Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

19 de janeiro de 2011

Princípios mínimos básicos para a salvação do Planeta e da própria Humanidade

No próximo dia 8 de fevereiro, o Fórum Mundial de Teologia e Libertação - FMTL irá celebrar, dentro do Fórum Social Mundial - FSM, em Dakar, noSenegal, uma oficina sobre "Religiões e Paz: A visão/teologia necessária para tornar possível uma Aliança de Civilizações e de Religiões para o bem comum da humanidade e a vida no planeta". A organização da oficina é daAssociação Ecumênica de Teólogos/as do Terceiro Mundo - ASETT/EATWOT.
Para facilitar a participação e o debate, a EATWOT disponibilizou as conferências resumidas de vários especialistas que serão apresentadas sobre a temática proposta na oficina do ano que vem.
O sítio do IHU, em suas Notícias do Dia, está disponibilizando as principais conferências a respeito da temática. Veja abaixo, em "Para ler mais", a lista de textos já publicados.
Além disso, também foi publicada uma proposta de Agenda teológica 2011-2013, para ser debatida no seminário do FMTL.
No texto abaixo, a equipe do sítio Servicios Koinonia – página "laica, macroecumênica e não confessional", que reúne diversos serviços no campo da teologia, espiritualidade, liturgia, pastoral etc. – apresenta alguns princípios mínimos básicos que poderiam tornar possível que as religiões reúnam suas energias a serviço da salvação do Planeta e da própria Humanidade. A tradução é de Moisés Sbardelotto..
Eis o texto.
Religiões e Paz
A visão/teologia necessária para tornar possível uma Aliança de Civilizações e Religiões para o bem comum da humanidade e a vida no planeta
Com que visão, com que teologia poderíamos confrontar a presente situação do mundo?
Estes poderiam ser alguns princípios mínimos básicos que poderiam tornar possível que as Religiões reúnam suas energias a serviço da salvação do Planeta e da própria Humanidade, em uma Aliança de Civilizações e Religiões em favor do Bem Comum da Humanidade e do Planeta:
- As religiões devem abandonar a expressão e o conceito da "única religião verdadeira"... porque todas elas o são.
- As religiões são dons de Deus à Humanidade para aprofundar nossa qualidade profunda como seres humanos, de forma que levem à plenitude a nós mesmos, à Vida e ao Cosmos do qual fazemos parte.
- As religiões devem reconhecer que são também criações humanas, misteriosamente elaboradas por nossos ancestrais e, nesse sentido, realidades limitadas, imperfeitas, que necessitam ser tratadas com compreensão e melhoradas com um generoso esforço crítico, com humildade e agradecimento.
- As religiões devem descobrir agradecidas que já não há um Povo Eleito... porque todos são Povos muito amados por Deus.
- As religiões devem superar seu próprio complexo de superioridade religiosa, como um antigo pecado, próprio de tempos já passados.
- As religiões aceitam, estremecidas de gozo, a inabarcável diversidade religiosa e se comprometem a apreciar, proteger e reverenciar tal diversidade do sagrado.
- As religiões devem se esforçar para renunciar ao proselitismo. As religiões vão estabelecer vínculos entre elas e canais de comunicação e enriquecimento mútuo. A nova "missão" da qual as religiões são conscientes não vai tentar converter o outro, fazendo-o mudar de religião, mas sim ajudá-lo a assumir mais autenticamente a sua própria religião.
- As religiões veneram a Realidade Última, que pode ser chamada com muitos nomes, embora nenhum deles lhe seja apropriado. Nenhuma religião vai conceber ainda essa Realidade Última como um deus tribal, próprio de sua raça, povo ou cultura... Todas as religiões vão superar sua antiga imagem tribal de Deus.
- As religiões coincidem na chamada Regra de Ouro: tratemos os outros como gostaríamos de ser tratados. Essa regra vale tanto com relação aos indivíduos, quanto aos povos e às religiões, assim como à sua coexistência pacífica em meio a toda a Humanidade.
- Essa Regra de Ouro abrange também a Vida, a Terra, o Planeta mesmo, nesta hora de crise que estamos atravessando atualmente. Salvar a Vida, a Humanidade e a Terra como um todo é a meta suprema à qual, neste momento histórico, elas deveriam aderir.
Esses princípios podem constituir a Visão, a teologia que necessitamos para enfrentar os desafios que a Terra confronta. As religiões são indispensáveis para superar o momento presente da Humanidade. As religiões podem e devem ajudar a constituir a Aliança de Civilizações e Religiões para o bem comum da Humanidade e do Planeta.
Fonte:
http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=40053
Servicios Koinonia(Pode-se encontrar uma versão mais ampla deste texto emservicioskoinonia.org/relat/351.htm)

Um comentário:

  1. A FÉ HUMANA E A DIVINA

    No homem, a fé é o sentimento inato de seus destinos futuros; é a consciência que ele tem das faculdades imensas depositadas em gérmen no seu íntimo, a princípio em estado latente, e que lhe cumpre fazer que desabrochem e cresçam pela ação da sua vontade.
    Até ao presente, a fé não foi compreendida senão pelo lado religioso, porque o Cristo a exalçou como poderosa alavanca e porque o têm considerado apenas como chefe de uma religião. Entretanto, o Cristo, que operou milagres materiais, mostrou, por esses milagres mesmos, o que pode o homem, quando tem fé, isto é, a vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode obter satisfação. Também os apóstolos não operaram milagres, seguindo-lhe o exemplo? Ora, que eram esses milagres, senão efeitos naturais, cujas causas os homens de então desconheciam, mas que, hoje, em grande parte se explicam e que pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo se tornarão completamente compreensíveis?
    A fé é humana ou divina, conforme o homem aplica suas faculdades à satisfação das necessidades terrenas, ou das suas aspirações celestiais e futuras. O homem de gênio, que se lança à realização de algum grande empreendimento, triunfa, se tem fé, porque sente em si que pode e há de chegar ao fim colimado, certeza que lhe faculta imensa força. O homem de bem que, crente em seu futuro celeste, deseja encher de belas e nobres ações a sua existência, haure na sua fé, na certeza da felicidade que o espera, a força necessária, e ainda aí se operam milagres de caridade, de devotamento e de abnegação. Enfim, com a fé, não há maus pendures que se não chegue a vencer.
    O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres.
    Repito: a fé é humana e divina. Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem pôr a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar ao que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas. Um Espírito Protetor.(Paris, l863.)

    KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 19. Item 12.
    FORMATAÇÃO E PESQUISA: MILTER - 06.11.2016

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