Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

19 de junho de 2010

Um cristianismo capaz de aprender

"Um cristianismo segundo o estilo de Jesus não se apresenta como instituição detentora de um sistema de dogmas a serem ensinados ao mundo, mas sim como espaço em que as pessoas encontram a liberdade para que possa vir para fora a presença de Deus que já habita a sua própria existência."

A opinião é de Christian Albini, doutor em ciências sociais e teólogo italiano membro daAssociação Teológica Italiana, em artigo publicado em seu blog Sperare per Tutti, 16-06-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.
Do estilo de Jesus, surge a provocação de um cristianismo que aprende. As patologias e as infidelidades ao evangelho que invadem todas as épocas da história eclesial podem ser lidas como rupturas da correspondência entre forma e conteúdo. Quando prevalece a forma, tem-se um cristianismo reduzido a estetismo litúrgico, a instituição hierárquica, a estrutura onde está ausente a substância daquele amor que Jesus porta até a cruz.

Quando, ao contrário, prevalece o conteúdo, tem-se um cristianismo reduzido a um aparato doutrinal e dogmático, uma verdade feita de fórmulas às quais deve-se assentir, privada de um laço vital com a existência das pessoas. Este último seria um cristianismo sem conversão, em que Zaqueu não redistribuiria as suas riquezas...

Jesus, ao invés disso, indica o caminho de um cristianismo capaz de aprender. Jesus, segundo Christoph Theobald, não define a sua identidade e não a impõe a ninguém. Cria um espaço de liberdade em torno de si comunicando, unicamente com a sua presença, uma proximidade benéfica a todos os que encontra. Jesus não dá um ensinamento metafísico, ético ou moral, mas deixa intuir de modo diferente, de acordo com a pessoa que encontra, uma nova maneira de ver o mundo e de situar-se nele. É como se colocasse cada um na condição de experimentar a própria conversão, a própria descoberta do Reino de Deus em meio a nós.

Um cristianismo segundo o estilo de Jesus, por isso, é capaz de aprender. Em outras palavras, não se apresenta como instituição detentora de um sistema de dogmas a serem ensinadas ao mundo, mas sim como espaço em que as pessoas encontram a liberdade para que possa vir para fora a presença de Deus que já habita a sua própria existência.

Cada pessoa – qualquer que seja sua religião, o seu pensamento e a sua cultura – é portadora de uma imagem que Deus que espera se revelar, como para os apóstolos noPentecostes, isto é, de tornar próprio o estilo de Jesus. Não de imitá-lo segundo cânones padronizados, mas de realizá-lo dentro da própria unicidade e irrepetibilidade.

Por isso, os cristãos deveriam estar em busca da manifestação de Deus própria de cada religião, cultura e pensamento, ao invés de assumir atitudes de desvalorização e condenação.

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