O absurdo e a Graça

Na vida hoje caminhamos entre uma fome que condena ao sofrimento uma enorme parcela da humanidade e uma tecnologia moderníssima que garante um padrão de conforto e bem estar nunca antes imaginado. Um bilhão de seres humanos estão abaixo da linha da pobreza, na mais absoluta miséria, passam FOME ! Com a tecnologia que foi inventada seria possível produzir alimentos e acabar com TODA a fome no mundo, não fossem os interesses de alguns grupos detentores da tecnologia e do poder. "Para mim, o absurdo e a graça não estão mais separados. Dizer que "tudo é absurdo" ou dizer que "tudo é graça " é igualmente mentir ou trapacear... "Hoje a graça e o absurdo caminham, em mim lado a lado, não mais estranhos, mas estranhamente amigos" A cada dia, nas situações que se nos apresentam podemos decidir entre perpetuar o absurdo, ou promover a Graça. (Jean Yves Leloup) * O Blog tem o mesmo nome do livro autobiográfico de Jean Yves Leloup, e é uma forma de homenagear a quem muito tem me ensinado em seus livros retiros, seminários e workshops *

20 de fevereiro de 2024

Quem controla o meu comportamento ?

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Dois amigos, ao se dirigirem para o trabalho, resolveram comprar um jornal.

Um deles sugeriu que fossem até a banca do outro lado da rua, onde diariamente comprava seu jornal.

Cumprimentou animadamente o dono da banca, que respondeu friamente e nem sequer levantou os olhos.
Pagou o jornal e se despediu com o mesmo entusiasmo.
A resposta à despedida nem foi ouvida.

O amigo comentou:
- Você compra jornal aqui todos os dias e este cara lhe trata assim?
- E'. Sempre mal-humorado.
- E você o trata com tanta educação?
- Claro! Não deixo que ele defina a maneira como vou me comportar.

Não importa se a pessoa é educada ou não.
Eu posso me comportar da maneira que gosto, com base nas minhas crenças e valores.
Se me torno agressivo sempre que alguém me agride, estou permitindo que ela controle o meu comportamento.
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19 de fevereiro de 2024

Arrebatamento, Apocalipse e outras ameaças em tempos sombrios.




Como pediram a minha opinião, vou tentar dar a minha visão dessa loucura que estamos vivendo.


Pra começar temos que tentar separar o que e luta material, do que seja uma possível luta espiritual. Neste momento vejo que a luta material é a mais intensa.
Há um crescimento da ganância em todas as correntes pseudo espirituais. Isso as vezes de forma clara, outras de forma velada.
É difícil atualmente separar o que é informação de credibilidade e o que é manipulação com os fins mais variados.

Todo mundo tem revelações, e lógico, vão dar um curso pago onde te ensinarão como se comportar, as vezes, se salvar.
Vide médiuns, padres, pastores, astrólogos...

É a febre do "SAIBA MAIS" e do "assista o vídeo até o fim. E se é novo  inscreva-se , dê seu like e compartilhe".
Já reparou?

E isso porque o objetivo é MONETIZAR a informação em proveito próprio.
A estratégia é sempre a mesma: espalhar MEDO e promover o sentimento de CULPA, para gerar pessoas submissas que não questionem muito.
A igreja católica sempre usou essa estratégia e mais modernamente, o protestantismo e atualmente o espiritismo também, encontraram essa rendosa fórmula. 
E como funciona.
Nós fomos formados desta forma, a educação que tivemos foi e ainda é, baseada neste binômio. MEDO/CULPA 

Muito bem, vamos ao que estamos assistindo neste manicômio da atualidade.
Todo mundo já deve ter ouvido,  já há alguns anos, a tal da "Nova ordem mundial". Isso vem se desenvolvendo com cada vez mais força, e por todos os lugares. Agora fala-se como nunca em fim dos tempos, Apocalipse, data limite...
Há uma guerra por dominio. 
Um só governo mundial, uma só religião, uma só escala de valores e por aí vai, essa fantasia perigosa de pasteurização de consciências.
É isso que se chama de "Teologia de domínio".




Vamos então agora falar de Apocalipse e arrebatamento. 
A maioria dos que andam falando dessas coisas, dizem que se baseiam na Bíblia.
E a Bíblia é bem clara quanto a isso: ninguém sabe além do Pai quando será, só o Pai.
Jesus disse que nem ele sabia! Só o Pai.
Então o primeiro ponto é que qualquer um pode falar sobre esses assuntos mas não pode se referenciar na Bíblia.
A maioria desses crentes além de usar o famoso binômio medo /culpa, diz que é baseado na sagrada escritura que eles afirmam suas sandices.
Dizem que serão arrebatados os que seguem fielmente a palavra? Mas que palavra? Certamente não é a Bíblia. Seguir fielmente a Bíblia, implica em não comer crustáceos, não usar roupas com tecidos diferentes, não trabalhar ou se distanciar de casa aos sábados, os homens não raspar a barba, não cortar os cabelos e mais um monte de outros quesitos, que para atualidade são um absurdo. Ou seja, se o critério for esse, ninguém, nenhum deles,  vai ser arrebatado.
O livro do Apocalipse é um livro simbólico, cheio de metáforas e que se refere ao que viviam os cristãos na época, e à dominação do império Romano.
Há vários livros, inclusive  dois do Jean Yves. Mas sem dúvida pode se tornar estratégico, especialmente útil para quem quiser espalhar medo para seus objetivos, pouco religiosos.

Não questiono a seriedade de uma emergência espiritual, embora eu tenha dúvidas, se ela realmente não é  utilizada para interesses desses pseudo profetas.

Eu particularmente não acredito em um Deus cruel, punidor e rancoroso. Não faz sentido, quando comparo com o evangelho, e o que Jesus falava sobre o legalismo da Torá. O Deus que eu acredito, é o que deu a mão a mulher que ia ser apedrejada, e disse aos carrascos, que se eles não tivessem pecados, que atirassem as pedras. 

São tempos muito difíceis no outro dia vi um vídeo de uma pastora que dizia que o Brasil vivia um momento de trevas, porque estavam perseguindo as pessoas que queriam transformar o país numa terra de bençãos, e o novo governo estava implantando o comunismo demoníaco.

É esse tipo de gente que vê coerência em distribuir armas para a população, negar à pessoas em desvio, a possibilidade de ressocialização, que faz restrição a negros, indígenas, homoafetivos, mulheres etc etc com a mensagem de Jesus.

O pior é ver,  não só evangélicos levando adiante esse discurso, mas católicos, e até espiritas aventando a possibilidade de relacionar apocalipse com transição planetária.

Tristes tempos. Mas não podemos nos enganar de que a humanidade jamais havia passado por momentos tão tenebrosos. Se buscarmos na história vamos encontrar, império Romano, Gregos, Egípcios, as guerras no antigo testamento...
Imagine a cena de cristãos sendo queimados ao logo das vias de Roma, como tochas, para iluminar, ou jogados na arena para os leões...
Foram muitos os períodos de terror, violência e insanidade ,os atuais só são os que estão mais perto de nós e por isso nos assustam tanto
O importante é manter a esperança e construir um bom caminho para nossas almas.





6 de janeiro de 2024

Guiados pela luz da estrela seguiram


“Haverá sempre uma Estrela no caminho de quem busca. Importa, pois, buscar com mente pura e sempre atenta aos sinais dos tempos como o fizeram os reis magos.’’
(Leonardo Boff)



E eles viram uma estrela e seguiram, porque a estrela indicava algo grandioso.
Mas que estrela era essa?
Na verdade não era uma e sim duas estrelas; a rigor nem eram estrelas eram planetas: Saturno e Júpiter. Planetas revestidos de simbolismos e significados que hoje o moderno cristianismo satanizou. Mas naqueles tempos a astronomia e a astrologia andavam de mãos dadas e eram uma só ciência muito respeitada.

E foram os magos (senhores de um conhecimento mágico) que interpretaram que algo grandioso, que algo maior que todos os acontecimentos da terra estava chegando para promover uma grande síntese. E há como comprovar, (Kepler 1630 fez cálculos astronômicos e mostrou efetivamente que cientificamente Jesus nasceu no ano VI antes da era cristã e justamente neste ano houve uma grande conjunção entre Júpiter e Saturno que fazia com que parecesse uma grande e luminosa estrela. Mas toda esta luz para um leigo seria apenas um fenômeno ou, para o comum dos mortais, não passaria de algo belo e interessante. Mas para os magos, para astrólogos acostumados a perscrutar o céu em busca de sinais essa conjunção revelava algo muito importante.
Astrologicamente naquela época Júpiter simbolizava o grande Senhor do Mundo. Já Saturno era tido como a estrela do povo Judeu. Os Magos interpretaram que no povo judeu nasceria o senhor do mundo e puseram-se a caminho.


Que como os Magos nós possamos aprender a olhar o céu, entender os sinais que lá estão. Que possamos ter a mesma disposição para interpretar as mensagens que Deus nos manda através da natureza e que ultrapassando toda dúvida, todo medo e todo preconceito possamos seguir e frente em direção do grande arquétipo da síntese, que uniu a terra ao céu, o humano ao cósmico a criatura ao criador marcando de uma vez por todas toda a criação como obra de amor e fraternidade.
Que como os magos que geralmente nunca se dobram, possamos nos ajoelhar diante da grande Luz, do grande senhor, que escolheu se apresentar como um menino e adorá-lo em espírito e em verdade, em pneuma e alethéia, no sopro e na atenção.

8 de dezembro de 2023

Tempo de transição

 


Todo cuidado é pouco quando a mentira impera, especialmente quando ela vem pela imprensa e de organizações que deveriam zelar pela verdade.

Estamos em plena crise de transição de paradigmas.
O mundo parece estar em trabalho de parto, com contrações por todo lado
Há guerras por todo lado.  Há tretas prá onde quer que se olhe.
A civilização parece que esclerosou, demenciou.

Isso já aconteceu antes. Suméria, Egito, Assíria, Grécia, Roma...

                       

De minha parte ouvi sobre isso a primeira vez em 1971, quando um professor colocou no quadro um desenho, e que o F.Cappra viria publicar algo muito próximo na década de 80, no seu livro "O Ponto de Mutação" (O Grafico que está acima).

Em algum momento, acho que não é para nós, algum de nossos descendentes vão conhecer uma nova forma de viver, uma nova civilização, que atualmente está em dores de parto, está para nascer. Quando? Como disse Jesus, " não sabeis o tempo e a hora"

Mas virá.

Somos esquecidos, e desatentos, mas tivemos, recentemente uma mostra com a Pandemia.

O processo veio forte, denunciou que os valores estavam em processo de mudança
 A prepotência ficou estremecida. A conta bancária já não servia para salvar a vida, o dinheiro não foi capaz de comprar leitos em CTIs lotados. O título de nobreza não imunizava ninguém. O vírus não distinguia raça, posição social.  Atingiu milhões de pessoas pelo mundo. Matou indiscriminadamente a quem ele conseguisse infectar gravemente. Só entre nós, em números oficiais, foram 700 mil mortos, e ainda hoje temos milhares de pessoas com sequelas.
Aos poucos, aqueles que não conseguiram abrir mão de seu lucro, tiveram que conviver com a possibilidade da falência. Muitos faliram, fecharam seus negócios. Aquele locador que não abriu mão de nenhum centavo para o inquilino, descobriu que o imóvel vazio lhe dava mais despesas e nenhum lucro. Empresários foram obrigados a perceber que na recessão, ou abaixava os preços e diminuía o lucro, ou não teria nada.

Mas passada a crise, parece que tudo ficou esquecido e rapidamente voltamos aso velhos hábitos egoístas, belicosos, prepotentes... Tenho duvidas se não ficamos um pouco piores.
Não fomos capazes de como civilização erceber a oportunidade de mudança, a sugestão para uma avida mais simples e mais honesta, com valores mais fraternos.
Os conflitos estão na ordem do dia. As mentiras tem sido o prato principal desse banquete de horrores. As guerras voltaram com força aos noticiários.  Há um forte odor de decadência
no ar.
Vamos ter uma longa e demorada jornada antes de uma nova Renascença. Sei que não verei a concretização, mas me sinto grato por estar tendo consciência desse momento e poder meditar e refletir sobre como me posicionar. Tenho momentos de apreensão, dúvida, tristeza e revolta, Confesso. Mas tenho me esforçado para promover a tal reforma íntima, tão necessária e urgente para todos nós.

Consigo perceber que começamos a ultrapassar o ponto de mutação, de que o Cappra falava.
São novos valores que timidamente irão substituir os velhos padrões, há certamente muita resistência, e quanto maior ela for, maior será também a dor deste parto.

Por hora, cabe a nós, aprender a lidar com essa nova realidade.  Não nos entregar ao medo e ao desespero; não nos deixar cooptar pela raiva e pelo ódio que tentam a todo momento nos seduzir.  Precisamos nos manter firmes, em busca da fraternidade universal.

E como sempre aconteceu, quem tiver a melhor capacidade de se adaptar ultrapassará com sucesso, os que resistirem estarão condenados a extinção.
Quem viver verá...

 

7 de dezembro de 2023

Maria: a mãe da humanidade


Ela é Maria, de muitos nomes e apelidos, mas sempre a mesma Maria. Não importa o manto que use, se branco ou Azul. Nem faz diferença se é negra e a chamam de Aparecida ou branca conhecida como senhora de Nazaré. Se ela é de Fátima ou de Lourdes, ou de lugares outros pouco conhecidos.


Ela é sempre a mesma mãe, seja a mãe zelosa católica do Perpétuo Socorro ou a mãe das águas, ora salgadas reverenciada como Yemanja, Odô Yá !  Ou até mesmo as águas doces que correm nos riachos e cascatas pelo imenso Brasil cultuada como Oxum, Ora Yê Yê Ô!


 Ela sempre será a mãe, a que disse SIM, e se tornou referência nos momentos de dor. A figura que transmite a ternura, a doçura, mas que guarda em si a força e a autoridade de quem

 “... dispersa os soberbos; derruba os poderosos de seus tronos/e eleva os humildes;/ sacia de bens os famintos, / despede os ricos sem nada. ” (Magnificat – Lucas 1:52-53)
Como diz o grande cantor e compositor Altay Veloso:
Esta Maria é “ cheia de Raça...não teve de graça o que recebeu
Quando alguém é um rio que gera um oceano
Não há nenhum tirano que arranque o que é seu
Um ventre quando se transforma em um santuário é revolucionário a meu modo de ver
Ninguém vai do parto ao santo sudário sem saber porque
Tem que ter a luz da humildade/ Cumplicidade, amor e revelia
Ninguém se torna mãe da cristandade sem a santa ousadia ...” 
( Altay Veloso, Estrela Luminosa in Alabê de Jeruzalém)

Ela é a Maria que nos adotou como filhos, nos fazendo irmãos de seu filho redentor. Ela tomou para si a tarefa de defensora de cada um dos humanos no tribunal da eternidade.




Que ela nos inspire sempre por sua força de permanecer de pé diante do sofrimento por ver covardia a que seu filho foi submetido.

“Divina mãe...estrela luminosa que perpetuou Belém
Guerreira mãe...nos dias de trevas nas ruas de Jerusalém...
Olhai por nós nas horas de tristezas, nos momentos de aflição
E derramai a poderosa força de vontade em nosso coração. ”  

( Altay Veloso, Estrela Luminosa in Alabê de Jeruzalém)

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22 de setembro de 2023

Primvera

 


São a serenidade e a Paz que nos conduzirão
pelos caminhos tenebrosos da escuridão.

 Não podemos e não devemos permitir que nos tirem do sério,
porque esta é a artimanha que usam para nos enfraquecer.
Querem que nos exasperemos, que nos tornemos violentos
para que possam responder com a única arma que sabem usar,
a violência, a força bruta. 

Nós temos a nosso favor a inteligência
e o fato de que somos capazes de pensar,
desenvolver estratégias.
Sigamos através dos caminhos da Paz
e seremos capazes de transformar a realidade 

e o mundo que nos cerca.

É o AMOR e não o TEMOR
que nos impulsiona para a vitória.

Não podemos esquecer que
 "um mais um é sempre mais que dois" 

e que "para melhor juntar as nossas forças,
é só repartir melhor o pão"

O Inverno terminou.

             

É primavera, a vida e o amor estão no comando.

Não importa o quanto pode demorar,
a luz se fará presente.

Paz e Luz a todos!

15 de setembro de 2023

Maria

 


Maria

Do silêncio,
De tantas graças,
Que aparece a pescadores...
Maria de tantos lugares,
Que socorre os pecadores.
Maria
De inúmeros nomes.
Que desata os nós,
Que passa a frente,
Que é nosso socorro perpétuo.
Que é mãe de todos nós.
Quem dera Mãe
eu fosse capaz
De amenizar as tuas dores.
Mas na verdade, com teu amor
És tu senhora ,
Quem alivia e nos socorre
em todas as nossas dores.
Enxuga tuas lágrimas mãe,
Acalma a tua dor,
Como Ele prometeu,
Ele voltou a viver,
E esse mãe,
É e foi, o melhor presente
Que nos poderia acontecer.
Nossa Senhora das Dores,
Que no silêncio, e com sabedoria,
Foi capaz de transformar
Dor em Amor,
Ajuda-nos Mãe também,
A transmutar a nossa dor
E encher esse mundo de alegria e amor.

29 de agosto de 2023

Uma viagem pelo tempo, ou os 72 ciclos em torno do sol

Vida, essa eterna companheira passageira,
Se me permitem a alegoria.
No início os anos verdes, tudo à espera de se desenvolver.
Muito sentimento, razão pouca e quase nenhuma sabedoria,
Quase tudo ainda está por aprender.

 A vida passa, segue o seu caminhar...
Chegam os anos quentes, de uma vitalidade imensa
Busca-se muito, mas geralmente não se sabe bem o quê...

E ela, a vida, essa incansável passageira,
continua o seu passar.
E eis que se chega à metade dela,
Os anos, nem quentes nem frios.
São como mormaço úmido,
Como uma sequência de outonos,
Céus sem nuvens, expectantes,
Muitas dúvidas quanto às noites frias,
Começa-se a avaliar a possibilidade do inverno.



Mais adiante, sem que se perceba com clareza,
Descobre-se que a vida inicia um lento caminhar.
A chegada do inverno sentencia,
Já não é mais possível correr com facilidade.
Parece que a leveza deu lugar a algo frágil...
O céu já não está tão limpo,
Os dias ensolarados já não são uma constante,
Há dias em que as nuvens se apresentam mais escuras
Chegam as dúvidas quando a possíveis temporais. 



Depois de poder ver o sol,
Retornar ao mesmo ponto inicial,
Por setenta e duas vezes, posso perceber,
Que nesta longa caminhada muita vida foi vivida.
Muitas lágrimas foram derramadas,
Mas muito mais sorrisos foram possíveis.
É neste ponto do caminho que parei para meditar...
Inquieto, volto a perguntar como já o fiz tantas vezes:
O que mais passará ainda, amiga vida?



Que a esperança, não me abandone neste caminho
Que ela me seja sempre companheira.
Que as lembranças, o medo e a dúvida,
Não sufoquem a experiência da descoberta
De que uma espécie de nova infância se aproxima.

 Ah, amiga vida, não quero perder nenhuma oportunidade,
De recuperar a simplicidade e a ingenuidade infantis,
Depois de ter experimentado o exercício da razão,
E de ter sido merecedor da sabedoria.

Peço a Deus que me dê a humildade
Para perceber o momento exato,
De saber pedir ajuda,
De precisar ser cuidado,
Sem revoltas ou rancor.

Quero então estar preparado, amiga vida,
Para quando chegar a hora, que espero ainda demore,
Que o momento me seja suave, leve
E repleto de gratidão pela sua companhia.




27 de julho de 2023

A sabedoria de Castañeda

 "De todos os presentes que recebemos, a importância pessoal é o mais cruel. Converte uma criatura mágica e cheia de vida em um pobre diabo arrogante e sem graça".


"Por causa de nossa importância, nós estamos cheios até as bordas de rancores, invejas e frustrações. Nós nos deixamos guiar pelos sentimentos de indulgência e fugimos da tarefa de nos conhecer a nós mesmos com pretextos como: 'me dá preguiça' ou 'que cansaço!'. Por trás de tudo isso há uma ansiedade que tentamos silenciar com um diálogo interno cada vez mais denso e menos natural".

(Don Juan Matus,xamã indígena, mestre de Castañeda)
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26 de julho de 2023

A minha avó dizia...





A minha avó dizia...
Quem nunca disse esta frase?
Avós, essa materno-paternidade dupla, uma mistura de ternura e sabedoria. Avós são pais que atingiram a capacidade de educar através do amor.
Mas avós estragam as crianças lhes fazendo as vontades dizem alguns. Será?
Os pais geralmente estão preocupados com as regras e as disciplinas com a aprendizagem, a fixação de conceitos. Os avós já não têm esse compromisso, estão sempre mais atentos em passar aos netos a sabedoria adquirida enquanto seus cabelos embranqueciam. A minha avó dizia... Quanto de sabedoria essa frase esconde em nossas vidas. Quanta saudade nos traz.
Fico imaginando os avós daquele menino divino na distante e pobre Nazaré da Galileia: Ana e Joaquim. Infelizmente a tradição não nos informou os nomes dos pais de S José. Mas como terá sido a infância e o convívio de Jesus com seus avós? Tenho para mim que além dos valores que aprendeu com seus pais, Maria e José, valores de honestidade, firmeza, humildade, a mansidão, a doçura e o amor devem ter sido o legado de Joaquim e Ana àquele menino tão esperto e sábio.
Com as dificuldades do mundo moderno os avós têm sido chamados a exercer o desafio de cumprir um papel de substitutos dos pais. Pais que precisam trabalhar e até mesmo, pais que abrem mão de seus filhos fazem com que os avós assumam o duplo papel de avós e pais. Certamente estas serão crianças que terão a oportunidade de vivenciar uma maneira nova de aprendizagem da vida. Para os avós esse é um bom desafio que lhes ajudará a retardar a velhice e atravessar essa fase da vida de maneira mais jovial e ativa.
De tudo o mais importante é que a essência da sabedoria dos nossos mais velhos possa ser transmitida, com amor, às novas gerações. Se você tem avós vivos não deixe de dar um beijo carinhoso neles neste dia 26 de julho, se já se adiantaram no caminho transforme em oração o beijo, mas tenha a lembrança deles sempre viva em sua memória.
 S Joaquim e Sant’Ana, intercedei junto a Jesus por nós.


21 de junho de 2023

Mudança cósmica / Solstício de inverno.

Vivemos, mesmo que muitos nem saibam, um momento cósmico especial, o Solstício de Inverno (no hemisfério Sul), que nos remete aos ciclos de “claro” e “escuro”, atividade e repouso. É o dia mais curto e, claro, a noite mais longa do ano.

A mãe natureza nos brinda com uma Luz adicional para vermos melhor o caminho.
Ela sempre nos mostra a lição a aprender , mesmo que para muitos de nós não esteja assim tão evidente , mas está sempre lá diante de nós, e às vezes, é ainda muito difícil perceber as evidências cósmicas, da alternância do claro e escuro que maravilhosamente, fazem com que a Dança da Vida aconteça. Mesmo assim continuamos a ter medo do escuro, embora já tendo experienciado que ele é somente a contra parte, o oposto complementar do claro.
Com o solstício iniciamos o Inverno que nos convida a hibernar, ao recolhimento, à meditação, à interiorização para processar o que vivenciamos no último ciclo e nos preparar para o novo ciclo de Luz que logo retornará.
É preciso estar atento para o fato de que a partir de agora as noites gradativamente irão diminuir e os dias irão aumentar até chegarmos na estação das flores, do desabrochar das consciências, que passaram o inverno meditando e revendo seus processos de vida.
Estar de acordo com os ciclos da natureza é uma sabedoria que foi sendo deixada de lado e precisa ser resgatada.
Que nossos dias de inverno possam nos trazer o frio necessário para nos manter quietos e interiorizados, e por isso devemos agradecer por essa ajuda da natureza.
Que cada um de nós encontre a sua forma de meditar e refletir, e que possamos celebrar sempre os ciclos cósmicos e resgatar a sabedoria de nossos ancestrais que foram se perdendo com o avanço da tecnologia e dos sistemas mais preocupados em valorizar o TER, em detrimento do SER.



25 de outubro de 2022

Não há o que temer para quem sabe reconhecer Deus na intimidade.

 

Tenho ouvido relatos de oposição ao Papa Francisco e á ala progressista da igreja, que segue literalmente o discurso que encontramos no cap 25 do evangelho de Mateus. O que se vê hoje acontecendo em várias dioceses e nas comunidades chamadas de Vida e Aliança é algo que envergonha qualquer cristão consciente. Mas não podemos nos iludir, isso de certa forma, acontece há muitos séculos.

A igreja, em sua maioria, desde que se tornou “religião oficial”, esteve do lado oposto da mensagem Jesus. Ela se colocou do lado dos poderosos.  Houve tempos em que ela mesma era a poderosa e se ocupava mais dos bens, do que do Bem. Na verdade, os pequenos grupos que se alinham à mensagem dos evangelhos sempre foram perseguidos.  Muitos foram considerados heréticos e chegaram a ser exterminados pelas cruzadas. O próprio Francisco em Assis foi muito mal visto e acusado de desencaminhar jovens, de atentar contra a ordem.  E isso é muito antigo. Os padres do deserto, os eremitas, na verdade foram os primeiros a sofrer perseguição, exatamente por isso se isolaram e enterraram boa parte dos manuscritos que não tinham sido aceitos pela igreja "oficial". Aliás essa ideia de igreja oficial é algo bem diferente das comunidades autocéfalas dos primeiros tempos, e a convocação do primeiro concilio, o de Jerusalém, mostra bem, isso.

É muito triste ver que o Espírito Santo suscitou um papa para tentar colocar a igreja mais próxima e fiel à mensagem original, e ele seja tão criticado e desrespeitado.
A mensagem de Jesus não é muito palatável em um mundo que prefere o individualismo e a exterioridade, ela é muito questionadora e propõe que se saia em direção ao outro. O Amar ao próximo como a ti mesmo é algo muito descabido para um mundo de “leis de Gerson” e que se pauta por uma razão cínica. A própria estrutura monárquica da igreja, sofreria por parte do Nazareno, sérias e severas críticas.

Mas se pensarmos que se o filho de Deus não foi poupado, porque o mundo iria poupar quem resolve segui-lo? O mundo prefere o luxo, a pompa e o exagero de cardeais de longas caudas vermelhas, as celebrações espetaculosas que mostram bem com quem está o poder material. Comunidades como a Canção Nova entre  outras, com seus templos e pregações sentimentais e de um falso piedosismo recheado de ameaças de condenação eterna, para garantir o que sempre foi instrumento de poder na igreja, o medo e a culpa. E tudo isso com um apoio às vezes bem explicito a quem dissemina a morte, o genocídio, o preconceito e toda sorte de ódio. Neste cenário vamos encontrar  sacerdotes falastrões que sabem muito bem acusar, mas que ninguém lhes investigue a conduta, preocupados com a imagem, a vaidade e o sucesso financeiro para que angariem cada vez mais alma$$$.

Grandes santuários que diferem radicalmente de alguém que afirmava: não ter nem lugar onde repousar a cabeça, são evidencias de quanto se está distante do incômodo Galileu, que ousou desafiar os sacerdotes e poderosos de seu tempo.



Pensar  as vezes é algo doloroso. É um exercício que pode nos levar a conclusões como se sentir enganado, ou ter sido enganado por toda uma vida. Mas é necessário, porque apesar do desalento, no que se refere a espiritualidade, essa dor, esse desapontamento pode nos levar a um vazio, um grande vazio, mas é neste vazio, que pode-se encontrar aquele que simplesmente Éque não tem nome, e é como na música do Milton:
 O “Que todos os meus nervos estão a rogar/ Que todos os meus órgãos estão a aclamar
Que uma aflição medonha me faz implorar /O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá/ O que não tem juízo.
Esse é o Deus que busco seguir, é a Ele que eu adoro em Pneuma e Alethéia, em espírito e em verdade. Ele não habita em templos feitos por mãos, ele está e sempre estará, no meio de nós.

Quando se segue e se adora Àquele que disse que o Reino de Deus está no meio de nós, não há o que temer. Se Ele habita em mim e em todos os de BOA VONTADE, ele jamais compactuará com a morte, a mentira, o preconceito, o ódio e o desprezo pela vida. O Deus da minha fé, é o Deus do AMOR, o Deus que a TODOS inclui sem nenhuma distinção,



28 de agosto de 2022

O Rio da minha vida. As 71 voltas em torno do sol.

E o sol deu mais uma volta pelo céu.  Confesso que tenho a impressão, que desta vez, o acelerador estava o tempo todo acionado. É como se eu tivesse dormido e acordado 365 dias depois em uma só noite. Mas quando penso com mais cuidado, percebo que muita coisa aconteceu neste um ano. Foram dias de apreensão, de medo até. Temos tido que aprender a viver sob as mais variadas ameaças. Cada dia parece ter uma, ou várias provas a serem vencidas. Tenho a nítida impressão que aqueles anos de paz e tranquilidade, como um rio que corre lentamente em direção ao oceano, se transformaram em verdadeiras corredeiras que exigem atenção e cuidado o tempo todo. O importante, na verdade, é não esquecer de fluir e ter a certeza de que no final, o que se vai encontrar, não há a menor dúvida, é o grande mar.

É lá que todos iremos nos encontrar um dia.
A todo momento, e em tudo, não podemos esquecer que que o principal é a aprendizagem, o crescimento e o fluir, tendo o amor como regra e a fraternidade como princípio.

Sou muito grato ao criador que me proporcionou essas 71 (setenta e uma) voltas em torno do sol.
Sou grato pela luz desse sol, que iluminou sempre o meu caminho.
Sinto muito pelos tropeços que me detiveram no caminho, e dos momentos em que recusei temporariamente a ir adiante.
Peço ao grande criador que me perdoe por minha imaturidade e se algumas vezes fui rebelde e me recusei a aprender a lição.
Faço questão aqui de declarar o meu eterno amor a Ele , fonte de toda a vida, e de todo amor que banha nosso universo.


É como eu certa vez escrevi:
A minha vida é como um rio.
Da nascente à grande vazão,
A novidade é a constante.
Nenhuma gota repete um caminho já feito.
Tudo é novo, similar, parecido talvez,
mas sempre novo.
Numa curva como agora, 
O murmurar das aguas ansioso
Repete a eterna pergunta:
Quanto ainda falta para ao grande mar chegar?
Loucuras de rio afoito,
Que não percebe que o melhor do trajeto
É a simplicidade do suave marulhar.

Que eu continue a agradecer esse fluir de energia, que há cada ano, me presenteia sempre com um novo, simples e desafiante marulhar cotidiano. 


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11 de agosto de 2022

"Alfredinho" um padre que escolheu viver entre os rejeitados.

 

"ALFREDINHO", foi um padre suíço  que  pertenceu à congregação dos filhos da caridade, que na década de 1980, criou a "irmandade do servo sofredor".



BIOGRAFIA

Frédy Kunz, nasceu no dia 12 de fevereiro de 1920, em Berna (Suíça)

Em 1926, mudou-se, juntamente com a sua família, para Arbois (França).

Na infância, devido ao sobrenome de origem alemã era discriminado por outras crianças, no contexto de grande rivalidade entre os países no período posterior à primeira guerra mundial.

Aos onze anos de idade, começou a trabalhar em na cozinha de um hotel, no início, apenas durante as férias escolares. a partir dos 13 anos, quando terminou os estudos, passou a trabalhar até quinze horas por dia. o patrão o tratava com muita severidade, incluindo tapas da na cara e chutes no traseiro, quando executava tarefas com lentidão e, em troca, recebia uma baixa remuneração.

Aos 16 anos de idade, ingressou na Juventude Operária Católica (JOC).
Em 1940, durante a conquista da França pela Alemanha nazista, o regimento no qual servia foi capturado. Durante a época na qual foi prisioneiro de guerra, organizou grupos de oração e de assistência aos doentes.

Enquanto era prisioneiro de guerra, recusou-se a trabalhar para os nazistas em troca de um melhor tratamento como prisioneiro.

O contato com o sofrimento no campo de concentração o levou a meditar sobre o Cântico do Servo Sofredor, (Isaías,53), que contém os seguintes versos:

“.. desprezado e rejeitado pelos homens,

homem do sofrimento e experimentado na dor;

como indivíduo de quem a gente esconde o rosto,

ele era desprezado e nem tomamos conhecimento dele.

Todavia, eram as nossas doenças que ele carregava,

eram as nossas dores que ele levava em suas costas.

E nós achávamos que ele era um homem castigado,

um homem ferido por deus e humilhado.

Mas ele estava sendo transpassado por causa de nossas revoltas,

esmagado por nossos crimes.

Caiu sobre ele o castigo que nos deixaria quites;

e por suas feridas é que veio a cura para nós.  ”


 

Posteriormente, diria que:

“ É nos cânticos do servo de Deus que Jesus descobriu sua missão. Ele é o servo sofredor por excelência. E hoje, ele continua sua paixão e ressurreição na carne dos pobres humilhados, rejeitados, conduzidos ao matadouro. São esses pobres que purificam nossa humanidade corrompida pelo consumismo, pelo luxo, pelo desperdício, pela sexualidade desenfreada, pela violência. São as suas feridas que nos curam. Se nosso mundo de estupidez e de horrores não afunda de vez, é graças a esses servos sofredores. Seu espírito de resistência, sua disposição a perdoar pode converter aquele que detém o poder e o dinheiro, aquele que é vítima dos falsos deuses do mundo materialista. Quando o pobre, mergulhado nesse mistério, sem saber, adquire a inteligência do que ele vive, alguma coisa nasce. Porque a vocação do servo sofredor não é de ficar eternamente pisado. Ele é portador de uma esperança. Quando Isaías fala no meio dos cativos, ele pressente uma libertação. ”

Após a segunda guerra mundial, ingressou em um seminário, depois, alguém que conhecia suas características, o aconselhou a ingressar na Congregação dos Filhos da Caridade, uma congregação fundada em Paris (França), no dia 25 de dezembro de 1918, pelo padre Jean-Emile Anizan (1853-1928) e que tem como propósito a evangelização das classes trabalhadoras.

Em 1954, foi ordenado sacerdote.

Em 1955, depois de um ano atuando em uma paróquia em Paris, foi enviado para Montreal (Canadá), onde foi capelão da JOC e organizou o círculo Mximiliano Maria Kolbe que tinha como missão conseguir ajuda para pessoas necessitadas.

Entre 1962 e 1968, dedicou-se à Pastoral Vocacional e passou a pregar em retiros espirituais.

Em 1968, foi enviado para a diocese de Crateús (Ceará - Brasil), então dirigida por Dom Antônio Batista Fragoso, um dos participantes do Pacto das Catacumbas, que pretendia transformar a igreja católica em uma entidade a serviço dos mais pobres e das suas lutas para sair da miséria e da exploração.

Naquela cidade, concedeu a unção dos enfermos a uma jovem prostituta, de apenas 22 anos, que, duas semanas depois, faleceria de Tuberculose. Após o falecimento, Alfredinho alugou o barraco onde vivia a prostituta e naquele local, exerceria por três anos suas funções religiosas, convivendo com pessoas marginalizadas.

Em 1976, quando sofria de uma hérnia de disco, indagou ao biblista Carlos Mesters o sentido de tamanho sofrimento. Esse questionamento, levou Mesters a escrever o A Missão do Povo que Sofre", que apresenta Os Quatro Cânticos do Servo de Javé como quatro passos que o sofredor faz para descobrir-se servo.

No início de março de 1981, em decorrência de uma forte seca na região, dezenas de flagelados chegaram à cidade de Crateús em busca de alimentos. Naquele contexto, organizou a campanha "Porta Aberta aos Famintos" (PAF), pelo qual, às pessoas dispostas a doar comida aos famintos colocavam um cartaz com os referidos dizes na porta de suas casas. Essa campanha ajudou a alimentar milhares de camponeses pobres.

Irmandade do Servo Sofredor ( ISSO)

No dia 7 de janeiro de 1977, Alfredinho começou a pregar em um retiro que tinha como tema a figura do "Servo Sofredor" no Seminário da Prainha, em Fortaleza. Esse encontro contou com sete participantes que decidiram se reencontrar uma vez por ano, esse foi o surgimento da “Irmandade do Servo Sofredor” (ISSO), que teria como padroeiro São Maximiliano Maria Kolbe.

Alfredinho, um verdadeiro santo que viveu entre nós fez sua Páscoa no dia 12 de agosto de 2000, em Santo André (Brasil).


17 de julho de 2022

Parada para ouvir a voz interior


É preciso ouvir a sabedoria que vem de dentro e o momento é de silenciar e observar. 
Fora o que acontece no plano físico temos que considerar a grande batalha no plano espiritual. 
Atravessamos momentos muito difíceis. 
Além disso é preciso colocar em pratica o que se aprendeu com a física quântica e com a lei de Atração. Se ficarmos vibrando, só reclamação Das coisas que estão erradas, vamos pouco a pouco nos enredando neste novelo negativo até estarmos totalmente sufocados. 

É preciso muita serenidade e atenção.
Temos que plasmar internamente a mudança para que ela ocorra do lado de fora,
 

É tempo de ação e não de reclamação.
Pode parecer muito difícil, mas no momento é o que nos compete fazer.


Paz, silêncio e Luz a todos!

5 de junho de 2022

Pentecostes

 

A Festa de Pentecostes é um marco solido da fé cristã. A narrativa de Lucas no livro dos Atos dos Apóstolos (At 2,1-13) revela que os discípulos estavam reunidos no mesmo local dos encontros anteriores (os discípulos se reuniam de modo secreto e escondido, pois temiam perseguições por estarem envolvidos com Jesus, que fora condenado como malfeitor).

Pentecostes é o evento em que os discípulos perdem o medo e encontram através da força do Espírito Santo a coragem de testemunhar o Evangelho e assumir todos os riscos inerentes à vocação.

As línguas de fogo representam a força do alto, a intervenção divina e a luz do Espírito Santo que ilumina, aquece e encoraja. Pode-se dizer que as línguas de fogo são a unção de Deus para a nova missão dos discípulos. Eles até agora reunidos a portas fechadas, deixam o lugar e partem corajosamente para anunciar a missão, a paixão e a ressureição de Jesus.     (Frei Isidoro Mazzarolo)


                              
Quando vejo esta imagem, tão divulgada pela igreja nesta época de Pentecostes, fico me perguntando: se Maria e as outras mulheres que seguiam Jesus estavam também entre os apóstolos, Certamente que sim, pois o relato afirma que eram muitos. Com toda certeza também como eles, receberam a efusão do Espírito Santo.  Não deixaram de ser mulheres. Por que então resolveram ir além das decisões de Deus e privar as mulheres do sacerdócio?

Será que o Espírito de Deus escolheu em quem se manifestar?
Tenho pavor de incoerências.

Pedro pelo menos teve a humildade de admitir em uma outra situação que se o espírito havia se derramado sobre os "impuros", não seria ele que faria objeção. Mas parece que o magistério atual prefere outro caminho... 

 

Que o Espírito Santa traga Luz, muita Luz para que se possa ter um novo caminho mais inclusivo e genuinamente Cristão.
 Que ele nos dê coragem neste momento difícil de nossa história.



21 de abril de 2022

Tretas e mais tretas ...

 No país da "treta", está claro que tudo é possível, de minha parte já estou bastante indisposto e seguir com isso seria forçar o vômito.

Há dias venho observando e tentando me adaptar á algumas interferências e pequenas discordâncias daquilo que eu venho postando. Seja o "pavão misterioso" de Petrolina, em que me disseram que eu devia aprender a não julgar, ou o 19 de Abril que aprendi que não posso mais chamar de "Dia do Índio" ou até mesmo numa piada sobre o carnaval fora de época. Há um quê de gozo das pessoas em procurar tretas. Ontem estava vendo, por acaso, uma youtuber que falava da importância das discórdias e das tretas como entretenimento nos reality shows, e concluía que o atual reality global "flopou" porque teve pouca discórdia e poucas discussões e muito poucas brigas. E para culminar, até treta com STF o chefe máximo da nação resolveu criar com seu indulto.
Doravante, até que a náusea melhore fico com amenidades como músicas e fotos de minha cidade amada ou comentários sem maiores consequências.

28 de janeiro de 2022

Quem nasce lá na Vila, nem sequer vacila, ao abraçar o samba...( Noel Rosa)

 Eu nasci aqui, neste bairro e neste Boulevard, em uma maternidade que ficava a poucos metros e tinha o mesmo nome da Basílica de Nossa Senhora de Lourdes. Fiz o meu ensino primário numa escola também no Boulevard 28 de Setembro. Escola que existe até hoje "escola Argentina". Moro na vizinhança de Vila Isabel, no bairro do Maracanã, que é um bairro entre a Vila Isabel e a Tijuca. Vila Isabel.


João Batista Viana Drumond (1825-1897), o abolicionista Barão de Drumond, resolveu levantar, em 1872, um bairro nas terras da Fazenda dos Macacos que havia recém-adquirido. Encantado com Paris, o barão entregou o traçado do bairro ao arquiteto e engenheiro Francisco Bitencourt da Silva (fundador do Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro). O bairro foi projetado com toques franceses, e batizado de Vila Isabel, em homenagem à filha de D.Pedro II, tendo ruas com nomes de abolicionistas.
A principal avenida recebeu o nome de Boulevard 28 de Setembro, em comemoração à data da assinatura da Lei do Ventre Livre. A praça do bairro foi nomeada Sete de Março, em homenagem ao dia da constituição do Gabinete do Primeiro Ministro Visconde de Rio Branco, que promoveu a famosa Lei de 1871, que determinava a libertação dos nascidos de mães escravas. A segunda rua em importância recebeu o nome de Teodoro da Silva, que havia assinado a Lei com a Princesa. Após a morte de Drumond, a praça passou a chamar-se Barão de Drumond.
Em 1873, o Barão havia criado a Companhia Ferro Carril de Vila Isabel, para a ligação do centro da cidade com o bairro.
Além de ter sido o primeiro bairro planejado da cidade, Vila Isabel abrigou o primeiro jardim zoológico do Rio de Janeiro. Como pretexto para incentivar a visita, o ingresso possuia um número representando um animal; no final do dia era efetuado um sorteio com prêmios em dinheiro. Esta a origem do jogo do bicho.
A foto é um cartão postal que mostra o boulevard. O canteiro central fora construído para facilitar o acesso do público ao bonde. O texto sobre a Vila Isabel foi copiado do Facebook Celia Fernanda FontouraFotos, Fatos e Histórias do Rio Antigo