Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Agradeço por sua visita, ela é muito oportuna.
Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

27 de outubro de 2015

D. Helder e o preto velho




O teólogo Marcelo Barros recorda que, uma vez, acompanhou o arcebispo a uma favela.
Passando pelas vielas, D. Hélder cumprimentava as pessoas e entrava em cada barraco.
Chegou atrasado ao centro comunitário, onde as pessoas o esperavam para uma reunião. Numa das casas, um senhor da Umbanda deu-lhe de presente uma imagem de um Preto Velho (um dos espíritos da religião africana).
D. Hélder chegou à reunião, trazendo nos braços o Preto Velho.


A quem se espantou com o atraso, explicou: 
“Estava me encontrando com um irmão, do qual séculos me distanciaram”.

Quando lhe perguntaram se o contato do arcebispo com líderes de outras religiões negras não favorecia o sincretismo e a confusão, D. Hélder respondeu: 
“O sincretismo existe desde que os nossos antepassados obrigaram os negros a se batizarem. Durante séculos, eles foram obrigados a viver a sua fé de modo escondido. O que eu faço é reconhecer o seu direito a exercerem a sua religião. Sei que muitos, desde crianças, são, ao mesmo tempo, católicos e de um culto afro. Conhecendo-os, vejo que são pessoas de tanta fé e tão dedicadas aos outros que só posso pensar que essa integração faz bem”.

Com os agradecimentos ao amigo Jorge Alexandre que publicou esta passagem no Facebook

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