranha e inesperada. Em seus esforços para apreender essa nova realidade, os cientistas ficaram dolorosamente conscientes de que suas concepções básicas, sua linguagem e todo o seu modo de pensar eram inadequados para descrever os fenômenos atômicos.

Seus problemas não eram meramente intelectuais, mas alcançavam as proporções de uma intensa crise emocional e, poder-se-ia dizer, até mesmo existencial. Eles precisaram de um longo tempo para superar essa crise, mas, no fim, foram recompensados por profundas introvisões sobre a natureza da matéria e de sua relação com a mente humana.

As dramáticas mudanças de pensamento ocorridas na física no princípio deste século têm sido amplamente discutidas por físicos e filósofos durante mais de 50 anos. Elas levaram Thomas Kuhn à noção de um "paradigma" científico, definido como "uma constelação de realizações - concepções, valores, técnicas, etc. - compartilhada por uma comunidade científica e usada por essa comunidade para definir problemas e soluções legítimos".

Mudanças de paradigmas, para Kuhn, ocorrem sob a forma de rupturas descontínuas e revolucionárias. Hoje, 25 anos depois da análise de Kuhn, reconhecemos a mudança de paradigma em física como parte integral de uma transformação cultural muito mais ampla.

A crise intelectual dos físicos quânticos nos anos 20 espelha-se hoje numa crise cultural semelhante, porém muito mais ampla. Conseqüentemente, o que estamos vendo é uma mudança de paradigmas que está ocorrendo não apenas no âmbito da ciência, mas também na arena social, em proporções ainda mais amplas. O paradigma que está agora retrocedendo dominou nossa cultura por várias centenas de anos, durante as quais modelou nossa moderna sociedade ocidental e influenciou significativamente o restante do mundo. Esse paradigma consiste em várias idéias e valores entrincheirados, entre os quais a visão do universo como um sistema mecânico composto de blocos de construção elementares, a visão do corpo humano como uma máquina, a visão da vida em sociedade como uma luta competitiva pela existência, a crença no progresso material ilimitado, a ser obtido por intermédio de crescimento econômico e tecnológico, e - por fim, não menos importante - a crença em que uma sociedade na qual a mulher é, por toda a parte, classificada em posição inferior à do homem é uma sociedade que segue uma lei básica da natureza. Todas essas suposições têm sido decisivamente desafiadas por eventos recentes. E, na verdade, está ocorrendo, na atualidade, uma revisão radical dessas suposições.

12 de setembro de 2012

O ATIVISMO QUÂNTICO COMO BASE PARA TODO SER

Amit Goswami


Há uma revolução acontecendo na ciência: uma verdadeira mudança de paradigma. Enquanto a ciência tradicional continua a ser materialista, um número considerável de cientistas apóia e desenvolve um paradigma baseado na primazia da consciência.
A evidência científica da existência de Deus, e o poder criativo de Deus é facilmente revelado quando visto através da lente conceitual deste novo paradigma. Ele está em um estado não ordinário de consciência em que nós somos um, e a partir dessa perspectiva o Deus nós estamos descobrindo na ciência não é separado de nós. Então, o que estamos a fazer sobre estas revelações?
Ativismo Quântico ativismo nos dá um manifesto para mudar a nós mesmos, nossas sociedades usando diretrizes deste novo paradigma.
Na parte do discursiva deste workshop, os aspectos de transformação da Física Quântica serão explicados. Para colocá-lo de forma sucinta, são eles: não-localidade (a capacidade de comunicar-se sem sinais); descontinuidade (a capacidade de tomar saltos quânticos sem passar pelas etapas intermediárias) e hierarquia confusa (a capacidade de relacionamento causal circular). Eu vou discutir com você as evidências para ponderar, e porque você deve levar a sério estes princípios quânticos. Este workshop também explicará como podemos usar estes princípios quânticos, assim como guiarmos nós mesmos e nossas sociedades para a criatividade, bem como para aprender a utilizar as energias do amor.
Em seguida iremos examinar a partir de onde nossas escolhas pessoais e transformações sociais vêm. Iremos discutir a reencarnação e evolução, neste contexto, bem como a nossa atual falta de inteligência emocional e como corrigir essa falta para nos prepararmos para a próxima etapa de nossa evolução em direção a uma mente intuitiva.
Esta oficina também vai nos levar através de exercícios vivenciais a explorar aspectos Quânticos da causalidade descendente como a forma de definir intenções, e como fazer nosso exercício do livre-arbítrio existir. Em outras palavras, vamos investigar o verdadeiro segredo da manifestação.
Em conexão com a dimensão sutil da realidade, vamos experienciar nossos centros de energia vital (chakras) e cura de chakras. no que se refere à criatividade, o workshop vai oferecer ao ativista Quântico uma visão do fluxo " fluxo criativo." E a partir de um exercício da recordação da memória, vamos aprender sobre o nosso dharma - uma palavra Sânscrita evocativa que se refere às buscas significado de nossa encarnação atual.
Finalmente, irei iniciá-lo para o aspecto mais urgente do ativismo quântico, um novo yoga integral (karma) para restabelecer significado e espiritualidade em nossos sistemas sociais de economia, política, educação e saúde. Nesse sentido, vamos falar sobre economia espiritual, vamos mergulhar em ecologia profunda e sustentabilidade, vamos falar sobre criatividade e pós-secularismo na educação, e cuidados de saúde integrativa e medicina preventiva. Se você quiser ser um jogador importante na formulação das mudanças que devem vir para nos salvar das loucuras de nossas formas materialistas das últimas décadas, então junte-se a nosso movimento. Considere a tornar-se um ativista quântico.
Amit Goswami, PhD. é professor emérito do departamento de física teórica da Universidade de Oregon, Eugene, Oregon, onde atua desde 1968. É um pioneiro do novo paradigma da ciência chamado "science within consciousness" (ciência dentro da consciência). Ele é autor do livro "Quantum mechanics", de grande sucesso, que é usado em universidades de todo mundo. Sues dois volumes para não cientistas, "The Physicist's View of Nature” traça o declínio e redescobre o conceito de Deus na Ciência.


Assistam também a entrevista de Amit Goswami no Programa Roda Viva.
Clique no link abaixo.


12 de julho de 2010

Somos um, será que temos consciência disto?


Até que ponto, se tivéssemos consciência de que SOMOS UM,
nos destruiríamos da maneira como estamos fazendo?

Possa este vídeo alertar, e mais que isso,
despertar a consciência de cada um daqueles que o assistirem.

Somos UM,
na medida em que destruirmos o que existe a nossa volta,
estaremos NOS destruindo.

Esquecemos de que somos criaturas,
no máximos parceiros do criador
mas, jamais, o senhor da criação

SOMOS UM

http://www.youtube.com/watch?v=L8_uZd9XDbQ




 





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16 de janeiro de 2010

Loverlock diz que quer ver a Terra do alto

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'Vou ao espaço ver a Terra do alto, antes que desapareça'
Entrevista com James Lovelock

Os anos 70 nem tinham começado ainda e o britânico James Lovelock já trabalhava numa teoria que soou muito hippie, num primeiro momento, mas se revelaria profética. Considerado o pai do ambientalismo, o cientista foi um dos primeiros a levantar a questão do aquecimento global em sua hipótese de Gaia - em que apresenta a Terra como um organismo vivo e o homem como o seu maior predador. Seu novo livro, “Gaia: alerta final” (Ed. Intrínseca), em que trata das mudanças climáticas, acaba de ser lançado no Brasil.



A entrevista é de Roberta Jansen e publicada pelo jornal O Globo, 15-01-2010.

Eis a entrevista.

O senhor pretende ir ao espaço ver a Terra do alto?

Sim, eu quero ver a Terra do alto, antes que desapareça. Acho que não há nada como ver essa imagem. As fotos dos astronautas são tão impressionantes, quero ter a chance de ver por mim mesmo.

Em seu novo livro o senhor diz que essa imagem icônica da Terra “está sofrendo uma mudança sutil à medida que o gelo branco desaparece gradualmente, o verde das florestas e das pastagens se transforma lentamente no tom pardo das regiões desérticas e os oceanos perdem a tonalidade azul-esverdeadas (...) ao se tornarem desertos”. O senhor espera conseguir ver essas diferenças?


Tenho pensado sobre isso. Não vou tão alto quanto os astronautas. Talvez não consiga ver as mudanças que estão acontecendo. Não sei ainda quando vou partir. Fui conhecer a espaçonave em dezembro, mas o lançamento depende da aprovação do governo americano (Lovelock pretende ir ao espaço com a primeira companhia espacial privada do mundo, a Virgin Galactic).


Por que o senhor diz que a situação do planeta é pior do que aponta o relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU?


Acho que eles subestimaram as mudanças. Mas o que me incomoda mais sobre as previsões é que ninguém tem muita certeza sobre o que está acontecendo. O cenário intermediário do IPCC fala em um aumento de temperatura de 3 graus Celsius até o fim do século, o que é muito ruim. Mas não sei se é real. As alterações não são tão suaves assim, acontecem mais abruptamente. O fato é que não sabemos o suficiente e é tolice fazer esse tipo de previsão.


Mas qual é a alternativa?


O mais importante é ter bons dados, vindos de toda parte. Não podemos fazer boas previsões se não tivermos bons dados, sem entender o que está acontecendo. Nos faltam dados da temperatura do oceano, por exemplo. E isso é importante porque todo o calor do Sol é absorvido pelo oceano.


O que o senhor achou dos resultados da reunião de Copenhague, que produziu apenas uma carta de intenções e não estabeleceu metas climáticas como se esperava?


Não esperava que nada de muito bom viesse de lá, e não veio mesmo. E nem poderia, se pararmos para pensar. As previsões do IPCC são muito amplas. Vão de (um aumento da temperatura média de) 2 graus Celsius até 8 graus Celsius no fim do século. Veja, é uma grande diferença e é difícil para os governos saberem em que acreditar.


O senhor acha que o acordo, como muitos disseram, é um bom primeiro passo?


Acho que é pura política. Não acredito que façam nada efetivamente. As intenções podem até ser boas, mas acho que nem sabem o que fazer exatamente. Não sabemos quais mudanças (climáticas) vão acontecer. E o público fica pressionando: “onde está o aquecimento global com todo esse frio?”. Não é fácil.


Os políticos têm a exata noção dos riscos que o planeta enfrenta. Por que não conseguem adotar medidas mais significativas?


Porque as principais coisas nas quais estão pensando são recessão e desemprego em seus países. Mesmo em Copenhague eles estavam pensando dessa forma. Não querem se comprometer com gastos (para deter o aquecimento global) que possam ampliar a recessão ou o desemprego.


O senhor acha que teremos outra oportunidade como essa? Outro momento político tão simbólico, com 110 chefes de Estado reunidos?


Mesmo que tenhamos, será inútil. Nada foi feito depois da Rio-92, nem depois de Kyoto, exceto mais reuniões. A única forma possível é enxergarmos vantagens financeiras no combate ao aquecimento. É dessa forma que se faz. É o que o Brasil fez com o álcool.


Na sua opinião, quem são os maiores culpados pelo aquecimento global? Quem deve pagar a conta? Os EUA? Os países em desenvolvimento? As economias emergentes?


Não há culpados, não devemos nos sentir culpados. Quando começamos a usar combustível fóssil para cozinhar, para mover máquinas, não pensávamos em destruir o planeta. Não houve má intenção, então não pode haver culpa. Agora que começamos a entender o problema, temos que tentar resolvê-lo. Claro que os EUA serão sempre responsabilizados, assim como a China. Mas acho que estamos todos envolvidos.


Como o senhor vê a posição brasileira em todo esse processo?


Acho a posição brasileira muito interessante, com muitas ações de sucesso, como o biocombustível. Mas acho que vocês também devem começar a se perguntar mais sobre as consequências do aquecimento. O que um aumento de temperatura de 4 graus Celsius a 5 graus Celsius até o fim do século poderá acarretar? E o que poderemos fazer sobre isso? Nós estamos nos preparando para esse tipo de mudança? Estamos procurando soluções locais?


O senhor acha que a adaptação é mais importante que a mitigação (a redução dos gases que causam o efeito estufa)?


Ambos são muito importantes. Mas todas as conversas que ocorrem hoje no mundo são sobre mitigação. É como se achassem que falar em adaptação fosse admitir que não se pode fazer mais nada. Não é bem assim. Temos que pensar em como vamos fazer.


Tantos anos depois de o senhor levantar a questão do aquecimento global pela primeira vez, ainda existem muitos céticos do clima. Como o senhor os vê?


Com muita simpatia. Sério. Eu os entendo de certa forma. Acho que estão errados, claro, o aquecimento global é real. Mas o que vai acontecer, quanto ou quando — pode demorar uma semana ou cem anos — nós não sabemos. Então eu simpatizo com os céticos porque eles intuem que tem algo faltando.


O seu novo livro se chama “Alerta final”. Estamos ficando sem tempo para prevenir o aquecimento?


Acho que não temos mais tempo para prevenir, se as coisas acontecerem como prevê o IPCC. Não vejo como as ações possam impedir que aconteça.

14 de janeiro de 2010

Alterações climáticas estão acontecendo mais rápido, diz Lovelock do que o previsto

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Em livro, James Lovelock alerta para o ritmo das mudanças climáticas


As previsões catastróficas sobre o aumento da temperatura mundial e a subida do nível dos oceanos, entre outras alterações climáticas causadas pelo aquecimento global, podem estar erradas. Na realidade, elas seriam ainda piores. É esta mensagem que o renomado ambientalista independente James Lovelock tenta passar em "Gaia: Alerta Final".

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Biocombustíveis são embuste criado por interesses, diz autor em "Gaia: Alerta Final"

No capítulo "A Previsão Climática", ele cita uma pesquisa de 2007 publicada na conceituada "Science" que mostra claramente que existem divergências significativas entre as medições físicas e previsões feitas pelo IPCC (Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas, na sigla em inglês), o principal órgão mundial a estudar a questão. "O nível do mar medido subiu a uma velocidade 1,6 vez maior que a prevista", escreve.

O próprio título já faz jus à sua longa história de lutas pela preservação do meio ambiente. Atuando já há algumas décadas nesta área, o cientista ganhou notoriedade internacional ao elaborar a chamada hipótese Gaia, segundo a qual todos os elementos do planeta contribuiriam para manter condições ambientais equilibradas, agindo como um superorganismo. Desde que publicou estas ideias em "Gaia: Um Novo Olhar Sobre a Vida na Terra", explorou a mesma temática em diversos outros volumes, como "A Vingança de Gaia" ou "Gaia: A Prática Científica da Medicina Planetária", sempre tentando abrir os olhos do mundo para o problema.

Divulgação
O criador da hipótese Gaia adverte sobre falsas tecnologias "verdes"
Durante muito tempo, as ideias de Lovelock foram vistas com descrédito por boa parte da comunidade científica, disseminando-se principalmente entre áreas "menos ortodoxas" da ecologia e até entre místicos e esotéricos. Quando, no entanto, ele passou a defender publicamente o uso da energia nuclear como uma das melhores ações a serem tomadas para se combater o aquecimento global, ganhou desafetos também entre estes outros grupos.

Mas ele nunca esteve muito preocupado em evitar polêmicas. Em "Gaia: Alerta Final", ele faz duras críticas às ditas tecnologias verdes, principalmente às de geração de energia, como os parques eólicos e os biocombustíveis. No livro, ele afirma que algumas destas tecnologias não passam de "um elaborado embuste criado pelo interesse de algumas nações cujas economias se enriquecem a curto prazo pela venda de turbinas eólicas, usinas de biocombustível e outros equipamentos energéticos supostamente verdes". Leia aqui um trecho da obra.

O grande problema disso tudo, no entanto, não é que estamos em um ponto irreversível. O que aflige Lovelock é que ele acredita que não seremos capazes de implantar as soluções que criamos. "Nosso desejo de manter as coisas como estão provavelmente nos impedirá de nos salvarmos", alerta. Talvez seja por isso que, aos 90 anos, o seu último grande sonho seja ver a Terra, ou Gaia, do alto e, como os astronautas, confirmar que ela continua azul. Resta saber por quanto tempo mais ela continuará assim.

17 de junho de 2009

“Sujeitos do Novo”

Carlos Signorelli Presidente do CNLB

[Curiosamente até setores da igreja de Roma que sempre se mantiveram à margem de discussãoes sobre mudanças e mudanças de paradigma parece que não podem mais ficar em cima do muro. (J Ricardo)]


Imaginemo-nos numa ponte pênsil, aquela feita de cordas e madeiras, e que une dois pontos separados por um despenhadeiro profundo.
Estamos em conjunto, uma multidão, caminhando de um lugar que conhecíamos e que estamos deixando para trás e rumando para um lugar, do outro lado do precipício, desconhecido para nós.
A ponte balança, as pessoas sentem-se mal, algumas temem por não saber onde vão chegar, como é o lugar, outras choram por se perceberem deslocadas do lugar que conheciam tanto. Por isso algumas param, sentam-se e negam-se a continuar. Outras decidem voltar, mas percebem que quanto mais caminham para o lugar de saída mais este vai se distanciando. Outros ainda, caminham como se nada estivesse acontecendo. Por fim, alguns decidem caminhar firmemente, acreditando que, onde quer que cheguem, ali vão construir a sua vida, a partir de sua utopia de vida.
Esta metáfora da ponte pênsil nos representa, ou seja, representa a todos os homens e mulheres que vivem agora neste Planeta. Estamos no processo de transição de um modelo civilizatório pra outro, ou seja, estamos em processo de mudança de paradigma de civilização.
O Documento de Aparecida chama isso de Mudança de Época, e para afirmar o seu sentido diz que não é apenas uma época de mudanças. Isto significa dizer é que este momento é o momento de transição de um conjunto de regras, costumes, valores, signos, estruturas e instituições sob as quais nascemos e às quais nos acostumamos, para outro, do qual nada sabemos, pois tudo está em processo de construção.
Tudo está em crise: o Estado, a forma de democracia que temos, a sustentabilidade do Planeta Terra, os símbolos todos, também os religiosos e, portanto, todas as religiões e suas instituições, inclusive a nossa Igreja. A educação está em crise, e a família, tão cara a muitos de nós, está em fase rápida de mudanças radicais.
Está se forjando um novo paradigma civilizacional, com um novo conjunto de valores e instituições. Nada está ainda dado de concreto desse novo. Mas sabemos que os valores da prática de Jesus devem estar presentes neste Novo. E estes valores só farão parte do novo se nós os plantarmos lá.
Eis a nossa responsabilidade como cristãos e cristãs: construirmos o Novo, nele plantando os valores que se originam da prática e da palavra de Jesus, e que queremos chamar de cristianismo.

28 de abril de 2009

James Lovelock - O Aquecimento Global é irreversível !

James Lovelock


James Lovelock

Aquecimento global é inevitável e 6 bi morrerão,

diz cientista




James Lovelock, renomado cientista, diz que o aquecimento global é irreversível - e que mais de 6 bilhões de pessoas vão morrer neste século.Aos 88 anos, depois de quatro filhos e uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana está condenada. "Gostaria de ser mais esperançoso", ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade. Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelos brancos e óculos redondos que lhe dão ares de coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse - guerra, fome, pestilência e morte - parece deixá-lo animado. "Será uma época sombria", reconhece. "Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem emocionante."Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040, o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing (deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas."Os chineses não terão para onde ir além da Sibéria", sentencia Lovelock. "O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra entre a Rússia e a China seja inevitável." Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa, virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes - Canadá, Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas de temperatura como a América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8 graus Celsius - quase o dobro das previsões mais prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo. "Nosso futuro", Lovelock escreveu, "é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranqüilamente sobre as cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane". E trocar as lâmpadas de casa por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. "Verde", ele me diz, só meio de piada, "é a cor do mofo e da corrupção."Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as idéias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida como Gaia - a idéia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está "vivo". Essa visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática. Lynn Margulis, bióloga pioneira na Universidade de Massachusetts (Estados Unidos), diz que ele é "uma das mentes científicas mais inovadoras e rebeldes da atualidade". Richard Branson, empresário britânico, afirma que Lovelock o inspirou a gastar bilhões de dólares para lutar contra o aquecimento global. "James é um cientista brilhante que já esteve certo a respeito de muitas coisas no passado", diz Branson. E completa: "Se ele se sente pessimista a respeito do futuro, é importante para a humanidade prestar atenção."

20 de março de 2009

Estudos científicos sobre Glandula Pineal

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Deixando um pouco de lado toda esta sujeirada sobre declarações de bispos vamos a um outro assunto mais interessante.Vale muito a pena assistir e refletir sobre o que este MÉDICO E CIENTISTA da USP apresenta nessa palestra que oferece a respeito de suas investigações sobre a PINEALAvanços científicos que merecem ser conhecidos por quem não parou no tempo e escolhe avançar além dos paradigmas instituidos como aquele que por muito tempo nos fez acreditar que a Terra era redonda e o Sol o centro do UNIVERSO.
http://www.youtube.com/watch?v=IcJw4-Ccbss
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