Absurdo e graça!

.Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade
e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado.
Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME !
Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo,
não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder.

"Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados.
Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça "
é igualmente mentir ou trapacear...
Como morrer e ressuscitar, o absurdo e a graça são só dois lados da mesma moeda."
"Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado,
não mais estranhos,
mas estranhamente amigos"
A cada dia,nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup)

* O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus retiros, seminários e workshops *

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Aqui eu reúno pensamentos meus
e de outras pessoas com quem sinto afinidade de idéias e ideais.


"Vamos precisar de todo mundo
pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor...

Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão...

Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor

O sal da terra,..." (
Beto Guedes)

27 de julho de 2013

Francisco mostra a bispos que não é 'peso pena' intelectual

REINALDO JOSÉ LOPES

Se o ar prosaico dos sermões e discursos do papa Francisco no Brasil até agora pode ter feito alguns acharem que o atual pontífice é um "peso pena" intelectual perto dos "pesos pesados" João Paulo 2º e Bento 16, a fala do sumo pontífice aos bispos do país desfaz totalmente essa impressão.
O texto, longo, complexo e em tom apaixonado e programático, soa como a Magna Carta de Francisco para a igreja brasileira. Traz uma visão ao mesmo tempo mística e humanista do papel que o catolicismo deve ter na sociedade do país e do que os pastores católicos precisam fazer para recuperar o terreno perdido nos corações e nas mentes dos brasileiros. As palavras de ordem são: humildade, diálogo e uma certa dose de teimosia.
Francisco usa como base desse "programa de governo" a história da descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida por pescadores no século 18, talvez o "mito" (no sentido de narrativa simbólica, não de fato inventado) mais importante do catolicismo brasileiro. Em Aparecida, diz o papa, "Deus deu uma lição sobre o seu modo de ser e agir (...). Uma lição sobre a humildade que pertence a Deus como um traço essencial: ela está no DNA de Deus".
Ele lembra que a fé dos pescadores de Aparecida partiu de sua fome, de sua falta de recursos, de suas carências. Destaca a simplicidade da imagem de barro de Nossa Senhora e o simbolismo de que a estátua negra apareceu inicialmente quebrada, assim como "o Brasil colonial estava dividido pelo muro vergonhoso da escravatura".
O fato de os pescadores reconstituírem a imagem é sinal de que "muros, abismos, distâncias ainda hoje existentes estão destinados a desaparecer. A igreja não pode descurar desta lição: ser instrumento de reconciliação". E sinal também, segundo ele, de que sem ter em mente a simplicidade da fé das pessoas comuns e a simplicidade do Evangelho, o catolicismo se perde.
CAMINHO DE EMAÚS
A segunda grande narrativa que, para o papa, serve de eixo simbólico para o que os bispos brasileiros devem fazer é a dos chamados discípulos de Emaús, presente no capítulo 24 do Evangelho de Lucas.
Nesse trecho do livro sagrado, Jesus já ressuscitou, foi visto por suas seguidoras e Pedro chegou a visitar o sepulcro vazio, mas uma dupla de discípulos de Jesus, que ainda não sabe de nada, está viajando de Jerusalém para a aldeia de Emaús, a 11 km da capital judaica. Encontram um misterioso viajante e comentam com ele sobre sua decepção e perda de fé com a morte de Jesus na cruz. O viajante, então, usa as Escrituras judaicas para explicar aos dois que o martírio de Cristo fora profetizado e, quando o grupo faz uma parada para comer, os dois percebem que o homem era Jesus - significativamente, quando Jesus divide o pão com eles.
Para Francisco, quem se afastou da Igreja e quem não sente mais necessidade de Deus é como os discípulos de Emaús. E, para enfrentar essa situação, "serve uma igreja que, na sua noite, não tenha medo de sair. Serve uma Igreja capaz de interceptar o caminho deles. Serve uma Igreja capaz de inserir-se na sua conversa. Serve uma igreja que saiba dialogar com aqueles discípulos".
A igreja precisa "devolver a cidadania a muitos de seus filhos que caminham como em um êxodo", arremata o papa. Durante todo o discurso, fica claro o foco do pontífice na necessidade de a liderança católica ter essa atitude mais ativa, sem colocar o peso da culpa por esse afastamento nos fiéis.

Dois pontos menos elaborados por Francisco, mas que merecem menção, foi sua citação dos marcos da adoção da Teologia da Libertação como uma abordagem importante para a igreja latino-americana, lembrando a conferência episcopal de Medellín, na Colômbia, em 1968; e a classificação da atuação católica na Amazônia como "um teste decisivo, banco de prova para a igreja e a sociedade brasileiras", destacando o papel dos católicos na luta pela preservação ambiental.

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