Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

6 de setembro de 2010

Polêmica: As 95 Teses de Matthew Fox


Matthew Fox, quase septuagenário, é atualmente o mestre espiritual mais criativo e abrangente da América. Conta com um doutorado em História e Teologia da Espiritualidade e possui, além disso, imaginação, coragem e a arte de um escritor. É autor de 26 livros. Criou o Instituto de Cultura e Espiritualidade da Criação que funcionou, durante sete anos, em Chicago e, durante doze, em Oakland.
O então cardeal Ratzinger tentou fechá-lo. E, em 1988, impôs silêncio a Fox por um ano. Três anos depois, fez com que o excluíssem da Ordem dominicana, pondo com isso fim ao Instituto. Fox fundou então uma universidade própria em Oakland, a que deu o nome de Universidade da Espiritualidade da Criação; hoje é denominada Universidade da Sabedoria.
Convidado a falar na Alemanha, em Bad Herrenalb, no Pentecostes de 2005, a recente eleição de Bento XVI inspirou-lhe a realização de um ato simbólico: afixar as suas 95 teses para uma nova reforma da Igreja na porta da Schlosskirche de Wittenberg, onde Lutero afixou as suas, em 31 de outubro de 1517. E assim aconteceu, em 18 de maio, pelas 16 horas, em presença da imprensa e da televisão.
Em vez de teses, Fox prefere chamá-las declarações de fé para uma cristandade do Terceiro Milênio. E, em vez de reforma, ele prefere falar da transformação do cristianismo (“A New Reformation: Creation Spirituality and the Transformation of Christianity “, 2006, Inner Traditions).
São estas as suas propostas:
1. Deus é ambas as coisas: Mãe e Pai.
2. No nosso tempo, Deus é mais Mãe do que Pai, porque o feminino está, a maioria das vezes, ausente e é essencial restabelecer o equilíbrio dos sexos.
3. Deus é sempre novo, sempre jovem, está sempre no começo.
4. Deus, concebido como Deus punitivo, não é digno de ser honrado; é um deus falso e um ídolo útil aos imperialistas. O conceito de um Deus punitivo, viril, contradiz a plena natureza da divindade, tão feminina e maternal quanto varonil e paternal.
5. “Todos os nomes que atribuímos a Deus, provêm da compreensão que temos de nós mesmos”(Eckart). Por isso, quem o cultua como um Deus punitivo, é ele próprio vingativo.
6. O teísmo (a idéia de que Deus se acha “fora daqui” ou acima e além do universo) é falso. Tudo está em Deus e Deus está em tudo (panenteísmo).
7. Cada um de nós nasceu místico e amoroso, capaz de experienciar a unidade das coisas e chamado a conservar viva esta mística ou o amor à vida.
8. Todos são chamados a ser profetas, isto é, a opor-se à injustiça.
9. Sabedoria é amor à vida (veja-se o Livro da Sabedora: “Sabedoria significa amar a vida”; e Cristo diz no Evangelho de João: “Eu vim para que tenhais vida, vida em abundância”).
10. Deus ama tudo o que criou e a ciência pode ajudar a penetrar mais profundamente e a admirar os mistérios e a sabedoria de Deus na criação. A ciência não se opõe à verdadeira religião.
11. A religião não é necessária, a espiritualidade, sim.
12. “Jesus não nos chamou a uma nova religião, mas a viver” (Bonhoeffer). Espiritualidade é viver a vida com profundidade, novidade e gratidão, coragem e criatividade, confiança e serenidade, piedade e justiça.
13. Espiritualidade e religião não são a mesma coisa, tanto quanto educação e saber, lei e justiça, comércio e gestão.
14. Os cristãos devem distinguir entre Deus (masculino e história, libertação e salvação) e Divindade (feminina e mistério, ser e não-ação).
15. Os cristãos têm de distinguir entre Jesus (personagem histórico) e Cristo (a experiência de Deus em-todas-as-coisas).
16. Os cristãos devem distinguir entre Jesus e Paulo.
17. Não diferindo de outros mestres espirituais, Jesus ensinou que somos filhos e filhas de Deus e que, em virtude disso, havemos de nos comportar como instrumentos da misericórdia divina.
18. A justiça ecológica é fundamental para a sobrevivência do planeta e para uma ética humana. Sem isso, estaremos a crucifixar de novo Cristo, ao destruir as florestas, a água, as espécies, o ar e o solo.
19. A sustentabilidade é outro nome da justiça, pois o que é justo, também é sustentável, o que é injusto, não.
20. Uma opção preferencial pelos pobres, como a do movimento das Comunidades de Base, está muito mais perto dos ensinamentos e espírito de Jesus do que a opção preferencial pelos ricos como é, por exemplo, a do Opus Dei.
21. A justiça econômica requer uma ação criativa que gere um sistema de economia global, respeitoso pela saúde e riqueza do planeta Terra e que funcione para todos.
22. A celebração e o culto são base da comunidade humana e da sua sobrevivência. Essas comemorações jubilosas são merecedoras de novas formas que usem uma linguagem do século XXI.
23. A sexualidade é algo sagrado, uma experiência espiritual, teofania (revelação do divino) e experiência mística. É algo santo que deve ser dignificado como tal.
24. A criatividade é, não apenas o maior dom da humanidade, como também a sua arma mais poderosa para o mal. Por isso, não só deve ser estimulada como também orientada à ação que, de acordo com todas as religiões, é a mais divina da humanidade: a compaixão.
25. Existe um sacerdócio próprio de quem trabalha (quem realiza boas obras é parteiro da graça e, por isso, sacerdote). Este sacerdócio tem de ser reverenciado como sagrado e quem trabalha há de ser instruído na espiritualidade, para poder exercer eficazmente o seu ministério.
26. O imperialismo é incompatível com a vida e ensinamentos de Jesus, com a vida e ensinamentos de Paulo e com os ensinamentos das sagradas religiões.
27. Ideologia não é teologia e põe em risco a fé, porque substitui o pensar pela obediência e desvia da responsabilidade própria da teologia, que é a de ajustar a sabedoria do passado às necessidades do presente. Em lugar de teologia, a ideologia exige juramento de lealdade ao passado.
28. A lealdade não é critério bastante para o ministério eclesial; é-o a inteligência e uma consciência provada.
29. Por muito que a mídia televisiva corteje o Papa e o seu Pontificado, porque isso lhe proporciona bons espetáculos, o Papa não é a Igreja mas apenas um ministro dela. O endeusamento do Papa é uma forma contemporânea de idolatria que deve ser combatida por todos os fiéis.
30. Criar uma Igreja de subservientes não é coisa santa. Gente servil não é gente espiritual, porque a sua única virtude é a obediência. Uma sociedade constituída por subservientes – um clero servil, seminaristas servis, bispos servis, cardeais servis, ordens religiosas servis como o Opus Dei, Legionários de Cristo, Comunhão e Libertação, e uma imprensa servil – não representa, de forma alguma, a doutrina e a pessoa do Jesus histórico, que se insurgiu contra o poder em vez de o acumular.
31. Os juramentos de sigilo papal constituem, na Igreja, uma via tão segura de corrupção e total encobrimento como em qualquer outra organização humana.
32. O pecado original é a extrema expressão de um Deus Pai punitivo e não um ensinamento bíblico. Bíblica é a bênção original (bondade e graça).
33. O termo “ferida original” descreve melhor que “pecado original” a separação experimentada pelos humanos ao deixarem o ventre materno para entrarem num mundo tantas vezes injusto e repulsivo.
34. O fascismo e a tendência compulsiva ao controle autoritário não são caminhos de paz ou compaixão e quem adota o fascismo não é um digno modelo de santidade. O mau uso do aparato de canonizações para glorificar fascistas é uma nódoa para a Igreja.
35. O espírito de Jesus e de outros profetas chama as pessoas a um estilo de vida simples, a fim de viverem.
36. O dançar, que, em muitas culturas primitivas, tem a mesma raiz etimológica que respiração ou espírito, é uma forma muito antiga e apropriada de orar.
37. Honrar os ancestrais e celebrar a comunhão dos santos não significa colocar heróis num pedestal, mas honrá-los, vivendo no nosso tempo, na nossa cultura e no nosso momento histórico, com o mesmo idealismo, coragem e humanidade com que eles viveram na sua época.
38. Tal como nos primeiros tempos da Igreja, também hoje é de esperar, e desejável, a diversidade de interpretações dos acontecimentos da vida de Jesus e da experiência de Cristo.
39. Por conseguinte, unidade da Igreja não quer dizer conformidade. Existe uma unidade na diversidade. Uma unidade forçada não é unidade.
40. O Espírito Santo é perfeitamente capaz de operar em estruturas eclesiais democraticamente participativas; e os modelos hierárquicos podem impedir a ação do Espírito.
41. O corpo é templo sagrado de Deus, mas isso não significa que seja intocável; quer dizer que todas as suas dimensões – adequadamente denominadas sete chacras – são igualmente santas.
42. Por isso, é santa a nossa ligação com a terra (primeiro chacra); santa, a nossa sexualidade (segundo chacra); santa, a nossa indignação moral (terceiro chacra); santo, o nosso amor que se ergue contra o medo (quarto chacra); santa, a nossa voz, expressando-se profeticamente (quinto chacra); santas, nossa intuição e inteligência (sexto chacra); santos, os nossos dons, pelos quais somos partícipes da comunidade dos seres luminosos e dos ancestrais (sétimo chacra).
43. O preconceito do racionalismo e da localização da metade esquerda do cérebro apenas na cabeça deve encontrar contrapeso na consideração dos chacras inferiores, que corporificam, de igual modo, a sabedoria, a verdade e a ação do Espírito.
44. O chacra central, a compaixão, é a pedra-de-toque da saúde de todos os demais, que lhe hão de estar subordinados, pois “pelos seus frutos os conhecereis” (Jesus).
45. “O alegrar-se é o mais nobre dos atos humanos” (Tomás de Aquino). Serão nossas culturas, suas profissões, educação e religião promotoras da alegria?
46. A psique humana é feita para o cosmos e não estará satisfeita, enquanto essas duas realidades não se acharem unidas e o deslumbramento, princípio da sabedoria, não derive de tal união.
47. As quatro vias designadas na tradição espiritual da criação representam melhor o itinerário espiritual místico-profético de Jesus e da tradição judaica do que as três vias da purificação, iluminação e união, não provenientes da tradição judaica e bíblica.
48. Por isso, se pode afirmar que Deus se faz sentir numa experiência de êxtase, de alegria, de assombro e deleite (via positiva).
49. Deus faz-se sentir na escuridão, no caos, no nada, no sofrimento, no silêncio e no aprender a deixar ser e acontecer (via negativa)
50. Deus deixa-se experimentar nos atos de criatividade e de concriação (via criativa)
51. Todas as pessoas nasceram criativas. É função da espiritualidade excitar a santa imaginação, pois todos nasceram “à imagem” do Criador e “a força impetuosa da fantasia é um dom de Deus” (Cabala).
52. Se tu podes falar, também podes cantar; se tu podes andar, também podes dançar; se tu podes falar, tu és um artista (provérbio africano e indiano).
53. Deus deixa-se sentir na nossa luta pela justiça, pela cura, pela compaixão e pela celebração (via transformativa).
54. O Espírito Santo atua por meio de todas as culturas e tradições espirituais, “sopra onde quer” e não é nem nunca foi propriedade exclusiva de nenhuma tradição.
55. Hoje, como no passado, Deus fala por meio de todas as religiões, culturas e tradições de fé, nenhuma das quais representa o perfeito e único caminho da verdade, podendo todas elas aprender umas das outras.
56. Por isso, nos nossos dias, uma fé partilhada ou um profundo ecumenismo fazem necessariamente parte da práxis espiritual e da consciência.
57. Já que o “obstáculo número um para o encontro dos que creem é um mau relacionamento com a própria fé” (Dalai Lama), é importante para os cristãos conhecerem a sua própria tradição mística e profética, muito mais ampla que uma religião imperial e que a sua imagem punitiva de Deus Pai .
58. O cosmos é o templo santo de Deus e o nosso santo lar.
59. Catorze bilhões de anos de evolução e de expansão do universo apontam para a íntima sacralidade de tudo quanto é.
60. Tudo o que existe é santo e está relacionado entre si, pois tudo o que existe no nosso universo começou como um único ser, antes da explosão inicial.
61. A interconexidade não é só uma lei física e natural; constitui também a base da comunidade e da compaixão. Compaixão é pôr em prática a nossa interconexidade compartilhada, tanto nas alegrias como no sofrimento e na luta pela justiça.
62. O universo não sofre de carência de graça e nenhuma instituição religiosa pode pôr sua tarefa em racioná-la. No universo de Deus, a graça é abundante.
63. A criação, a Encarnação e a Ressurreição são acontecimentos constantes, tanto na escala cósmica como na escala pessoal. Isto é também válido para a Vida, para a Morte e para a Ressurreição (Regeneração e Reincarnação).
64. Biofilia ou amor à vida é o nosso dever de cada dia.
65. Necrofilia, ou amor à morte, há de ser combatida, por todos os meios, tanto em nós próprios como na sociedade.
66. O mal pode surgir de qualquer povo, de qualquer nação, de qualquer raça, de qualquer indivíduo. Por isso, faz-se necessária, a todo o instante, a vigilância, a autocrítica e a crítica institucional.
67. Nem todo o que se rotula “cristão”, é merecedor de tal nome, bem como nem todo “o que diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus” (Jesus).
68. A pedofilia é um crime terrível, mas o seu encobrimento pela hierarquia é ainda mais abominável.
69. A lealdade e a obediência jamais serão virtudes comparáveis com a consciência e a retidão.
70. Jesus nunca disse nada sobre preservativos, controle de natalidade ou homossexualidade.
71. Uma Igreja que se preocupa mais com os males sexuais do que com os da injustiça, está ela própria doente.
72. Dado que a homossexualidade se encontra em 464 espécies e em 8% da população humana, trata-se, em quem assim nasceu, de algo absolutamente natural, de uma dádiva de Deus e da natureza feita à comunidade mais ampla.
73. Em qualquer das suas formas, a homofobia é um sério pecado contra o amor ao próximo, um pecado de ignorância da riqueza e diversidade da criação divina e, ao mesmo tempo, um pecado de exclusão.
74. O racismo, o sexismo e o militarismo são também graves pecados.
75. A pobreza da maioria e o luxo de uns poucos não são justos nem suportáveis.
76. O consumismo é a versão hodierna da glutonaria e deve ser defrontado pela criação de um sistema econômico que opere em benefício de todos os povos e de todas as criaturas da terra.
77. Os seminários, tais como os conhecemos hoje, com sua excessiva ênfase na metade esquerda do cérebro, matam e corrompem muitas vezes a alma mística dos jovens, em vez de estimular a consciência mística e profética que neles existe. Os seminários deviam ser substituídos por escolas de sabedoria.
78. Se exige de todos nós um trabalho interior. Por isso, todos deviam ter acesso a práticas espirituais de meditação que ajudassem a serenar o cérebro do réptil. Crianças e adultos podem e devem ser exercitados no silêncio, na contemplação e em ficar calados.
79. O nosso trabalho exterior há de fluir do trabalho interior, tal como o ato flui do não-ato e o verdadeiro ato flui do ser.
80. Um sábio teste para avaliar a lisura de uma ação é este: qual será o efeito desta ação sobre as pessoas da sétima geração depois de nós?
81. O outro teste da retitude de uma ação é este: esta minha ação, esta nossa ação é uma bela ação ou não?
82. O eros, que é paixão pela vida, é uma virtude que combate a acédia ou falta de energia para empreender algo novo. Esta acédia também se revela como depressão, cinismo e indolência.
83. A Noite Escura da alma nos invade a todos; e a resposta adequada não é entregar-se ao afã de comprar, ao álcool, à droga, à tevê, ao sexo ou à religião, mas caminhar com a escuridão e aprender dela.
84. A Noite Escura da alma é lugar de um aprendizado profundo. Mas requer silêncio.
85. Não existe só a Noite Escura da alma, mas tammbém a da sociedade e a da nossa espécie, a humanidade.
86. O caos é um amigo e um mestre, bem como parte necessária ou prelúdio de um novo nascimento. Por isso, não há que temê-lo ou controlá-lo compulsivamente.
87. A ciência autêntica pode e deve ser uma das fontes da sabedoria da humanidade, visto que é a fonte do santo temor, do deslumbramento infantil e da verdade.
88. Se a ciência ensina que a matéria é “luz congelada” (físico David Bohm), então, com isso, ela livra a humanidade de fazer da carne o bode expiatório do mal e lhe garante, ao invés, que todas as coisas são luz. Igual doutrina se encontra nos Evangelhos (Cristo é a luz em todas as coisas) e nos ensinamentos budistas (a natureza Buda está em todas as coisas). Por conseguinte, a carne não é pecaminosa; pecaminosas são as nossas decisões que, por vezes, não buscam o que é certo.
89. Os objetivos próprios do coração humano são a verdade e a justiça (Tomás de Aquino) e todas as pessoas têm o direito de os alcançar por meio de uma sã educação e de um governo saudável.
90. “Deus” é só um nome do divino. Há incontáveis nomes para Deus e para a Divindade; contudo, “Deus não possui nenhum nome e jamais será nomeado” (Mestre Eckhart).
91. São três as estradas para o coração: o silêncio, o amor e o sofrimento.
92. A dor do coração humano há de ser tratada com rituais e exercícios que, quando praticados, diminuirão a irritação, permitindo que a criatividade flua de novo.
93. Duas estradas partem do coração: a criatividade e os atos de justiça e compaixão.
94. Já que os anjos aprendem exclusivamente por intuição, se nós desenvolvermos o nosso poder intuitivo, podemos ter a esperança de encontrar anjos ao longo do caminho.
95. A verdadeira inteligência inclui sentimentos, sensibilidade, beleza, o dom de doação e o humor, que é uma dádiva do Espírito, sendo o paradoxo seu irmão.
(Texto recebido da Alemanha por e-mail, na versão inglesa e alemã. Traduziu e apresentou Irene e Luís Cacais)

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