O absurdo e a Graça
22 de abril de 2016
Golpismo na década de 50
Psicoterapeuta / Psicólogo Clínico - Membro do Colégio Internacional de Terapeutas (Terapeutas de Alexandria) – Terapeuta Holístico - Pós graduado em Arteterapia e em Terapia Floral - Formação Holística de Base na Unipaz - Formação básica em Teologia pelo Centro Loyola de Fé e Cultura -PUC/RJ. Ger.de Rec.Humanos na Cia Souza Cruz Ind. e Comércio - Consultor empresarial - consultor Psicopedagógico dos projetos Sociais de Capacitação Solidária
17 de abril de 2016
Um certo dia 17 de abril de 2016: o dia do Golpe
ou ela foi imposta pelo filho do Rei?
O Povo conquistou a república,
ou ela foi conquistada pelo marechal?
O Povo conseguiu acabar com as ditaduras ?
E as diretas? O povo conquistou?
Com a experiencia de quem foi as ruas em 68 e não conseguiu nada, voltou as ruas pelas diretas e mais uma vez nada, e agora nas ruas voltamos a ver que é sempre a vontade dos poderosos que nos impõe os rumos desta nação...
A sensação é de que não há vitoriosos hoje, todos perdemos, unsa agora os outros vão tomar consciencia daqui há alguns meses.
Eu já não espero mais mudanças, na minha idade, na versão 6.5 não vai dar mais tempo. mas sinceramente sonho ainda com uma nação livre e soberana com igualdade para todos e para minha neta que está a caminho.
Que Deus possa olhar por esse Brasil tão sofrido de tanta desigualdade . Que um dia a justiça seja soberana para que o sonho de Dom Bosco e as metas de Ismael possam acontecer e ai sim, sermos uma verdadeira nação, pátria do evangelho e coração do mundo.
Por hora só me resta cantar:
Psicoterapeuta / Psicólogo Clínico - Membro do Colégio Internacional de Terapeutas (Terapeutas de Alexandria) – Terapeuta Holístico - Pós graduado em Arteterapia e em Terapia Floral - Formação Holística de Base na Unipaz - Formação básica em Teologia pelo Centro Loyola de Fé e Cultura -PUC/RJ. Ger.de Rec.Humanos na Cia Souza Cruz Ind. e Comércio - Consultor empresarial - consultor Psicopedagógico dos projetos Sociais de Capacitação Solidária
Ensina a teu filho FREI BETTO
O Estado de S. Paulo
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Uma noite de vigília pelo Brasil
Psicoterapeuta / Psicólogo Clínico - Membro do Colégio Internacional de Terapeutas (Terapeutas de Alexandria) – Terapeuta Holístico - Pós graduado em Arteterapia e em Terapia Floral - Formação Holística de Base na Unipaz - Formação básica em Teologia pelo Centro Loyola de Fé e Cultura -PUC/RJ. Ger.de Rec.Humanos na Cia Souza Cruz Ind. e Comércio - Consultor empresarial - consultor Psicopedagógico dos projetos Sociais de Capacitação Solidária
19 de dezembro de 2015
É preciso parar esta onda que espalha mau humor e ódio !
A senhora visivelmente envergonhada olhou para ele e disse:
E de volta ele vociferou:
É se colar colou , né ?
Ela educadamente respondeu:
Que sessenta o escambau que você não tem cara de sessenta. Novinha querendo passar a perna nos outros.
Não sei, ou não quero acreditar que saiba, a quem interessa este estado de coisas. A Única coisa que sei é que precisamos mudar esta situação. É urgente voltar ao estado de ânimo que tínhamos, à alegria de viver, a àquele espírito característico que provocava nos estrangeiros o comentário: “são brasileiros”, como se isso explicasse tudo.
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7 de novembro de 2015
A mentira que vivemos
Psicoterapeuta / Psicólogo Clínico - Membro do Colégio Internacional de Terapeutas (Terapeutas de Alexandria) – Terapeuta Holístico - Pós graduado em Arteterapia e em Terapia Floral - Formação Holística de Base na Unipaz - Formação básica em Teologia pelo Centro Loyola de Fé e Cultura -PUC/RJ. Ger.de Rec.Humanos na Cia Souza Cruz Ind. e Comércio - Consultor empresarial - consultor Psicopedagógico dos projetos Sociais de Capacitação Solidária
8 de setembro de 2015
Não ao Genocídio
Psicoterapeuta / Psicólogo Clínico - Membro do Colégio Internacional de Terapeutas (Terapeutas de Alexandria) – Terapeuta Holístico - Pós graduado em Arteterapia e em Terapia Floral - Formação Holística de Base na Unipaz - Formação básica em Teologia pelo Centro Loyola de Fé e Cultura -PUC/RJ. Ger.de Rec.Humanos na Cia Souza Cruz Ind. e Comércio - Consultor empresarial - consultor Psicopedagógico dos projetos Sociais de Capacitação Solidária
7 de setembro de 2015
Já podeis da pátria filhos, ver contente a mãe gentil.
( J. Ricardo A. de Oliveira)
Somos uma ilha de prosperidade, mostramos ao mundo que podemos reverter crises e acabar com a fome. O Brasil é verdadeiramente a o CORAÇÃO DO MUNDO e a PÁTRIA DO EVANGELHO.
Não permitamos que as forças das trevas desviem o caminho anunciado por Dom Bosco e por Ismael. Não podemos nos desviar pelos caminhos da ilegalidade e do golpe. A vontade do povo tem que ser respeitada, para isso existem as urnas e as leis. É preciso preservar a DEMOCRACIA para garantir nossa INDEPENDÊNCIA.
Viva o Brasil!
Psicoterapeuta / Psicólogo Clínico - Membro do Colégio Internacional de Terapeutas (Terapeutas de Alexandria) – Terapeuta Holístico - Pós graduado em Arteterapia e em Terapia Floral - Formação Holística de Base na Unipaz - Formação básica em Teologia pelo Centro Loyola de Fé e Cultura -PUC/RJ. Ger.de Rec.Humanos na Cia Souza Cruz Ind. e Comércio - Consultor empresarial - consultor Psicopedagógico dos projetos Sociais de Capacitação Solidária
3 de abril de 2015
Neste ano a Sexta feira santa, aconteceu numa quinta...
Não, não é um filme, não é na palestina, não foi o EI , nem qualquer outro exercito palestino...
Foi aqui, bem ao nosso lado, na palestina brasileira, no Alemão...
Os “esquerdinhas” choram a morte do menino da favela, mas não dizem nada pela morte do filho do governador Alkimin !
Será que SÓ os “esquerdinhas” se chocam com a morte violenta de um menino de 10 anos?
Os “direitinhas” já não se chocam mais com barbáries deste tipo ? Perderam sua capacidade de se indignar, ou isso para eles é seletivo? Em essência não são pessoas iguais ou a escolha da cor política muda também o caráter , a personalidade e a sensibilidade das pessoas ?
Meu Deus, meu Deus, porque nos abandonastes ?
Não há dúvida que a morte do filho do governador de S. Paulo é algo a se lamentar, a perda de um filho é algo que não faz parte dos planos normais da vida de ninguém. O governador merece nossas condolências, nossos pêsames mais sinceros. Nesta hora de dor não há partidos só inteiros !
Mas meu Deus ! será que são coisas comparáveis, além da dor da perda de um filho? A morte do filho de Geraldo Alkimin é uma fatalidade, um acidente, não foi provocada ! Não foi morte MATADA , como diria João Cabral de Melo Neto. A do menino do Alemão é fruto da truculência, é fruto de um sistema social completamente fora de propósito que divide pessoas pelo seu poder de compra, pelo fato de ter ou não conta bancária, investimentos, poder econômico de consumo. Se delitos esse menino cometeu, sua tenra idade nos indica que certamente um adulto o colocou no desvio. E este desvio certamente vem de longe, não tem sua origem ali, como nos querem fazer acreditar que os donos do tráfico estão nas comunidades, nas favelas. Todos nós sabemos que não. Nunca uma batida policial numa favela encontrou meia tonelada de pó !!!
Há algo mito sinistro em toda essa história, algo muito maldoso, querem nos fazer pensar que os meninos pobres são facínoras , que a maioridade penal deve ir pra os 16, 14... Ou quem sabe 10 como o menino morto ontem ? Mas curiosamente os “meninos” de 18/19 anos que queimam índios e mendigos, que estupram empregadas domésticas nos pontos de ônibus de bairros de poder aquisitivo mais alto, ficam sistematicamente I M P U N E S !
Deixo aqui aos pé da cruz a minha revolta e as minhas orações para aquela mãe desesperada que gritava ontem pelas ruas do alemão e também a minha solidariedade, meus sentimentos e a promessa de minhas orações também à família do governador de São Paulo pela perda de seu filho.
Psicoterapeuta / Psicólogo Clínico - Membro do Colégio Internacional de Terapeutas (Terapeutas de Alexandria) – Terapeuta Holístico - Pós graduado em Arteterapia e em Terapia Floral - Formação Holística de Base na Unipaz - Formação básica em Teologia pelo Centro Loyola de Fé e Cultura -PUC/RJ. Ger.de Rec.Humanos na Cia Souza Cruz Ind. e Comércio - Consultor empresarial - consultor Psicopedagógico dos projetos Sociais de Capacitação Solidária
22 de maio de 2012
Cristovam Buarque - A POBREZA DA RIQUEZA
Em raros países os ricos dispõem de tanta ostentação quanto no Brasil. Apesar disso,
os ricos brasileiros são pobres.
São pobres porque compram sofisticados automóveis importados, com todos os
exagerados equipamentos da modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado
dos ônibus de subúrbio. E às vezes são assaltados, seqüestrados e mortos nos sinais
de trânsito.
Presenteiam belos carros a seus filhos, mas não dormem tranqüilos enquanto eles não
chegam em casa. Pagam fortunas para construir modernas mansões, desenhadas por
arquitetos de renome, e são obrigados a escondê-las atrás de muralhas, como se
vivessem nos tempos dos castelos medievais.
Os ricos brasileiros usufruem privadamente de tudo que a riqueza lhes oferece, mas
vivem encalacrados na pobreza social.
Nas sextas-feiras, saem de noite para jantar em restaurantes tão caros que os ricos da
Europa não poderiam freqüentar, mas perdem o apetite diante da pobreza que por
perto arregala os olhos pedindo um pouco de pão; ou são obrigados a comer em
restaurantes fechados, cercados e protegidos por policiais privados. Quando terminam
de jantar escondidos, são obrigados a tomar o carro na porta, trazido por um
manobrista, sem o prazer de caminhar pela rua, ir a um cinema ou teatro e seguir até
o bar preferido para conversar sobre o que viram.
Não é raro que o rico seja assaltado antes de terminar a refeição, ou no caminho de
casa.
Quando isto não acontece, a viagem é um susto até quando se abriu o portão
automático, como as antigas pontes levadiças dos castelos medievais. E, às vezes, o
susto continua dentro de casa. Os ricos brasileiros são pobres de tanto medo. Por
mais riquezas que acumulem no presente, são pobres na falta de segurança para
usufruir seu patrimônio e no susto permanente diante das incertezas em que os filhos
crescerão.
O rico brasileiro fica menos rico de tanto gastar dinheiro apenas para corrigir os
desacertos criados pela desigualdade que suas riquezas provocam em termos de
insegurança e ineficiência. No lugar de usufruir todo o seu dinheiro, é obrigado a
gastar uma parte dele para proteger-se de perdas que sua riqueza provoca. Por causa
da pobreza ao redor, os ricos brasileiros vivem um paradoxo: para ficarem mais ricos
têm que ficar mais pobres, gastando cada vez mais dinheiro apenas para se proteger
da realidade hostil e ineficiente.
Quando viajam ao exterior, se tiverem um mínimo de informação, os ricos sabem que
no hotel onde se hospedarão serão vistos como destruidores de florestas na
Amazônia, usurpadores da maior concentração de renda no planeta, assassinos de
crianças na Candelária, portadores de malária, dengue, verminose. São ricos
empobrecidos pela vergonha que sentem ao serem vistos pelos olhos estrangeiros.
Porém, a maior pobreza dos ricos brasileiros encontra-se em sua incapacidade de
enxergar a riqueza que há nos pobres.
Foi esta pobreza de visão que impediu os ricos brasileiros de perceberem, há cem
anos, a riqueza que havia nos braços dos escravos libertos se lhes fosse dado o
direito de trabalhar a imensa e ociosa terra de que o país dispunha. Se tivessem
percebido esta riqueza e libertado a terra junto com os escravos, os ricos brasileiros
teriam abolido a pobreza que os acompanha ao redor da riqueza. Se os latifúndios
tivessem sido colocados à disposição dos braços dos 34 ex-escravos, a riqueza criada
teria chegado aos ricos de hoje, que viveriam em cidades sem o peso da imigração
descontrolada, com uma população sem miséria.
A pobreza de visão dos ricos impediu-os de ver a riqueza que há na cabeça de um
povo educado. Ao longo de toda a nossa história, os nossos ricos abandonaram a educação do povo, desviaram os recursos para criar a riqueza só deles e ficaram
pobres: contratam trabalhadores com baixa produtividade, investem em modernos
equipamentos e não encontram quem os saiba manejar, vivem rodeados de
compatriotas que não sabem ler o mundo ao redor. Muito mais ricos seriam os ricos se
vivessem em uma sociedade onde todos fossem educados.
Achando que ao comprar água mineral se protegiam das doenças dos pobres, os ricos
construíram viadutos para seus carros com o dinheiro que teria permitido colocar água
e esgoto nas casas do povo. Montam modernos hospitais, mas têm dificuldades para
evitar infecções decorrentes da falta de esgotos nas cidades. Com a pobreza de achar
que poderiam ficar ricos sozinhos, construíram um país doente e vivem no meio da
doença.
Há um grave quadro de pobreza entre os ricos brasileiros. E esta pobreza é tão grave
que a maior parte deles não percebe. Por isso, a pobreza de espírito tem sido o maior
inspirador das decisões governamentais das pobres elites ricas brasileiras.
Se percebessem a riqueza potencial que há nos braços e nos cérebros dos pobres, os
ricos brasileiros poderiam reorientar o modelo de desenvolvimento em direção aos
nteresses de nossas massas. Esta seria uma decisão que enriqueceria o Brasil nteiro,
pois os pobres sairiam da pobreza e os ricos sairiam da vergonha, da insegurança, da
ineficiência e da insensatez.
Mas talvez isto seja querer demais. Os ricos são tão pobres que não percebem a triste
pobreza em que usufruem suas malditas riquezas.
Disponível em: http://www.portalbrasil.net/reportagem_cristovambuarque.htm
Texto do livro “Os Instrangeiros”, de Cristovam Buarque, editora Garamond.
Psicoterapeuta / Psicólogo Clínico - Membro do Colégio Internacional de Terapeutas (Terapeutas de Alexandria) – Terapeuta Holístico - Pós graduado em Arteterapia e em Terapia Floral - Formação Holística de Base na Unipaz - Formação básica em Teologia pelo Centro Loyola de Fé e Cultura -PUC/RJ. Ger.de Rec.Humanos na Cia Souza Cruz Ind. e Comércio - Consultor empresarial - consultor Psicopedagógico dos projetos Sociais de Capacitação Solidária
20 de maio de 2012
Cristovam Buarque - O Rico Pobre
(O Globo 12.02.01)
Em nenhum outro país os ricos demonstraram mais ostentação que no Brasil. Apesar disso, os brasileiros ricos são pobres. São pobres porque compram sofisticados automóveis importados, com todos os exagerados equipamentos da modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado dos ônibus de subúrbio. E, às vezes, são assaltados, seqüestrados ou mortos nos sinais de trânsito. Presenteiam belos carros a seus filhos e não voltam a dormir tranqüilos enquanto eles não chegam em casa. Pagam fortunas para construir modernas mansões, desenhadas por arquitetos de renome, e são obrigados a escondê-las atrás de muralhas, como se vivessem nos tempos dos castelos medievais, dependendo de guardas que se revezam em turnos.
Os ricos brasileiros usufruem privadamente tudo o que a riqueza lhes oferece, mas vivem encalacrados na pobreza social.
Na sexta-feira, saem de noite para jantar em restaurantes tão caros que os ricos da Europa não conseguiriam freqüentar, mas perdem o apetite diante da pobreza que ali por perto arregala os olhos pedindo um pouco de pão; ou são obrigados a restaurantes fechados, cercados e protegidos por policiais privados. Quando terminam de
comer escondidos, são obrigados a tomar o carro à porta, trazido por um manobrista, sem o prazer de caminhar pela rua, ir a um cinema ou teatro, depois continuar até um bar para conversar sobre o que viram.
Mesmo assim, não é raro que o pobre rico seja assaltado antes de terminar o jantar, ou depois, na estrada a caminho de casa. Felizmente isso nem sempre acontece, mas certamente, a viagem é um susto durante todo o caminho. E, às vezes, o sobressalto continua, mesmo dentro de casa.
Os ricos brasileiros são pobres de tanto medo. Por mais riquezas que acumulem no presente, são pobres na
falta de segurança para usufruir o patrimônio no futuro. E vivem no susto permanente diante das incertezas em que os filhos crescerão.
Os ricos brasileiros continuam pobres de tanto gastar dinheiro apenas para corrigir os desacertos criados pela
desigualdade que suas riquezas provocam: em insegurança e ineficiência.
No lugar de usufruir tudo aquilo com que gastam, uma parte considerável do dinheiro nada adquire, serve apenas para evitar perdas. Por causa da pobreza ao redor, os brasileiros ricos vivem um paradoxo: para ficarem mais ricos têm de perder dinheiro, gastando cada vez mais apenas para se proteger da realidade hostil e eficiente.
Quando viajam ao exterior, os ricos sabem que no hotel onde se hospedarão serão vistos como assassinos de crianças na Candelária, destruidores da Floresta Amazônica, usurpadores da maior concentração de renda do
planeta, portadores de malária, de dengue e de verminoses. São ricos empobrecidos pela vergonha que sentem ao serem vistos pelos olhos estrangeiros.
Na verdade, a maior pobreza dos ricos brasileiros está na incapacidade de verem a riqueza que há nos pobres. Foi esta pobreza de visão que impediu os ricos brasileiros de perceberem, cem anos atrás, a riqueza que havia nos braços dos escravos libertos se lhes fosse dado direito de trabalhar a imensa quantidade de terra ociosa de que o país dispunha. Se tivesse percebido essa riqueza e libertado a terra junto com os escravos, os ricos brasileiros teriam abolido a pobreza que os acompanha ao longo de mais de um século. Se os latifúndios tivessem sido colocados à disposição dos braços dos ex-escravos, a riqueza criada teria chegado aos ricos de hoje, que viveriam em cidades sem o peso da imigração descontrolada e com uma
população sem miséria.
A pobreza de visão dos ricos impediu também de verem a riqueza que há na cabeça de um povo educado. Ao longo de toda a nossa história, os nossos ricos abandonaram a educação do povo, desviaram os recursos para criar a riqueza que seria só deles, e ficaram pobres: contraam trabalhadores com baixa produtividade, investem em modernos equipamentos e não encontram quem os saiba manejar, vivem rodeados de compatriotas que não sabem ler o mundo ao redor, não sabem mudar o mundo, não sabem construir um novo
país que beneficie a todos. Muito mais ricos seriam os ricos se vivessem em uma sociedade onde todos fossem educados.
Para poderem usar os seus caros automóveis, os ricos construíram viadutos com dinheiro de colocar água e esgoto nas cidades, achando que, ao comprar água mineral, se protegiam das doenças dos pobres. Esqueceram-se de que precisam desses pobres e não podem contar com eles todos os dias e com toda saúde, porque eles (os pobres) vivem sem água e sem esgoto. Montam modernos hospitais, mas tem dificuldades em evitar infecções porque os pobres trazem de casa os germes que os contaminam. Com a pobreza de achar que poderiam ficar ricos sozinhos, construíram um país doente e vivem no meio da doença.
Há um grave quadro de pobreza entre os ricos brasileiros. E esta pobreza é tão grave que a maior parte deles não percebe. Por isso a pobreza de espírito tem sido o maior inspirador das decisões governamentais das pobres ricas elites brasileiras.
Se percebessem a riqueza potencial que há nos braços e nos cérebros dos pobres, os ricos brasileiros poderiam reorientar o modelo de desenvolvimento em direção aos interesses de nossas massas populares. Liberariam a terra para os trabalhadores rurais, realizariam um programa de construção de casas e implantação de redes de água e esgoto, contratariam centenas de milhares de professores e colocariam o povo para produzir para o próprio povo. Esta seria uma decisão que enriqueceria o Brasil inteiro - os pobres que sairiam da pobreza e os ricos que sairiam
da vergonha, da insegurança e da insensatez.
Mas isso é esperar demais. Os ricos são tão pobres que não percebem a triste pobreza em que usufruem suas malditas riquezas.
Cristovam Buarque, professor da UNB, é autor do livro "A desordem do progresso". (Jornal O Globo, Opinião, pág. 7 - 12/02/2001).
Psicoterapeuta / Psicólogo Clínico - Membro do Colégio Internacional de Terapeutas (Terapeutas de Alexandria) – Terapeuta Holístico - Pós graduado em Arteterapia e em Terapia Floral - Formação Holística de Base na Unipaz - Formação básica em Teologia pelo Centro Loyola de Fé e Cultura -PUC/RJ. Ger.de Rec.Humanos na Cia Souza Cruz Ind. e Comércio - Consultor empresarial - consultor Psicopedagógico dos projetos Sociais de Capacitação Solidária
21 de julho de 2011
Por que os brasileiros não reagem?
http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=20832
O fato de que em apenas seis meses de governo a presidente Dilma Rousseff tenha tido que afastar dois ministros importantes, herdados do gabinete de seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva (o da Casa Civil da Presidência, Antonio Palocci – uma espécie de primeiro-ministro – e o dos Transportes, Alfredo Nascimento), ambos caídos sob os escombros da corrupção política, tem feito sociólogos se perguntarem por que neste país, onde a impunidade dos políticos corruptos chegou a criar uma verdadeira cultura de que “todos são ladrões” e que “ninguém vai para a prisão”, não existe o fenômeno, hoje em moda no mundo, do movimento dos indignados.
Curiosamente, a mais irritada diante do saque às arcas do Estado parece ser a presidente Rousseff, que tem mostrado publicamente seu desgosto pelo “descontrole” atual em áreas do seu governo e tirou literalmente – diz-se que a purga ainda não acabou – dois ministros-chave, com o agravante de que eram herdados do seu antecessor, o popular ex-presidente Lula, que teria pedido que os mantivesse no seu governo.
Psicoterapeuta / Psicólogo Clínico - Membro do Colégio Internacional de Terapeutas (Terapeutas de Alexandria) – Terapeuta Holístico - Pós graduado em Arteterapia e em Terapia Floral - Formação Holística de Base na Unipaz - Formação básica em Teologia pelo Centro Loyola de Fé e Cultura -PUC/RJ. Ger.de Rec.Humanos na Cia Souza Cruz Ind. e Comércio - Consultor empresarial - consultor Psicopedagógico dos projetos Sociais de Capacitação Solidária
23 de fevereiro de 2011
A direita católica não atina com a verdade mais profunda de um Jesus Cristo plenamente humano
| E se aquelas pessoas da direita católica mais preocupadas atualmente em defender a fé tiverem, na verdade, uma compreensão inadequada da mais central das doutrinas cristãs? Não a proibição doutrinal da contracepção artificial: a direita católica aprendeu esse ensinamento completamente. Estou falando da reivindicação de que Deus se tornou um de nós. A reportagem é de David DeCosse e publicada pelo National Catholic Reporter, 11-02-2011. A tradução é de Luiz Marcos Sander. David DeCosse é diretor de programas de ética no Centro Markulla de Ética Aplicada da Universidade de Santa Clara, na Califórnia. A controvérsia ocorrida em dezembro passado no Instituto Smithsoniano emWashington por causa da retirada, numa exposição, de um vídeo em que formigas se arrastavam sobre um crucifixo evoca tal pergunta. É claro que a pergunta também se levanta numa época em que a direita católica, dentro e fora das estruturas formais da igreja, está ligando em grau crescente a fé católica a uma série de testes de tornassol destinados a demarcar fronteiras. É preciso se opor à legalização do aborto e ao casamento entre homossexuais. É preciso pensar que Cristo proibiu explicitamente que mulheres fossem sacerdotes. É preciso ter apreço pela profundidade redentora do tedioso e sangrento filme “A paixão de Cristo”, de Mel Gibson. Geralmente, a justificação teológica desses testes se baseia em duas coisas. Em primeiro lugar, há um apelo a Cristo abstrato, sagrado mas distante de nosso mundo bagunçado e deficiente em termos de alma humana. Em segundo lugar, há um apelo a essa concepção de Cristo como justificação para a autoridade de medidas tomadas pelo magistério hierárquico da igreja. Mas a controvérsia em torno daquele incidente no Instituto Smithsoniano oferece uma ocasião para perceber a debilidade teológica desses argumentos – e desses testes de tornassol. A controvérsia começou quando a Liga Católica pelos Direitos Religiosos e Civis questionou por que verbas governamentais foram usadas para mostrar um vídeo que, segundo a Liga, era ofensivo para os católicos. Embora a Liga não tenha pedido que o vídeo fosse removido, o museu fez isso de qualquer modo. O filme supostamente ofensivo era um segmento curto de um vídeo muito mais longo, feito pelo falecido artista católico gay David Wojnarowicz, que era uma reflexão sobre o fato de ele próprio estar morrendo de AIDS. O crítico de arte Holland Custer, do New York Times, disse a respeito do vídeo, chamado “A Fire in my Belly” [Um fogo em meu ventre], que Wojnarowicz “se sentia, com razão, envolvido num combate mortal, e o vídeo está repleto de símbolos da vulnerabilidade sob ataque: mendigos, animais mortos em matadouros, corpos deslocados e o Jesus crucificado. No simbolismo da natureza de Wojnarowicz – e isto é confirmado em outras obras – as formigas eram símbolos de uma vida humana movida mecanicamente por suas próprias necessidades, desatenta a qualquer outra coisa. Neste caso elas se apinham cegamente sobre um emblema de sofrimento e autossacrifício.” A reivindicação central em toda a doutrina cristã é que o Filho de Deus se tornou plenamente humano. Isto não significa apenas que Cristo entrou no mundo como uma criança desamparada. Mas significa também que Cristo assumiu os fardos complexos da liberdade humana e da corporificação humana, chegando ao ponto de aceitar livremente a morte. E quando consideramos essa doutrina central, chegamos a duas conclusões surpreendentes. Primeiramente, que o vídeo de Wojnarowicz passa facilmente no teste dessa crença ortodoxa. Em segundo lugar, a Liga Católica e seus aliados parecem estar atuando a partir de uma compreensão inadequada dessa convicção cristã central. A controvérsia em torno do vídeo de Wojnarowicz tem a ver com a aceitação da humanidade plena de Cristo. Particularmente, a questão doutrinal em jogo está representada pela antiga máxima cristã: Quod non est assumptum non est sanatum [O que não foi assumido também não foi redimido]. Ou, em outras palavras, a menos que se entenda que o Filho de Deus assumiu as profundezas da experiência humana – incluindo o medo e a solidão da morte –, não se poderia dizer que Cristo também redimiu essa experiência. Essa é uma máxima dura porque exige que se veja Jesus Cristo não como uma figura abstrata e sagrada cujo poder sobre o pecado combina com sua distância em relação a tudo que poderia enodoá-lo. Pelo contrário: exige que se o veja como uma figura cuja sacralidade é obtida em sua presença para com tudo que está enodoado e através dessa presença. E aí podemos ver as raízes da tensão relacionada ao vídeo mostrado no Instituto Smithsoniano. Para um grupo como a Liga Católica, o vídeo é um ataque – ou, como eles preferem se expressar, um “golpe” – contra algo sagrado: o fato de formigas andarem sobre uma estátua de Cristo sinaliza um ato indiferente de macular o que é santo e puro. Mas para Wojnarowicz, a imagem supostamente ofensiva representa uma forma vigorosa de imaginar um Cristo compassivo, um acompanhante do artista moribundo e de todas as outras pessoas no desamparo e na vergonha da morte. Num processo judicial que ganhou contra Donald Wildmon, um ralhador moral de uma geração mais antiga, Wojnarowicz falou dessas convicções teológicas que animavam sua arte. Podemos ver um problema teológico afim no apreço que os guerreiros da cultura católica têm pelo filme “A paixão de Cristo”, de Mel Gibson. Aos olhos deles, o retrato extenso e brutal da crucificação de Jesus feito pelo filme tornou claro o grau do sacrifício de Cristo. Mas seu louvor do filme se fundamentou no erro sutil, porém significativo, de pensar que a mera capacidade de Jesus de suportar a dor física era, em si mesma, um testemunho de seu nobre compromisso de aceitar o fardo de uma morte dolorosa. A dor, na opinião deles, provava o amor. Certamente esse juízo pode ser correlacionado com a melhor avaliação crítica do filme enquanto filme: Gibsonconseguiu, de modo esquisito, criar as visões e sons vívidos de uma crucificação de uma forma dramaticamente rasa. Foi um desfile de sangue coagulado em exibição – não o retrato da destruição de um homem. Mas essa forma de estimar a dor como prova de amor tem afinidades com uma heresia rejeitada nos primeiros séculos pela igreja. Essa heresia sustentava que Cristo assumiu um corpo humano, mas não uma alma plenamente humana com toda a liberdade, emoção e racionalidade de uma pessoa. O teólogo e cardeal católico Walter Kasper falou dessa “heresia subliminar” que persiste até a atualidade entre as pessoas que consideram a redenção da Sexta-Feira Santa apenas em termos “da dor física de Jesus e quase nada em termos de sua obediência pessoal e entrega completa ao Pai”. Tudo indica que podemos esperar mais testes de tornassol da fé católica nos anos vindouros. A hierarquia cada vez mais conservadora favorece tal política temerária em detrimento da solicitude pastoral. E a sempre vigilante Liga Católica não precisa de motivação para denunciar outro caso de “golpe”. Mas nós faríamos bem em examinar os compromissos teológicos que estão por trás desses testes de tornassol. Uma defesa da fé católica que esteja animada por uma concepção abstrata de Cristo desligada do mundo faz com que as pessoas se sintam ofendidas onde não há razão para isso – e com que absolutamente não atinem com o sentido de um vídeo como o de Wojnarowicz. De modo semelhante, uma defesa da fé que esteja animada por uma concepção de Cristo com uma alma humana diminuída faz com que se valorize o meramente físico às custas do espiritual. Também deveríamos nos lembrar de outra admoestação de Kasper no sentido de tomar cuidado com as pessoas que invocam esse Cristo abstrato como ideologia para defender como eternas as estruturas eclesiásticas de feitura humana e, ao fazerem isso, confundem as fronteiras fixas dos testes de tornassol com a verdade católica mais profunda de que estamos sempre a caminho de Jesus Cristo. |
Psicoterapeuta / Psicólogo Clínico - Membro do Colégio Internacional de Terapeutas (Terapeutas de Alexandria) – Terapeuta Holístico - Pós graduado em Arteterapia e em Terapia Floral - Formação Holística de Base na Unipaz - Formação básica em Teologia pelo Centro Loyola de Fé e Cultura -PUC/RJ. Ger.de Rec.Humanos na Cia Souza Cruz Ind. e Comércio - Consultor empresarial - consultor Psicopedagógico dos projetos Sociais de Capacitação Solidária
21 de outubro de 2010
Sobre aborto e eleições
Não sou escritora, política, ou entendida em assuntos muito profundos como os que estamos debatendo e assistindo no momento. Mas em meio à enxurrada de textos que recebo todos os dias, me vejo na necessidade de reagir. Mais que um texto de posicionamento pessoal, eu quero apenas "vomitar" algumas idéias e sentimentos que estão me corroendo por dentro, e na impossibilidade de poder soltar um grito, me atrevo a escrever e espalhar alguns pensamentos, assim como muitos estão fazendo nestes dias.
Desde os primeiros debates e pesquisas do primeiro turno, até o resultado das eleições tenho tentado refletir sobre a responsabilidade dessas duas mulheres que se dispuseram a assumir o risco de concorrer à presidência da República. Desde há muito tempo queremos ver como mulheres e feministas a nós mesmas representadas no Planalto. E para nós mulheres, creio que foi fundamental ver essas duas mulheres, diferentes e iguais ao mesmo tempo, demonstrando sua capacidade de articular e mobilizar o Brasil em torno de dois temas tão importantes e urgentes para todo o país, bem como para toda humanidade. A partir desta campanha o rosto da mulher brasileira fará parte dos debates políticos. Não será mais possível ignorar a presença das mulheres na política, porque através delas todas nós estivemos representadas e fomos o alvo das atenções. No rosto de Marina a mulher pobre pode se ver, no rosto de Dilma a intelectual, a empresária, as mulheres que tiveram acesso à educação. Fomos vistas não como objeto de cama e mesa, mas como mulheres capazes de conduzir um país, e representá-lo no mundo.
Após o resultado do primeiro turno recai sobre essas mulheres uma enorme responsabilidade.
Dois temas polêmicos e urgentes e duas mulheres na condução do debate, ainda que o rosto de Marina esteja ausente da tela.
Conheço Marina como a maioria das pessoas. Sua história, sua vida de luta e sacrifício, sua coragem, que se mistura com o seu corpo franzino. Quando a vi em Porto Velho no intereclesial me impressionou a sua maneira de falar, mas me veio à mente, algo que às vezes experimento como mulher e pastora. Como é fácil arrancar aplausos no meio de quem pensa como a gente, ou está sedento de novidades. Como é fácil emocionar as pessoas com nossas estórias de vida.
Por sua força e determinação, e também pela estratégia de seus apoiadores, Marina foi capaz de trazer a discussão sobre o Meio Ambiente para o Ambiente Inteiro, em especial junto aos jovens, aumentando a onda verde. Mas toda onda é passageira, e o risco é que a discussão morra na praia, pois onda não se segura. É preciso mais Educação para que a juventude possa assumir essa luta com mais compromisso, e assim no futuro tenhamos um país mais "consciente e consistente" em relação ao Ambiente Inteiro.
Tão doloroso quanto ver a devastação do Ambiente Inteiro é assistir a discussão sobre o aborto, personalizado na candidatura de Dilma. Ninguém em sã consciência é favor do aborto. Assim como ninguém em sã consciência ateia fogo numa floresta em tempo de seca. Ambos são atos criminosos. A diferença é que os crimes contra a Natureza são difíceis de se comprovar. O aborto é fácil, pois a vitima é conhecida, está próxima de nós, e muitas vezes morta.
Quando uma mulher recorre ao aborto é porque lhe faltaram todas as informações necessárias para não engravidar: Educação sexual, métodos anticoncepcionais de prevenção, e homens com o mesmo conhecimento e respeito, capazes de impedir que uma gravidez indesejada aconteça. Porque uma gravidez só acontece quando se tem um homem na relação. E aí está o grande problema na questão do aborto. O homem está saindo ileso na discussão. E pior está conduzindo a discussão como quem está fora do problema. Olhando apenas para a vida que foi gerada por ele, e não para a vida que está ameaçada por causa dele. É importante perceber que quem está escrevendo e debatendo mais sobre o aborto são homens, em nome das Igrejas ou de seus próprios interesses. Digo das Igrejas porque por trás da Católica, outras se escondem ou incluem o seu discurso. A vida da mulher não interessa para os homens, não interessa para as Igrejas, até o momento em que está para acontecer um aborto. Nesse momento todos entram com seus discursos baseados na religião, na ética, na moral, fazendo prevalecer a lei e a justiça.
O tema do aborto entrou no debate para aterrorizar as pessoas e não para esclarecer e ajudar a pensar em políticas públicas para as mulheres. Somos mais de 50% das eleitoras e mãe dos outros 50%.
Compete a nós mulheres termos clareza sobre o cuidado com o nosso corpo, clareza sobre os interesses que se tem sobre o nosso corpo. Com o nosso corpo vendem-se de sabonete a carros importados. Somos responsáveis pela propaganda e pela compra de milhares de produtos. Somos responsáveis pelo cuidado da Criação Inteira.
Façamos valer a nossa condição de Mulher e o nosso direito a Opinar sem o autoritarismo de quem quer que seja, Estado - Igreja - Marido.
Neuza Tetzner é pastora da IECLB - Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil
Psicoterapeuta / Psicólogo Clínico - Membro do Colégio Internacional de Terapeutas (Terapeutas de Alexandria) – Terapeuta Holístico - Pós graduado em Arteterapia e em Terapia Floral - Formação Holística de Base na Unipaz - Formação básica em Teologia pelo Centro Loyola de Fé e Cultura -PUC/RJ. Ger.de Rec.Humanos na Cia Souza Cruz Ind. e Comércio - Consultor empresarial - consultor Psicopedagógico dos projetos Sociais de Capacitação Solidária
15 de outubro de 2010
‘A CNBB está vivendo um momento difícil’, diz Dom Demétrio
"Não foi, oficialmente, a CNBB que explorou eleitoralmente a questão do aborto”. É o que esclarece Dom Demétrio Valentini, numa breve entrevista por correio eletrônico ao Brasil de Fato, 13-10-2010. Segundo ele, certos episódios, como a distribuição de panfletos como o texto intitulado “Apelo aos fiéis”, distribuídos em algumas igrejas católicas paulistas, em plena campanha eleitoral, ameaçam seriamente a instituição.
Eis a entrevista.
Dom Demétrio, você achou legítima e democrática a distribuição de panfletos contra a candidatura de Dilma Roussef (PT) pela Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)? Por quê?
Já temos agora a declaração oficial da Presidência da CNBB, emitida no dia 08 de outubro, denunciando a manipulação feita, envolvendo indevidamente o nome daCNBB. Diz textualmente a Nota da Presidência da CNBB: "Lamentamos profundamente que o nome da CNBB - e da própria Igreja Católica, tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, sendo objeto de manipulação". A Nota da Presidência da CNBB se refere, evidentemente, à farta distribuição de folhetos, que usavam a "recomendação" feita pelo Sul 1, apresentando-a como se fosse uma recomendação oficial da própriaCNBB. É o caso típico de manipulação, com a clara intenção de enganar o eleitor. Infelizmente, foi o que a "recomendação" do Sul 1 proporcionou.
Essas eleições têm causado desconforto entre os bispos da CNBB?
A CNBB está vivendo um momento difícil, que certamente demandará uma profunda avaliação, passadas as eleições, para analisar com serenidade de espírito os episódios que estão ocorrendo nesta campanha eleitoral e que ameaçam seriamente a credibilidade desta instituição, que já deu no passado importante contribuição para a sociedade brasileira.
O senhor acredita que a questão do aborto, por exemplo, tem sido explorada de uma forma extremamente eleitoral por parte da CNBB e que, desse modo, alimenta enormemente os votos nos tucanos?
De novo é preciso reafirmar com clareza: não foi, oficialmente, a CNBB que explorou eleitoralmente a questão do aborto. É evidente que está havendo uma exploração eleitoral do questão do aborto. E para isto estão utilizando posicionamentos pessoais de alguns bispos e padres, para apresentar estes posicionamentos com se fossem daCNBB. Esta é a instrumentalização que está sendo feita. E os bispos e padres que usam a religião para manifestar publicamente sua opção partidária, deveriam se dar conta de quanto estão sendo explorados pelos partidários de uma determinada candidatura.
Alguns sociólogos afirmaram que o voto em Marina foi, sobretudo, uma resposta ao caráter antirreligioso da candidatura de Dilma Roussef, e denominaram isso como uma demonstração de uma face fascista do Brasil. Como o senhor analisa isso?
Pode ser que isto ajude a entender o resultado do primeiro turno. O fato evidente é que esta campanha está mostrando problemas muito sérios, existentes em nossa sociedade brasileira. Existem os saudosistas da ditadura militar, há ódios e rancores represados que começam perigosamente a se manifestar, há posturas religiosas fundamentalistas, que se aproximam perigosamente do fanatismo. Tudo isto nos desafia a todos e nos convoca para o bom senso e para a responsabilidade.
Psicoterapeuta / Psicólogo Clínico - Membro do Colégio Internacional de Terapeutas (Terapeutas de Alexandria) – Terapeuta Holístico - Pós graduado em Arteterapia e em Terapia Floral - Formação Holística de Base na Unipaz - Formação básica em Teologia pelo Centro Loyola de Fé e Cultura -PUC/RJ. Ger.de Rec.Humanos na Cia Souza Cruz Ind. e Comércio - Consultor empresarial - consultor Psicopedagógico dos projetos Sociais de Capacitação Solidária
13 de outubro de 2010
MANIFESTO
Manifesto de Cristãos e cristãs evangélicos/as e católicos/as em favor da vida e da Vida em Abundância!
Somos homens e mulheres, ministros, ministras, agentes de pastoral, teólogos/as, padres, pastores e pastoras, intelectuais e militantes sociais, membros de diferentes Igrejas cristãs, movidos/as pela fidelidade à verdade, vimos a público declarar:
1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob o pretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como “contrárias à moral”.
A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: “se nos calarmos, até as pedras gritarão!” (Lc 19, 40).
2. Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura. Por isso, fazemos esta declaração como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais. Em nome do nosso compromisso com o povo brasileiro, declaramos publicamente o nosso voto em Dilma Rousseff e as razões que nos levam a tomar esta atitude:
3. Consideramos que, para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra, que, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira.
4. Consideramos que o direito à Vida seja a mais profunda e bela das manifestações das pessoas que acreditam em Deus, pois somos à sua Imagem e Semelhança. Portanto, defender a vida é oferecer condições de saúde, educação, moradia, terra, trabalho, lazer, cultura e dignidade para todas as pessoas, particularmente as que mais precisam. Por isso, um governo justo oferece sua opção preferencial às pessoas empobrecidas, injustiçadas, perseguidas e caluniadas, conforme a proclamação de Jesus na montanha (Cf. Mt 5, 1- 12).
5. Acreditamos que o projeto divino para este mundo foi anunciado através das palavras e ações de Jesus Cristo. Este projeto não se esgota em nenhum regime de governo e não se reduz apenas a uma melhor organização social e política da sociedade. Entretanto, quando oramos “venha o teu reino”, cremos que ele virá, não apenas de forma espiritualista e restrito aos corações, mas, principalmente na transformação das estruturas sociais e políticas deste mundo.
6. Sabemos que as grandes transformações da sociedade se darão principalmente através das conquistas sociais, políticas e ecológicas, feitas pelo povo organizado e não apenas pelo beneplácito de um governante mais aberto/a ou mais sensível ao povo. Temos críticas a alguns aspectos e algumas políticas do governo atual que Dilma promete continuar. Motivo do voto alternativo de muitos companheiros e companheiras Entretanto, por experiência, constatamos: não é a mesma coisa ter no governo uma pessoa que respeite os movimentos populares e dialogue com os segmentos mais pobres da sociedade, ou ter alguém que, diante de uma manifestação popular, mande a polícia reprimir. Neste sentido, tanto no governo federal, como nos estados, as gestões tucanas têm se caracterizado sempre pela arrogância do seu apego às políticas neoliberais e pela insensibilidade para com as grandes questões sociais do povo mais empobrecido.
7. Sabemos de pessoas que se dizem religiosas, e que cometem atrocidades contra crianças, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo, por isso, não nos interessa se tal candidato/a é religioso ou não. Como Jesus, cremos que o importante não é tanto dizer “Senhor, Senhor”, mas realizar a vontade de Deus, ou seja, o projeto divino. Esperamos que Dilma continue a feliz política externa do presidente Lula, principalmente no projeto da nossa fundamental integração com os países irmãos da América Latina e na solidariedade aos países africanos, com os quais o Brasil tem uma grande dívida moral e uma longa história em comum. A integração com os movimentos populares emergentes em vários países do continente nos levará a caminharmos para novos e decisivos passos de justiça, igualdade social e cuidado com a natureza, em todas as suas dimensões. Entendemos que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano – como Marina Silva defende – só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido. No momento atual, Dilma Rousseff representa este projeto que, mesmo com obstáculos, foi iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula. É isto que está em jogo neste segundo turno das eleições de 2010.
Com esta esperança e a decisão de lutarmos por isso, nos subscrevemos:
Dom Thomas Balduino, bispo emérito de Goiás velho, e presidente honorário da CPT nacional.
Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Feliz do Araguaia-MT.
Dom Demetrio Valentini, bispo de Jales-SP e presidente da Cáritas nacional.
Dom Luiz Eccel - Bispo de Caçador-SC
Dom Antonio Possamai, bispo emérito da Rondônia.
Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana- Maranhão.
Dom Xavier Gilles, bispo emérito de Vina- Maranhão.
Padre Paulo Gabriel, agente de pastoral da Prelazia de São Feliz do Araguaia /MT
Jether Ramalho, Rio de Janeiro.
Marcelo Barros, monge beneditino, teólogo
Professor Candido Mendes, cientista político e reitor
Luiz Alberto Gómez de Souza, cientista político, professor
Zé Vicente, cantador popular. Ceará
Chico césar. Cantador popular. Paraíba/são paulo
Revdo Roberto Zwetch, igreja IELCB e professor de teologia em São Leopoldo.
Pastora Nancy Cardoso, metodista, Vassouras / RJ
Antonio Marcos Santos, Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Juazeiro - Bahia
Maria Victoria Benevides, professora, da USP
Monge Joshin, Comunidade Zen Budista do Brasil, São Paulo
Antonio Cecchin, irmão marista, Porto Alegre.
Ivone Gebara, religiosa católica, teóloga e assessora de movimentos populares.
Fr. Luiz Carlos Susin – Secretário Geral do Fórum Mundial de Teologia e Libertação
Frei Betto, escritor, dominicano.
Luiza E. Tomita – Sec. Executiva EATWOT(Ecumenical Association of Third World Theologians)
Ir. Irio Luiz Conti, MSF. Presidente da Fian Internacional
Pe. João Pedro Baresi, pres. da Comissão Justiça e Paz da CRB (Conferência dos religiosos do Brasil) SP
Frei José Fernandes Alves, OP. – Coord. da Comissão Dominicana de Justiça e Paz
Pe. Oscar Beozzo, diocese de Lins.
Pe. Inácio Neutzling – jesuíta, diretor do Instituto Humanitas Unisinos
Pe. Ivo Pedro Oro, diocese de Chapecó / SC
Pe. Igor Damo, diocese de Chapecó-SC.
Irmã Pompeia Bernasconi, cônegas de Santo Agostinho
Cibele Maria Lima Rodrigues, Pesquisadora.
Pe. John Caruana, Rondônia.
Pe. Julio Gotardo, São Paulo.
Toninho Kalunga, São Paulo,
Washingtonn Luiz Viana da Cruz, Campo Largo, PR e membro do EPJ (Evangélicos Pela Justiça)
Ricardo Matense, Igreja Assembléia de Deus, Mata de São João/Bahia
Silvania Costa
Mercedez Lopes,
André Marmilicz
Raimundo Cesar Barreto Jr, Pastor Batista, Doutor em ética social
Pe. Arnildo Fritzen, Carazinho. RS.
Darciolei Volpato, RS
Frei Ildo Perondi - Londrina PR
Ir. Inês Weber, irmãs de Notre Dame.
Pe. Domingos Luiz Costa Curta, Coord. Dioc de Pastoral da Diocesede Chapecó/SC.
Pe. Luis Sartorel,
Itacir Gasparin
Célio Piovesan, Canoas.RS
Toninho Evangelista - Hortolândia/SP
Geter Borges de Sousa, Evangélicos Pela Justiça (EPJ), Brasília.
Caio César Sousa Marçal - Missionário da Igreja de Cristo - Frecheirinha/CE
Rodinei Balbinot, Rede Santa Paulina
Pe. Cleto João Stulp, diocese de Chapecó.
Odja Barros Santos - Pastora batista
Ricardo Aléssio, cristão de tradição presbiteriana, professor universitário.
Maria Luíza Aléssio, professora universitária, ex-secretária de educação do Recife
Rosa Maria Gomes
Roberto Cartaxo Machado Rios
Rute Maria Monteiro Machado Rios
Antonio Souto, Caucaia, CE
Olidio Mangolim – PR
Joselita Alves Sampaio – PR
Kleber Jorge e silva, teologia – Passo Fundo - RS
Terezinha Albuquerque
PR. Marco Aurélio Alves Vicente - EPJ - Evangélicos pela Justiça, pastor-auxiliar da Igreja Catedral da Família/Goiânia-GO
Padre Ferraro, Campinas.
Ir, Carmem Vedovatto
Ir. Letícia Pontini, discípulas, Manaus.
Padre Manoel, PR
Magali Nascimento Cunha, metodista
Stela Maris da Silva
Ir. Neusa Luiz, abelardo luz- SC
Lucia Ribeiro, socióloga
Marcelo Timotheo da Costa, historiador
Maria Helena Silva Timotheo da Costa
Ianete Sampaio
Ney Paiva Chavez, professora educação visual, Rio de janeiro
Antonio Carlos Fester
Ana Lucia Alves, Brasília
Ivo Forotti, Cebs – Canoas - RS
Agnaldo da Silva Vieira - Pastor Batista. Igreja Batista da Esperança - Rio de Janeiro
Irmã Claudia Paixão, Rio de Janeiro
Marlene Ossami de Moura, antropóloga / Goiânia.
Ir. Maria Celina Correia Leite, Recife
Pedro Henriques de Moraes Melo - UFC/ACEG
Fernanda Seibel, Caxias do Sul.
Benedito Cunha, pesquisador popular, membro do Centro Mandacaru - Fortaleza
Pe. Lino Allegri - Pastoral do Povo da Rua de Fortaleza, CE.
Juciano de Sousa Lacerda, Prof. Doutor de Comunicação Social daUFRN
Pasqualino Toscan - Guaraciaba SC
Francisco das Chagas de Morais, Natal - RN.
Elida Araújo
Maria do Socorro Furtado Veloso - Natal, RN
Maria Letícia Ligneul Cotrim, educadora
Maria das Graças Pinto Coelho/ professora universitária/UFRN
Ismael de Souza Maciel membro do CEBI - Centro de Estudos Bíbicos Recife
Xavier Uytdenbroek, prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS
Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
Targelia de Souza Albuquerque
Maria Lúcia F de Barbosa, Professora UFPE
Débora Costa-Maciel, Profª. UPE
Maria Theresia Seewer
107. Ida Vicenzia Dias Maciel
108. Marcelo Tibaes
109. Sergio Bernardoni, diretor da CARAVIDEO- Goiânia - Goiás
110. Claudio de Oliveira Ribeiro. Sou pastor da Igreja Metodista em Santo André, SP.
104 . Pe. Paulo Sérgio Vaillant - Presbítero da Arquidiocese de Vitória – ES
106. Roberto Fernandes de Souza. RG 08539697-6 IFP RJ - Secretario do CEBI RJ
107. Sílvia Pompéia.
108. Pe. Maro Passerini - coordenador Past. Carcerária - CE
109. Dora Seibel – Pedagoga, caxias do sul.
110. Mosara Barbosa de Melo
111. Maria de Fátima Pimentel Lins
112. Prof. Renato Thiel, UCB-DF
114 . Alexandre Brasil Fonseca , Sociólogo, prof. da UFRJ, Ig. Presbiteriana e coordenador da Rede FALE)
115 Daniela Sanches Frozi, (Nutricionista, profa. da UERJ, Ig. Presbiteriana, conselheira do CONSEA Nacional e vice-presidente da ABUB)
116. Marcelo Ayres Camurça – Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião – Universidade Federal de Juiz de Fora
117. Revd. Cônego Francisco de Assis da Silva,Secretário Geral da IEAB e membro da Coordenação do Fórum Ecumênico Brasil
118. Irene Maria G.F. da Silva Telles
119. Manfredo Araújo de Oliveira
120. Agnaldo da Silva Vieira - Pedagogo e Pastor Auxiliar da Igreja Batista da Esperança-Centro do Rio de Janeiro
121. Pr. Marcos Dornel - Pastor Evangélico - Igreja Batista Nova Curuçá - SP
122. Adriano Carvalho.
123. Pe. Sérgio Campos, Fundação Redentorista de Comunicações Sociais – Paranaguá/Pr.
124. Eduardo Dutra Machado, pastor presbiteriano
125. Maria Gabriela Curubeto Godoy - médica psiquiatra - RS
126. Genoveva Prima de Freitas- Professora – Goiânia
127. M. Candida R. Diaz Bordenave
128. Ismael de Souza Maciel membro do CEBI - Centro de Estudos Bíbicos Recife
129. Xavier Uytdenbroek prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
130. Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
131. Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado eAnalista do INSS
132. Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
133. Targelia de Souza Albuquerque
134. Maria Lúcia F de Barbosa (Professora - UFPE)
135. Paulo Teixeira, parlamentar, são paulo.
136. Alessandro Molon, parlamentar, Rio de janeiro.
137. Adjair Alves (Professor - UPE)
138. Luziano Pereira Mendes de Lima - UNEAL
139. Cláudia Maria Afonso de Castro-psicóloga- trabalhadora da Saúde-SMS Suzano-SP
140. Fátima Tavares, Coordenadora do Programa de Pos-Graduação em Antropologia FFCH/UFBA
141. Carlos Caroso, Professor Associado do Departamento deAntropologia e Etrnologia da UFBA.
142. Isabel Tooda
143. Joanildo Burity (Anglicano, cientista político, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco,
144. Prof. Dr. Paulo Fernando Carneiro de Andrade, Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Professor de Teologia PUC- Rio
145. Aristóteles Rodrigues - Psicólogo, Mestre em Ciência da Religião
146. Zwinglio Mota Dias - Professor Associado III – Universidade Federal de Juiz de Fora
147. Antonio Francisco Braga dos Santos- IFCE
148. Paulo Couto Teixeira, Mestrando em Teologia na EST/IECLB
149. Rev. Luis Omar Dominguez Espinoza
150. Anivaldo Padilha - Metodista, KOINONIA, líder ecumênico
151. Nercina Gonçalves
152. Hélio Rios, pastor presbiteriano
153. João José Silva Bordalo Coelho, Professor- RJ
154. Lucilia Ramalho. Rio de janeiro.
155. Maria tereza Sartorio, educadora, ES
156. Maria jose Sartorio, saúde, ES
157. Nilda Lucia sartorio, secretaria de ação social, Espírito santo
158. Ângela maria fernandes -Curitiba paraná
159. Lúcia Adélia Fernandes
160. Jeanne Nascimento - Advogada em São Paulo/SP
161,. Frei José Alamiro, franciscano, São Paulo, SP
162.Leonardo Boff, teólogo e escritor
163 Marcia M.M.Miranda, Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petropolis RJ
Psicoterapeuta / Psicólogo Clínico - Membro do Colégio Internacional de Terapeutas (Terapeutas de Alexandria) – Terapeuta Holístico - Pós graduado em Arteterapia e em Terapia Floral - Formação Holística de Base na Unipaz - Formação básica em Teologia pelo Centro Loyola de Fé e Cultura -PUC/RJ. Ger.de Rec.Humanos na Cia Souza Cruz Ind. e Comércio - Consultor empresarial - consultor Psicopedagógico dos projetos Sociais de Capacitação Solidária





