Vivemos, mesmo que muitos nem saibam, um momento cósmico especial, o Solstício de Inverno (no hemisfério Sul), que nos remete aos ciclos de “claro” e “escuro”, atividade e repouso. É o dia mais curto e, claro, a noite mais longa do ano.
O absurdo e a Graça
21 de junho de 2023
Mudança cósmica / Solstício de inverno.
Psicoterapeuta / Psicólogo Clínico - Membro do Colégio Internacional de Terapeutas (Terapeutas de Alexandria) – Terapeuta Holístico - Pós graduado em Arteterapia e em Terapia Floral - Formação Holística de Base na Unipaz - Formação básica em Teologia pelo Centro Loyola de Fé e Cultura -PUC/RJ. Ger.de Rec.Humanos na Cia Souza Cruz Ind. e Comércio - Consultor empresarial - consultor Psicopedagógico dos projetos Sociais de Capacitação Solidária
25 de outubro de 2022
Não há o que temer para quem sabe reconhecer Deus na intimidade.
Tenho ouvido relatos de oposição ao Papa Francisco e á ala progressista da
igreja, que segue literalmente o discurso que encontramos no cap 25 do
evangelho de Mateus. O que se vê hoje acontecendo em várias dioceses e nas
comunidades chamadas de Vida e Aliança é algo que envergonha qualquer cristão
consciente. Mas não podemos nos iludir, isso de certa forma, acontece há muitos
séculos.
A igreja, em sua maioria, desde que se tornou “religião oficial”, esteve do
lado oposto da mensagem Jesus. Ela se colocou do lado dos poderosos. Houve tempos em que ela mesma era a poderosa e
se ocupava mais dos bens, do que do Bem. Na verdade, os pequenos grupos que se
alinham à mensagem dos evangelhos sempre foram perseguidos. Muitos foram considerados heréticos e chegaram
a ser exterminados pelas cruzadas. O próprio Francisco em Assis foi muito mal
visto e acusado de desencaminhar jovens, de atentar contra a ordem. E isso é muito antigo. Os padres do deserto,
os eremitas, na verdade foram os primeiros a sofrer perseguição, exatamente por
isso se isolaram e enterraram boa parte dos manuscritos que não tinham sido
aceitos pela igreja "oficial". Aliás essa ideia de igreja oficial é
algo bem diferente das comunidades autocéfalas dos primeiros tempos, e a convocação
do primeiro concilio, o de Jerusalém, mostra bem, isso.
É muito triste ver que o Espírito Santo suscitou um papa para tentar colocar a
igreja mais próxima e fiel à mensagem original, e ele seja tão criticado e
desrespeitado.
A mensagem de Jesus não é muito palatável em um mundo que prefere o
individualismo e a exterioridade, ela é muito questionadora e propõe que se
saia em direção ao outro. O Amar ao próximo como a ti mesmo é algo muito
descabido para um mundo de “leis de Gerson” e que se pauta por uma razão
cínica. A própria estrutura monárquica da igreja, sofreria por parte do Nazareno,
sérias e severas críticas.
Grandes santuários que diferem radicalmente de alguém que afirmava: não ter nem
lugar onde repousar a cabeça, são evidencias de quanto se está distante do
incômodo Galileu, que ousou desafiar os sacerdotes e poderosos de seu tempo.
Que uma aflição medonha me faz implorar /O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá/ O que não tem juízo.
Esse é o Deus que busco seguir, é a Ele que eu adoro em Pneuma e Alethéia, em espírito e em verdade. Ele não habita em templos feitos por mãos, ele está e sempre estará, no meio de nós.
Quando se segue e se adora Àquele que disse que o Reino de Deus está no meio de nós, não há o que temer. Se Ele habita em mim e em todos os de BOA VONTADE, ele jamais compactuará com a morte, a mentira, o preconceito, o ódio e o desprezo pela vida. O Deus da minha fé, é o Deus do AMOR, o Deus que a TODOS inclui sem nenhuma distinção,
28 de agosto de 2022
O Rio da minha vida. As 71 voltas em torno do sol.
E o sol deu mais uma volta pelo céu. Confesso que tenho a impressão, que desta vez, o acelerador estava o tempo todo acionado. É como se eu tivesse dormido e acordado 365 dias depois em uma só noite. Mas quando penso com mais cuidado, percebo que muita coisa aconteceu neste um ano. Foram dias de apreensão, de medo até. Temos tido que aprender a viver sob as mais variadas ameaças. Cada dia parece ter uma, ou várias provas a serem vencidas. Tenho a nítida impressão que aqueles anos de paz e tranquilidade, como um rio que corre lentamente em direção ao oceano, se transformaram em verdadeiras corredeiras que exigem atenção e cuidado o tempo todo. O importante, na verdade, é não esquecer de fluir e ter a certeza de que no final, o que se vai encontrar, não há a menor dúvida, é o grande mar.
É lá que todos iremos nos encontrar um dia.
A todo momento, e em tudo, não podemos esquecer que que o principal é a
aprendizagem, o crescimento e o fluir, tendo o amor como regra e a fraternidade
como princípio.
Sou muito grato ao criador que me proporcionou
essas 71 (setenta e uma) voltas em torno do sol.
Sou grato pela luz desse sol, que iluminou sempre o meu caminho.
Sinto muito pelos tropeços que me
detiveram no caminho, e dos momentos em que recusei temporariamente a ir
adiante.
Peço ao grande criador que me perdoe
por minha imaturidade e se algumas vezes fui rebelde e me recusei a aprender a
lição.
Faço questão aqui de declarar o meu
eterno amor a Ele , fonte de toda a vida, e de todo amor que banha nosso
universo.
.
11 de agosto de 2022
"Alfredinho" um padre que escolheu viver entre os rejeitados.
"ALFREDINHO", foi
um padre suíço que pertenceu à congregação dos filhos
da caridade, que na década de 1980, criou a "irmandade do servo sofredor".
Frédy Kunz, nasceu no dia 12 de
fevereiro de 1920, em Berna (Suíça)
Em 1926, mudou-se, juntamente com a sua família, para Arbois
(França).
Na infância, devido ao sobrenome de origem alemã era
discriminado por outras crianças, no contexto de grande rivalidade entre os
países no período posterior à primeira guerra mundial.
Aos onze anos de idade, começou a trabalhar em na cozinha de
um hotel, no início, apenas durante as férias escolares. a partir dos 13 anos,
quando terminou os estudos, passou a trabalhar até quinze horas por dia. o
patrão o tratava com muita severidade, incluindo tapas da na cara e chutes no
traseiro, quando executava tarefas com lentidão e, em troca, recebia uma baixa
remuneração.
Aos 16 anos de idade,
ingressou na Juventude Operária Católica (JOC).
Em 1940, durante a conquista da França pela Alemanha nazista, o regimento
no qual servia foi capturado. Durante a época na qual foi prisioneiro de guerra, organizou
grupos de oração e de assistência aos doentes.
Enquanto era prisioneiro de guerra, recusou-se a trabalhar para os nazistas em troca de um melhor
tratamento como prisioneiro.
O contato com o sofrimento no campo de concentração o levou
a meditar sobre o Cântico do Servo Sofredor, (Isaías,53), que contém os seguintes versos:
“.. desprezado e rejeitado pelos homens,
homem do sofrimento e experimentado na dor;
como indivíduo de quem a gente esconde o rosto,
ele era desprezado e nem tomamos conhecimento dele.
Todavia, eram as nossas doenças que ele carregava,
eram as nossas dores que ele levava em suas costas.
E nós achávamos que ele era um homem castigado,
um homem ferido por deus e humilhado.
Mas ele estava sendo transpassado por causa de nossas revoltas,
esmagado por nossos crimes.
Caiu sobre ele o castigo que nos deixaria quites;
e por suas feridas é que veio a cura para nós. ”
Posteriormente, diria que:
“ É nos cânticos do
servo de Deus que Jesus descobriu sua missão. Ele é o servo sofredor por
excelência. E hoje, ele continua sua paixão e ressurreição na carne dos pobres
humilhados, rejeitados, conduzidos ao matadouro. São esses pobres que purificam
nossa humanidade corrompida pelo consumismo, pelo luxo, pelo desperdício, pela
sexualidade desenfreada, pela violência. São as suas feridas que nos curam. Se
nosso mundo de estupidez e de horrores não afunda de vez, é graças a esses
servos sofredores. Seu espírito de resistência, sua disposição a perdoar pode
converter aquele que detém o poder e o dinheiro, aquele que é vítima dos falsos
deuses do mundo materialista. Quando o pobre, mergulhado nesse mistério, sem
saber, adquire a inteligência do que ele vive, alguma coisa nasce. Porque a
vocação do servo sofredor não é de ficar eternamente pisado. Ele é portador de
uma esperança. Quando Isaías fala no meio dos cativos, ele pressente uma libertação.
”
Após a segunda guerra mundial, ingressou em um seminário,
depois, alguém que conhecia suas características, o aconselhou a ingressar na
Congregação dos Filhos da Caridade, uma congregação fundada em Paris (França),
no dia 25 de dezembro de 1918, pelo padre Jean-Emile Anizan (1853-1928) e que
tem como propósito a evangelização das classes trabalhadoras.
Em 1954, foi ordenado
sacerdote.
Em 1955, depois de um ano atuando em uma paróquia em Paris,
foi enviado para Montreal (Canadá), onde foi capelão da JOC e organizou o
círculo Mximiliano Maria Kolbe que tinha como missão conseguir ajuda para
pessoas necessitadas.
Entre 1962 e 1968, dedicou-se à Pastoral Vocacional e passou
a pregar em retiros espirituais.
Em 1968, foi enviado
para a diocese de Crateús (Ceará - Brasil), então dirigida por Dom Antônio
Batista Fragoso, um dos participantes do Pacto das Catacumbas, que
pretendia transformar a igreja católica em uma entidade a serviço dos mais
pobres e das suas lutas para sair da miséria e da exploração.
Naquela cidade,
concedeu a unção dos enfermos a uma jovem prostituta, de apenas 22 anos, que,
duas semanas depois, faleceria de Tuberculose. Após o falecimento, Alfredinho
alugou o barraco onde vivia a prostituta e naquele local, exerceria por três
anos suas funções religiosas, convivendo com pessoas marginalizadas.
Em 1976, quando
sofria de uma hérnia de disco, indagou ao biblista Carlos Mesters o sentido de
tamanho sofrimento. Esse questionamento, levou Mesters a escrever o A Missão do Povo que Sofre", que
apresenta Os Quatro Cânticos do Servo de
Javé como quatro passos que o sofredor faz para descobrir-se servo.
No início de março de 1981, em decorrência de uma forte seca
na região, dezenas de flagelados chegaram à cidade de Crateús em busca de
alimentos. Naquele contexto, organizou a
campanha "Porta Aberta aos Famintos" (PAF), pelo qual, às pessoas
dispostas a doar comida aos famintos colocavam um cartaz com os referidos dizes
na porta de suas casas. Essa campanha
ajudou a alimentar milhares de camponeses pobres.
Irmandade do Servo Sofredor
( ISSO)
No dia 7 de janeiro de 1977, Alfredinho começou a pregar em
um retiro que tinha como tema a figura do "Servo
Sofredor" no Seminário da Prainha, em Fortaleza. Esse encontro contou
com sete participantes que decidiram se reencontrar uma vez por ano, esse foi o
surgimento da “Irmandade do Servo Sofredor”
(ISSO), que teria como padroeiro São Maximiliano Maria Kolbe.
Alfredinho, um verdadeiro
santo que viveu entre nós fez sua Páscoa no dia 12 de agosto de 2000, em Santo
André (Brasil).
17 de julho de 2022
Parada para ouvir a voz interior
É preciso ouvir a sabedoria que vem de dentro e o momento é de silenciar e observar.
Fora o que acontece no plano físico temos que considerar a grande batalha no plano espiritual.
É preciso muita serenidade e atenção.
É tempo de ação e não de reclamação.
Pode parecer muito difícil, mas no momento é o que nos compete fazer.
Psicoterapeuta / Psicólogo Clínico - Membro do Colégio Internacional de Terapeutas (Terapeutas de Alexandria) – Terapeuta Holístico - Pós graduado em Arteterapia e em Terapia Floral - Formação Holística de Base na Unipaz - Formação básica em Teologia pelo Centro Loyola de Fé e Cultura -PUC/RJ. Ger.de Rec.Humanos na Cia Souza Cruz Ind. e Comércio - Consultor empresarial - consultor Psicopedagógico dos projetos Sociais de Capacitação Solidária
5 de junho de 2022
Pentecostes
A Festa de Pentecostes é um marco solido da fé cristã.
A narrativa de Lucas no livro dos Atos dos Apóstolos (At 2,1-13) revela que os
discípulos estavam reunidos no mesmo local dos encontros anteriores (os
discípulos se reuniam de modo secreto e escondido, pois temiam perseguições por
estarem envolvidos com Jesus, que fora condenado como malfeitor).
Pentecostes é o evento em que os discípulos perdem o medo e
encontram através da força do Espírito Santo a coragem de testemunhar o
Evangelho e assumir todos os riscos inerentes à vocação.
As línguas de fogo representam a força do alto, a intervenção divina e a luz do Espírito Santo que ilumina, aquece e encoraja. Pode-se dizer que as línguas de fogo são a unção de Deus para a nova missão dos discípulos. Eles até agora reunidos a portas fechadas, deixam o lugar e partem corajosamente para anunciar a missão, a paixão e a ressureição de Jesus. (Frei Isidoro Mazzarolo)
Será que o Espírito de Deus escolheu em quem se manifestar?
Tenho pavor de incoerências.
Pedro pelo menos teve a humildade de admitir em uma outra
situação que se o espírito havia se derramado sobre os "impuros", não
seria ele que faria objeção. Mas parece que o magistério atual prefere outro
caminho...
Que o Espírito Santa traga Luz, muita Luz para que se possa
ter um novo caminho mais inclusivo e genuinamente Cristão.
Que ele nos dê coragem neste momento difícil de nossa história.
21 de abril de 2022
Tretas e mais tretas ...
No país da "treta", está claro que tudo é possível, de minha parte já estou bastante indisposto e seguir com isso seria forçar o vômito.
28 de janeiro de 2022
Quem nasce lá na Vila, nem sequer vacila, ao abraçar o samba...( Noel Rosa)
Eu nasci aqui, neste bairro e neste Boulevard, em uma maternidade que ficava a poucos metros e tinha o mesmo nome da Basílica de Nossa Senhora de Lourdes. Fiz o meu ensino primário numa escola também no Boulevard 28 de Setembro. Escola que existe até hoje "escola Argentina". Moro na vizinhança de Vila Isabel, no bairro do Maracanã, que é um bairro entre a Vila Isabel e a Tijuca. Vila Isabel.
Psicoterapeuta / Psicólogo Clínico - Membro do Colégio Internacional de Terapeutas (Terapeutas de Alexandria) – Terapeuta Holístico - Pós graduado em Arteterapia e em Terapia Floral - Formação Holística de Base na Unipaz - Formação básica em Teologia pelo Centro Loyola de Fé e Cultura -PUC/RJ. Ger.de Rec.Humanos na Cia Souza Cruz Ind. e Comércio - Consultor empresarial - consultor Psicopedagógico dos projetos Sociais de Capacitação Solidária
21 de janeiro de 2022
O maravilhoso Thay nos deixou
Ele que espalhou tanta luz que possa repousar na clara luz.
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22 de dezembro de 2021
Nasceu sem luxo, quase no lixo em meio aos animais...
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13 de novembro de 2021
Monge que levou o mindfulness para o Ocidente se prepara para morrer
Thich Nhat Hanh Thây
Thich Nhat Hanh, o monge que popularizou a atenção plena (mindfulness) no Ocidente, voltou para o Vietnã para aproveitar o resto de sua vida. Devotos de muitas partes do mundo estão o visitando. Aos 92 anos, ele se retirou em um templo budista fora da cidade de Huế.
.Em 2014, Thây,sofreu um derrame. Desde então, tem sido incapaz de falar ou continuar seus ensinamentos. Em outubro de 2018, ele expressou seu desejo, usando gestos, de retornar ao templo no Vietnã, onde foi ordenado como um jovem monge.
Eu não estou preso neste corpo, sou a vida sem limites, eu nunca nasci e eu nunca morrerei.
Lá o vasto oceano e o céu com muitas galáxias todos manifestos na base da consciência. Desde tempos sem início sempre fui livre. Nascimento e morte são apenas um meio - uma porta que nós entramos e saimos. Nascimento e morte são apenas um jogo de esconde-esconde. Então sorria para mim e pegue minha mão e acene um adeus. Amanhã vamos nos encontrar de novo ou até mesmo antes. Estaremos sempre nos encontrando novamente na verdadeira fonte, sempre encontrando novamente nos caminhos inumeráveis da vida. " Thich Nhat Hanh no livro Nenhuma morte, Nenhum medo
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11 de novembro de 2021
Um passeio pelas redes e pelo noticiário.
Hoje resolvi fazer uma coisa que já não fazia há algum tempo. Ler notícias e ver o que dizem as redes sobre a situação atual. Vi bem o que isso produz em mim. As postagens que compartilhei, uma parte delas mostram bem como essas coisas nos afetam, pelo menos afetam a mim de forma muito pouco positiva. Despertam uma revolta que pouco utilidade tem e afetam de forma bem negativa o meu projeto de ser uma pessoa melhor. Eu tenho como um projeto muito importante o fato de que quando nasci recebi um “ego”, e pretendo devolver quando for embora, um bem melhor. Pelo menos tenho me empenhado neste sentido.
Coisas que acontecem em dia qualquer nestes tempos difíceis.
“… um menino de uns 10 anos estava parado, na frente de uma loja de sapatos olhando a vitrine e tremendo de frio. Uma senhora aproximou-se do menino e disse-lhe:
Psicoterapeuta / Psicólogo Clínico - Membro do Colégio Internacional de Terapeutas (Terapeutas de Alexandria) – Terapeuta Holístico - Pós graduado em Arteterapia e em Terapia Floral - Formação Holística de Base na Unipaz - Formação básica em Teologia pelo Centro Loyola de Fé e Cultura -PUC/RJ. Ger.de Rec.Humanos na Cia Souza Cruz Ind. e Comércio - Consultor empresarial - consultor Psicopedagógico dos projetos Sociais de Capacitação Solidária
20 de outubro de 2021
E o ódio abunda em Pindorama
27 de setembro de 2021
Salve as crianças ! Salvem as Crianças e todos nós !
Parece que essa ausência das crianças, da alegria barulhenta delas, nos denuncia que há uma mudança muito ruim à nossa volta. Há gente que está desvirtuando e demonizando esse jeito simples de ser criança, de correr arás de doces, de reverenciar os santos médicos, que para o gosto popular, foram sincretizados como crianças. Verdadeiros arquétipos da alegria, da simplicidade do jeito bom de ser eternamente criança. Não há espaço para isso mais. Mas não culpem a pandemia. Isso começou bem antes. Começou quando a intolerância seletiva passou a ter espaço, quando gente corrupta resolveu acabar com a corrupção, dos outros. Quando os supostos evangélicos passaram a agir na contramão do que pregam os evangelhos, quando o preconceito, o racismo, a homofobia e tudo mais de ruim que os auto proclamados “gente de bem“ perderam a vergonha de mostrar publicamente. Foi desde aí que espancar pessoas homoafetivas, amarrar meninos negros em postes e começaram a bradar que bandido bom é bandido morto. Mas eles só não dizem que depende do bandido. Porque bandido branco e rico, esses estão acima de qualquer condenação, e dependendo são merecedores de votos e de cargos nos altos escalões governamentais.
Hoje minha oração tem endereço certo, eu a dirijo aos santos médicos, aos santos meninos, peço a eles que pelo bem desta nação, que dizem ter sido abençoada por Deus, e que parece caiu nas garras de algum espírito trevoso, que eles venham em nosso socorro. Que eles tomem Jesus, o verdadeiro, o que disse que o reino era dos puros, das crianças, dos ladrões e das prostitutas, antes de ser dos sacerdotes e auto proclamados “homens de bem”, que de mãos dadas com ele, o divino mestre e que ele, como fez no tempo quando andava nesta terra, de chicote na mão, expulse essa gente falsa, esses vendilhões que dizem falar em seu nome, que usam trechos do evangelho que exalta a verdade, para esconder suas mentiras. Que ele, o senhor dos senhores expulse de uma vez por todas esse verdadeiro câncer que adoenta a nossa terra de Santa Cruz, o Brasil de todos os brasileiros: índios, negros, brancos, mulatos, pobres e também ricos, desde que tenham boa vontade.
São Cosme e São Damião, os santos médicos, Doum, Crispim Crispiniano, Caboclinhos da mata e toda sorte de crianças nós estamos pedindo, venham salvar este país, porque já estamos perdendo a alegria, essa alegria infantil de nossas crianças interiores que sempre nos ajudaram a seguir em frente com confiança.
Salve Cosme e Damião ! Salve os Erês !
SALVEM AS NOSSAS CRIANÇAS!
SALVEM-NOS!
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28 de agosto de 2021
Alvorecer aos 70...
É hora de transformar lembranças em experiência.
Minhas queridas memórias...
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25 de agosto de 2021
«Oração do Coração»
meditação / Oração Hesicasta)
A oração hesicástica, que leva ao descanso em que a alma
habita com Deus, é a oração do coração. Para nós que damos tanta importância à
mente, aprender a rezar com o coração e a partir dele tem importância especial.
Os monges do deserto nos mostram o caminho. Embora não exponham nenhuma teoria
sobre a oração, suas narrativas e seus conselhos concretos apresentam as pedras
com as quais os autores espirituais ortodoxos mais tardios construíram uma
espiritualidade magnífica. Os autores espirituais do monte Sinai, do monte Atos
e os startsi da Rússia oitocentista apóiam-se todos na tradição do deserto.
Encontramos a melhor formulação da oração do coração nas palavras do místico
russo Teófano, o Recluso: "Rezar é descer com a mente ao coração e ali
ficar diante da face do Senhor, onipresente, onividente dentro de nós". No
decorrer dos séculos, essa perspectiva da oração tem sido central no hesicasmo
Rezar é ficar na presença de Deus com a mente no coração, isto é, naquele ponto
de nossa existência em que não há divisões nem distinções e onde somos
totalmente um. Ali habita o Espírito de Deus e ali acontece o grande encontro.
Ali, coração fala a coração, porque ali ficamos diante da face do Senhor,
onividente, dentro de nós. É bom saber que aqui a palavra "coração" é
usada em seu sentido bíblico pleno. em nosso meio, ela se tornou lugar-comum.
Refere-se à sede da vida sentimental. Expressões como "coração
partido" e "sentido no coração" mostram ser comum pensarmos no
coração como o lugar quente onde se localizam as emoções, em contraste com o
frio intelecto onde têm lugar nossos pensamentos. Mas, na tradição
judeu-cristã, a palavra "coração" refere-se à fonte de todas as
energias físicas, emocionais, intelectuais, volitivas e morais.
Um dos monges do deserto, Macário, o Grande, diz: "A
tarefa principal do atleta (isto é, do monge) é entrar em seu coração".
Isso não significa que o monge deva procura encher sua oração de sentimento;
signfica que deve esforçar-se para deixar que ela remodele toda a sua pessoa. O
discernimento mais profundo dos monges do deserto é que entrar no coração é
entrar no Reino de Deus. Em outras palavras, o caminho para Deus é pelo
coração. Isaac, o Sírio, escreve:
«Procure entrar na câmara do tesouro... que está dentro de
você e então descobrirá a câmara do tesouro do céu. Pois ambas são a mesma
coisa. Se conseguir entrar em uma, você verá ambas. A escada para este Reino
está escondida dentro de você, em sua alma. Se você purificar a alma, ali verá
os degraus da escada que deve subir.»
E João de Cárpato diz:
«É preciso grande esforço e luta na oração para alcançar
aquele estado da mente que é livre de toda perturbação; é um céu dentro do
coração (literalmente 'intracardíaco'), o lugar onde, como o apóstolo Paulo
assegura, "Cristo está em vós.» (2Cor13,5).
Em suas falas, os monges do deserto nos indicam uma visão
bastante holística de oração. Eles nos afastam de nossas práticas intelectuais,
nas quais Deus se transforma em um dos muitos problemas com os quais temos de
lidar. Mostram-nos que a verdadeira oração penetra no âmago de nossa alma e não
deixa nada sem tocar. A oração do coração não nos permite limitar nosso
relacionamento com Deus a palavras interessantes ou emoções piedosas. Por sua
própria natureza, essa oração transforma todo o nosso ser em Cristo,
precisamente porque abre os olhos de nossa alma à verdade de nós mesmos e
também à verdade de Deus. Em nosso coração passamos a nos ver como pecadores
abraçados pela misericórdia de Deus. É essa visão que nos faz clamar:
"Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, tem misericórdia de mim,
pecador". A oração do coração nos exorta a não esconder absolutamente nada
de Deus e a nos entregar incondicionalmente a sua misericórdia.
Assim, a oração do coração é a oração da verdade. Desmascara
as muitas ilusões sobre nós mesmos e sobre Deus e nos conduz ao verdadeiro
relacionamento do pecador com o Deus misericordioso. Essa verdade é o que nos
dá o "descanso" do hesicasta. Quando ela se abriga em nosso coração,
somos menos distraídos por pensamentos mundanos e nos voltamos mais
sinceramente para o Senhor de nossos corações e do universo. Assim, as palavras
de Jesus: "Felizes os corações puros: eles verão a Deus" (Mt 5,8)
tornam-se reais em nossa oração. As tentações e as lutas continuam até o fim de
nossas vidas, mas com um coração puro ficamos tranqüilos, mesmo em meio a uma
existência agitada.
Isso levanta o problema de como praticar a oração do coração
em um ministério bastante agitado. É a essa questão de disciplina para a qual
precisamos agora voltar a atenção.

Oração e ministério
Como nós, que não somos monges nem vivemos no deserto,
praticamos a oração do coração? Como ela influencia nosso ministério cotidiano?
A resposta a essa pergunta está na formulação de uma
disciplina definitiva, uma regra de oração. As características da oração do
coração que nos ajudam a formular essa disciplina:
— A oração do coração alimenta-se de orações breves e
simples.
— A oração do coração é incessante.
— A oração do coração inclui tudo.
— Alimenta-se de Orações Breves
No contexto de nossa cultura verbosa, é significativo ouvir
os monges do deserto nos aconselhando a não usar palavras em excesso:
«Perguntaram ao aba Macário: 'Como se deve rezar?' O ancião
respondeu: 'Não há, em absoluto, necessidade de fazer longos discursos; basta
estender a mão e dizer: Senhor, como queres e como sabes, tem misericórdia. E
se o conflito ficar mais ameaçador, dizer: Senhor, ajuda. Ele sabe muito bem do
que precisamos e nos mostra sua misericórdia.»
João Clímaco é ainda mais explícito:
«Quando rezar, não procure se expressar em palavras
extravagantes pois, quase sempre, são as frases simples e repetitivas de uma
criancinha que nosso Pai do céu acha mais irresistíveis. Não se esforce em
muito falar, para que a busca de palavras não lhe distraia a mente da oração.
Uma única frase nos lábios do coletor de impostos foi suficiente para lhe
alcançar a misericórdia divina; um pedido humilde feito com fé foi suficiente
para salvar o bom ladrão. A tagarelice na oração sujeita a mente à fantasia e à
dissipação; por sua natureza, as palavras simples tendem a concentrar a
atenção. Quando encontrar satisfação ou contrição em determinada palavra de sua
oração, pare nesse ponto.»
Essa é uma sugestão muito útil para nós que tanto dependemos
da capacidade verbal. A tranqüila repetição de uma única palavra ajuda-nos a
descer com a mente ao coração. (Também a base da OC, nota da autora do site).
Essa repetição nada tem a ver com mágica. Não tem o propósito de enfeitiçar
Deus, nem de forçá-lo a nos ouvir. Pelo contrário, uma palavra ou sentença
repetida com freqüência ajuda-nos a nos concentrar, a nos mover para o centro,
a criar uma tranqüilidade interior e, assim, a ouvir a voz de Deus. Quando
simplesmente tentamos ficar sentados em silêncio e esperar que Deus nos fale,
nos vemos bombardeados por intermináveis pensamentos e idéias conflitantes. Mas
quando usamos uma sentença bastante simples como: "Ó Deus, vem em meus
auxílio", ou "Jesus, mestre, tem piedade de mim", ou uma palavra
como "Senhor" ou "Jesus", é mais fácil deixar as muitas
distrações passarem sem nos deixarmos iludir por elas. Essa oração simples,
repetida com facilidade, esvazia aos poucos nossa vida interior apinhada e cria
o espaço sossegado onde habitamos com Deus. É como uma escada pela qual
descemos ao coração e subimos a Deus. Nossa escolha de palavras depende de
nossas necessidades e das circunstâncias do momento, mas é melhor usar palavras
da Escritura.
Quando somos fiéis a essa oração simples e a praticamos com
regularidade, ela nos conduz devagar a uma experiência de descanso e nos abre à
presença ativa de Deus. Além disso, em um dia muito atarefado, podemos levar essa
oração conosco. Quando, por exemplo, passamos, no início da manhã, 20 minutos
sentados na presença de Deus com as palavras: "O Senhor é meu
pastor", elas lentamente constroem em nosso coração um pequeno ninho para
si mesmas e ali ficam o restante de nosso dia atarefado. Até enquanto falamos,
estudamos, cuidamos do jardim ou construímos alguma coisa, a oração continua em
nosso coração e nos mantém conscientes da orientação onipresente de Deus. A
disciplina não é agora dirigida para um discernimento mais profundo do que
significa chamar Deus de nosso Pastor, mas para a íntima experiência da ação
pastoral de Deus em tudo que pensamos, dizemos ou fazemos.
Incessante
A segunda característica da oração do coração é ser
incessante. A pergunta de como seguir a ordem de Paulo: "Orai
incessantemente" foi fundamental no hesicasmo desde a época dos monges do
deserto até a Rússia oitocentista. Há muitos exemplos desse interesse nos dois
extremos da tradição hesicástica. (Vejamos um dos principais:)

...
Na famosa história do Peregrino Russo lemos:
«Pela graça de Deus sou cristão, mas pelas minhas ações sou
um grande pecador... No vigésimo quarto domingo depois de Pentecostes, fui à
igreja para ali fazer minhas orações durante a liturgia. Estava sendo lida a
primeira Epístola de S. Paulo aos Tessalonicenses e, entre outras palavras,
ouvi estas: 'Orai incessantemente' (1Ts 5,17). Foi esse texto, mais que
qualquer outro, que se inculcou em minha mente, e comecei a pensar como seria
possível rezar incessantemente, já que um homem tem de se preocupar também com
outras coisas a fim de ganhar a vida.»
O camponês foi de igreja em igreja, para ouvir sermões, mas
não encontrou a resposta que queria. Finalmente, encontrou um santo staretz que
lhe disse:
«A oração interior incessante é um anseio contínuo do
espírito humano por Deus. Para sermos bem-sucedidos nesse exercício consolador,
precisamos suplicar com mais freqüência a Deus que nos ensine a rezar sem
cessar. Rezar mais e rezar com mais fervor. É a própria oração que lhe revela
como rezá-la sem cessar; mas leva algum tempo.»
Então, o santo staretz ensinou ao camponês a Oração de
Jesus: "Senhor Jesus Cristo, tem misericórdia de mim". Enquanto
viajava como peregrino pela Rússia, o camponês passou a repetir essa oração com
os lábios. Até considerava a oração de Jesus sua companheira verdadeira. E,
então, um dia, teve a sensação de que a oração passou sozinha de seus lábios
para seu coração. Ele diz:
«... parecia que, pulsando normalmente, meu coração começava
a dizer as palavras da oração a cada batida... Desisti de dizer a oração com os
lábios. Passei simplesmente a ouvir o que meu coração dizia.»
Aqui aprendemos outro jeito de chegar à oração incessante. A
oração continua a rezar dentro de mim, até enquanto falo com os outros ou me
concentro no trabalho manual. Ela se torna a presença ativa do Espírito de Deus
que me guia pela vida.
Desse modo vemos como, pela caridade e pela atividade da
oração de Jesus em nosso coração, nosso dia todo se transforma em oração
contínua. Não sugiro que imitemos o peregrino russo, mas que, também nós, em
nosso ministério atarefado, nos preocupemos em rezar sem cessar, para que, seja
o que for que comamos ou bebamos, seja o que for que façamos o façamos pela
glória de Deus. (Veja 1Cor 10,31). Amar e trabalhar pela glória de Deus não
pode permanecer uma idéia sobre a qual pensamos de vez em quando. Deve se
tornar uma incessante doxologia interior.
Inclui tudo
Uma última característica da oração do coração é que ela
inclui todos os nossos interesses. Quando entramos com a mente no coração e ali
ficamos na presença de Deus, então todas as nossa preocupações mentais se
transformam em oração. O poder da oração do coração é precisamente que, por
meio dela, tudo que está em nossa mente se transforma em oração.
Quando dizemos a alguém: "Vou rezar por você",
assumimos um compromisso muito importante. É uma pena que esse comentário
muitas vezes não passe de uma expressão de interesse. Mas, quando aprendemos a
descer com nossa mente em nosso coração, todos os que fazem parte de nossa vida
são guiados à presença curativa de Deus e tocados por ele no centro de nosso
ser. Falamos aqui de um mistério para o qual palavras são inadequadas. É o
mistério em que o coração, centro de nosso ser, é transformado por Deus em seu coração,
um coração grande o bastante para abraçar todo o universo. pela oração,
carregamos em nosso coração toda a dor e tristeza humanas, todos os conflitos
agonias, toda a tortura e a guerra, toda a fome, solidão e miséria, não por
causa de alguma grande capacidade psicológica ou emocional, mas porque o
coração de Deus uniu-se ao nosso.
Aqui vislumbramos o sentidos das palavras de Jesus:
«Tomais sobre vós o meu jugo e sede discípulos meus, porque
eu sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas.
Sim, o meu jugo é fácil de carregar, e o meu fardo é leve.» (Mt 11,29-30).
Jesus nos convida a aceitar seu fardo, que é o do mundo
todo, um fardo que inclui o sofrimento humano em todos os tempos e lugares. Mas
esse fardo divino é leve e podemos carregá-lo quando nosso coração se
transforma no coração manso e humilde de nosso Senhor.
Vemos aqui o íntimo relacionamento entre oração e
ministério. A disciplina de conduzir todo o nosso povo com suas lutas ao
coração manso e humilde de Deus é a disciplina de oração e também do
ministério. Enquanto o ministério significar apenas que nos preocupamos muito
com as pessoas e seus problemas; enquanto significar um número interminável de
atividades que dificilmente conseguimos coordenar, ainda dependeremos muito de
nosso coração tacanho e ansioso. Mas quando nossas preocupações são elevadas ao
coração de Deus e ali se transformam em oração, ministério e oração se tornam
duas manifestações do mesmo amor universal de Deus.
Vimos como a oração do coração se nutre de orações breves, é
incessante e inclui tudo. Essas três características mostram como a oração do
coração é o alento da vida espiritual e de todo o ministério. Na verdade, essa
oração não é apenas uma atividade importante, mas o próprio centro da nova vida
que queremos representar e na qual queremos iniciar nosso povo. As
características da oração do coração deixam claro que ela exige uma disciplina
pessoal. Para levar uma vida de oração não podemos passar sem orações
específicas. Precisamos dizê-las de uma forma que nos ajude a ouvir melhor o
Espírito que reza em nós. Precisamos continuar a incluir em nossa oração todas
as pessoas com as quais e para as quais vivemos e trabalhamos. Essa disciplina
vai nos ajudar a passar de um ministério entontecedor, fragmentário e muitas
vezes frustrante para um ministério integrador, holístico e muito gratificante.
Ela não vai facilitar o ministério, mas simplificá-lo; não vai torná-lo doce e
piedoso, mas sim espiritual; não vai fazê-lo indolor e sem lutas, mas tranqüilo
no verdadeiro sentido hesicástico."
FONTE:
NOUWEN, Henri J. M. A Espiritualidade do Deserto e o
Ministério Contemporâneo - O Caminho do Coração. São Paulo: Ed. Loyola, 2000.





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